Um Clássico que você guarda na memória e no coração!
Boys Over Flowers é aquele tipo de clássico supremo: uma metade você guarda no coração com carinho nostálgico, e a outra metade você esconde bem fundo no bolso pra fingir que não viu. Mas afinal, por que isso?
Para começo de conversa, é inegável que o drama tem seus momentos divertidos com as tiradas e birras entre a Jan-di e o Joon-pyo. Ele até começa de forma promissora naquele ambiente escolar — se ignorarmos o bullying meio pesado do início —, mas chega um ponto em que a trama entra em um ciclo sem fim. O enredo fica cansativo, repetitivo, cheio de desavenças desnecessárias e reviravoltas que ninguém pediu. Se a gente espremesse e tirasse tanta linguiça enchida no meio do caminho, essa história caberia perfeitamente em 16 episódios em vez de arrastados 25.
Outro ponto crucial: naquela época (e em boa parte das produções até meados de 2016), existia a péssima mania de romantizar comportamentos problemáticos. O protagonista masculino precisava ser aquele cara autoritário, possessivo, ciumento e agressivo, onde só ele tinha o direito de tomar as decisões da relação — reflexo, inclusive, do contexto social e político conservador da época. Se eu tivesse finalizado esse drama anos atrás, talvez achasse tudo aquilo normal; hoje, com a cabeça que tenho, é impossível não enxergar o quanto esse comportamento era puramente machista.
Por outro lado, Boys Over Flowers tem um lugar especial na minha história: foi a minha porta de entrada para a dramaland lá em 2017, quando eu tinha só 16 anos e "tudo ainda era mato". Foi ali também que conheci o Lee Min-ho, que na época era a minha única referência de ator sul-coreano. Tenho um respeito e um carinho gigantescos pela trajetória brilhante que ele construiu desde então, e não há como negar que o Jun-pyo foi o grande marco divisor de águas na carreira dele.
No fim das contas, Boys Over Flowers não é um K-drama ruim, mas passa longe de ser perfeito. É um clássico gigantesco que fez um sucesso estrondoso, marcou gerações (como a minha), lançou um elenco espetacular que é lembrado até hoje e entregou uma trilha sonora (OST) impecável que dá aquele gostinho puro de nostalgia. Resta a você dar o play e decidir se ele realmente vale o seu tempo ou não!
Para começo de conversa, é inegável que o drama tem seus momentos divertidos com as tiradas e birras entre a Jan-di e o Joon-pyo. Ele até começa de forma promissora naquele ambiente escolar — se ignorarmos o bullying meio pesado do início —, mas chega um ponto em que a trama entra em um ciclo sem fim. O enredo fica cansativo, repetitivo, cheio de desavenças desnecessárias e reviravoltas que ninguém pediu. Se a gente espremesse e tirasse tanta linguiça enchida no meio do caminho, essa história caberia perfeitamente em 16 episódios em vez de arrastados 25.
Outro ponto crucial: naquela época (e em boa parte das produções até meados de 2016), existia a péssima mania de romantizar comportamentos problemáticos. O protagonista masculino precisava ser aquele cara autoritário, possessivo, ciumento e agressivo, onde só ele tinha o direito de tomar as decisões da relação — reflexo, inclusive, do contexto social e político conservador da época. Se eu tivesse finalizado esse drama anos atrás, talvez achasse tudo aquilo normal; hoje, com a cabeça que tenho, é impossível não enxergar o quanto esse comportamento era puramente machista.
Por outro lado, Boys Over Flowers tem um lugar especial na minha história: foi a minha porta de entrada para a dramaland lá em 2017, quando eu tinha só 16 anos e "tudo ainda era mato". Foi ali também que conheci o Lee Min-ho, que na época era a minha única referência de ator sul-coreano. Tenho um respeito e um carinho gigantescos pela trajetória brilhante que ele construiu desde então, e não há como negar que o Jun-pyo foi o grande marco divisor de águas na carreira dele.
No fim das contas, Boys Over Flowers não é um K-drama ruim, mas passa longe de ser perfeito. É um clássico gigantesco que fez um sucesso estrondoso, marcou gerações (como a minha), lançou um elenco espetacular que é lembrado até hoje e entregou uma trilha sonora (OST) impecável que dá aquele gostinho puro de nostalgia. Resta a você dar o play e decidir se ele realmente vale o seu tempo ou não!
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