This review may contain spoilers
A rápida queda de um C-Drama promissor
Esse C-drama estava na minha lista há tempos, impulsionado pela grande admiração que tenho pelo casal de atores. Decidi finalmente começar, mas bastaram apenas cinco episódios para eu abandonar a obra.
Embora utilize a batida premissa da viagem no tempo em busca de uma "segunda chance", o início me agradou. A dinâmica inicial dos protagonistas, recheada de provocações e alfinetadas, entregou uma química genuína. O problema foi a guinada na trama, que rapidamente se desviou para clichês irritantes: uma protagonista rude e autoritária, um par masculino submisso e um triângulo amoroso sustentado por pura indecisão.
É frustrante notar como certos roteiristas mantêm uma visão ultrapassada sobre o que define uma "mulher de personalidade forte". O gênero frequentemente confunde altivez com grosseria e tenta validar a personagem apenas pelo excesso de pretendentes — um recurso preguiçoso que parece extraído de um manual de clichês.
A falta de atitude do protagonista masculino o reduz a mero joguete das articulações da mocinha, enquanto o foco narrativo se desvia excessivamente para o segundo protagonista.
Por fim, triângulos amorosos não são um problema em si, mas a oscilação sentimental crônica da protagonista dilui a empatia e torna o ritmo monótono. Quando não se consegue decifrar o que os personagens sentem, perde-se a conexão com a história.
Diante do desgaste dessa fórmula, continuar a leitura visual deste drama tornou-se simplesmente insustentável.
Embora utilize a batida premissa da viagem no tempo em busca de uma "segunda chance", o início me agradou. A dinâmica inicial dos protagonistas, recheada de provocações e alfinetadas, entregou uma química genuína. O problema foi a guinada na trama, que rapidamente se desviou para clichês irritantes: uma protagonista rude e autoritária, um par masculino submisso e um triângulo amoroso sustentado por pura indecisão.
É frustrante notar como certos roteiristas mantêm uma visão ultrapassada sobre o que define uma "mulher de personalidade forte". O gênero frequentemente confunde altivez com grosseria e tenta validar a personagem apenas pelo excesso de pretendentes — um recurso preguiçoso que parece extraído de um manual de clichês.
A falta de atitude do protagonista masculino o reduz a mero joguete das articulações da mocinha, enquanto o foco narrativo se desvia excessivamente para o segundo protagonista.
Por fim, triângulos amorosos não são um problema em si, mas a oscilação sentimental crônica da protagonista dilui a empatia e torna o ritmo monótono. Quando não se consegue decifrar o que os personagens sentem, perde-se a conexão com a história.
Diante do desgaste dessa fórmula, continuar a leitura visual deste drama tornou-se simplesmente insustentável.
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