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Uma Experiência Única!!!
Gente, eu estou perplexo de como essa obra é emocionalmente densa e delicada ao mesmo tempo. É uma história predominantemente de aceitação, medo, insegurança, preconceito, escolhas e amor verdadeiro. Como disse, até ver esse final, minha visão mudou completamente sobre a história. Pois ChenLi não era somente um cara que tratava inocentemente XiaoZhi como um irmão mais novo, e XiaoZhi confundiu isso com interesse e amor. ChenLi tinha curiosidade e fascínio sobre XiaoZhi, sobre como era ser um espírito livre e viver a sua verdade, pois ele mesmo sempre escondeu a sua. Desde o começo, ele embarcou no mundo de XiaoZhi, no refúgio que era a ilha onde estavam. Por isso XiaoZhi se apaixonou, por isso ele ficou perdido e por isso ele sofreu. Porque ao chegar próximo ao fim da ilusão ou sonho, ChenLi se afastou e se tornou indiferente aos sentimentos de XiaoZhi. E não podemos condená-lo por isso, pois ele estava em seu processo de aceitação, de se entender, do medo do julgamento das pessoas, de se compreender e de conseguir viver a sua verdade. Resumindo, esse BL pode ser considerado um dos melhores desse ano, pois ele entrega subjetividade, referências visuais, analogias, drama complexo e reflexão sobre a vida. Novamente digo que não é um BL para todos os gostos, e sim para aqueles que têm um olhar apurado e sensibilidade única. Enredo surpreendentemente coeso, atuações viscerais e fotografia e cenografia impecáveis e pitorescas. Minha nota vai ser um 10 por toda essa jornada de autoconhecimento e reflexão que vivenciei e amei. Recomendadíssimo ⭐⭐⭐⭐⭐Was this review helpful to you?
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Uma Surpresa Inesperada e Inesquecível!!!!!
Eu estou literalmente devastado com essa série, mas de maneira positiva. Eu nunca imaginaria que no dia que eu comecei assistir, ela se transformaria num dos meus BLs favoritos, nunca, nunca, nunca mesmo. Foi uma experiência surreal e surpreendente acompanhar Pan, Soda, Khett, Kim, Way e a Deusa da Morte nessa aventura sobrenatural e muito tocante. Nesse último episódio, qualquer sinal da minha saúde mental, foi pulverizado pelo tsunami de emoções que eu não estava preparado pra sentir. Que enredo magistral, de nos suavizar com tanta comédia e leveza pra, nos dois últimos episódios, fazer a gente chorar rios e mares. Atuações impecáveis de todos os atores e atrizes, sem defeito nenhum. Destaque para First, que como digo sempre, é a realeza dos BLs. Ele interpretou praticamente dois personagens, Kim e Pan, e entregou muito em todas as cenas, admirado com o timing dele pra comédia que eu não conhecia. Ohm, nosso Khett (sem trocadilhos por favor), o que dizer dele, pois essa série me fez ficar completamente apaixonado por ele, além de achar a atuação dele muito maravilhosa e envolvente. Ohm tem um olhar capaz de dar fim as guerras, muito doce e hipnotizante. Prigkhing, não a conhecia, mas adorei toda a vida e juventude que ela deu a Pan na atuação, com pequenos toques de maturidade. Fluke, meu príncipe Way, seu personagem conseguiu arrebatar o meu coração sendo o último romântico marrento e com uma dose de empatia admirável. E por último, mas não menos importante, Jennie, a nossa diva e idol Deusa da Morte, que arrasou em cada momento que aparecia com seu humor fresco e suas performances inesquecíveis. Fiquei muito feliz por uma série dar o tempo de tela que ela merecia, porque ela é o significado literal da palavra artista. Enredo super bem construído, coeso, arrebatador, cômico e muito profundo. Apesar de alguns deslizes, isso não estragou em nenhum momento toda a experiência que foi assistir essa série. Destaque pra iluminação e transição de cenas entre Kim e Pan e o mundo real e sobrenatural. E pra gente não ficar sem o nosso BL raiz de cada dia, nos deram um beijo de Ohm e First, que apesar do sacrilégio perdoado pro mim devido ao contexto, faria Khaotung morrer de ciúmes. Minha nota pra esse BL vai ser um 9,5, não foi um 10 pelas pequenas falhas, mas nada que desabonasse a experiência e aventura que foi assistir ele. Vai entrar no meu ranking de melhores BLs assistidos com toda a certeza. Para quem dropou essa série por achar que era boba e sem sentido, recomendo que volte a assistir, pois não irá se arrepender. Comprei uma série de comédia pastelão e ganhei uma lição de vida maravilhosa, perfeita é o adjetivo mais apropriado pra essa série. E finalizo minha resenha com uma frase da série que achei linda: "Amor não significa ficar lado a lado, é sim dentro do coração do outro!"Was this review helpful to you?
Saboroso do início ao fim!
Primeira coisa que vou alertar sobre esse BL: ASSISTAM DE ESTÔMAGO CHEIO! O Japão mais uma vez nos brinda com uma história divertida, fofa, emocionante e literalmente deliciosa. "Sugar Dog Life” é um banquete para os olhos e uma tentação para o estômago; é o típico BL japonês que entrega tudo o que a gente ama: comida e um amor doce. Esse BL aposta na simplicidade e na fofura para nos conquistar logo de cara.A começar pela química impecável e o contraste visual dos protagonistas. De um lado, temos Isumi, o universitário baixinho e talentoso na cozinha, e do outro Amasawa, um policial alto e protetor que é conquistado pelo estômago. Essa diferença de altura e de personalidade entrega momentos absurdamente adoráveis, sem precisar forçar a barra. O roteiro constrói a relação deles de forma muito natural e gradativa, naquele estilo de romance que vai aquecendo o coração aos poucos. Ver o afeto nascendo através do cuidado, de uma refeição compartilhada e da quebra de traumas e inseguranças é de uma sensibilidade única. É o verdadeiro significado de “comfort drama”.
A produção técnica também merece palmas. A fotografia usa tons quentes e acolhedores, e a forma como as cenas de culinária são filmadas transforma cada prato em um personagem à parte. A comida aqui não é apenas um detalhe, é a própria linguagem de amor entre eles, usada para confortar nos dias difíceis de solidão e celebrar as pequenas vitórias cotidianas. Outro destaque são as atuações: eles conseguiram entregar personagens extremamente cativantes. A expressividade do Isumi ao cozinhar ou ficar envergonhado casa perfeitamente com o jeito desajeitado, mas protetor, do Amasawa. Eles transbordam uma inocência e uma sinceridade que fazem a gente torcer por cada troca de olhares e pequenos gestos de carinho.
Não posso deixar de destacar também o núcleo de apoio do Isumi: seus amigos fiéis e companheiros de faculdade, Shoji e Yohei. O cuidado e o zelo que eles (especialmente o Yohei, que é um paizão superprotetor) têm pelo Isumi é a coisa mais linda e divertida de acompanhar, mostrando que a rede de proteção dele vai além do romance. Para completar o charme, a série é um prato cheio de referências deliciosas aos clichês de animes e novels, o que deixa o clima ainda mais divertido e nostálgico para quem já ama a cultura pop japonesa. É uma produção que sabe exatamente o que o público quer ver.
Minha nota vai ser 08, pois não foi uma história grandiosa ou inesquecível, mas entrega uma simplicidade honesta que cativa do início ao fim. Não tenta revolucionar o gênero, mas se garante na fofura, na comida boa e na química deliciosa dos protagonistas. E já aviso que os beijos são bons, mas todo trabalhado nos BLs do Japão do velho testamento. Sinceramente, termino esse BL com o coração quentinho e com muita fome.
Nota: 8.0/10 🍱🇯🇵👬
Recomendo ⭐⭐⭐⭐
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Obra Prima de Taiwan
Mais um BL taiwanês que vai deixar saudades, “We Best Love: Fighting Mr. 2nd” conseguiu manter perfeitamente a maestria da narrativa e o drama de qualidade da primeira temporada. Apesar do soco no estômago que foi o final da temporada anterior e que deixou várias perguntas no ar, essa temporada trouxe as respostas que tanto queria saber e mostrou que o amor deles sobreviveu ao teste mais difícil de todos: o tempo. Se na primeira temporada acompanhamos a doçura, a competição e as descobertas da juventude, aqui somos jogados no mundo corporativo, onde as mágoas são mais profundas e os sentimentos, muito mais complexos. A narrativa amadureceu junto com os protagonistas, entregando um enredo denso, sensível e sem medo de tocar nas feridas do passado.A começar pelos prólogos de cada episódio: se na primeira temporada ouvíamos os segredos de Gao Shi De, aqui a melancolia e a poesia dessas reflexões passam para a perspectiva de Zhou Shu Yi. Eu simplesmente não dava conta de vê-lo sofrendo, porque sofria junto. Essa marca registrada da série me fez chorar e querer abraçá-lo a cada abertura, mostrando um Shu Yi tão machucado pelo tempo e pelo silêncio, onde cada olhar indiferente na verdade escondia um grito de dor.
A história de Gao Shi De e Zhou Shu Yi nos deu uma verdadeira lição sobre responsabilidade afetiva, o preço das escolhas e comunicação. O roteiro foi extremamente corajoso ao não passar pano para Gao Shi De, dando ao Zhou Shu Yi o direito legítimo de expor sua dor de ter sido deixado no escuro. Foi doloroso assistir a essa desconstrução do 'príncipe encantado', mas foi o que tornou a reconciliação deles tão legítima e avassaladora. O grande trunfo desta temporada é exatamente essa evolução do enredo. Sam Lin e Yuyu entregaram tudo de si na atuação. Há cenas tão cruas, longas e sem cortes apressados que nos fazem sentir cada segundo da tensão, da dor e do desespero dos personagens. Não há glamour aqui; há sentimentos expostos, desabafos engasgados e uma química visceral que transborda na tela. É uma verdadeira overdose emocional não recomendada para os corações fracos — confesso que tive “ressaca” emocional por causa disso.
Outro destaque dessa temporada foi a apresentação do peculiar Yu Zhen Xuan, “relacionamento” passado do dr. Pei Shou Yi. E, sinceramente, poderia ter sido desenvolvido melhor esse enredo, que tinha um potencial gigantesco. A dinâmica entre eles é extremamente complexa, tocando em traumas e em uma densidade psicológica que merecia mais episódios para respirar. Embora a relação deles chame a atenção pela excentricidade e pelo mosaico psiquiátrico que ambos possuem — digno de uma visita ao CAPS —, a sensação que fica é de que tudo foi resolvido de forma um pouco apressada, o que acabou me deixando um pouco perdido e decepcionado. Nem a existência de um episódio especial focado nos dois conseguiu sanar isso, pois foi uma repetição do que já havíamos assistido com pequenos detalhes inéditos.
O casal de amigos de Gao Shi De e Zhou Shu Yi, o lindíssimo e impulsivo Shi Zhe Yu e o sincero e fofo Liu Bing Wei, abrilhantaram ainda mais essa segunda temporada com uma dinâmica leve, divertida e cheia de companheirismo. Eles funcionam como o verdadeiro porto seguro em meio a tanta turbulência do casal principal, mostrando que o amor também pode ser simples, irreverente, leal e reconfortante.
Resumindo, minha nota para essa temporada é 9.5, somente por causa do pequeno deslize com o casal secundário Pei Shou Yi e Yu Zhen Xuan. Mas no geral a série fechou seu ciclo de forma belíssima, com uma produção impecável, com atuações de elite e uma trilha sonora memorável que consolida a franquia como um dos maiores marcos do gênero. Como já disse anteriormente, ela ganha o meu selo “ITSAY” de qualidade e entra na minha lista de melhores BLs, se tornando uma obra-prima indispensável para qualquer blzeiro(a).
Nota: 9.5/10
Recomendadíssimo! ⭐⭐⭐⭐⭐
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Um BL Agridoce!
Taiwan mais uma vez não me decepcionou. “We Best Love: Nº 1 For You” foi uma história cativante e muito linda, apesar de nos deixar quase infartando com o episódio especial. Zhou Shu Yi e Gao Shi De trouxeram na sua dinâmica de relacionamento típica de “enemies to lovers” uma certa poesia e uma intensidade avassaladora.Isso se reflete perfeitamente na forma poética dos pensamentos de Gao Shi De mostrados em cada episódio, que dão título a eles e servem como uma janela dolorosa e linda para o que ele sente em segredo. Afinal, descobrir que toda aquela rivalidade, na verdade, era a única forma que ele encontrou para se manter no radar do Shu Yi por anos é de quebrar as nossas estruturas. A química deles não é só física, ela transborda nos olhares e na tensão que cresce a cada episódio.
Confesso que até o quarto episódio estava bom e divertido somente de assistir, mas nos dois últimos episódios finais foi pura emoção. A cena da confissão na ponte (e aquele choro doloroso e desesperado do Shu Yi) é uma das coisas mais viscerais e lindas que já vi em um BL. Eles entregaram uma atuação tão crua e real que foi impossível não chorar junto. E o beijo deles foi uma sabor a parte, com toda aquela entrega e paixão palpável.
O roteiro te envolve de um jeito que, quando eles finalmente se acertam, você sente que ganhou junto com eles. Aliado a isso, as OSTs da série são um espetáculo à parte; as músicas são tão melancólicas e marcantes que parecem ditar a intensidade de cada lágrima e de cada sorriso nosso. O elenco secundário também entrega tudo e merece muito destaque, principalmente os amigos Liu Bing Wei e Shi Zhe Yu, além do delicioso e sarcástico primo de Shi De, o dr. Pei Shou.
Eles equilibraram perfeitamente o drama com momentos leves e irreverentes, além de nos permitirem vislumbrar um pouco de seus relacionamentos, desejos e histórias passadas. Essa série também, foi um teste severo para o nosso coração. O enredo te joga no topo do mundo com o romance deles para logo em seguida te dar uma rasteira com aquele distanciamento e os minutos finais do episódio especial.
É um misto de “eu amo esse casal” com “eu quero quebrar a minha tela de desespero” por causa do gancho que deixam para a segunda temporada. Típico dos enredos de Taiwan nos levar do céu ao inferno em minutos e, no caso desse episódio especial, eles não tiveram a menor pena da nossa saúde mental. Vamos falar sério: o que foi aquela decepção amargosa?
A gente passa a série inteira torcendo para os dois finalmente se acertarem, saboreia aquele romance lindo, para depois ser jogado direto no meio de um distanciamento doloroso e cheio de pontas soltas. O roteiro usou esses poucos minutos de forma extremamente cruel e inteligente, porque em vez de um final feliz reconfortante, ele nos entrega uma dúvida angustiante. A sensação de impotência e a falta de respostas dão um nó na garganta.
Você termina o episódio sem saber o que pensar, o que sentir ou em quem culpar, restando apenas o desespero completo e a necessidade absoluta de correr para a segunda temporada para saber o que houve.
Minha nota vai ser um angustiante 8️⃣,5️⃣, pela experiência marcante que a série entrega, nos prendendo do início ao fim e nos deixando completamente obcecados por respostas.
Nota: 8,5/10 🇹🇼👬✨
Recomendo ⭐️⭐️⭐️⭐️
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Um BL conforto simples, mas maravilhoso!
Gente, esse BL deixou meu boiolômetro nas alturas! Que história simples, mas deliciosamente linda e fofa de assistir. Coreia, né amores? Até o simplório se torna especial quando vem deles, e “Love Tractor” não foi exceção. Confesso que, inicialmente, estava achando somente bom. Uma história doce e fofinha de um menino do interior que conhece um menino da cidade grande, nada grandioso ou marcante. Mas, no decorrer dos episódios, a gente simplesmente se apaixona por Ye Chan e sua inocência, carisma, sinceridade e imaturidade juvenil.Ele nos carrega por essa história e transforma o que seria um clichê de "cidade versus campo" em uma jornada de cura e redescoberta. A forma como o Ye Chan vai, sem perceber, curando as feridas do Seon Yul através de gestos simples do dia a dia é a coisa mais linda do mundo. É o tipo de BL que cura qualquer ressaca blezeira!
A química deles é baseada na pureza e no cuidado mútuo, provando que a Coreia sabe exatamente como entregar um romance que não precisa de pressa para ser memorável. E esse slowburn do relacionamento deles é muito prazeroso de assistir, pois vemos em Ye Chan um tipo de amor que quase não existe mais: um amor puro, sincero, altruísta, bobo e intensamente verdadeiro. Essa diferença de idade entre os protagonistas, suas vivências extremamente diferentes e suas visões de vida se casam perfeitamente no processo de autodescoberta de cada um.
O roteiro também brilha ao equilibrar a fofura com dramas reais, como as divergências dolorosas de Seon Yul com seu pai, um conflito necessário que dá peso e justifica todas as barreiras e inseguranças que ele precisou quebrar ao longo da história. E, para deixar tudo ainda mais leve, cômico e divertido, o elenco secundário entrega tudo: destaque para a mãe do Ye Chan, que é uma queridona e muito engraçada nas interações com seu bebezão. A bondade, empatia, cuidado e união da comunidade rural chega a ser admirável, fazendo com que a gente acabe se sentindo abraçado e acolhido por eles também.
Aliado a isso, a cenografia da série é um espetáculo visual à parte. As paisagens rurais, o foco nas frutas colhidas na hora e o preparo daquelas receitas caseiras trazem um conforto estético absurdo, fazendo a gente sentir quase o cheiro do campo e aquela paz do interior através da tela.
No final, o que parecia ser apenas mais uma história despretensiosa se tornou um verdadeiro abraço quentinho em forma de série. Uma obra-prima da simplicidade que todo fã de BL deveria assistir para lembrar como o amor genuíno é lindo. Minha nota vai ser um apaixonante 08, pois terminei o BL satisfeitíssimo e inspirado pelo final, além de completamente apaixonado por Ye Chan e Seon Yul e com aquela sensação de felicidade e esperança que o amor nos dá.
Nota: 8/10 🚜🌾❤️
Recomendo demais! ⭐⭐⭐⭐
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Surpeendentemente Boa!!!
Dessa vez a GMM acertou em cheio ao fazer essa série e eu admito que não esperava por isso. Depois do traumatizante BL “We Are”, eu tinha adquirido um verdadeiro ranço de assistir a qualquer produção da GMM com excesso de episódios, longa duração e múltiplos ships atuando. No entanto, “Perfect 10 Liners” veio para quebrar essa maldição. A série superou tanto as minhas expectativas que conseguiu curar o trauma desse formato arrastado, entregando algo que me prendeu do início ao fim e provando que a fórmula funciona quando o roteiro é bem feito.A série é dividida em três arcos principais: o de Arc e Arm (ForceBook), que vai do episódio 01 ao 08; o de Yotha e Gun (PerthSanta), do 09 ao 16; e o de Faifah e Wine (JuniorMark), fechando do 17 ao 24. Nesses arcos, também contamos com casais secundários incríveis, como Pond e Sand (MarcPoon) e Klao e Wa (AouBoom), além de um maravilhoso elenco coadjuvante, onde o destaque maior vai para o icônico Po (JJ) e diversas participações especiais de peso, como Tawan, Sea e Ohm Thitiwat.
O grande segredo para a série não se tornar cansativa foi justamente essa divisão. Cada arco tem sua própria identidade e o roteiro soube dar o tempo certo de tela para cada história. Deixando os spoilers de lado, aqui está a minha visão sobre cada um deles:
Arco 1: Arc e Arm (Episódios 01 a 08) — Sinceramente, foi um arco morno. Nada grandioso ou impactante; parecia mais uma típica história de ForceBook em suas skins habituais. Apesar de amá-los como atores, sinto que eles precisam urgentemente sair dessa dinâmica de relacionamento fofo/bobo com o popular/indiferente. Deu certo por um tempo, mas adoraria vê-los em novos desafios. Foi um arco apenas "bom", que acabou se arrastando muito em prol de um objetivo clichê e cansativo. O grande destaque que salvou esses episódios foi o trio de amigos Arm, Po e Sand, que me tirou gargalhadas sinceras com momentos super divertidos e descontraídos. O destaque máximo vai para Po, representando com maestria e irreverência a "vida de solteiro". A cena icônica dele é simplesmente inesquecível!
Arco 2: Yotha e Gun (Episódios 09 a 16) — Que arco fofo e doce do começo ao fim! Mesmo sendo algo clichê como o arco anterior, ele se destaca pelo enredo envolvente e pelo carisma avassalador do casal. A química entre Perth e Santa é muito natural, transformando o clichê usado aqui totalmente a favor da narrativa e desenvolvendo os traumas e as vulnerabilidades dos personagens com muita sensibilidade. Eles entregam uma evolução genuína, onde cada olhar e cada toque transborda fofura e amor, me fazendo esquecer o tempo passar. Impossível não se apaixonar por Yotha e Gun e sua jornada de cura mútua, onde o amor deles não apenas resolve os mal-entendidos do passado, mas constrói um porto seguro que aquece a nossa alma.
Destaque especial para o drama familiar de Yotha e sua mãe, que foi tão tocante que me arrancou lágrimas sinceras. O único ponto negativo, para mim, foi a forma de resolução e superação do trauma de Gun, mas dá para passar um bom paninho nisso se olharmos o todo que foi entregue. E, por último, não poderia deixar de falar dos maravilhosos e lindíssimos AouBoom como Klao e Wa, casal secundário desse arco. Além de ambos entregarem, como sempre, beijos saborosos e amassos cheios de paixão e desejo, tivemos o prazer de vê-los em uma nova skin de personagens, demonstrando toda a versatilidade e talento deles como atores.
Arco 3: Faifah e Wine (Episódios 17 ao 24) — Foi um dos melhores arcos da série na minha opinião, mas confesso que foi uma disputa bem acirrada entre ele e o arco de Yotha e Gun. Faifah e Wine, além dos momentos engraçados e fofos, trouxeram maturidade, representatividade e uma evolução comportamental impecável. Ver a forma como eles desconstroem as próprias inseguranças, medos bobos e barreiras foi o que tornou esse casal tão maduro e apaixonante. Destaque para a sabedoria, empatia e acolhimento de Faifah em seu discurso para Wine sobre aceitação e amor-próprio. O roteiro soube demonstrar perfeitamente, e com leveza, a temática sobre o preconceito em se aceitar e ser quem você é, mostrando que o verdadeiro acolhimento vem de dentro para fora. Em vez de focar apenas na dor, a série escolheu focar na força da rede de apoio e no amor como cura. Aplaudo esse arco por esse serviço público prestado. E isso vem para provar que um casal de BL pode ser fofo, engraçado e, ao mesmo tempo, ter uma postura engajada, racional e sensata diante da vida. Junior e Mark entregaram uma química descontraída e super romântica, transformando esse encerramento de arco em uma experiência memorável e, sem dúvidas, no ápice de toda a série.
No fim das contas, “Perfect 10 Liners” fez o que parecia impossível: superou todas as minhas expectativas e me curou do trauma de produções longas da GMM que herdei de “We Are”. A série provou que a fórmula de múltiplos episódios e vários casais funciona perfeitamente quando o roteiro é inteligente, bem estruturado, bem executado, sabe dar o tempo certo de tela para cada história e foca na evolução real das atitudes, comportamentos e relacionamentos dos personagens, em vez de se perder em dramas arrastados e desnecessários. Mesmo com um início um pouco mais morno no primeiro arco, a subida de qualidade nos arcos seguintes foi surpreendente, entregando romance, diversão, choro, representatividade, fofura e muita maturidade. Aliado a isso, a parte técnica deu um show à parte: a direção foi cirúrgica em ditar o ritmo de cada arco, a cenografia e o figurino estavam impecáveis e visualmente lindos, e as OSTs embalaram perfeitamente cada momento marcante. Entregou tudo e mais um pouco, literalmente! Minha nota vai ser um sólido 09 pela experiência maravilhosa que tive assistindo e que super recomendo para todo mundo que, assim como eu, estava com medo de se frustrar. Valeu cada segundo!
Recomendo ⭐⭐⭐⭐
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Luz entre as Rachaduras: A beleza trágica de Happy of the End
O Japão, mais uma vez, entrega uma história profunda, visceral e controversa. “Happy of the End” aborda o lado feio da humanidade: os vícios, desejos, violência, abusos, abandono, problemas psicológicos e como dois indivíduos tão quebrados tentam encontrar algum vestígio de humanidade em meio ao caos de suas próprias vidas. Já adianto que não é uma série para todos os gostos. Os temas tratados causam extremo desconforto e possíveis gatilhos; há cenas muito fortes de violência, abuso sexual, pedofilia, prostituição, uso de drogas e dependência emocional. É uma atmosfera de desespero absoluto que desafia o espectador a olhar para o que o mundo geralmente prefere ignorar. Esses temas não são tratados ali como mero entretenimento, mas como parte de uma construção psicológica densa e palpável. Mas confesso que o enredo soube transitar entre esse pântano da miséria humana de forma magistral ao nos apresentar os protagonistas Chihiro e Haoren. A relação deles nasce do desespero, mas floresce na compreensão silenciosa de que apenas alguém tão quebrado quanto você pode entender a profundidade das suas feridas. Ao longo do desenvolvimento da série, minha empatia pelos traumas e sentimentos dos personagens foi maior do que meu desconforto sobre o que eles viveram. Foi nítido observar, no relacionamento desequilibrado e tóxico deles, uma representação crua de como o trauma distorce a percepção de afeto, fazendo com que o menor gesto de atenção seja confundido com amor, mesmo quando vem acompanhado de violência. É uma dinâmica que dói assistir, justamente por ser tão fundamentada na realidade de quem foi privado de amor por toda a vida.O trabalho dos atores é um espetáculo à parte; eles conseguem transmitir, através do olhar e da linguagem corporal, toda a exaustão mental de quem já não espera nada da vida. É uma atuação contida, mas carregada de uma tensão reprimida que explode nos momentos de maior vulnerabilidade. Destaque também para a direção de arte, que utilizou a fotografia de forma narrativa: os cenários sujos, as ruelas escuras e a iluminação fria reforçam a sensação de isolamento e solidão. No entanto, quando os dois estão juntos, a câmera parece captar uma calidez tímida, como se o ambiente também se transformasse para abraçar a conexão que estão construindo — uma luz entre as rachaduras, literalmente, que nos faz ter esperança. O Japão não tem medo de nos deixar desconfortáveis para que possamos sentir o peso da realidade. A estética da série não tenta esconder o feio; ela o usa como moldura para destacar a beleza frágil do encontro entre Chihiro e Haoren.
Resumindo: foi uma série LGBTQ+ desafiadora e incômoda, mas que entregou, de forma poética e sensível, um relacionamento fora do padrão que estamos acostumados a assistir. Não posso classificar como BL algo tão real e que representa tão bem as vivências de pessoas marginalizadas; o gênero BL trabalha mais com o lúdico e o "felizes para sempre", enquanto aqui temos a sobrevivência. Minha nota é 10, por toda essa carga emocional e pelo desconforto que essa série consegue transmitir de forma tão sincera, obrigando-nos a confrontar nossas próprias percepções sobre o que é o amor e o que é a luta desesperada pela sobrevivência.
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Uma comédia romântica de qualidade!
Mais uma vez Taiwan me entregando um BL conforto de alta qualidade e extremamente romântico. Foi um história perfeita em cada sentimento entregue, desde o drama até o amor irreverente e fofo de BaiLang e XuAn, além de um elenco secundário que também abrilhantou o enredo. Mas o maior destaque dessa produção fica por conta do relacionamento inusitado entre o dentista XuAn e o dono de bar BaiLang, embora na minha opinião tenha sido algo surreal e pouco crível, eles conseguiram me prender à história com todas as suas demonstrações de amor, carinho, zelo e jornadas pessoais. BaiLang é um personagem incrivelmente encantador, mesmo com seus traumas e inseguranças, ele consegue trazer na sua personalidade uma energia caótica que combina perfeitamente com sua doçura infantil. Já Xuan é o dentista perfeito, metódico e bem sucedido, mas que por trás de sua postura impecável e técnica precisa, esconde uma solidão e um amor mal resolvido do passado. Ambos embarcam em um processo de descoberta mútua, transformando as visitas ao consultório no cenário improvável de uma história de amor baseada em confiança, paciência e pequenos gestos. Tivemos também um casal secundário: o maduro e reservado Alex e o vibrante e juvenil RJ. Senti que faltou um desenvolvimento mais satisfatório para eles durante a série, mas o episódio especial finalmente entregou o que eu tanto queria. Outro ponto alto da série, foi a carga emocional em uma das cenas no penúltimo episódio, onde XuAn busca a aprovação do pai para seu relacionamento com BaiLang. Foi palpável o sacrifício advindo do amor de XuAn, onde um homem bem-sucedido, volta a ser apenas um filho buscando o direito básico de amar sem precisar se esconder. Além da agonia de perceber que às vezes, o maior obstáculo para a felicidade não é o medo interno, mas a barreira intransigente daqueles que deveriam nos apoiar incondicionalmente. Confesso que a resolução desse conflito abordada na série, me agradou levemente, pois não fiquei totalmente satisfeito pela falta de consequências reais relacionadas às atitudes violentas do pai de XuAn. Resumindo, foi uma história leve, descontraída, emocional e muito fofa, que trouxe alguns temas relevantes como transtornos psicológicos e preconceito familiar. Mas que não perdeu por isso, seu tom doce e alegre, digno de uma comédia romântica. Com enredo coeso, atuações impecáveis, química genuína e uma parte técnica (OST, fotografia e figurino) em total harmonia, a série cria uma atmosfera visualmente cativante e acolhedora. Minha nota vai ser 08, Pode não ser uma história épica e inesquecível, mas entregou com perfeição tudo o que prometeu. Finalizo o meu review com uma citação, de várias que aparecem ao longo da série, mas que achei maravilhosa:“NÃO HÁ NADA NO MUNDO QUE SEJA DIFÍCIL DEMAIS DE LIDAR, MESMO QUE O MUNDO ACABE HOJE, O SOL AINDA NASCERÁ AMANHÔ
Recomendo ⭐⭐⭐⭐
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Maravilhoso do começo ao fim!!!!
Mais um BL INCRIVELMENTE MARAVILHOSO da Coréia, que entregou tudo e mais um pouco. Acompanhar a história do tímido, antissocial, inseguro e pitico TaeKyung, em sua jornada de autoconhecimento, descoberta do amor e a conquista de novos amigos, foi linda e perfeita do começo ao fim. Impossível não se apaixonar por sua fofura ingênua e sinceridade desarmante. Ele diz o que pensa com tanta pureza que a gente fica sem saber como reagir, a não ser querendo guardá-lo em um potinho e protegê-lo de todo o drama do mundo. Além dele, todos os personagens nessa história se destacaram e trouxeram sua personalidade, conflitos e desafios, elevando ainda mais o nível dessa obra.DaOn foi extremamente maravilhoso, em retratar um jovem que necessita da aprovação constante dos outros, que era praticamente um personagem o tempo todo e que descobre em um sentimento, a força necessária para quebrar suas próprias barreiras. Percebendo assim, que a verdadeira liberdade só vem quando paramos de viver para agradar o mundo e começamos a ser honestos com o nosso próprio coração.
O meu favorito ShinWoo, me deu borboletas no estômago com sua lealdade silenciosa, provando que às vezes o amor mais profundo é aquele que cuida nos detalhes e nos protege sem chamar a atenção. Aquele jeito reservado dele, escondia um coração gigante, que só precisava de alguém que soubesse olhar além das aparências.
O irreverente e divertido Namgoong, nos mostra o real significado da verdadeira amizade, ele trouxe a leveza, companheirismo e aquela pitada de sabedoria disfarçada de humor, sendo o apoio que todos precisavam para enfrentar seus próprios sentimentos sem medo.
SoHee, mesmo no começo me dando ranço, conseguiu trazer para a narrativa a imaturidade da idade, o preço do ciúmes desequilibrado e a redenção que nasce do amadurecimento real. Nos lembrando que, apesar dos tropeços, é possível transformar a culpa em aprendizado e seguir em frente com muito mais consciência.
E por último e não menos importante, o professor Sr. Seo, que foi uma parte fundamental para a história se desenvolver. Ele como mentor, soube ser o suporte e a voz da razão que os meninos do conselho estudantil precisavam, guiando-os em suas descobertas com uma sensibilidade e empatia que fizeram toda a diferença no amadurecimento de cada um deles. Ele foi o equilíbrio perfeito entre autoridade e acolhimento.
Resumindo, foi um BL inesquecível e que me trouxe muitos sentimentos puros e acolhedores, me emocionei várias vezes com a delicadeza e sensibilidade em várias cenas. Não esperem grandes beijos ou quengarais, porque essa história entrega o melhor de um BL Coreano raiz: amor, fofura, doçura, drama e bom humor. Um detalhe que chama atenção, é o número de episódios, que são 16. Indo na contramão normalmente dos enxutos BLs coreanos que conhecemos de 8 episódios, mas garanto que nenhum episódio deixa a desejar e vale muito a pena assistir. Minha nota vai ser 10, até porque não podia ser outra, pelo maravilhoso enredo, atuações magistrais, figurino impecável e fotografia e cenografia perfeitas.
Obrigado TaeKyung, ShinWoo, DaOn e Namgoong, por me darem uma história tão genuína e especial, que aqueceu meu coração e me lembrou da beleza que existe nas descobertas do primeiro amor, na coragem de ser quem somos e na força de uma amizade verdadeira.
Recomendadíssimo ⭐⭐⭐⭐⭐
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Extraordinário!
Acabei de assistir ao incomparável filme LGBTQ+ japonês 10Dance, e posso afirmar que foi um dos melhores filmes que assisti este ano. O enredo é sombrio, visceral, ardente e dramático, tendo como pano de fundo as incríveis competições de dança e trazendo dois protagonistas extremamente opostos. De um lado, o impassível, profissional, metódico, controlador e elegante Sugiki, campeão de dança de salão. Do outro, o impulsivo, vibrante, orgulhoso e indomável Suzuki, campeão de dança latina. Os dois se juntam para trabalhar em equipe e disputar o título da famosa competição 10Dance, onde os atletas devem dominar tanto as modalidades latinas quanto as de salão, competindo em um total de 10 coreografias exaustivas. Essa colisão de dois mundos completamente opostos traz ao enredo uma vibe madura de “enemies to lovers”, mas totalmente em outro nível. É impossível não ficar hipnotizado e completamente rendido à química elétrica que explode entre eles a cada passo de dança, além de sentir o coração acelerar com o jogo de sedução e rivalidade. Minha sincera admiração e respeito pelos atores Takeuchi Ryoma e Machida Keita pelo talento, dedicação e entrega aos seus personagens, superando todas as expectativas ao dominarem coreografias complexas enquanto entregam uma atuação impecável. A química entre eles é palpável na tela, fazendo com que cada olhar e toque carregue um desejo e uma paixão impossíveis de ignorar. O maior trunfo do enredo não está apenas nos passos técnicos complexos, mas na forma como os dramas pessoais de Suzuki e Sugiki se entrelaçam. A verdadeira evolução deles acontece no silêncio entre as músicas: enquanto um aprende a colocar limites em sua impulsividade, o outro finalmente se permite sentir e transbordar. Além disso, a busca constante de ambos por validação — por carregarem o peso de serem os melhores em suas categorias — ganha um novo significado. Ao treinarem juntos, eles são forçados a lidar com a vulnerabilidade de aprender algo do zero, expondo suas inseguranças e humanizando-os. É uma obra-prima cinematográfica que transcende a dança e se consolida como uma profunda e apaixonante história de autodescoberta e amor. Minha nota não poderia ser outra, do que nota 10 e super indico essa experiência sensorial e completamente arrebatadora do início ao fim.Recomendadíssimo ⭐⭐⭐⭐⭐
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Um BL injustiçado e maravilhoso!
Que BL deliciosamente divertido e maravilhoso! Confesso que nunca havia ouvido falar dele, mas posso afirmar categoricamente que é uma joia escondida da GMMTV. Em se tratando de um BL tailandês, ele conseguiu entregar com maestria tudo o que prometeu, além de não ter se perdido no meio ou no final, sem contar a sintonia perfeita entre Gawin e Krist. Geralmente, histórias de viagem no tempo nem sempre são tão boas ou coesas, mas essa soube com leveza, fluidez e emoção contar essa linda história de amor e amadurecimento pessoal. Além disso, a obra trouxe debates importantes: o destaque maior ficou por conta da representatividade e sensibilidade sobre as causas LGBTQIAPN+. Praticamente um serviço de utilidade pública em uma série que justamente aborda o amor entre dois homens. Já disse, mas repito: toda série boys love e girls love deveria abordar esse tema em seus enredos, pois trazem clareza e conscientização de forma didática para todos, façam ou não parte da comunidade. E o ator Aou como Max, ativista da causa e melhor amigo de Kawi, conseguiu desempenhar seu personagem primorosamente. Isso confirmou novamente seu talento e carisma, me fazendo ser ainda mais fã dele. Outro ponto alto foi como abordaram o dilema sobre viajar no tempo para consertar erros do passado: assim como Kawi, somos levados a perceber o valor do presente e o preço das escolhas que fazemos. Mas deixo uma ressalva: Krist performa tão bem o personagem Kawi, que fica quase impossível não desenvolver ranço e ódio por ele. Confesso que desejei várias vezes que ele se prejudicasse e perdesse a chance de ficar com o Pisaeng. Mas, sendo bem sincero, até Pisaeng deixou a desejar em alguns momentos. Pois, de um lado, tínhamos um Kawi extremamente egoísta, mimado e cheio de pudores; do outro, um Pisaeng totalmente gadíssimo, submisso e que sempre se prejudicava para fazer as vontades e desejos do amado. Apesar da linda e conturbada história de amor dos dois, para mim, o relacionamento beirava a toxicidade às vezes. Mas passando um pano nisso, foi uma história com um enredo dinâmico, atemporal e irreverente, com atuações marcantes que emocionaram do início ao fim. Minha nota vai ser 9,0. Não chega a ser a maior obra-prima dos BLs da Tailândia, mas com certeza é uma das produções mais divertidas, fofas e doce, e que supera a maioria com extrema facilidade! Vale cada segundo do tempo de vocês assistindo.Recomendo ⭐⭐⭐⭐
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Delicadamente Poético e Maduro!
Mais uma experiência maravilhosa do Japão, e que não deixou a desejar em nenhum episódio. “At 25:00 In Akasaka” entrega charme, magia, romance, drama e tudo isso sendo um BL dentro de outro BL, que é o pano de fundo da história de nossos personagens Yuki e Asami. Essa mistura da ficção com a realidade, traz uma carga emocional palpável no relacionamento deles, chegando às vezes me confundir sobre o que é real ou não, mas o enredo é magistral nesse sentido e na forma de abordar isso. A construção e jornada dos protagonistas, foi extremamente prazerosa de acompanhar, com todos os seus sabores e dissabores. De um lado temos Yuki, um ator novato, resiliente, esforçado, super sincero, rígido e inseguro. Confesso que me identifiquei muito com Yuki e sua cobrança exacerbada de si mesmo. Do outro temos Asami, um ator veterano famoso, popular, talentoso, aparentemente insensível, elogiado por sua beleza, introspectivo e marcado por uma infância desequilibrada. E a forma como ambas personalidades opostas deles se complementam, ajudando-os a crescer, amadurecer e entenderem-se melhor, é pura osmose. O relacionamento deles não é construído sobre clichês infantis, há uma carga de melancolia e desejo adulto que dita o ritmo da narrativa, trazendo uma maturidade rara para o gênero. Destaque também para Shoma como Kazuma, que trouxe o tempero, a sensualidade e o dedo no c* e gritaria de qualidade que eu gosto de assistir. Diferente de obras que glamourizam a fama, este BL mostra o cansaço, a pressão das agências e a linha tênue entre a persona pública e a privada. Outro destaque, é a fotografia e enquadramento de algumas cenas, que transformaram alguns episódios em poesia cinematográfica. Com uma estética refinada, sensibilidade e elegância, algumas cenas me impactaram de uma forma muito emocional e particular, confesso que várias vezes me peguei com os olhos marejados. Minha nota para esse BL vai ser 10, por toda a qualidade da narrativa, atuações, figurino, fotografia e cenografia. É uma história indicada para quem gosta de acompanhar relacionamentos que se desenvolvem lentamente, com toda delicadeza e riqueza de detalhes, que somente o Japão sabe nos proporcionar. Além do bônus de mergulhar nos bastidores da indústria BL japonesa.Recomendadíssimo ⭐⭐⭐⭐⭐
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Uma Deliciosa Surpresa de Taiwan!
Taiwan como sempre entregando as melhores experiências em seus BLs, mas claro, sempre fazendo a gente quase ter uma parada cardíaca de ansiedade e nervosismo. E “Kiseki: Dear To Me” não foi a exceção, sinceramente não é uma grande e inesquecível história, mas o que foi prometido foi entregue. E acrescento que com louvor, os casais principais e secundários, as participações especiais e o enredo, foram deliciosamente prazerosos e empolgantes de assistir. Difícil para mim dizer qual casal foi o meu favorito, pois ambas histórias e atuações me conquistaram, tanto de JheRuei e ZongYi quanto de ChenYi e AiDi. O casal principal JheRuei e ZongYi, trouxeram o melhor do “enemies to lovers” com muito romantismo e carinho, além dos momentos fofos e doces. E falando em doces, que deleite foi ver aqueles bolos deliciosos de morango, preparados com tanto zelo por ZongYi. A relação que os dois construíram, ajudando um ao outro se curarem de seus traumas e nos mostrando o amor paciente e resiliente, foi digna de aquecer qualquer coração. Já ChenYi e AiDi, me trouxeram o caos, a rebeldia, o amor não correspondido, a complexidade da distinção entre o amor e a amizade. AiDi me arrancou lágrimas com seu amor unilateral por ChenYi e suas demonstrações de afeto, a sua própria maneira peculiar. Mas no momento certo, eles me entregaram o amor selvagem, irreverente, fofo e único, que só eles poderiam me dar e que me deixou empolgado e excitado diversas vezes. Os beijos e amassos foram um destaque também nessa série pela qualidade, paixão e entrega dos atores, os taiwaneses sempre se jogam nessas cenas, para a nossa felicidade. Fora o fato dos atores serem belíssimos e saborosos, um colírio para os nossos olhos cansados. Alguns destaques que também, trouxeram um brilho a mais para a história: como sempre tivemos participações mais que especiais de personagens e atores de outros BLs taiwaneses, amo esses crossovers que Taiwan faz, traz um tempero especial para o enredo e aproveitamos para matar a saudades de nossos personagens favoritos. Amei também o fato desse BL possuir a temática de máfia e gangues, e praticamente todos serem da comunidade LGBTQ+, trazendo representatividade e quebra de padrões. E sobre isso ainda, aplaudo a contemporaneidade nas vivências sexuais dos casais desse BL, fugindo do padrão heteronormativo que conhecemos. E por último, a menção da data de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Taiwan, achei super pertinente, instrutivo, casou muito bem com o enredo e me deu orgulho de assistir. Finalizando, eu gostei muito de assistir essa série, como disse não é a melhor história do mundo mas conseguiu me entregar mais do que eu esperava. Enredo bom e sólido, com pequeninas falhas, mas irrelevantes perante a qualidade da história. Já deixo avisado que sofri até o último capítulo com as reviravoltas, marca registrada de todo BL taiwanês. Atuações excelentes, OSTs encantadoras, cenografia primorosa (principalmente da confeitaria de ZongYi) e figurino impecável (destaque para o estilo de AiDi “bad bitch style icon” com toques de punk contemporâneo e avant-garde streetwear, além da notável transição de figurino e estilos dele durante o decorrer da história). Minha nota para esse BL vai ser 08, pela experiência maravilhosa que ele me proporcionou e por esses casais inesquecíveis.Recomendo ⭐⭐⭐⭐
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Inesquecível e Emblemático!!!!
É OBRA PRIMA que fala né? Porque não tem outra forma de definir essa série LGBTQ+, acho que classificá-la como BL, é desmerecê-la em toda a sua magnitude, temática, atemporalidade e didática. Foi uma série que trouxe de forma crua, sensível e visceral, as vivências de jovens LGBTQ+ na era Heisei (1989 -2019) no Japão, particularmente em uma área rural isolada e conservadora. A história nos convida a acompanhar o período da juventude de três jovens e suas respectivas famílias, Mishima, Kirino e Taro. Inicialmente completamente opostos, mas que no decorrer da trama, descobrem terem mais em comum do que jamais imaginavam. A série foi extremamente didática em retratar magistralmente os desafios, a autodescoberta, o preconceito, a aceitação, a amizade, o amadurecimento, o amor, o sexo, o medo, as inseguranças, as expectativas e as escolhas de vida, tudo isso sobre a ótica de um jovem LGBTQ+. Mishino me ensinou sobre resiliência, sobre persistência, sobre empoderamento, sobre coragem e bondade, e me conduziu em seu caminho agridoce de entendimento, aceitação e felicidade. Kirino me mostrou o valor de uma amizade, o ser abrigo do outro quando ele precisa, o apoio incondicional, sua extrema empatia e o preço das escolhas que fazemos pela felicidade do outro. Taro me trouxe a negação dos sentimentos, o preconceito gerado por isso, a violência derivada da ignorância, a delicada e confusa descoberta sentimental e sexual, o atrito entre a fantasia e a realidade e a aceitação plena dos sentimentos. As relações familiares, também foram outro destaque dessa maravilhosa história, com as mães de Mishima e Taro me mostrando o significado verdadeiro de maternidade e amor incondicional. Como também a mãe de Kirino, me mostrou o peso das frustrações, da falta de amor próprio, das expectativas criadas e de infligir no filho a responsabilidade sobre sua própria felicidade. E já deixo avisado, que não é uma série para todos os gostos e estômagos, pois ela também aborda temas bastante fortes, sensíveis e delicados como bullying e abuso sexual. Foi doloroso e revoltante esse momentos, mas a série soube me conduzir para o entendimento e razões sobre esses comportamentos, derivados como sempre do preconceito, dos ditos valores e expectativas da sociedade e a negligência com a saúde mental. Nada justificável ou aceitável, mas compreensível de certa forma. Minha nota para esse BL vai ser 11, porque dez é muito pouco para a experiência única, tocante e inesquecível que foi essa história. Chorei muito, fiquei com raiva, mas sorri bastante também e tive uma sensação de identificação enorme com cada personagem e sua narrativa. Orgulho é a definição do que sinto por ter assistido algo que não me deu somente um história simples e clichê de amor, mas algo que me fez me sentir abraçado, acolhido, empoderado e grato. Eu ainda não consigo pôr, totalmente em palavras tudo o que eu estou sentindo nesse momento, mas espero ter mostrado o mínimo do que foi assistir essa série espetacular e preciosa.Recomendadíssima ⭐⭐⭐⭐⭐
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