Final decepcionante ?
Tenho pontos a tecer sobre essa série. Depois de muito refletir e pensar de forma mais racional, a mensagem é clara: uma crítica a um sistema educacional falho e a pressões externas e internas em cima de adolescentes que os levam ao extremo. Mostra que nem sempre o principal monstro é aquele que é visível, mas pode ser aquele que está ao seu lado; e que nem sempre a pessoa nasce ruim, mas, perante as adversidades da vida, acaba indo por um caminho psicótico e prejudicial para todos ao redor.O que eu mais enalteço da primeira para a segunda parte foi o amadurecimento dos jovens que, ao perderem o soldado — que, ao meu ver, serve como uma figura paterna e uma das poucas figuras adultas que impunham limites, mas que realmente protegia e enxergava os jovens como seres humanos, e não como máquinas de estudo e de guerra que no final obviamente seriam descartados —, viram sua realidade mudar. No momento de sua morte, simbolicamente e ao meu ver, representa-se o amadurecimento e a passagem da adolescência para a vida adulta. Isso fez esses jovens entenderem que, a partir daquele momento, eles seriam os únicos responsáveis pela sua sobrevivência e pela vida do grupo como um todo, e não apenas individualmente.Outro ponto foi um dos protagonistas que enlouquece nos últimos episódios. Ele é o retrato de como pressões impostas pela sociedade e promessas vazias, principalmente para aqueles que não têm muitas oportunidades, podem ser o estopim para acontecimentos prejudiciais e malignos (é claro que não passo pano para determinadas atitudes).E o final, que me irritou, foram os adultos — pais desses jovens que estavam na linha de frente — que, mesmo perante uma guerra, não aprenderam nada e mantiveram um sistema educacional problemático. Julgaram aqueles que lutaram na guerra enquanto eles não faziam nada; como diz aquele ditado: "pimenta no rabo dos outros é refresco". Não ironicamente, esse final é simbólico, pois representa de forma crua como uma sociedade, mesmo diante de um desastre, mantém sistemas que são opressivos, os quais forçam os jovens a lutarem contra si mesmos para, se der, terem um futuro que seja realmente digno, segundo a mentalidade dos pais.Enfim, é um dorama que começa bem. Não gosto muito do desenvolvimento da segunda parte, mesmo entendendo a crítica, e não gostei do final, mesmo tendo ficado surpreso.
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