Surpeendentemente Boa!!!
Dessa vez a GMM acertou em cheio ao fazer essa série e eu admito que não esperava por isso. Depois do traumatizante BL “We Are”, eu tinha adquirido um verdadeiro ranço de assistir a qualquer produção da GMM com excesso de episódios, longa duração e múltiplos ships atuando. No entanto, “Perfect 10 Liners” veio para quebrar essa maldição. A série superou tanto as minhas expectativas que conseguiu curar o trauma desse formato arrastado, entregando algo que me prendeu do início ao fim e provando que a fórmula funciona quando o roteiro é bem feito.
A série é dividida em três arcos principais: o de Arc e Arm (ForceBook), que vai do episódio 01 ao 08; o de Yotha e Gun (PerthSanta), do 09 ao 16; e o de Faifah e Wine (JuniorMark), fechando do 17 ao 24. Nesses arcos, também contamos com casais secundários incríveis, como Pond e Sand (MarcPoon) e Klao e Wa (AouBoom), além de um maravilhoso elenco coadjuvante, onde o destaque maior vai para o icônico Po (JJ) e diversas participações especiais de peso, como Tawan, Sea e Ohm Thitiwat.
O grande segredo para a série não se tornar cansativa foi justamente essa divisão. Cada arco tem sua própria identidade e o roteiro soube dar o tempo certo de tela para cada história. Deixando os spoilers de lado, aqui está a minha visão sobre cada um deles:
Arco 1: Arc e Arm (Episódios 01 a 08) — Sinceramente, foi um arco morno. Nada grandioso ou impactante; parecia mais uma típica história de ForceBook em suas skins habituais. Apesar de amá-los como atores, sinto que eles precisam urgentemente sair dessa dinâmica de relacionamento fofo/bobo com o popular/indiferente. Deu certo por um tempo, mas adoraria vê-los em novos desafios. Foi um arco apenas "bom", que acabou se arrastando muito em prol de um objetivo clichê e cansativo. O grande destaque que salvou esses episódios foi o trio de amigos Arm, Po e Sand, que me tirou gargalhadas sinceras com momentos super divertidos e descontraídos. O destaque máximo vai para Po, representando com maestria e irreverência a "vida de solteiro". A cena icônica dele é simplesmente inesquecível!
Arco 2: Yotha e Gun (Episódios 09 a 16) — Que arco fofo e doce do começo ao fim! Mesmo sendo algo clichê como o arco anterior, ele se destaca pelo enredo envolvente e pelo carisma avassalador do casal. A química entre Perth e Santa é muito natural, transformando o clichê usado aqui totalmente a favor da narrativa e desenvolvendo os traumas e as vulnerabilidades dos personagens com muita sensibilidade. Eles entregam uma evolução genuína, onde cada olhar e cada toque transborda fofura e amor, me fazendo esquecer o tempo passar. Impossível não se apaixonar por Yotha e Gun e sua jornada de cura mútua, onde o amor deles não apenas resolve os mal-entendidos do passado, mas constrói um porto seguro que aquece a nossa alma.
Destaque especial para o drama familiar de Yotha e sua mãe, que foi tão tocante que me arrancou lágrimas sinceras. O único ponto negativo, para mim, foi a forma de resolução e superação do trauma de Gun, mas dá para passar um bom paninho nisso se olharmos o todo que foi entregue. E, por último, não poderia deixar de falar dos maravilhosos e lindíssimos AouBoom como Klao e Wa, casal secundário desse arco. Além de ambos entregarem, como sempre, beijos saborosos e amassos cheios de paixão e desejo, tivemos o prazer de vê-los em uma nova skin de personagens, demonstrando toda a versatilidade e talento deles como atores.
Arco 3: Faifah e Wine (Episódios 17 ao 24) — Foi um dos melhores arcos da série na minha opinião, mas confesso que foi uma disputa bem acirrada entre ele e o arco de Yotha e Gun. Faifah e Wine, além dos momentos engraçados e fofos, trouxeram maturidade, representatividade e uma evolução comportamental impecável. Ver a forma como eles desconstroem as próprias inseguranças, medos bobos e barreiras foi o que tornou esse casal tão maduro e apaixonante. Destaque para a sabedoria, empatia e acolhimento de Faifah em seu discurso para Wine sobre aceitação e amor-próprio. O roteiro soube demonstrar perfeitamente, e com leveza, a temática sobre o preconceito em se aceitar e ser quem você é, mostrando que o verdadeiro acolhimento vem de dentro para fora. Em vez de focar apenas na dor, a série escolheu focar na força da rede de apoio e no amor como cura. Aplaudo esse arco por esse serviço público prestado. E isso vem para provar que um casal de BL pode ser fofo, engraçado e, ao mesmo tempo, ter uma postura engajada, racional e sensata diante da vida. Junior e Mark entregaram uma química descontraída e super romântica, transformando esse encerramento de arco em uma experiência memorável e, sem dúvidas, no ápice de toda a série.
No fim das contas, “Perfect 10 Liners” fez o que parecia impossível: superou todas as minhas expectativas e me curou do trauma de produções longas da GMM que herdei de “We Are”. A série provou que a fórmula de múltiplos episódios e vários casais funciona perfeitamente quando o roteiro é inteligente, bem estruturado, bem executado, sabe dar o tempo certo de tela para cada história e foca na evolução real das atitudes, comportamentos e relacionamentos dos personagens, em vez de se perder em dramas arrastados e desnecessários. Mesmo com um início um pouco mais morno no primeiro arco, a subida de qualidade nos arcos seguintes foi surpreendente, entregando romance, diversão, choro, representatividade, fofura e muita maturidade. Aliado a isso, a parte técnica deu um show à parte: a direção foi cirúrgica em ditar o ritmo de cada arco, a cenografia e o figurino estavam impecáveis e visualmente lindos, e as OSTs embalaram perfeitamente cada momento marcante. Entregou tudo e mais um pouco, literalmente! Minha nota vai ser um sólido 09 pela experiência maravilhosa que tive assistindo e que super recomendo para todo mundo que, assim como eu, estava com medo de se frustrar. Valeu cada segundo!
Recomendo ⭐⭐⭐⭐
A série é dividida em três arcos principais: o de Arc e Arm (ForceBook), que vai do episódio 01 ao 08; o de Yotha e Gun (PerthSanta), do 09 ao 16; e o de Faifah e Wine (JuniorMark), fechando do 17 ao 24. Nesses arcos, também contamos com casais secundários incríveis, como Pond e Sand (MarcPoon) e Klao e Wa (AouBoom), além de um maravilhoso elenco coadjuvante, onde o destaque maior vai para o icônico Po (JJ) e diversas participações especiais de peso, como Tawan, Sea e Ohm Thitiwat.
O grande segredo para a série não se tornar cansativa foi justamente essa divisão. Cada arco tem sua própria identidade e o roteiro soube dar o tempo certo de tela para cada história. Deixando os spoilers de lado, aqui está a minha visão sobre cada um deles:
Arco 1: Arc e Arm (Episódios 01 a 08) — Sinceramente, foi um arco morno. Nada grandioso ou impactante; parecia mais uma típica história de ForceBook em suas skins habituais. Apesar de amá-los como atores, sinto que eles precisam urgentemente sair dessa dinâmica de relacionamento fofo/bobo com o popular/indiferente. Deu certo por um tempo, mas adoraria vê-los em novos desafios. Foi um arco apenas "bom", que acabou se arrastando muito em prol de um objetivo clichê e cansativo. O grande destaque que salvou esses episódios foi o trio de amigos Arm, Po e Sand, que me tirou gargalhadas sinceras com momentos super divertidos e descontraídos. O destaque máximo vai para Po, representando com maestria e irreverência a "vida de solteiro". A cena icônica dele é simplesmente inesquecível!
Arco 2: Yotha e Gun (Episódios 09 a 16) — Que arco fofo e doce do começo ao fim! Mesmo sendo algo clichê como o arco anterior, ele se destaca pelo enredo envolvente e pelo carisma avassalador do casal. A química entre Perth e Santa é muito natural, transformando o clichê usado aqui totalmente a favor da narrativa e desenvolvendo os traumas e as vulnerabilidades dos personagens com muita sensibilidade. Eles entregam uma evolução genuína, onde cada olhar e cada toque transborda fofura e amor, me fazendo esquecer o tempo passar. Impossível não se apaixonar por Yotha e Gun e sua jornada de cura mútua, onde o amor deles não apenas resolve os mal-entendidos do passado, mas constrói um porto seguro que aquece a nossa alma.
Destaque especial para o drama familiar de Yotha e sua mãe, que foi tão tocante que me arrancou lágrimas sinceras. O único ponto negativo, para mim, foi a forma de resolução e superação do trauma de Gun, mas dá para passar um bom paninho nisso se olharmos o todo que foi entregue. E, por último, não poderia deixar de falar dos maravilhosos e lindíssimos AouBoom como Klao e Wa, casal secundário desse arco. Além de ambos entregarem, como sempre, beijos saborosos e amassos cheios de paixão e desejo, tivemos o prazer de vê-los em uma nova skin de personagens, demonstrando toda a versatilidade e talento deles como atores.
Arco 3: Faifah e Wine (Episódios 17 ao 24) — Foi um dos melhores arcos da série na minha opinião, mas confesso que foi uma disputa bem acirrada entre ele e o arco de Yotha e Gun. Faifah e Wine, além dos momentos engraçados e fofos, trouxeram maturidade, representatividade e uma evolução comportamental impecável. Ver a forma como eles desconstroem as próprias inseguranças, medos bobos e barreiras foi o que tornou esse casal tão maduro e apaixonante. Destaque para a sabedoria, empatia e acolhimento de Faifah em seu discurso para Wine sobre aceitação e amor-próprio. O roteiro soube demonstrar perfeitamente, e com leveza, a temática sobre o preconceito em se aceitar e ser quem você é, mostrando que o verdadeiro acolhimento vem de dentro para fora. Em vez de focar apenas na dor, a série escolheu focar na força da rede de apoio e no amor como cura. Aplaudo esse arco por esse serviço público prestado. E isso vem para provar que um casal de BL pode ser fofo, engraçado e, ao mesmo tempo, ter uma postura engajada, racional e sensata diante da vida. Junior e Mark entregaram uma química descontraída e super romântica, transformando esse encerramento de arco em uma experiência memorável e, sem dúvidas, no ápice de toda a série.
No fim das contas, “Perfect 10 Liners” fez o que parecia impossível: superou todas as minhas expectativas e me curou do trauma de produções longas da GMM que herdei de “We Are”. A série provou que a fórmula de múltiplos episódios e vários casais funciona perfeitamente quando o roteiro é inteligente, bem estruturado, bem executado, sabe dar o tempo certo de tela para cada história e foca na evolução real das atitudes, comportamentos e relacionamentos dos personagens, em vez de se perder em dramas arrastados e desnecessários. Mesmo com um início um pouco mais morno no primeiro arco, a subida de qualidade nos arcos seguintes foi surpreendente, entregando romance, diversão, choro, representatividade, fofura e muita maturidade. Aliado a isso, a parte técnica deu um show à parte: a direção foi cirúrgica em ditar o ritmo de cada arco, a cenografia e o figurino estavam impecáveis e visualmente lindos, e as OSTs embalaram perfeitamente cada momento marcante. Entregou tudo e mais um pouco, literalmente! Minha nota vai ser um sólido 09 pela experiência maravilhosa que tive assistindo e que super recomendo para todo mundo que, assim como eu, estava com medo de se frustrar. Valeu cada segundo!
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