Hmmm
Há uns anos atrás, assisti esse e terminei com sentimentos ambíguos, não sabendo se eu tinha gostado ou odiado. E depois de ter reassistido recentemente, tenho algumas coisas a dizer:
Goong é clássico, mas não é o tipo de dorama que você assiste esperando encontrar algo muito surpreendente, à frente de seu tempo. Muito menos romance de tirar o fôlego, embora seja um dos principais gêneros do dorama. Eu sinto que ele acerta muito na premissa que apresenta - a ideia de uma personagem feminina simples e comum que, de repente, se torna uma "princesa urbana" e passa o dorama inteiro tentando se encaixar nos padrões de um novo mundo, completamente diferente e distante do que era acostumada. As intrigas entre as famílias de ambos os personagens e as dificuldades e angústias de ser um adolescente inserido nesse universo urbano/monárquico são elementos executados de forma consistente até, e que eu curti bastante.
No entanto, o dorama peca demais quando as coisas se voltam ao desenvolvimento dos personagens e às dinâmicas interpessoais como um todo. É simplesmente intragável o tempo que o personagem homem passa humilhando a personagem mulher e a superficialidade na qual retratam os sentimentos dela. Alguns diálogos também não fazem o menor sentido. E quando as coisas finalmente se desenrolam, são executadas de um jeito desleixado, fragmentado, como se literalmente não soubessem o que fazer com os dois. E é curioso (e irritante ao mesmo tempo) porque esse dorama é relativamente grande e com episódios bem longos.
Decepcionante talvez seja a palavra pra defini-lo, mas confesso que também consegue ser prazeroso de assistir em alguns momentos, principalmente pela estética anos 2000 fortíssima no figurino (por isso a ambiguidade na primeira assistida). Tem sua cota de nostalgia, confesso, mas consegue ser detestável também em alguns momentos.
Goong é clássico, mas não é o tipo de dorama que você assiste esperando encontrar algo muito surpreendente, à frente de seu tempo. Muito menos romance de tirar o fôlego, embora seja um dos principais gêneros do dorama. Eu sinto que ele acerta muito na premissa que apresenta - a ideia de uma personagem feminina simples e comum que, de repente, se torna uma "princesa urbana" e passa o dorama inteiro tentando se encaixar nos padrões de um novo mundo, completamente diferente e distante do que era acostumada. As intrigas entre as famílias de ambos os personagens e as dificuldades e angústias de ser um adolescente inserido nesse universo urbano/monárquico são elementos executados de forma consistente até, e que eu curti bastante.
No entanto, o dorama peca demais quando as coisas se voltam ao desenvolvimento dos personagens e às dinâmicas interpessoais como um todo. É simplesmente intragável o tempo que o personagem homem passa humilhando a personagem mulher e a superficialidade na qual retratam os sentimentos dela. Alguns diálogos também não fazem o menor sentido. E quando as coisas finalmente se desenrolam, são executadas de um jeito desleixado, fragmentado, como se literalmente não soubessem o que fazer com os dois. E é curioso (e irritante ao mesmo tempo) porque esse dorama é relativamente grande e com episódios bem longos.
Decepcionante talvez seja a palavra pra defini-lo, mas confesso que também consegue ser prazeroso de assistir em alguns momentos, principalmente pela estética anos 2000 fortíssima no figurino (por isso a ambiguidade na primeira assistida). Tem sua cota de nostalgia, confesso, mas consegue ser detestável também em alguns momentos.
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