UMA OBRA QUE TRANSCENDE O CONVENCIONAL DO MUNDO BL
Não sei se posso classificar Soul Mate exatamente como um BL, mas dá para dizer que ela se destaca muito como uma produção Queer. É uma série super introspectiva, que não fala diretamente com a gente, mas mexe com o espectador de um jeito sutil, passando uma mensagem bem profunda e delicada sobre o amor.
Esse clima reflexivo funciona muito por causa do ritmo da história. A série se recusa a ser apressada, moldando-se no tempo exato dos sentimentos e dilemas dos personagens. Cada silêncio e cada pausa têm um propósito, permitindo que as emoções respirem e se desenvolvam de forma realista na tela, sem a necessidade de grandes dramas expositivos.
A parte visual e o som ajudam demais a criar essa vibe. A direção de fotografia aposta em planos íntimos e composições cuidadosas, enquanto a trilha sonora — discreta e pontual — sabe exatamente quando silenciar para que os olhares e os gestos falem mais alto. É um trabalho técnico primoroso que traduz em imagens o que está invisível no peito dos protagonistas.
E é aí que a gente percebe que a série não está falando apenas de um "romance convencional". Ela mostra o amor em um sentido bem mais amplo: tanto a importância do autocuidado e de se entender por dentro, quanto a conexão real com o outro.
[ATENÇÃO PARA SPOILER!!! SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU, ENTÃO NÃO LEIA ESSA PARTE.]
O final só reforça o título do drama. Eles não ficam juntos como um casal romântico tradicional, mas sim como duas pessoas que se gostam e se apoiam muito além de uma intimidade comum ou de um simples afeto. São duas almas que se conectam e se completam para o resto da vida. Por isso, Soul Mate — uma verdadeira alma gêmea.
Esse clima reflexivo funciona muito por causa do ritmo da história. A série se recusa a ser apressada, moldando-se no tempo exato dos sentimentos e dilemas dos personagens. Cada silêncio e cada pausa têm um propósito, permitindo que as emoções respirem e se desenvolvam de forma realista na tela, sem a necessidade de grandes dramas expositivos.
A parte visual e o som ajudam demais a criar essa vibe. A direção de fotografia aposta em planos íntimos e composições cuidadosas, enquanto a trilha sonora — discreta e pontual — sabe exatamente quando silenciar para que os olhares e os gestos falem mais alto. É um trabalho técnico primoroso que traduz em imagens o que está invisível no peito dos protagonistas.
E é aí que a gente percebe que a série não está falando apenas de um "romance convencional". Ela mostra o amor em um sentido bem mais amplo: tanto a importância do autocuidado e de se entender por dentro, quanto a conexão real com o outro.
[ATENÇÃO PARA SPOILER!!! SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU, ENTÃO NÃO LEIA ESSA PARTE.]
O final só reforça o título do drama. Eles não ficam juntos como um casal romântico tradicional, mas sim como duas pessoas que se gostam e se apoiam muito além de uma intimidade comum ou de um simples afeto. São duas almas que se conectam e se completam para o resto da vida. Por isso, Soul Mate — uma verdadeira alma gêmea.
Was this review helpful to you?


