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I Told Sunset about You thai drama review
Completed
I Told Sunset about You
0 people found this review helpful
by kary
Apr 30, 2021
5 of 5 episodes seen
Completed
Overall 10
Story 10.0
Acting/Cast 10.0
Music 10.0
Rewatch Value 10.0
This review may contain spoilers

Aguenta coraçãoooooo

Esse texto tem uma emoção muito genuína, que é justamente o que faz a crítica funcionar. Eu manteria esse tom apaixonado, mas deixaria a escrita mais fluida e organizada:

Ok, vamos começar falando sobre a história: uau. Sinceramente, é diferente de tudo que eu já vi produzido na Tailândia. A trama desse BL me prendeu do começo ao fim.

Quem me conhece sabe que tenho o costume de assistir fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Mas, pela primeira vez, não consegui despregar o olho sequer um segundo de nenhum episódio. Pelo contrário: gostei tanto da história, das atuações e das cenas que me sentia ali dentro, vivendo cada momento ao lado dos personagens.

E quer saber de uma coisa? Nem tudo são flores. Nada é perfeito. Ou melhor, quase nada, porque essa série chega muito perto disso. Sim, fiquei um pouco decepcionada com o único beijo da temporada. E, sinceramente, o fato de ele acontecer no mar me incomodou um pouco — fiquei até sem ar pelos personagens (kkkk). Mas todo o restante entregou absolutamente tudo o que eu procurava em uma série.

A forma como Teh se abre para o irmão pela primeira vez. A confusão que ele sente ao perceber que seus sentimentos não se encaixam em tudo aquilo que acreditava sobre si mesmo. O momento em que Oh-aew veste um sutiã e se sente estranho diante do próprio reflexo. Cada cena, cada silêncio e cada pequeno gesto transbordam sinceridade.

Eu conseguia sentir, do outro lado da tela, exatamente o que os personagens estavam sentindo. Quem não sofreu junto com Teh e Oh-aew assistiu errado. Volta e assiste de novo, porque não é possível.

Acho incrível quando uma série consegue fazer isso. Para mim, esse é o auge da perfeição.

Demorei para assistir porque, lendo as críticas, já sabia que iria amar. E justamente por saber disso, também sabia que iria sofrer quando acabasse. Sou esse tipo de pessoa: crio um apego tão grande que, quando termina, fico pensando: “E agora? O que eu faço da minha vida depois dessa série perfeita?”

Eu coloco tanta felicidade dentro dos episódios que só Deus para me ajudar quando acaba.

Agora vamos falar dos personagens: uau novamente. Como eles foram bem construídos. Cada personalidade, cada jeito e cada individualidade parecem ter sido cuidadosamente pensados. Desde o primeiro episódio já é possível perceber as diferenças e semelhanças entre eles, e em poucos minutos surge aquela sensação de querer conhecer mais.

Todos os personagens têm importância. Até aqueles com menos tempo de tela cumprem seu papel de forma marcante.

E falando em personagens, não tem como não mencionar as atuações.

Eu não conhecia nenhum dos atores e hoje posso dizer: estou apaixonada. Descobri que Billkin, além de um ator incrível, também é um cantor absurdo, e estou há horas ouvindo a trilha sonora sem parar.

Quanto ao PP Krit, apesar de alguns momentos de atuação não terem funcionado tanto para mim, acabei me apaixonando pelo personagem e pelo ator. Mesmo percebendo alguns defeitos, não consigo avaliar essa série com outra nota que não seja 10. Porque tudo o resto supera qualquer pequena ressalva.

E isso é o mais impressionante: mesmo em cenas que poderiam soar exageradas, ele conseguiu transmitir os sentimentos do personagem e fazer o público sentir junto. Isso também é atuação.

Preciso elogiar ainda os atores mirins. A semelhança entre as versões mais novas e adultas dos personagens é impressionante. Os gestos, as expressões e até detalhes físicos foram reproduzidos com muito cuidado. É o tipo de atenção que demonstra o quanto tudo foi pensado.

Parabéns ao diretor e a toda a equipe de ITSAY.

E eu não poderia deixar de falar da química entre Billkin e PP Krit.

Isso é raro.

Cansei de assistir séries em que os protagonistas simplesmente não funcionam juntos. A história pode ser boa, o roteiro pode ser excelente, mas se não existe química, nada acontece. Aqui acontece tudo.

A troca de olhares, os toques, os abraços, os silêncios. Existe uma sensibilidade entre eles que é difícil colocar em palavras. É uma química única, intensa e extremamente natural.

Não consigo tirar esses momentos da cabeça.

Depois dessa série, sinto que me tornei uma pessoa muito mais feliz, ou talvez muito mais exigente, porque agora ficou ainda mais difícil aceitar histórias rasas e romances sem profundidade.

E a trilha sonora?

O QUE É ESSA OST?

Todas as músicas são incríveis. Todas. Sem exceção.

Eu normalmente não tenho muita paciência para música tailandesa, já tentei várias vezes e quase sempre desisto. Mas as músicas dessa série me conquistaram completamente. Ainda não superam a OST de Theory of Love no meu ranking pessoal, mas certamente entraram para as minhas favoritas.

Billkin, você tem uma voz absurda.

Para resumir tudo isso: essa foi uma série que me devolveu o entusiasmo. Me fez sentir intensamente, me trouxe felicidade e até acalmou meu coração. A cada episódio eu criava uma expectativa enorme, mas, ao contrário de muitos outros BLs, eu não começava o capítulo com medo de me decepcionar.

Eu sabia que ela iria entregar.

E ela entregava.

Por isso, só quero dizer que amei. Amei demais. E sei que vou continuar amando essa série por muitos anos.

Eu nunca tive paciência para rever nada, mas dessa vez prometi a mim mesma que vou reassistir. E espero que, daqui um, dois, quatro ou seis anos, eu consiga sentir novamente tudo o que senti hoje.

Obrigada aos diretores, roteiristas, atores e a todas as pessoas que participaram dessa obra.

Vocês conseguiram criar algo que eu nunca tinha visto no universo BL.

Só digo uma coisa:

Assistam.
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