This review may contain spoilers
Quando roubar a genialidade não basta
As particularidades da vida pessoal, digamos, inusitada de Ryu Jun-yeol à parte, já não é de hoje que considero o ator um dos melhores de sua geração. Ele possui um domínio de cena e de texto que poucos conseguem alcançar, e aqui o elogio é particularmente merecido porque ele precisa interpretar dois personagens completamente diferentes. O resultado é uma demonstração de controle cênico impressionante, daquelas atuações em que o ator não parece simplesmente trocar de personagem, mas realmente construir duas pessoas distintas. E há ainda Sul Kyung-gu, magistral como esse ex-chefe da máfia falido que virou cobrador de devedores e que, para minha própria surpresa, começa a desenvolver um afeto genuíno pelo protagonista do bem, se é que podemos chamar alguém assim nesta história.
Quanto ao drama, confesso que fiquei um pouco surpreso com os comentários de quem terminou a série confuso, porque, para mim, as peças estão muito bem conectadas. O nosso mocinho usurpou a genialidade do outro e, ao assumir a identidade de ghostwriter, acabou provocando o suicídio da namorada de seu alvo invejado. A partir daí, Son Su-hye transforma a própria dor em uma teia de vingança que arrasta diversas pessoas inocentes para um desastre que parece não ter fim. O interessante é que a vingança também não entrega a ele aquilo que prometia: no fim, ele sequer consegue destruir completamente o homem que pretendia arruinar. E talvez seja justamente aí que MouseTrap encontre sua melhor ideia.
Porque tudo aquilo que é plagiado e usurpado tem um preço. A criatividade não nasce daquele que a rouba, mas da fonte original, e quando essa fonte é destruída, o usurpador descobre que não possui nada próprio para colocar em seu lugar. É uma espécie de punição particularmente cruel: você pode roubar a obra, o talento, o reconhecimento e até construir uma vida inteira sobre aquilo, mas não consegue roubar a fonte que produziu tudo. Quando essa fonte desaparece, sobra apenas o vazio. Talvez seja esse o verdadeiro castigo de Moon-jae, e também a sua sina. No fim, MouseTrap não é apenas uma história de vingança, mas uma história sobre o preço de destruir aquilo que você passou a vida inteira tentando possuir.
Quanto ao drama, confesso que fiquei um pouco surpreso com os comentários de quem terminou a série confuso, porque, para mim, as peças estão muito bem conectadas. O nosso mocinho usurpou a genialidade do outro e, ao assumir a identidade de ghostwriter, acabou provocando o suicídio da namorada de seu alvo invejado. A partir daí, Son Su-hye transforma a própria dor em uma teia de vingança que arrasta diversas pessoas inocentes para um desastre que parece não ter fim. O interessante é que a vingança também não entrega a ele aquilo que prometia: no fim, ele sequer consegue destruir completamente o homem que pretendia arruinar. E talvez seja justamente aí que MouseTrap encontre sua melhor ideia.
Porque tudo aquilo que é plagiado e usurpado tem um preço. A criatividade não nasce daquele que a rouba, mas da fonte original, e quando essa fonte é destruída, o usurpador descobre que não possui nada próprio para colocar em seu lugar. É uma espécie de punição particularmente cruel: você pode roubar a obra, o talento, o reconhecimento e até construir uma vida inteira sobre aquilo, mas não consegue roubar a fonte que produziu tudo. Quando essa fonte desaparece, sobra apenas o vazio. Talvez seja esse o verdadeiro castigo de Moon-jae, e também a sua sina. No fim, MouseTrap não é apenas uma história de vingança, mas uma história sobre o preço de destruir aquilo que você passou a vida inteira tentando possuir.
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