This review may contain spoilers
Uma história para sentir e apreciar cada detalhe
Primeiramente: sim, é uma das produções mais grandiosas dos últimos tempos. E não estou falando de investimento, daquelas produções em que você percebe que houve muito dinheiro envolvido. Estou falando de algo grandioso em roteiro, atuação, direção, fotografia, sonoplastia e principalmente nos detalhes.
Antes de começar este BL, eu estava com as expectativas nas alturas. E, justamente por isso, sabia que precisava dedicar um tempo de qualidade para prestar atenção em cada detalhe. E, falando em detalhes… a cada episódio eu sentia meu coração dilacerar, apertar, sentir felicidade, angústia e tristeza ao mesmo tempo. Foi exatamente isso que essa série me proporcionou, um verdadeiro mix de sentimentos que em alguns momentos fica até difícil explicar em palavras.
Não sou a maior fã de GeminiFourth. Inclusive, durante muito tempo achei a atuação do Gemini muuuito inferior à do parceiro. Mas aqui ele foi grandão. Os dois elevaram o nível e mostraram uma evolução absurda desde My School President. A química entre eles está inexplicável.
Eu não esperava nenhuma putaria e acho que nem precisava. Na cena mais quente, achei de uma inteligência enorme a escolha do diretor de mostrar o mínimo possível. Porque, nesta série, o foco não é um casal que se ama loucamente e sente um tesão incontrolável típico da puberdade. São dois personagens que estão se descobrindo. E, principalmente no caso do Tanrak, existe toda uma confusão entre fé, desejo e amor que faz com que cada cena tenha um peso dramático enorme, a ponto de me fazer sofrer junto com ele.
Evitei muitos comentários e resenhas durante a exibição porque não queria ser influenciada. Queria ter a minha própria interpretação e hoje vejo que isso foi fundamental para que eu sentisse a série da maneira como senti.
A série é perfeita em muitos quesitos. Ter somente seis episódios, para mim, foi de lascar, porque eu queria MUITO mais. Acho que o roteiro tinha potencial para desenvolver ainda mais algumas questões. Mas, ao mesmo tempo, ao terminar, não senti que faltou nada essencial. Todas as pontas foram explicadas e amarradas, ainda que algumas de maneira rápida e totalmente interpretativa, como por exemplo, a mudança do Barth e sua nova relação com a fé mostrada no último episódio, acredito que ele tenha entendido que sua oração para que a mãe saísse da prisão tenha sido atendida. Mesmo sem explicar ou mostrar os detalhes, a série deixa espaço para essa interpretação.
A relação entre fé e amor homoafetivo, para mim, é um dos pontos mais fortes da série e provavelmente um dos motivos de tanto hype. Entendo que muitas pessoas tenham se identificado e se sentido representadas.
Eu confesso que a série me tocou em muitos sentidos, mas esse foi o que mais me deixou pensativa.
Eu realmente acredito em Deus. Às vezes, porém, também tenho dúvidas sobre a existência Dele, assim como o Barth. E, em muitos momentos, me vi nele. Não necessariamente questionando o que a igreja prega ou aquilo que ela julga como errado, mas questionando como a fé pode coexistir com o amor, com as diferenças e, principalmente, com o acolhimento.
E acho que a série novamente foi grandona aqui.
Mesmo depois de tanto preconceito, os personagens foram acolhidos pelo padre e pelo amigo que se tornou padre. E isso me fez chorar.
Porque, no fim, é isso que esperamos da sociedade, da igreja e das pessoas: acolhimento e respeito.
Enfim, seriam muitos os pontos que eu poderia abordar aqui, mas não quero me alongar ainda mais.
Só digo uma coisa para quem está assistindo pela primeira vez: tenho inveja de vocês.
Antes de começar este BL, eu estava com as expectativas nas alturas. E, justamente por isso, sabia que precisava dedicar um tempo de qualidade para prestar atenção em cada detalhe. E, falando em detalhes… a cada episódio eu sentia meu coração dilacerar, apertar, sentir felicidade, angústia e tristeza ao mesmo tempo. Foi exatamente isso que essa série me proporcionou, um verdadeiro mix de sentimentos que em alguns momentos fica até difícil explicar em palavras.
Não sou a maior fã de GeminiFourth. Inclusive, durante muito tempo achei a atuação do Gemini muuuito inferior à do parceiro. Mas aqui ele foi grandão. Os dois elevaram o nível e mostraram uma evolução absurda desde My School President. A química entre eles está inexplicável.
Eu não esperava nenhuma putaria e acho que nem precisava. Na cena mais quente, achei de uma inteligência enorme a escolha do diretor de mostrar o mínimo possível. Porque, nesta série, o foco não é um casal que se ama loucamente e sente um tesão incontrolável típico da puberdade. São dois personagens que estão se descobrindo. E, principalmente no caso do Tanrak, existe toda uma confusão entre fé, desejo e amor que faz com que cada cena tenha um peso dramático enorme, a ponto de me fazer sofrer junto com ele.
Evitei muitos comentários e resenhas durante a exibição porque não queria ser influenciada. Queria ter a minha própria interpretação e hoje vejo que isso foi fundamental para que eu sentisse a série da maneira como senti.
A série é perfeita em muitos quesitos. Ter somente seis episódios, para mim, foi de lascar, porque eu queria MUITO mais. Acho que o roteiro tinha potencial para desenvolver ainda mais algumas questões. Mas, ao mesmo tempo, ao terminar, não senti que faltou nada essencial. Todas as pontas foram explicadas e amarradas, ainda que algumas de maneira rápida e totalmente interpretativa, como por exemplo, a mudança do Barth e sua nova relação com a fé mostrada no último episódio, acredito que ele tenha entendido que sua oração para que a mãe saísse da prisão tenha sido atendida. Mesmo sem explicar ou mostrar os detalhes, a série deixa espaço para essa interpretação.
A relação entre fé e amor homoafetivo, para mim, é um dos pontos mais fortes da série e provavelmente um dos motivos de tanto hype. Entendo que muitas pessoas tenham se identificado e se sentido representadas.
Eu confesso que a série me tocou em muitos sentidos, mas esse foi o que mais me deixou pensativa.
Eu realmente acredito em Deus. Às vezes, porém, também tenho dúvidas sobre a existência Dele, assim como o Barth. E, em muitos momentos, me vi nele. Não necessariamente questionando o que a igreja prega ou aquilo que ela julga como errado, mas questionando como a fé pode coexistir com o amor, com as diferenças e, principalmente, com o acolhimento.
E acho que a série novamente foi grandona aqui.
Mesmo depois de tanto preconceito, os personagens foram acolhidos pelo padre e pelo amigo que se tornou padre. E isso me fez chorar.
Porque, no fim, é isso que esperamos da sociedade, da igreja e das pessoas: acolhimento e respeito.
Enfim, seriam muitos os pontos que eu poderia abordar aqui, mas não quero me alongar ainda mais.
Só digo uma coisa para quem está assistindo pela primeira vez: tenho inveja de vocês.
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