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Uma das melhores surpresas do ano, mas que correu no final
A direção do Kim Jang-han deu um show na estética, equilibrando perfeitamente a fotografia linda e aconchegante da vila rural com aquele clima gostoso de mistério e romance. O grande pilar do dorama com certeza é a atuação e a química magnética entre Jung Hae-in e Ha Young. O Jung Hae-in entrega tudo nas microexpressões e nos silêncios do Jang Tae-ha, enquanto a Ha Young transita super bem entre a vulnerabilidade da amnésia e a postura imponente de promotora da Go Eun-sae. A trilha sonora também dita o ritmo exato de cada cena, justificando a nota máxima na experiência geral.O único "porém" de sommelier foi que a roteirista Mo Ji-hye demonstrou um pouco de pressa na amarração do terceiro ato. Faltou profundidade para fechar detalhes cruciais que foram jogados para escanteio na reta final. O mais gritante deles foi o arco envolvendo a paternidade e o passado do Jang Tae-ha. Um mistério que prometia um baita impacto dramático acabou sendo resolvido de forma meio corrida para priorizar apenas o desfecho romântico.
Ainda assim, o saldo é extremamente positivo! É um dorama viciante, delicioso de assistir e com um valor enorme para reassistir. Nota 10 com total convicção, apesar desse deslize no roteiro.
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