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BOM ENTÃO. essa série é interessante pq dentro dos seus 8 episódios ela navega em diversos gêneros. começa com um setting normal de ensino médio e embora saibamos que o terror está por vir, eu senti que se passou bastante tempo dentro da atmosfera de adolescência normal deles e foi bem fofo, deu pra apresentar bastante da profundidade dos personagens e dos conflitos que iriam pairar durante o desenvolvimento do plot principal. eu gostei bastante e até se fosse um dorama qualquer de juventude eu teria gostado deles pq os personagens são uns queridos e a seah e o geonwoo uns fofos. aí começa o terror por 1/2 episódios e é exatamente aquilo que a gente espera de um terror de ensino médio da netflix. e aí POR FIM começa a base xamânica do negócio e aí fica interessante pq primeiro parece que o gênero mudou totalmente e depois tudo se junta e se amarra no final. bom eu vou tentar começar pelos elogios. o dorama prende muito, eu assisti tudo em 3 dias e se pudesse teria visto mais rápido ainda. eu nem tava esperando que isso fosse estar presente na história, mas no fim o que mais me ganhou foi a diva xamânica que vive no meio do mato com aquele namorado perfeito dela, e o irmão hajoon fofo e a dinâmica dele com o cunhado. fiquei muito interessada por tudo aquilo ali, tipo pq ela ta presa na casa, como eles foram parar ali, tudo. e a parte da investigação também foi tudo de bom. eu gostei muito do hyeongwook também, sofri muito com a morte dele mesmo que ela ja tenha sido anunciada desde bem cedo, foi sofridissimo pra mim. mesma coisa com a quase morte do cunhado eu quase enfiei a faca no pescoço.
AGORA CRITICAS pois é pra isso que escrevo review. bom primeiro que o episódio de flashback é um tédio. aí depois ta a gente vai entendendo como a coisa surgiu, e eu gostei disso pq deu um fundo diferente pro plot sobrenatural qualquer que poderia ser. mas quando chega no esclarecimento da cena de abertura, em que a do hyeryung se mata.. aí gente eu achei meio demais. tá que ela foi humilhada na frente da escola inteira e a melhor amiga dela é uma vagabunda mas AINDA ASSIM eu achei exagerado ela pegar uma faca e enfiar no pescoço na frente de uma câmera. quando assisti a cena na abertura da série, me remeteu a um remorso de TEMPOS, uma coisa forte, não do momento. e também nunca foi explicado tipo se a siwon fez um desejo, ela tinha o app no celular e a data de nascimento no chao..
além disso, pra premissa de que as pessoas fariam desejos, eles se realizariam, e então elas morreriam, meio que NINGUEM MORREU. literalmente só o hyeongwook morreu. aí tipo parece que isso meio que perdeu a força do negócio. eu achei que o app se tornaria uma febre na escola e nao algo só entre 5 amigos. aí tipo deu pra sentir a seriedade desde a morte do hyeongwook mas mesmo assim ficou meio pa.
também achei que a nari não teve nenhuma conclusão, e acho que isso foi intencional pra uma segunda temporada, vamos ver se vem aí, quero saber mais do casal xamânico perfeito
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bom, é sempre minha culpa por não ler sinopse, mas eu comecei a assistir esperando por uma vibe sociedade dos poetas mortos kkkkk então de primeira me decepcionou um pouco e talvez eu não tenha gostado tanto pq justamente não era o tipo de mídia pelo qual eu tava procurando no momento, sabe? mas enfim, continuei assistindo. por vezes a série é muito viciante e tu não consegue parar de ver, e em outras fica entediante e arrastada. é interessante e torturante assistir a uma pessoa se degradando aos poucos como o munoh vai fazendo conforme ele basicamente joga toda a vida dele no lixo pra viver em torno dessa fofoca do kang. -- mas também é interessante pensar que ele faz isso facilmente porque na verdade nunca estimou a vida que tem. sempre achei esse lee kang muito esquisito, tudo nele é esquisito, tem que ser uma presa muito fácil pra cair nessa. eu passei a série inteira pensando em como a relação deles nunca foi sobre escrita por um único segundo, mas no final me dei conta de que no fundo na verdade o kang era SIM um ótimo escritor, um ótimo escritor de fanfic especificamente...
não tive empatia e conexão com o munoh na maior parte do tempo, tive raiva e ranço dele por ser péssimo em tudo que se propõe a fazer: um marido péssimo, um professor péssimo, um profissional péssimo em linhas gerais, e também um autor péssimo. porém fiquei sim um pouquinho mexida na cena em que ele abraça o livro e fala meu livro... acho que é o único momento em que ele demonstra algum sentimento diferente de obsessão, em que a vulnerabilidade e o sofrimento dele aparecem. mas é uma representação bem absurda da profissão da escrita, porque é impossível escrever tudo em uma sentada kkkkk. mesmo tendo uma esposa psicóloga, acho que o maior problema do munoh sempre foi não ser capaz de alcançar o próprio inconsciente, os próprios sentimentos, de modo a criar algo a partir dali. a vida dele é apática e da apatia não sai arte. quando algo envolve ele e acende sentimentos verdadeiros, ele cria.
não gosto do final pq sinto que sempe que essa coisa cíclica se coloca em final desse tipo de narrativa é uma forma de evitar dar um desfecho. preferia ter visto ele definhando e vendendo livro e deu. e o lee kang continuou meio que uma incógnita, uma vingança por um motivo tão vazio... de certa forma ele é sim um duplo do munoh. freud explica.
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