Details

  • Last Online: 3 days ago
  • Gender: Female
  • Location: brazil
  • Contribution Points: 0 LV0
  • Roles:
  • Join Date: July 8, 2026
Completed
When Life Gives You Tangerines
0 people found this review helpful
4 days ago
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 9.5
Story 10
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.5
This review may contain spoilers

impactante ??

Poucas séries conseguiram me tocar da forma que esse Kdrama me tocou. Eu sou uma pessoa que dificilmente chora, mas essa série conseguiu atravessar uma barreira que eu mesma nem sabia que ainda existia. Eu chorei horrores. E talvez o mais bonito tenha sido justamente perceber que, durante aqueles episódios, eu simplesmente me permiti sentir.
A série me tocou muito porque ela reforça o nosso olhar para os nossos pais e para a própria vida. Ela mostra que, apesar de todo o tempo ruim que a vida nos oferece, é somente assim que vivemos de fato. Porque não são necessariamente os problemas que fazem a vida ser ruim, mas a forma como passamos por eles, as escolhas que fazemos diante deles e, principalmente, as pessoas que temos ao nosso lado enquanto atravessamos tudo.
Uma das coisas que mais me marcou foi a forma como a série fala sobre os nossos pais. Ela nos faz perceber que precisamos valorizá-los enquanto ainda temos a oportunidade. Valorizar os momentos, as conversas, os cuidados, as pequenas coisas que muitas vezes parecem tão comuns enquanto estamos vivendo.
E, ao mesmo tempo, ela mostra que, por mais que a gente cresça, nunca deixamos de ser filho. Podemos virar adultos, construir nossa própria família, ter responsabilidades e até mesmo nos tornarmos pais, mas continuamos sendo filhos dos nossos pais. Isso fica muito evidente na história da Geum Myeong quando ela vai dar à luz. Mesmo prestes a se tornar mãe, ela continua sendo filha. Continua precisando da mãe, continua sendo cuidada e continua ocupando aquele lugar que nunca deixa de existir.
A maternidade não apaga a nossa condição de filhos.
E acho que essa é uma das coisas mais bonitas que a série mostra: não importa quantos anos tenhamos, diante dos nossos pais sempre haverá uma parte de nós que continuará sendo filho.
Isso também está presente durante toda a trajetória da Ae-sun. Ela sente falta da mãe durante toda a série. A ausência dela não é simplesmente um acontecimento do passado, é algo que acompanha a Ae-sun pela vida. Ela carrega aquela saudade, aquela necessidade de ter a mãe por perto, aquela vontade de encontrá-la. E não é por acaso que o início e o final da série se encontram justamente na imagem da Ae-sun à beira do rio, chamando pela mãe. Para mim, isso diz muito. Porque, depois de tudo que ela viveu, de tudo que enfrentou e de todos os anos que passaram, ainda existe aquela filha que sente falta da mãe.
Também achei muito importante a forma como a série retrata a maternidade e a paternidade. Fala muito sobre o peso de ser mãe, sobre as renúncias, os medos, as dores e o amor que uma mãe sente pelos filhos. Mas também dá espaço para algo que muitas vezes é pouco falado: o peso de ser pai.
A série mostra que um pai também sofre. Que um pai também sente medo, também carrega culpa, também tem suas inseguranças e também pode ser completamente destruído por uma perda.
Inclusive, quando fala sobre a perda de um filho, não olha apenas para a dor da mãe. Mostra também que existe um pai vivendo aquela mesma ausência. E isso me tocou porque, muitas vezes, quando pensamos nesse tipo de perda, a dor do pai acaba sendo colocada em segundo plano. Como se ele precisasse simplesmente continuar sendo forte porque é o homem da casa.
Mas ele também perdeu um filho.
Ele também sente falta.
Ele também sofre.
E talvez uma das coisas mais bonitas da série seja justamente mostrar que ser pai também carrega um peso que muitas vezes não enxergamos.
A série também fala muito sobre o papel de um filho na vida dos pais. Sobre como nossos pais não deixam de ser pais quando crescemos e como nós também não deixamos de ser filhos. Mesmo depois de adultos, mesmo quando já temos nossa própria família, ainda fazemos parte da vida deles de uma maneira que nunca desaparece.
Outra coisa que me fez refletir muito foi a história da Geum Myeong e do relacionamento com seu ex. A série fala sobre amores que, por mais que tenham sentimento, não podem justificar que uma pessoa se diminua para caber na vida da outra.
A história da mãe dele, principalmente, mostra isso de uma forma muito dolorosa. Ela amava, mas acabou sendo humilhada e diminuída dentro daquele relacionamento. E isso reforça uma coisa que considero muito importante: amar alguém não significa aceitar qualquer coisa para continuar sendo amado.
A gente não pode se desmerecer para caber em um amor.
Não pode abandonar quem somos para sermos escolhidos.
Não pode transformar sofrimento em prova de amor.
E, em contraste, a série também mostra que é possível encontrar um amor que cuida e que ama de verdade. Um amor que não precisa humilhar para existir, que não exige que você seja menos para que o outro possa se sentir maior. Um amor que permanece, que cuida e que entende que amar também é estar presente.
Também gostei muito da forma como a série fala sobre novos pais. Sobre como é difícil se tornar pai ou mãe pela primeira vez. Porque existe uma romantização enorme de que, quando um bebê nasce, automaticamente sabemos o que fazer.
Mas não sabemos. Estamos aprendendo.
Aprendendo a cuidar, a proteger, a educar, a amar, a lidar com o medo de errar e com a responsabilidade de ter outra vida dependendo de nós.
Enquanto os pais aprendem a ser pais, os filhos também estão aprendendo a ser filhos.
E acho que Se a Vida Te Der Tangerinas consegue mostrar tudo isso sem transformar a vida em algo perfeito ou romantizado.
A infância da Ae-sun, principalmente, eu nem consigo resumir porque sinto que existe ali algo muito mais biográfico, como se aquela parte da história fosse construída para mostrar tudo aquilo que ela precisou carregar para se tornar quem se tornou. É tanta coisa que ela passa que merece uma reflexão separada.
No fim, Se a Vida Te Der Tangerinas não foi apenas uma série que eu assisti. Foi uma história que me fez olhar para a minha própria vida, para os meus pais, para a minha filha e minha família, para os momentos que eu tenho hoje e até para as coisas que costumo guardar dentro de mim.
Porque a vida não promete ser fácil.
Ela vai nos dar dias bons e ruins. Vai nos dar perdas, decepções, saudades, momentos que não escolheríamos e coisas que não saberemos como enfrentar.
Mas talvez seja justamente isso que significa viver.
Não são os problemas que tornam uma vida ruim. É a maneira como passamos por eles. E, principalmente, aquilo que conseguimos enxergar no meio deles.
Às vezes, a vida nos dá coisas doces.
Às vezes, nos dá coisas amargas.
Às vezes, nos entrega algo que nunca teríamos escolhido.
Mas ainda precisamos aprender a viver com aquilo que recebemos.
E talvez seja exatamente isso que as tangerinas representam para mim.
A vida não precisa ser perfeita para ser bonita.
Pode existir dor e ainda assim existir amor.
Pode existir perda e ainda assim existir gratidão.
Pode existir saudade e ainda assim existir uma história bonita para lembrar.
Pode existir sofrimento e, mesmo assim, existir vontade de continuar.
No final, acho que a série não quis me ensinar a ter uma vida sem problemas. Ela me ensinou a olhar para a minha vida e perceber que, apesar de tudo, ainda existem pessoas para amar, momentos para viver e pequenas coisas pelas quais vale a pena continuar.
E talvez uma vida feliz nunca tenha sido uma vida sem sofrimento.
Talvez seja uma vida em que, depois de tudo, a gente consiga olhar para trás e pensar:
“Apesar de tudo… eu vivi.” 🍊

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
No Tail to Tell
0 people found this review helpful
17 days ago
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 6.5
Story 8.0
Acting/Cast 8.5
Music 3.0
Rewatch Value 6.0
This review may contain spoilers

Depende da interpretação de cada um: se é um final feliz ou não?

O final é emocionante e, ao mesmo tempo, aberto a interpretações. A história não entrega respostas totalmente prontas, o que faz com que cada pessoa enxergue os acontecimentos de uma forma diferente.
Na minha visão, o desfecho traz um amor colocado à prova pelo tempo, pelas escolhas e pelos sacrifícios. Enquanto alguns enxergam coragem e maturidade nas decisões dos protagonistas, outros podem interpretar certas atitudes como egoísmo ou dificuldade em abrir mão dos próprios medos.
Foi justamente isso que mais me chamou a atenção: o dorama levanta uma reflexão sobre até que ponto é saudável amar alguém sem perder a própria identidade. Afinal, um relacionamento não deveria exigir que uma pessoa deixasse de ser quem é para caber na vida da outra.
Para mim, esse contraste torna o final agridoce e muito marcante. Mas essa é apenas a minha leitura. Talvez seja justamente essa abertura para diferentes interpretações que faça o desfecho permanecer na mente de quem assiste muito depois dos créditos finais.

Read More

Was this review helpful to you?
Completed
Destined with You
0 people found this review helpful
Jul 12, 2026
16 of 16 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 9.5
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

completamente rendida

ain gente, esse dorama com certeza virou meu favorito da vida. apaixonada pelo enredo e principalmente pela atuação (e charme óbvio 🫣) do Rowoon, o casal principal tem uma química absurda 😭 recomendo assistir se nem pensar duas vezes. possui uma quantidade de episódios um pouco alta, porém pra mim que adorei o dorama nao achei ruim. aborda nao apenas romance mas tambem, suspense, comédia, drama e ação. eu me apaixonei demais e já sei que vou assistir outras vezes também. acredito que quem gostou de My Demon (meu demônio favorito) vai adorar.
Was this review helpful to you?