LEIA SE VAI ASSISTIR OU SE JÁ ASSISTIU! VAI AJUDAR BASTANTE
Se você está lendo isso, é porque ainda não assistiu ou já assistiu ao k-drama. Então, preste atenção: assista à abertura e às cenas iniciais de cada episódio com atenção. Por quê? Porque elas são a chave para entender o final. Não pule esses momentos -- eles revelam muito mais do que parecem.É justamente pela falta de atenção a esses detalhes que muita gente não gostou ou achou o desfecho confuso. Esse k-drama não entrega tudo de forma explícita -- ele exige que o espectador conecte os pontos, interprete os símbolos e leia nas entrelinhas. Tentar entender o final sem observar esses pontos é como procurar uma agulha no palheiro: a resposta está lá, mas você precisa saber onde olhar.
Quer realmente aproveitar o quão fenomenal esse k-drama é, assim como eu aproveitei? Então não ignore o que falei no primeiro parágrafo!
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Elenco bom, história na média. Legal para assistir num fim de semana.
A personagem grávida foi minha protagonista preferida neste drama. Pode ser engano meu, mas parece que ela teve mais tempo de tela do que os demais. Achei a história dela mais envolvente do que as dos outros. O romance entre os colegas que se conheceram há dez anos parecia prometer mais profundidade e mais cenas juntos, até porque houve uma certa dedicação em mostrar o passado deles antes de finalmente ficarem juntos novamente. Entretanto, foi mais sutil do que eu imaginava, e isso me frustrou um pouco. Também demorei para entender que os cinco personagens eram, de fato, os protagonistas. Fora isso, o toque de slice of life foi interessante. Gostaria que tivessem aprofundado mais alguns temas, mas o drama ficou naquela linha tênue entre não se aprofundar tanto e, ao mesmo tempo, não ser superficial a ponto de deixar tudo sem explicação. Minha nota 9 se deve principalmente à atuação dos atores, à fotografia e à trilha sonora. A história foi mais contida, mas o final foi agradável.Was this review helpful to you?
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O nome do k-drama deveria ser: ''A Promotora Militar Cha Woo In''
Sinceramente, gostei bastante da premissa, mas odiei a forma como o drama utilizou os flashforwards. Em vez de criar expectativa, eles só quebravam o ritmo da narrativa.O meu maior problema, porém, foi o protagonista. Doh Bae Man parece muito mais um coadjuvante do que o personagem principal. Quem realmente recebe destaque do início ao fim é a Cha Woo In. Até as maracutaias e estratégias que ele arma (que, diga-se de passagem, são bem legais) não foram suficientes para fazê-lo parecer um protagonista marcante. Fiquei decepcionado porque gosto muito do ator e esperava bem mais do personagem.
Tudo gira em torno da Cha Woo In. Em diversos momentos, a impressão é de que ela é a promotora experiente, enquanto Doh Bae Man é apenas o novato que está aprendendo. O mais curioso é que, no final, justamente ela abandona a carreira de promotora militar para assumir a empresa do falecido pai. Depois de todo o esforço mostrado para conquistar aquele cargo, essa decisão acabou me parecendo contraditória.
O episódio 12 resume perfeitamente o meu problema com o protagonismo. O protagonista, Doh Bae Man, simplesmente não exerce seu papel de promotor. Quem assume a acusação contra Hong Moo Seob e expõe seus abusos de poder é a Cha Woo In. Isso me incomodou porque os acontecimentos desse episódio (e também do anterior) construíam justamente a oportunidade perfeita para o Bae Man se redimir pelo erro cometido um ano antes, quando foi conivente com a injustiça sofrida por uma vítima de abuso de poder, que acabou tirando a própria vida. Era o momento ideal para ele conduzir a acusação, mas o drama entrega esse momento à Cha Woo In. Para um drama chamado O Promotor Militar Dobermann, isso acabou sendo bastante frustrante.
Outra situação que achei estranha foi a reação do Doh Bae Man ao descobrir que a Cha Woo In havia se encontrado secretamente com a Noh Hwa Young na noite anterior para colocar a sua subordinada como testemunha. Em vez de haver qualquer conflito ou cobrança pela falta de transparência, ele simplesmente agradece a ela como se nada tivesse acontecido mesmo ela se desculpando por não ter contado antes.
Também preciso comentar sobre o romance secundário. Normalmente não me incomodo quando um casal surge de forma inesperada, mas o relacionamento entre a tia do protagonista e o chefe dele me pareceu extremamente forçado e completamente desnecessário. Para piorar, ainda colocaram um filho no final, como se o drama precisasse cumprir a obrigação de encaixar um romance. Preferia que tivessem investido esse tempo desenvolvendo melhor a relação entre os protagonistas, que acabou sendo bem morna.
Agora, se teve um personagem que realmente roubou a cena, esse foi o Noh Tae Nam. De longe, foi o personagem mais interessante do drama.
Também vale mencionar que, no geral, gosto muito dos dramas produzidos pela tvN, mas este acabou sendo, até o momento, o mais fraco que assisti do canal. Isso tornou a decepção ainda maior, porque minhas expectativas eram bem altas.
Apesar de todas essas críticas, preciso reconhecer que os temas abordados são muito bem trabalhados. O drama faz críticas consistentes aos abusos de poder, à corrupção dentro das instituições militares e às relações de influência, entregando uma mensagem forte e relevante. É justamente por isso que fico com a sensação de que o roteiro desperdiçou um protagonista que tinha potencial para ser muito melhor.
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12 episódios já resolviam isso
The Golden Spoon é um dorama com uma proposta muito interessante, mas que, na minha opinião, sofre bastante com o ritmo. A história poderia facilmente ter sido condensada para 12 episódios. A primeira metade foi extremamente cansativa para mim, com muitos acontecimentos que pareciam enrolar mais do que desenvolver a trama. Só fui realmente fisgado na segunda metade, quando os conflitos ficaram mais interessantes e as consequências das escolhas dos personagens começaram a aparecer.O final também me decepcionou. Prefiro finais concretos, que respondem às principais perguntas e encerram a história de forma satisfatória. Não sou muito fã desse estilo mais aberto ou ambíguo, que deixa espaço para várias interpretações.
Apesar disso, continuei assistindo principalmente por causa da atriz Jung Chae-yeon, que foi um dos grandes motivos para eu não abandonar o drama.
-- Personagens --
- Lee Seung-cheon (protagonista)
Foi um protagonista que me irritou durante boa parte da história.
* Na primeira metade do dorama, praticamente só toma decisões ruins. Na segunda metade ele melhora um pouco, mas continua sendo bastante ingênuo.
* Se autossabota diversas vezes.
* É muito inconsequente e raramente pensa nas consequências das próprias escolhas.
* Tem dificuldade para lidar com os problemas da melhor maneira possível e acaba prejudicando pessoas que não mereciam.
* Passa boa parte do tempo reclamando da própria pobreza, mas, em muitos momentos, parece falar mais do que agir. Faltou iniciativa e maturidade em várias situações.
- Oh Yeo-jin
De longe, uma das personagens que menos gostei.
* Extremamente inconveniente.
* É aquele tipo de personagem que, inexplicavelmente, aparece em todos os lugares e sempre acaba envolvida nos acontecimentos.
* Egoísta e pensa quase exclusivamente em si mesma.
* Acaba namorando Park Jang-gun, um dos valentões da história. Na minha visão, os dois combinam perfeitamente: um praticava bullying e a outra sempre buscava vantagem própria.
* Mesmo causando diversos problemas ao longo da trama, praticamente não sofre consequências. É o clássico tipo de personagem que espalha o caos e, ainda assim, termina em uma posição favorável.
- Na Ju-hee
Minha personagem favorita do dorama.
* Foi a personagem que apresentou a evolução mais satisfatória.
* Conseguiu dar a volta por cima por mérito próprio e conquistar um bom emprego, ao contrário do protagonista e do Tae-yong, que passaram boa parte da história presos às consequências da colher dourada.
* Sempre enxergou e apoiou a melhor versão do protagonista, mesmo quando ele próprio não conseguia perceber isso.
- Hwang Tae-yong
Gostei bastante do desenvolvimento dele.
* Foi um personagem coerente e bem construído.
* Mesmo tendo a oportunidade de escolher o caminho mais fácil e se apegar à riqueza proporcionada pela colher dourada, não deixou que isso definisse quem ele era.
* Demonstrou mais maturidade do que o protagonista em diversos momentos da história.
Considerações finais
The Golden Spoon tinha potencial para ser um dos melhores doramas do gênero de fantasia e troca de identidades, mas acabou sendo prejudicado pelo ritmo lento da primeira metade e por algumas decisões frustrantes dos personagens, especialmente do protagonista.
Ainda assim, a segunda metade consegue elevar bastante a qualidade da história, tornando os conflitos mais interessantes e fazendo valer o tempo investido. Não foi um dorama que me marcou pelo final, mas sim pela boa ideia que tinha em mãos e pelo desenvolvimento de alguns personagens, principalmente Na Ju-hee e Hwang Tae-yong.
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Qual o sentido de "felizes para sempre" quando só um envelhece?
Uma coisa que me incomodou bastante nesse drama foi o destino do protagonista. Quando ele morreu, imaginei que voltaria como um ser humano, e não que continuaria sendo um ser imortal. Para mim, isso enfraquece muito a ideia de "ficarem juntos até o fim da vida", porque, na prática, eles não compartilham o mesmo destino. Do jeito que ficou, a sensação é de que ele apenas acompanhará o envelhecimento e a morte dela, mesmo a amando, enquanto continuará existindo sozinho. Isso tira parte da força emocional do romance e do verdadeiro significado de permanecerem juntos.Particularmente, prefiro dramas em que a imortalidade é superada como uma forma de redenção. Gosto quando o protagonista conquista sua humanidade por meio das experiências vividas, dos sacrifícios e das consequências de suas escolhas. Isso faz com que o final tenha um peso maior, pois o casal finalmente pode viver uma vida comum, envelhecer e partir juntos.
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Para que esse final?
Finais abertos e ambíguos nunca funcionam para mim. Gosto de histórias que têm coragem de dar uma resposta, seja ela feliz ou triste, com os personagens juntos ou não. A vida já nos deixa com dúvidas o suficiente, e quando termino uma obra, quero sentir que aquela jornada realmente chegou ao fim, e não ficar pensando se tudo terminou bem ou não. Ainda assim, minha nota é 8 no geral, principalmente pela atuação dos protagonistas, que foi o grande destaque desse drama.Was this review helpful to you?
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A REFERÊNCIA GANHOU MEU 10
Se você terminou de assistir e percebeu a referência que colocaram em um dos episódios, já sabe: só por esse detalhe o drama mereceu nota 10 para mim. É aquele tipo de homenagem que pega quem prestou atenção e deixa um sorriso no rosto.Claro, a obra não é perfeita. O principal problema, na minha opinião, foi a rapidez com que resolveram todo o conflito envolvendo a mãe da protagonista. Era uma situação que tinha bastante peso emocional e parecia pedir um desenvolvimento maior, mas acabou sendo encerrada de forma apressada, diminuindo um pouco o impacto da conclusão.
Ainda assim, isso não foi suficiente para estragar a experiência. O conjunto da obra funciona muito bem, e aquela referência especial no meio da história foi a cereja do bolo.
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IMPLACÁVEL!!!
Uma obra implacável que prende do começo ao fim. Chegou a haver momentos em que eu esquecia de respirar, tamanha a intensidade das cenas. Embora o romance esteja presente, ele assume um papel secundário, com desenvolvimento discreto — mas ainda assim, contribui de forma valiosa para a trama. O verdadeiro brilho está na atuação de Hyun Jin, que entrega uma performance visceral e absolutamente cativante. Vale cada segundo.Was this review helpful to you?
Sentir Antes de Ver: Uma Jornada de Emoções em Cada Quadro
Não costumo digitar resenhas por aqui, mas vamos lá que essa merece demais...Há obras que se recusam a ser consumidas rapidamente. Elas não querem ser vistas, querem ser sentidas. Este kdrama, surpreendentemente feito pela Netflix, é uma dessas raridades que conectam diretamente com o coração, sem intermediários.
Cada episódio é uma travessia emocional. A narrativa nos conduz por corredores silenciosos da alma, revelando verdades escondidas entre gestos simples e palavras não ditas. A beleza está nas camadas: na filmagem que respira, no roteiro que não grita, mas sussurra segredos universais.
E, como bem diz o sentimento que ele evoca, nesta obra há momentos tensos, engraçados, românticos, reflexivos, de superação e de amadurecimento. Há o riso leve que brota em meio à dor, o amor que se revela onde menos se espera, os conflitos que exigem maturidade e os silêncios que curam.
Ao assistir, você não apenas observa, se reconhece também. Como quem encontra trechos de si perdido nos olhos de um personagem. A obra provoca essa epifania: o entendimento de que valores como humildade, honestidade, franqueza e perdão são o verdadeiro patrimônio afetivo. Que abdicar de si para oferecer amor e esperança a futuras gerações não é fraqueza, é a força mais humana que existe.
E mesmo os erros, quando vistos com olhos compassivos, tornam-se portas para redenção. Um kdrama que não apenas entretém, mas educa emocionalmente. Que fala sobre amar, ceder, falhar… e tentar de novo.
Dos créditos finais:
"SE NÃO CONSEGUIR, VOLTE.
ESTAREMOS SEMPRE AQUI."
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