This review may contain spoilers
Neguei Khemjira por meses. Hoje entendo o hype.
Neguei essa série por bastante tempo, tanto por causa do hype quanto pela própria história. Particularmente, não gosto de narrativas que envolvam fantasmas, reencarnação ou relações entre seres não humanos e humanos, mas esse é um assunto para outro momento.
O ponto é que, em pelo menos duas ocasiões, percebi que tinha até esquecido de respirar assistindo a algumas cenas. E, apesar da mistura entre passado e presente, acho que tudo foi muito bem construído, a ponto de uma pessoa como eu não se perder. Com paciência, a história vai explicando aos poucos muitos acontecimentos do passado no presente e vice-versa, tornando a narrativa cada vez mais envolvente.
A fotografia e a trilha sonora são absurdas. Cada cena parece cuidadosamente pensada, desde a iluminação até a escolha das músicas, que conseguem ampliar ainda mais as emoções dos personagens. Em muitos momentos, o silêncio, os olhares e a ambientação dizem mais do que os próprios diálogos.
O nível de detalhe nas cenas mais íntimas é absurdo. E nem preciso falar sobre a troca de olhares: a intensidade entre os personagens é tão grande que chega a ser desconcertante.
Nem tudo, porém, funcionou perfeitamente para mim. A rapidez com que algumas coisas acontecem no final, casamento, filhos e toda a construção do “felizes para sempre”, acabou me incomodando um pouco. Entendo a intenção de mostrar que os personagens finalmente encontraram a paz e a felicidade que tanto procuravam, mas acredito que existiam outras formas de transmitir isso. Sempre que uma série acelera etapas importantes, sinto que ela perde um pouco da força emocional construída ao longo da história.
Ainda assim, se estou aqui escrevendo essa resenha, é justamente porque aquilo que mais me marcou conseguiu superar qualquer ressalva. O que mais me impressionou foi a entrega dos atores. Em muitos momentos, parecia que eles não estavam apenas interpretando, mas vivendo aqueles personagens de uma forma extremamente íntima e genuína. É o tipo de atuação que faz você admirar não só o talento, mas também a coragem de se entregar completamente a uma história.
As atuações superaram todas as minhas expectativas. Mesmo com algumas escolhas narrativas que não me agradaram tanto, os atores conseguiram fazer com que cada sentimento parecesse verdadeiro. Eles me fizeram acreditar na dor, no medo, no desejo e no amor daqueles personagens e isso, para mim, vale muito.
No fim, é uma série que vale muito a pena, mesmo para quem, como eu, normalmente não se interessa por narrativas envolvendo seres não humanos e humanos. Khemjira consegue ir além desse elemento e entrega uma história sensível, intensa e emocionalmente muito envolvente.
O ponto é que, em pelo menos duas ocasiões, percebi que tinha até esquecido de respirar assistindo a algumas cenas. E, apesar da mistura entre passado e presente, acho que tudo foi muito bem construído, a ponto de uma pessoa como eu não se perder. Com paciência, a história vai explicando aos poucos muitos acontecimentos do passado no presente e vice-versa, tornando a narrativa cada vez mais envolvente.
A fotografia e a trilha sonora são absurdas. Cada cena parece cuidadosamente pensada, desde a iluminação até a escolha das músicas, que conseguem ampliar ainda mais as emoções dos personagens. Em muitos momentos, o silêncio, os olhares e a ambientação dizem mais do que os próprios diálogos.
O nível de detalhe nas cenas mais íntimas é absurdo. E nem preciso falar sobre a troca de olhares: a intensidade entre os personagens é tão grande que chega a ser desconcertante.
Nem tudo, porém, funcionou perfeitamente para mim. A rapidez com que algumas coisas acontecem no final, casamento, filhos e toda a construção do “felizes para sempre”, acabou me incomodando um pouco. Entendo a intenção de mostrar que os personagens finalmente encontraram a paz e a felicidade que tanto procuravam, mas acredito que existiam outras formas de transmitir isso. Sempre que uma série acelera etapas importantes, sinto que ela perde um pouco da força emocional construída ao longo da história.
Ainda assim, se estou aqui escrevendo essa resenha, é justamente porque aquilo que mais me marcou conseguiu superar qualquer ressalva. O que mais me impressionou foi a entrega dos atores. Em muitos momentos, parecia que eles não estavam apenas interpretando, mas vivendo aqueles personagens de uma forma extremamente íntima e genuína. É o tipo de atuação que faz você admirar não só o talento, mas também a coragem de se entregar completamente a uma história.
As atuações superaram todas as minhas expectativas. Mesmo com algumas escolhas narrativas que não me agradaram tanto, os atores conseguiram fazer com que cada sentimento parecesse verdadeiro. Eles me fizeram acreditar na dor, no medo, no desejo e no amor daqueles personagens e isso, para mim, vale muito.
No fim, é uma série que vale muito a pena, mesmo para quem, como eu, normalmente não se interessa por narrativas envolvendo seres não humanos e humanos. Khemjira consegue ir além desse elemento e entrega uma história sensível, intensa e emocionalmente muito envolvente.
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