This review may contain spoilers
Confesso que durante o drama eu vi vários spoilers, li comentários e teorias, mas ainda assim saio dele com uma opinião muito formada. Então, do fundo do meu coração, tudo o que está aqui é exatamente o que eu senti assistindo e sim pode ser que tenha um pouco de spoiler (me perdoem).
Acho que o ponto central está justamente nas diferenças entre os protas. Diferença de idade, de profissionalismo, de vivências e principalmente de realidade. Nosso prota sempre veio de um patamar muito alto. Ele sempre teve dinheiro e mesmo quando enfrentou dificuldades com a empresa, conseguiu se reerguer rapidamente porque tinha uma rede financeira. A prota, por outro lado, apesar de vir de uma família amorosa e acolhedora, não tinha as mesmas oportunidades e precisou aprender a resolver muita coisa sozinha.
E acho que é aí que cria todo clima do drama, porque eles eram completamente diferentes e tinham visões muito diferentes sobre a vida e sobre o relacionamento e por isso faltou diálogo e faltou MUITA empatia.
Não acho que o Luke seja um narcisista, mas acredito que a maneira que ele encontrou de se sentir seguro era se colocando por cima dela. Ele a inferiorizava, e por mais que ele demonstrasse carinho, ele também conseguia puxar o tapete dela. Era como se ele estendesse a mão e no segundo seguinte, puxasse de volta, porque ainda queria estar no controle.
Foram seis anos de idas e vindas, palavras que machucaram e dois adultos que apesar de se amarem, eram muito imaturos para lidar com aquela relação. Era sempre “ou você faz do jeito que eu quero, ou não vai funcionar”. Eles estavam constantemente competindo entre si, tentando provar quem era mais forte, mais capaz ou mais certo. E isso vai diretamente com a frase que aparece desde o primeiro episódio, que você não precisa ser perfeito para ser amado.
Eles passaram tanto tempo tentando provar que eram perfeitos, fortes e superiores que acabaram se perdendo dentro da própria relação. Não havia confiança suficiente, nem respeito, nem uma verdadeira construção de futuro juntos. Existia sentimento, existia química, existiam atitudes bonitas, mas faltava vulnerabilidade, pelo menos EU penso assim.
A química desse casal foi absurda do começo ao fim. Eu conseguia sentir exatamente o que a Flora estava sentindo. E vamos combinar ne gente? o Luke é o puro charme. O homem é maravilhoso. Não tem como assistir aquele homem e não entender por que a Flora tinha dificuldade de resistir, nisso eu passo pano pra ela!!!! Mas justamente por ser tão seguro, charmoso e acostumado a estar no controle, ele não sabia ser vulnerável. E era exatamente isso que a relação precisava.
O que mais gostei de perceber ao fim, que nenhum dos dois era simplesmente “o vilão”. Os dois tinham suas feridas, seus erros e suas formas erradas de tentar se proteger. O prota não sabia amar de uma maneira que fizesse a prota se sentir segura. E ela também tinha essa necessidade constante de resolver tudo sozinha, porque confiar no outro significava abrir mão de uma parte do controle.
E isso me fez pensar muito além do romance.
Às vezes, na vida, as pessoas nos machucam com palavras e depois acreditam que carinho, presentes ou pequenas atitudes conseguem apagar aquilo. Mas não é assim, a mágoa precisa ser conversada. A ferida precisa ser tratada. Precisamos ter responsabilidade pelo que falamos, porque podemos machucar alguém sem perceber a dimensão daquilo.
E acho que foi justamente isso que o Luke finalmente entendeu. Quando ele passa a refletir e perceber o quanto não sabia amar, o quanto não sabia se expressar e que sua maneira de se proteger acabava deixando a Flora insegura o tempo inteiro, eu senti que finalmente ele entendeu o próprio erro.
E aquele homem chorando??? FOI O MEU FIM.
Naquele momento eu perdoei todas as confusões, todas as palavras horríveis e todas as burradas (kkkk brinks). Mas eu acredito muito no arrependimento verdadeiro, principalmente quando ele vem acompanhado de mudança. E ele foi atrás dela. Continuou cuidando dela mesmo quando ela nem sabia. Ficou observando de longe, sem exigir nada em troca. Aos poucos, ele aprendeu a cuidar, a valorizar e a amar de uma maneira diferente. E isso, para mim, foi lindíssimo!!!!!
Pra mim, conseguiu passar a mensagem de que relacionamento precisa de diálogo, confiança, responsabilidade, empatia, reciprocidade e, principalmente vulnerabilidade. Não dá para viver de suposições, de orgulho ou tentando resolver tudo sozinho. A gente não precisa carregar tudo sozinho para provar que é forte.
Às vezes, quando confiamos, nos entregamos e permitimos que o outro veja nossas fraquezas, as coisas funcionam de uma maneira muito mais bonita e muito mais apaixonante. Nem tudo precisa ser do nosso jeito, precisamos nos permitir amar e também se permitir ser amado.
Peço perdão a quem chegou até aqui e pegou spoiler, mas eu precisava falar tudo o que senti. No fim, foi um drama gostoso de assistir, com uma química ABSURDA, um casal maravilhoso e uma história que, apesar de todas as confusões e obstáculos, me fez refletir bastante. Eu gostei muito!!!
Acho que o ponto central está justamente nas diferenças entre os protas. Diferença de idade, de profissionalismo, de vivências e principalmente de realidade. Nosso prota sempre veio de um patamar muito alto. Ele sempre teve dinheiro e mesmo quando enfrentou dificuldades com a empresa, conseguiu se reerguer rapidamente porque tinha uma rede financeira. A prota, por outro lado, apesar de vir de uma família amorosa e acolhedora, não tinha as mesmas oportunidades e precisou aprender a resolver muita coisa sozinha.
E acho que é aí que cria todo clima do drama, porque eles eram completamente diferentes e tinham visões muito diferentes sobre a vida e sobre o relacionamento e por isso faltou diálogo e faltou MUITA empatia.
Não acho que o Luke seja um narcisista, mas acredito que a maneira que ele encontrou de se sentir seguro era se colocando por cima dela. Ele a inferiorizava, e por mais que ele demonstrasse carinho, ele também conseguia puxar o tapete dela. Era como se ele estendesse a mão e no segundo seguinte, puxasse de volta, porque ainda queria estar no controle.
Foram seis anos de idas e vindas, palavras que machucaram e dois adultos que apesar de se amarem, eram muito imaturos para lidar com aquela relação. Era sempre “ou você faz do jeito que eu quero, ou não vai funcionar”. Eles estavam constantemente competindo entre si, tentando provar quem era mais forte, mais capaz ou mais certo. E isso vai diretamente com a frase que aparece desde o primeiro episódio, que você não precisa ser perfeito para ser amado.
Eles passaram tanto tempo tentando provar que eram perfeitos, fortes e superiores que acabaram se perdendo dentro da própria relação. Não havia confiança suficiente, nem respeito, nem uma verdadeira construção de futuro juntos. Existia sentimento, existia química, existiam atitudes bonitas, mas faltava vulnerabilidade, pelo menos EU penso assim.
A química desse casal foi absurda do começo ao fim. Eu conseguia sentir exatamente o que a Flora estava sentindo. E vamos combinar ne gente? o Luke é o puro charme. O homem é maravilhoso. Não tem como assistir aquele homem e não entender por que a Flora tinha dificuldade de resistir, nisso eu passo pano pra ela!!!! Mas justamente por ser tão seguro, charmoso e acostumado a estar no controle, ele não sabia ser vulnerável. E era exatamente isso que a relação precisava.
O que mais gostei de perceber ao fim, que nenhum dos dois era simplesmente “o vilão”. Os dois tinham suas feridas, seus erros e suas formas erradas de tentar se proteger. O prota não sabia amar de uma maneira que fizesse a prota se sentir segura. E ela também tinha essa necessidade constante de resolver tudo sozinha, porque confiar no outro significava abrir mão de uma parte do controle.
E isso me fez pensar muito além do romance.
Às vezes, na vida, as pessoas nos machucam com palavras e depois acreditam que carinho, presentes ou pequenas atitudes conseguem apagar aquilo. Mas não é assim, a mágoa precisa ser conversada. A ferida precisa ser tratada. Precisamos ter responsabilidade pelo que falamos, porque podemos machucar alguém sem perceber a dimensão daquilo.
E acho que foi justamente isso que o Luke finalmente entendeu. Quando ele passa a refletir e perceber o quanto não sabia amar, o quanto não sabia se expressar e que sua maneira de se proteger acabava deixando a Flora insegura o tempo inteiro, eu senti que finalmente ele entendeu o próprio erro.
E aquele homem chorando??? FOI O MEU FIM.
Naquele momento eu perdoei todas as confusões, todas as palavras horríveis e todas as burradas (kkkk brinks). Mas eu acredito muito no arrependimento verdadeiro, principalmente quando ele vem acompanhado de mudança. E ele foi atrás dela. Continuou cuidando dela mesmo quando ela nem sabia. Ficou observando de longe, sem exigir nada em troca. Aos poucos, ele aprendeu a cuidar, a valorizar e a amar de uma maneira diferente. E isso, para mim, foi lindíssimo!!!!!
Pra mim, conseguiu passar a mensagem de que relacionamento precisa de diálogo, confiança, responsabilidade, empatia, reciprocidade e, principalmente vulnerabilidade. Não dá para viver de suposições, de orgulho ou tentando resolver tudo sozinho. A gente não precisa carregar tudo sozinho para provar que é forte.
Às vezes, quando confiamos, nos entregamos e permitimos que o outro veja nossas fraquezas, as coisas funcionam de uma maneira muito mais bonita e muito mais apaixonante. Nem tudo precisa ser do nosso jeito, precisamos nos permitir amar e também se permitir ser amado.
Peço perdão a quem chegou até aqui e pegou spoiler, mas eu precisava falar tudo o que senti. No fim, foi um drama gostoso de assistir, com uma química ABSURDA, um casal maravilhoso e uma história que, apesar de todas as confusões e obstáculos, me fez refletir bastante. Eu gostei muito!!!
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