Não é um BL.
Oh meu deus! Um pôster com um casal homoafetivo e uma criança, que família feliz!
Não caiam nessa. Isso é quase um clickbait emocional!!!
Oishii Rikon Todokemasu (ou I’ll Deliver a Delicious Divorce) é uma série muito mais pesada do que aparenta. Eu esperei todos os episódios serem lançados achando que seria algo leve, aconchegante e cheio de momentos fofos. Mas levei uma facada 😭
A sinopse não entrega muita coisa, mas o primeiro episódio já te mostra o tom da série inteira. Foi vendido como um BL, mas se você procura romance, não vai encontrar. O casal principal — o advogado Otokita Hajime e o detetive Iseya Kai — é de fato um casal homoafetivo confirmado. Em vários momentos a narrativa deixa claro que eles trabalham com divórcios justamente porque, como dois homens, não podem se casar legalmente no Japão.
O problema é que, apesar dessa confirmação, a série não desenvolve a relação deles de forma íntima. Não há demonstrações de afeto, nem mesmo algo simples como um abraço ou um toque mais significativo. O máximo que vemos é a rotina entre dois parceiros, onde um deles acaba assumindo quase o papel simbólico de “dona de casa”. Não é porque estão seguindo alguma obra original — simplesmente parece uma escolha da própria série, que opta por manter a relação deles mais sugerida do que mostrada. E isso acaba sendo frustrante quando você espera ver um casal de fato, e não apenas uma parceria silenciosa.
A parte da “família” com a Anna é realmente muito boa, mas é apenas um breve alívio dentro de uma série que, na maior parte do tempo, é densa.
Deixando isso de lado, os casos trabalhados na série são interessantes, tristes e, infelizmente, muito próximos da realidade de muitas pessoas. Um dos que mais me marcou foi o das mulheres que estavam juntas há dez anos — um caso que expõe, de forma dolorosa, como a sociedade pode ser cruel, injusta e completamente indiferente à vida das pessoas.
Enfim, minha conclusão: Oishii Rikon não é um BL romântico, é um drama sobre relacionamentos quebrados, expectativas sociais e a dureza da vida adulta. Vale pela reflexão, pela estrutura dos casos e pela crítica social, mas não pelo romance que o marketing te faz acreditar que existe.
Não caiam nessa. Isso é quase um clickbait emocional!!!
Oishii Rikon Todokemasu (ou I’ll Deliver a Delicious Divorce) é uma série muito mais pesada do que aparenta. Eu esperei todos os episódios serem lançados achando que seria algo leve, aconchegante e cheio de momentos fofos. Mas levei uma facada 😭
A sinopse não entrega muita coisa, mas o primeiro episódio já te mostra o tom da série inteira. Foi vendido como um BL, mas se você procura romance, não vai encontrar. O casal principal — o advogado Otokita Hajime e o detetive Iseya Kai — é de fato um casal homoafetivo confirmado. Em vários momentos a narrativa deixa claro que eles trabalham com divórcios justamente porque, como dois homens, não podem se casar legalmente no Japão.
O problema é que, apesar dessa confirmação, a série não desenvolve a relação deles de forma íntima. Não há demonstrações de afeto, nem mesmo algo simples como um abraço ou um toque mais significativo. O máximo que vemos é a rotina entre dois parceiros, onde um deles acaba assumindo quase o papel simbólico de “dona de casa”. Não é porque estão seguindo alguma obra original — simplesmente parece uma escolha da própria série, que opta por manter a relação deles mais sugerida do que mostrada. E isso acaba sendo frustrante quando você espera ver um casal de fato, e não apenas uma parceria silenciosa.
A parte da “família” com a Anna é realmente muito boa, mas é apenas um breve alívio dentro de uma série que, na maior parte do tempo, é densa.
Deixando isso de lado, os casos trabalhados na série são interessantes, tristes e, infelizmente, muito próximos da realidade de muitas pessoas. Um dos que mais me marcou foi o das mulheres que estavam juntas há dez anos — um caso que expõe, de forma dolorosa, como a sociedade pode ser cruel, injusta e completamente indiferente à vida das pessoas.
Enfim, minha conclusão: Oishii Rikon não é um BL romântico, é um drama sobre relacionamentos quebrados, expectativas sociais e a dureza da vida adulta. Vale pela reflexão, pela estrutura dos casos e pela crítica social, mas não pelo romance que o marketing te faz acreditar que existe.
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