A protagonista que tomou o drama para si
Blossoms of Power é um drama de boa qualidade cênica e técnica, mas confesso que precisei fazer um pequeno esforço para entender a lógica do príncipe herdeiro. O sujeito é envenenado por um veneno incuráve, decide fingir a própria morte durante anos, deixa sua amada princesa herdeira grávida atravessar um inferno nos episódios finais e, nos últimos segundos, reaparece como se tivesse ido ali comprar pão, pede desculpas e a história acaba. É nesse momento que começo a me perguntar se os roteiristas realmente acreditam que somos imbecis funcionais ou se simplesmente ficaram com preguiça de escrever o desfecho. Seja qual for a resposta, é uma escolha que desmerece justamente uma reta final que vinha sendo excelente. E não me venham com aquele micro episódio especial posterior tentando explicar tudo e mostrar a família feliz. Depois de 36 episódios canônicos, isso soa quase como um pedido para esquecermos o que acabamos de assistir.
Felizmente, existe Meng Ziyi, e aqui a conversa muda completamente de tom. Que atuação magistral. Ela domina a cena, encontra força em um texto afiado e inteligente e, mais do que interpretar a protagonista, toma as rédeas do drama e o conduz para onde ele precisa ir. Os demais desfechos também funcionam muito bem, inclusive os dos vilões, todos construídos a partir de motivações reconhecivelmente humanas, sejam elas dor, egoísmo, culpa, ressentimento ou qualquer outra dessas pequenas misérias que nos tornam humanos. Portanto, retirando da equação o príncipe nonsense, aquele que aparentemente foi comprar um cigarro e resolveu voltar anos depois, Blossoms of Power é um drama muito bom e uma experiência que gostei bastante.
Felizmente, existe Meng Ziyi, e aqui a conversa muda completamente de tom. Que atuação magistral. Ela domina a cena, encontra força em um texto afiado e inteligente e, mais do que interpretar a protagonista, toma as rédeas do drama e o conduz para onde ele precisa ir. Os demais desfechos também funcionam muito bem, inclusive os dos vilões, todos construídos a partir de motivações reconhecivelmente humanas, sejam elas dor, egoísmo, culpa, ressentimento ou qualquer outra dessas pequenas misérias que nos tornam humanos. Portanto, retirando da equação o príncipe nonsense, aquele que aparentemente foi comprar um cigarro e resolveu voltar anos depois, Blossoms of Power é um drama muito bom e uma experiência que gostei bastante.
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