Editorials Há filmes que merecem apenas um obrigado
Há filmes que parecem exigir mais palavras do que conseguimos encontrar para descrevê-los, e The King’s Warden é um deles. É uma obra que, ao respeitar a história real em que se baseia, provoca uma mistura pouco confortável de tristeza, angústia, raiva e, sobretudo, resiliência. É justamente aí que uma cinebiografia deixa de ser apenas uma reconstituição de acontecimentos e passa a ser cinema de verdade: quando aquilo que aconteceu no passado consegue atravessar a tela e atingir o espectador no presente. Este é um filme de uma qualidade artística extraordinária, um primor da cinebiografia coreana e uma obra que transforma sua própria tragédia em experiência cinematográfica.
E que dupla de atores. Yoo Hae-jin está magistral, como seria de esperar de um veterano de sua estatura, mas Park Ji-hoon alcança aqui um nível de entrega que, para mim, o coloca entre os grandes atores jovens asiáticos do momento. Ele possui uma capacidade de compreender o personagem e transformá-lo em presença cênica que torna até constrangedora a comparação com alguns intérpretes da mesma idade cuja carreira parece depender mais da beleza do que da arte de atuar. O filme consegue ser sólido, devastador e dramaticamente preciso ao contar uma história de amizade que atravessa séculos, ao ponto de seu guardião continuar acompanhando o rei para além do rio, até os dias de hoje. Depois de uma experiência dessas, sinceramente, não tenho muito mais a dizer. Apenas obrigado pelo filme.
E que dupla de atores. Yoo Hae-jin está magistral, como seria de esperar de um veterano de sua estatura, mas Park Ji-hoon alcança aqui um nível de entrega que, para mim, o coloca entre os grandes atores jovens asiáticos do momento. Ele possui uma capacidade de compreender o personagem e transformá-lo em presença cênica que torna até constrangedora a comparação com alguns intérpretes da mesma idade cuja carreira parece depender mais da beleza do que da arte de atuar. O filme consegue ser sólido, devastador e dramaticamente preciso ao contar uma história de amizade que atravessa séculos, ao ponto de seu guardião continuar acompanhando o rei para além do rio, até os dias de hoje. Depois de uma experiência dessas, sinceramente, não tenho muito mais a dizer. Apenas obrigado pelo filme.
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