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One Spring Night korean drama review
Completed
One Spring Night
0 people found this review helpful
by Jaded
4 days ago
32 of 32 episodes seen
Completed
Overall 9.0
Story 6.0
Acting/Cast 10.0
Music 10.0
Rewatch Value 3.0
This review may contain spoilers

Um romance comum

É tudo lindo: fotografia, OST, atuações bem sensíveis, mas o roteiro só se sustenta porque é a história acontece na Coreia do Sul, com uma visão de casamento patriarcal, negocial e pautada em status. Jeong-In está em um namoro morníssimo com Seok, um cara que tá empurrando o relacionamento com a barriga porque sabe que o pai não acha a namorada "adequada", mesmo trabalhando/empregando o pai dela. Os dois mal se veem, não há mais conexão, ambos possuem círculos sociais diversos. Quando Jeong-In conhece Ji-Ho, um farmacêutico, uma faísca se acende, mas aí surge o que chamo de "problema inexistente": além do namoro zumbi, que seria facilmente descartável, Ji-Ho é um pai solo, com um filho fofíssimo, criado pelos avós paternos porque a mãe os abandonou. Gente, vamos combinar, NÃO EXISTE PROBLEMA. Só existe preconceito desse povo que só pensa em status, no que os outros vão pensar, dizer... Isso aqui, no Brasil, seria resolvido em dois palitos: tchau namorado sem sal, ei menininho fofo! Entendo as responsabilidades afetivas, principalmente considerando ter uma criança envolvida, mas o roteiro não orbita sobre isso, mas sobre o casamento futuro, incerto e improvável entre Seok e Jeong-In. E Seok, ao descobrir que o interesse da Jeong-In é no Ji-Ho (e vice-versa), passa a enxergar a situação não como "agora sei o que é amor e vou correr atrás", mas como "não posso perder para esse fracassado". O roteiro ainda dá loop nas mesmas situações algumas vezes, arrastando tudo com disse-me-disse, aliás, que povo fofoqueiro! O que é realmente problemático na história é a visão do pai de Jeong-In, que acha que a filha tem que se casar com Seok para que ele (pai) ascenda profissionalmente. Pior: relativiza violência sofrida pela primogênita, porque o marido - um otário fudido, mas dentista, então, oh, maravilhoso aos olhos do pai - quer manter o casamento (claro que quer, ele se vale do casamento para sustentar status). Isso foi tão absurdo que quase me fez parar de assistir. Depois dissso - e dos vários loops no roteiro - quase desisti mesmo, mas assisti até o fim porque a fotografia é linda, a OST é maravilhosa, o Jung Hae-In é lindo e talentoso demais... Porém, não assistiria novamente. Se fosse aqui no Brasil, seria um curta, mas sendo Kdrama, 16 episódios (acho que a Netflix uniu episódios, reduzindo de 32 para 16, o que foi bastante certo). 🤣
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