This review may contain spoilers
Mais do mesmo
Comecei a escrever esta avaliação no episódio 11, no qual eu cheguei com muito sacrifício. Às vezes eu assistia um episódio por dia e às vezes precisava de vários dias para terminar um único episódio, então apesar das ressalvas iniciais de muitas pessoas a respeito da idade da protagonista não foi isso que me fez demorar tanto para assistir e sim o roteiro sofrível. Esta avaliação foi escrita ao longo do drama então pode ser que algumas partes pareçam não ter continuidade com a próxima pois foram escritas em momentos diferentes.
História/Roteiro
Uma coisa que eu achei muito estranha logo de cara foi como acontecimentos que nós normalmente vemos no final das séries como um desfecho para um plano que foi desenvolvido e compartilhado com nós telespectadores ao longo de toda a história aconteceram logo no início. Uma tentativa de golpe, vários confrontos do protagonista com outras pessoas, inclusive com a Imperatriz viúva.
O que me motivou a começar a escrever essa avaliação é a forma abrupta como vemos o relacionamento do Herdeiro Wuyi com sua mãe mudar num estalar de dedos. Num momento ela está gritando com ele sobre ele ter causado a morte do irmão e a deficiência do outro e no outro estamos vendo uma linda tarde em família onde ela o convence a lutar pela mulher que ama, ignorando a parte de que ela o tratou com indiferença durante 10 episódios para no episódio 11 agir como se a relação deles sempre tivesse sido assim.
Não acho que tivemos desenvolvimento suficiente para chegar até essa parte de forma convincente, até achei que tinha perdido alguma coisa.
Achei o roteiro bastante confuso no sentido de que a gente não consegue entender logo de cara quais são as motivações por trás das ações dos personagens. O que o pai da protagonista realmente quer? Qual é o objetivo da mãe da protagonista? Quais ações foram responsáveis para tanto ressentimento entre a mãe e o Herdeiro Wuyi? Então como não estamos totalmente cientes dos seus planos, inicialmente a gente nem sabe pelo quê deve torcer.
De repente a gente descobre que ninguém é filho de ninguém e ninguém é irmão de verdade de ninguém é tudo muito confuso os pais da protagonista não são realmente os pais dela e de repente o pai dela é pai do interesse amoroso dela enquanto que os pais do protagonista também não são os pais dele de verdade. No momento em que ficamos sabendo que o Preceptor Xie é pai do Príncipe Qi o pensamento lógico que vem a seguir é “então é por isso que ele não queria que o príncipe e a Xie Jiayu ficassem juntos” mas então logo descobrimos que na verdade ela não é filha biológica dele, ora ora que conveniente. Outro aspecto extremamente preguiçoso da parte dos roteiristas é transformar o Herdeiro Wuyi num mártir que nunca se defende e nem tenta esclarecer as acusações que são feitas contra ele, que são o gancho para os mal entendidos a seu respeito que impulsionam a história para a frente, é como se não tivessem história suficiente para preencher os episódios então vamos perder algum tempo com problemas que teriam sido resolvidos com uma conversa.
Agora falando de forma técnica sobre outros aspectos que as pessoas normalmente deixam passar quando dão nota 10 para todos os aspectos da série: as cenas de combate físico que envolviam socos foram todas extremamente mal feitas; a coreografia da cena, o sangue, a edição, a pausa entre mostrar quem estava batendo e quem estava apanhando, tudo lamentável.
Mesmo tentando de verdade dar uma chance ao drama, as atuações e o roteiro estão sempre me dizendo que eles não tinham intenção de se levar a sério. Realmente tudo parece o tempo todo uma paródia mal feita do que deveria ser um drama de época com viés político. Extremamente amador e me deu vergonha alheia em muitos momentos enquanto assistia. Muitos diálogos são vergonhosos de tão simplistas. A principal ferramenta deste roteiro é criar situações que se resolvem rapidamente sempre com recurso de “eu já sabia que você estava planejando este golpe então me preparei antecipadamente”, parecia uma partida de Uno em que um oponente lança uma carta +2 e o outro devolve com a carta +4. Acho que há um consenso entre os dramas de época de que este recurso só pode ser usado uma vez mas aqui ele foi levado à exaustão a ponto de eu nem levar mais tão a sério o que estava acontecendo porque sentia que em algum momento alguém ia falar que tudo não tinha passado de um grande plano para enganar o adversário, logo depois de outros dois ou três grandes planos.
Precisamos falar do fato de que esse é o palácio mais sem cerimônia que eu já presenciei, todo mundo entrava a hora que queria, invadiam audiências e assembleias a qualquer hora, falavam sem permissão, parecia um grande circo e não a corte do reino.
Até o episódio 18 senti que estávamos correndo a toda velocidade sem saber qual era o destino final pois as cenas nos eram apresentadas de maneira apressada e um acontecimento se sobrepunha a outro sem tempo para descanso, foi só à partir do episódio 18 que a direção começou a dar tempo para que as atuações respirassem e a história conseguisse nos contar para onde estava indo.
No fim fiquei sem acreditar que depois de todas as reviravoltas pelas quais fomos obrigados a passar ainda tiveram coragem de usar o recurso de perda de memória. O que me irrita mais do que isso é o fato dela não reconhecê-lo por causa da máscara sendo que ele é o marido dela pelo amor de Deus eu consigo identificar só pelo olho, nariz ou boca todos integrantes de um grupo musical como é que ele não consegue identificar o próprio marido?!
Por último o roteirista usou o recurso de flashback exaustivamente, em muitos momentos até fazia sentido para nos contar algo do passado que ainda não sabíamos, mas quando mostravam o mesmo flashback pela terceira vez de um acontecimento que nós vimos acontecer parecia simplesmente patético.
Personagens
A protagonista feminina não é bem escrita, o roteiro muitas vezes se contradiz nas ações dela. Ela é muito inteligente, muito esperta mas ao mesmo tempo completamente imprudente e se coloca em situações de risco desnecessário que se não fosse pela ajuda do ML já teriam ceifado sua vida há muito tempo. Ela mesma fala que não sabe artes marciais mas de vez em quando o roteiro esquece disso e ela voa de uma carruagem como só uma pessoa praticante de artes marciais conseguiria fazer. Uma cena específica me enche de indignação, quando ela procura o rei águia para negociar que ele desista do casamento com a Lejun, um homem que desde que apareceu em cena pela primeira vez sempre teve ações totalmente desprezíveis e então ela vai à procura dele sozinha, negocia com ele sozinha e se despede como se eles fossem melhores amigos e ele fosse inofensivo.
Alguns outros personagens tem potencial mas suas histórias não são desenvolvidas então só conhecemos a superfície de todos eles.
Figurino, cabelo e maquiagem
A maioria das perucas masculinas me incomodaram muito e acho que elas têm que ser levadas em consideração quando a gente fala no figurino. Eu entendo que é difícil dar muitos aspectos individuais para tantas pessoas no set de filmagem mas colocar a mesma peruca com o mesmo contorno facial para um grupo grande de soldados de forma que eles pareceram clones foi bastante preguiçoso. Outro aspecto negativo foi a maquiagem que fez o rosto deles parecer ser feito de cera.
A maquiagem e os filtros de imagem foram usados de forma tão exagerada que durante grande parte do drama apagou traços faciais de muitos atores, em determinado momento parece que o filtro parou de funcionar direito e eu consegui enxergar por exemplo como era o nariz real e a pele real deles.
No episódio 23 o rosto do Hou Minghao está tão estranho que eu tive certeza de que usaram IA no rosto dele.
Atuação
Achei as atuações bem engessadas e isso talvez se deva a direção e ao roteiro. Muitas vezes passando um tom de completo exagero.
Quase todas as cenas do príncipe Qi são patéticas. E pode ser que tenha sido uma falha da direção pois em Dream Within A Dream ele estava excelente. Sem falar em como o caráter dele parece frágil e ele é facilmente manipulável. Vemos ele decidindo que melhor do que ser um peão é ser vilão e foi decepcionante pois ele não me convenceu nem quando estava sendo bom nem quando estava sendo ruim, ele simplesmente estava péssimo nesse papel.
As duas piores para mim foram as atuações do Príncipe Qi e do Preceptor Xie, ambos me encheram de vergonha alheia cada vez que apareciam em cena sendo eles agindo como vilões ou emocionados era realmente difícil de assistir. Se não tivesse assistido esses atores em outros trabalhos acharia que era o primeiro trabalho deles. Toda vez que o Preceptor Xie estava chorando ou fazendo alguma outra cena intensa parecia tudo muito exagerado.
As vezes eu me pergunto a razão de um ator sempre fazer o mesmo tipo de trabalho, pois vejo alguns atores que nunca fazem drama de época ou fantasia e tem àqueles que nunca fazem dramas modernos. Hou Minghao faz dramas de fantasia muito bem, seu rosto delicado e sua estatura combinam perfeitamente com dramas de fantasia. Entretanto como general de um exército ele não me convenceu em momento nenhum e aqui nem estou falando sobre atuação e sim sobre a parte física, as características que tornam ele o top 1 da categoria de fantasia são as mesmas que o impedem de interpretar um general que passe credibilidade.
Sobre a diferença de idade eu realmente queria ignorar essa parte quando comecei a assistir e consegui na parte do tempo em que eles agiam como amigos ou parceiros de jornada mas quando as coisas ficam românticas ou com um caráter mais íntimo para mim ficou muito óbvio que se tratava de uma menina de 16 anos e um homem com quase 30. Hou MingHao tem um rosto bastante jovial mas ainda assim um rosto que aparenta ter a idade que tem, assim como Aimi com suas bochechas macias e fofinhas aparenta ter a idade que tem. Conforme os episódios vão avançando e eles se tornam mais cúmplices e mais íntimos a percepção da diferença de idade só aumenta porque toda vez que criam uma tensão e um momento romântico em que eles quase se beijam mas não se beijam nós somos lembrados de que eles só não se beijaram porque ela era menor de idade. E eu sou totalmente da opinião de que nem sempre um drama precisa de beijos, pois há várias histórias com enredos que se sustentam sem eles mas essa aqui não é uma delas. E isso vai se arrastando até o final com vários momentos intensos de reencontro em que fica claro que tudo o que Xiao Wuyi queria era beijar sua esposa mas tudo que ele pode fazer é abraçá-la então ele a abraça.
A trilha sonora muitas vezes não foi assertiva, em muitos momentos parecia que ela estava gritando aos berros qual era a emoção que deveríamos estar sentindo naquele momento. Embora as músicas por si só sejam boas elas no entanto foram usadas de forma inadequada ou adequada se pensarmos que na visão deles este é um drama épico, se fosse a trilha sonora seria perfeita.
No geral a história não tem nada de original, é um enredo que já é bem familiar aos amantes de dramas chineses de época, a reforma, o golpe, os ministros, o casamento, identidades ocultas, etc. A única diferença é que esse enredo é mais confuso e dá mais voltas ao redor das mesmas questões pra enganar o espectador de que está tendo uma experiência nova mas na verdade é a mesma experiência embrulhada em mil embrulhos e laços diferentes. Tinha potencial mas o roteiro se perdeu acelerando momentos que deveriam ser contados com calma e diminuindo o ritmo quando deveria acelerar.
Se você é fã do Hou Minghao e da Aimi assista para ver os dois mas se está procurando um roteiro incrível e uma história inovadora é melhor ignorar este drama.
História/Roteiro
Uma coisa que eu achei muito estranha logo de cara foi como acontecimentos que nós normalmente vemos no final das séries como um desfecho para um plano que foi desenvolvido e compartilhado com nós telespectadores ao longo de toda a história aconteceram logo no início. Uma tentativa de golpe, vários confrontos do protagonista com outras pessoas, inclusive com a Imperatriz viúva.
O que me motivou a começar a escrever essa avaliação é a forma abrupta como vemos o relacionamento do Herdeiro Wuyi com sua mãe mudar num estalar de dedos. Num momento ela está gritando com ele sobre ele ter causado a morte do irmão e a deficiência do outro e no outro estamos vendo uma linda tarde em família onde ela o convence a lutar pela mulher que ama, ignorando a parte de que ela o tratou com indiferença durante 10 episódios para no episódio 11 agir como se a relação deles sempre tivesse sido assim.
Não acho que tivemos desenvolvimento suficiente para chegar até essa parte de forma convincente, até achei que tinha perdido alguma coisa.
Achei o roteiro bastante confuso no sentido de que a gente não consegue entender logo de cara quais são as motivações por trás das ações dos personagens. O que o pai da protagonista realmente quer? Qual é o objetivo da mãe da protagonista? Quais ações foram responsáveis para tanto ressentimento entre a mãe e o Herdeiro Wuyi? Então como não estamos totalmente cientes dos seus planos, inicialmente a gente nem sabe pelo quê deve torcer.
De repente a gente descobre que ninguém é filho de ninguém e ninguém é irmão de verdade de ninguém é tudo muito confuso os pais da protagonista não são realmente os pais dela e de repente o pai dela é pai do interesse amoroso dela enquanto que os pais do protagonista também não são os pais dele de verdade. No momento em que ficamos sabendo que o Preceptor Xie é pai do Príncipe Qi o pensamento lógico que vem a seguir é “então é por isso que ele não queria que o príncipe e a Xie Jiayu ficassem juntos” mas então logo descobrimos que na verdade ela não é filha biológica dele, ora ora que conveniente. Outro aspecto extremamente preguiçoso da parte dos roteiristas é transformar o Herdeiro Wuyi num mártir que nunca se defende e nem tenta esclarecer as acusações que são feitas contra ele, que são o gancho para os mal entendidos a seu respeito que impulsionam a história para a frente, é como se não tivessem história suficiente para preencher os episódios então vamos perder algum tempo com problemas que teriam sido resolvidos com uma conversa.
Agora falando de forma técnica sobre outros aspectos que as pessoas normalmente deixam passar quando dão nota 10 para todos os aspectos da série: as cenas de combate físico que envolviam socos foram todas extremamente mal feitas; a coreografia da cena, o sangue, a edição, a pausa entre mostrar quem estava batendo e quem estava apanhando, tudo lamentável.
Mesmo tentando de verdade dar uma chance ao drama, as atuações e o roteiro estão sempre me dizendo que eles não tinham intenção de se levar a sério. Realmente tudo parece o tempo todo uma paródia mal feita do que deveria ser um drama de época com viés político. Extremamente amador e me deu vergonha alheia em muitos momentos enquanto assistia. Muitos diálogos são vergonhosos de tão simplistas. A principal ferramenta deste roteiro é criar situações que se resolvem rapidamente sempre com recurso de “eu já sabia que você estava planejando este golpe então me preparei antecipadamente”, parecia uma partida de Uno em que um oponente lança uma carta +2 e o outro devolve com a carta +4. Acho que há um consenso entre os dramas de época de que este recurso só pode ser usado uma vez mas aqui ele foi levado à exaustão a ponto de eu nem levar mais tão a sério o que estava acontecendo porque sentia que em algum momento alguém ia falar que tudo não tinha passado de um grande plano para enganar o adversário, logo depois de outros dois ou três grandes planos.
Precisamos falar do fato de que esse é o palácio mais sem cerimônia que eu já presenciei, todo mundo entrava a hora que queria, invadiam audiências e assembleias a qualquer hora, falavam sem permissão, parecia um grande circo e não a corte do reino.
Até o episódio 18 senti que estávamos correndo a toda velocidade sem saber qual era o destino final pois as cenas nos eram apresentadas de maneira apressada e um acontecimento se sobrepunha a outro sem tempo para descanso, foi só à partir do episódio 18 que a direção começou a dar tempo para que as atuações respirassem e a história conseguisse nos contar para onde estava indo.
No fim fiquei sem acreditar que depois de todas as reviravoltas pelas quais fomos obrigados a passar ainda tiveram coragem de usar o recurso de perda de memória. O que me irrita mais do que isso é o fato dela não reconhecê-lo por causa da máscara sendo que ele é o marido dela pelo amor de Deus eu consigo identificar só pelo olho, nariz ou boca todos integrantes de um grupo musical como é que ele não consegue identificar o próprio marido?!
Por último o roteirista usou o recurso de flashback exaustivamente, em muitos momentos até fazia sentido para nos contar algo do passado que ainda não sabíamos, mas quando mostravam o mesmo flashback pela terceira vez de um acontecimento que nós vimos acontecer parecia simplesmente patético.
Personagens
A protagonista feminina não é bem escrita, o roteiro muitas vezes se contradiz nas ações dela. Ela é muito inteligente, muito esperta mas ao mesmo tempo completamente imprudente e se coloca em situações de risco desnecessário que se não fosse pela ajuda do ML já teriam ceifado sua vida há muito tempo. Ela mesma fala que não sabe artes marciais mas de vez em quando o roteiro esquece disso e ela voa de uma carruagem como só uma pessoa praticante de artes marciais conseguiria fazer. Uma cena específica me enche de indignação, quando ela procura o rei águia para negociar que ele desista do casamento com a Lejun, um homem que desde que apareceu em cena pela primeira vez sempre teve ações totalmente desprezíveis e então ela vai à procura dele sozinha, negocia com ele sozinha e se despede como se eles fossem melhores amigos e ele fosse inofensivo.
Alguns outros personagens tem potencial mas suas histórias não são desenvolvidas então só conhecemos a superfície de todos eles.
Figurino, cabelo e maquiagem
A maioria das perucas masculinas me incomodaram muito e acho que elas têm que ser levadas em consideração quando a gente fala no figurino. Eu entendo que é difícil dar muitos aspectos individuais para tantas pessoas no set de filmagem mas colocar a mesma peruca com o mesmo contorno facial para um grupo grande de soldados de forma que eles pareceram clones foi bastante preguiçoso. Outro aspecto negativo foi a maquiagem que fez o rosto deles parecer ser feito de cera.
A maquiagem e os filtros de imagem foram usados de forma tão exagerada que durante grande parte do drama apagou traços faciais de muitos atores, em determinado momento parece que o filtro parou de funcionar direito e eu consegui enxergar por exemplo como era o nariz real e a pele real deles.
No episódio 23 o rosto do Hou Minghao está tão estranho que eu tive certeza de que usaram IA no rosto dele.
Atuação
Achei as atuações bem engessadas e isso talvez se deva a direção e ao roteiro. Muitas vezes passando um tom de completo exagero.
Quase todas as cenas do príncipe Qi são patéticas. E pode ser que tenha sido uma falha da direção pois em Dream Within A Dream ele estava excelente. Sem falar em como o caráter dele parece frágil e ele é facilmente manipulável. Vemos ele decidindo que melhor do que ser um peão é ser vilão e foi decepcionante pois ele não me convenceu nem quando estava sendo bom nem quando estava sendo ruim, ele simplesmente estava péssimo nesse papel.
As duas piores para mim foram as atuações do Príncipe Qi e do Preceptor Xie, ambos me encheram de vergonha alheia cada vez que apareciam em cena sendo eles agindo como vilões ou emocionados era realmente difícil de assistir. Se não tivesse assistido esses atores em outros trabalhos acharia que era o primeiro trabalho deles. Toda vez que o Preceptor Xie estava chorando ou fazendo alguma outra cena intensa parecia tudo muito exagerado.
As vezes eu me pergunto a razão de um ator sempre fazer o mesmo tipo de trabalho, pois vejo alguns atores que nunca fazem drama de época ou fantasia e tem àqueles que nunca fazem dramas modernos. Hou Minghao faz dramas de fantasia muito bem, seu rosto delicado e sua estatura combinam perfeitamente com dramas de fantasia. Entretanto como general de um exército ele não me convenceu em momento nenhum e aqui nem estou falando sobre atuação e sim sobre a parte física, as características que tornam ele o top 1 da categoria de fantasia são as mesmas que o impedem de interpretar um general que passe credibilidade.
Sobre a diferença de idade eu realmente queria ignorar essa parte quando comecei a assistir e consegui na parte do tempo em que eles agiam como amigos ou parceiros de jornada mas quando as coisas ficam românticas ou com um caráter mais íntimo para mim ficou muito óbvio que se tratava de uma menina de 16 anos e um homem com quase 30. Hou MingHao tem um rosto bastante jovial mas ainda assim um rosto que aparenta ter a idade que tem, assim como Aimi com suas bochechas macias e fofinhas aparenta ter a idade que tem. Conforme os episódios vão avançando e eles se tornam mais cúmplices e mais íntimos a percepção da diferença de idade só aumenta porque toda vez que criam uma tensão e um momento romântico em que eles quase se beijam mas não se beijam nós somos lembrados de que eles só não se beijaram porque ela era menor de idade. E eu sou totalmente da opinião de que nem sempre um drama precisa de beijos, pois há várias histórias com enredos que se sustentam sem eles mas essa aqui não é uma delas. E isso vai se arrastando até o final com vários momentos intensos de reencontro em que fica claro que tudo o que Xiao Wuyi queria era beijar sua esposa mas tudo que ele pode fazer é abraçá-la então ele a abraça.
A trilha sonora muitas vezes não foi assertiva, em muitos momentos parecia que ela estava gritando aos berros qual era a emoção que deveríamos estar sentindo naquele momento. Embora as músicas por si só sejam boas elas no entanto foram usadas de forma inadequada ou adequada se pensarmos que na visão deles este é um drama épico, se fosse a trilha sonora seria perfeita.
No geral a história não tem nada de original, é um enredo que já é bem familiar aos amantes de dramas chineses de época, a reforma, o golpe, os ministros, o casamento, identidades ocultas, etc. A única diferença é que esse enredo é mais confuso e dá mais voltas ao redor das mesmas questões pra enganar o espectador de que está tendo uma experiência nova mas na verdade é a mesma experiência embrulhada em mil embrulhos e laços diferentes. Tinha potencial mas o roteiro se perdeu acelerando momentos que deveriam ser contados com calma e diminuindo o ritmo quando deveria acelerar.
Se você é fã do Hou Minghao e da Aimi assista para ver os dois mas se está procurando um roteiro incrível e uma história inovadora é melhor ignorar este drama.
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