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  • Last Online: 16 hours ago
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  • Location: Minas Gerais
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  • Join Date: January 25, 2025
Only Friends: Dream On thai drama review
Completed
Only Friends: Dream On
0 people found this review helpful
by MiltonGomesQueiroz
27 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed
Overall 7.0
Story 5.0
Acting/Cast 9.0
Music 10.0
Rewatch Value 5.0

Decepção Agridoce!

Depois de uma primeira temporada icônica, a expectativa era altíssima sobre a continuação dessa franquia e, sinceramente, essa expectativa não foi alcançada.

"Only Friends: Dream On" novamente trouxe um elenco de peso, mas foi uma série tímida no quesito enredo e nos plots de seus personagens. Parecia querer jogar no seguro, confiando que somente o peso do nome da franquia garantiria o sucesso.

Aquele drama de qualidade e a safadeza provocativa que a gente tanto gostava na primeira temporada acabaram ficando pelo caminho. A impressão que fica é que a produção ficou com medo do próprio formato. A ousadia deu lugar a um roteiro morno, e aquela troca de casais com propósito da primeira temporada se transformou em uma sequência de quase-acontecimentos que raramente levavam a lugar algum.

Em vez de desenvolver conflitos maduros, a série optou por dramas rasos, mal-entendidos bobos e resoluções apressadas. O que salvou a experiência de ser um desastre completo foi a entrega impecável dos atores, que conseguiram tirar leite de pedra e entregar momentos brilhantes mesmo com um material tão limitado.

Para quem esperava a mesma intensidade e visceralidade da primeira temporada, o sentimento final é de pura frustração. É uma série assistível pela química inquestionável dos casais, mas que passa bem longe do status de memorável que a sua antecessora conquistou.

Mesmo sendo uma temporada que pisou no freio o tempo todo, houve alguns destaques maravilhosos, como o personagem Dean (Mix), o casal Tua e Arnold (Joss e Gawin) e as participações especiais de Sand, Ray, Boston e Nick, parte do elenco estrelado da primeira temporada.

Foi empolgante conhecer o Dean: um ator gay empoderado, talentoso, seguro de si e que lutava com unhas e dentes para conseguir o que queria. Pena que, como par do diretor Jack (Earth), o plot deles era tedioso, previsível e sem emoção, mesmo com a química nata do ship.

Outro ponto alto foi a sintonia absurda entre Joss e Gawin. Como Tua e Arnold, eles construíram uma afinidade única que saltava da tela, entregando desde a leveza dos momentos fofos até a intensidade do desejo, salvando várias cenas pelo puro carisma e talento dos dois juntos. Para mim, foi uma enorme surpresa essa atuação magnética e encantadora da dupla. Apesar de um momento de deslize no enredo, eles ainda conseguiram me fazer ficar perdidamente apaixonado por eles e pela sua história. E não poderia deixar de mencionar a beleza estonteante e saborosíssima de Joss, que me fez suspirar em vários momentos.

E falar dessa temporada sem citar as participações especiais é impossível. Ver Sand, Ray, Boston e Nick de volta trouxe aquele calorzinho no coração e relembrou a razão de termos nos apaixonado por esse universo, provando que o elenco veterano ainda tem uma força gigantesca em cena.

Boston trouxe aquele típico caos e os flertes que são sua marca registrada, mesmo sendo mal aproveitado e contido pelo roteiro. Ainda assim, bastou o seu reencontro icônico e cármico com o Nick para provar a força dramática de Neo e Mark, entregando a melhor e mais emocionante cena de toda a temporada e lavando a alma de quem acompanhou a jornada do casal na temporada anterior.

Já Sand e Ray continuaram exalando aquela cumplicidade amadurecida e provocações bem-humoradas que a gente ama, servindo como o porto seguro da narrativa e mostrando que a dinamicidade do quarteto veterano ainda é a alma mais pulsante de toda essa franquia. Mesmo com o roteiro limitando o espaço de todos eles, a presença desse elenco veterano foi um afago nostálgico necessário e que elevou o nível da história.

Sobre o casal formado pelo DJ Rome (Aou) e o aspirante a ator Raffy (Boom), a história deles acabou caindo nos mesmos ciclos repetitivos e resoluções mornas que afetaram os outros casais. O carisma de Aou e Boom é inegável, mas o desenvolvimento raso impediu que a relação deles alcançasse o potencial e o impacto que prometia no início. Mas preciso enaltecer o Raffy de Boom, pois ele me fez ir da empatia ao ranço várias vezes com sua atuação pontual.

Pelo menos, na parte visual, a produção caprichou: o figurino de cada um deles e a direção de arte continuaram impecáveis e cheios de personalidade. As roupas traduziam perfeitamente a essência de cada personagem, combinando cores, cortes e estilos que conversavam com a vida noturna e o tom urbano da série. A fotografia e os cenários continuaram lindos de ver, mantendo aquele apelo estético impecável que já é a assinatura da franquia.

A trilha sonora também não deixou a desejar. As faixas foram muito bem escolhidas para embalar os momentos de tensão, sedução e vulnerabilidade dos casais, elevando a carga emocional das poucas cenas realmente marcantes da temporada e salvando o clima de vários episódios.

Unindo o figurino estiloso a uma trilha sonora envolvente, a produção conseguiu entregar um pacote técnico muito bonito e agradável de acompanhar. No final das contas, "Only Friends: Dream On" é um espetáculo visual e sonoro com um elenco talentoso, mas que infelizmente acabou sufocado por um roteiro covarde.

E por isso minha nota vai ser somente um decepcionado 07, pois, para uma espera de uma continuação igual ou melhor, essa segunda temporada foi apenas boa e quase não se assemelhou à sua antecessora. O título não representou a essência da obra original, tanto que, se essa série tivesse outro nome, seria mais aceitável. O maravilhoso talento do elenco em um roteiro medíocre foi o que salvou essa série do completo fracasso.

Novamente a Tailândia prova que consegue estragar algo pronto e de sucesso por medo de ousar. A falta que o Jojo fez na direção dessa temporada é a prova de que a visão artística muda absolutamente tudo. Faltou a coragem de incomodar e as vivências e diversidade muito bem retratadas que ele imprime em suas produções.

Apesar dos pesares, saio dessa temporada completamente satisfeito e cadelizado por Joss e Gawin, admirado com Mix e Boom e saudosista com Sand e Ray, Boston e Nick. Fecho esse review literalmente com um sentimento agridoce e a sensação de que poderia ter sido muito melhor.

Nota: 07/10 😬🔞🔥

Recomendo com ressalvas ⭐⭐⭐⭐
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