Editorials
Drama incrível!!
"O infortúnio é como uma serpente. Ela rasteja silenciosamente e morde cruelmente os tornozelos de quem permanece imóvel e indefeso. Eu me esforcei para erguer o olhar e olhei para ele. Então comecei a sentir que não havia problema em ser engolido pelo infortúnio. Desde que eu possa ficar com você, seja infortúnio ou felicidade... estou disposto a aceitar tudo."The Prosecutor's Proposal conta a história de dois homens marcados pelo mesmo crime. De um lado, Joo Tae Seon, um promotor que nunca conseguiu superar o assassinato do próprio pai. Do outro, Lee Chae Ha, filho do homem acusado por esse crime e que passou a vida inteira sendo julgado por algo que nunca fez. O destino resolve colocá-los para trabalhar lado a lado em uma investigação que, aos poucos, começa a revelar que o passado talvez não seja exatamente como eles acreditavam.
Eu adoro qualquer história que envolva investigação. Principalmente quando mistura crimes atuais com acontecimentos de anos atrás. E foi justamente isso que me fez gostar tanto dessa série. Ela consegue construir um mistério muito interessante envolvendo corrupção, assassinatos e conspirações. É o tipo de história que realmente te prende.
Só que existe um problema. Pra mim, a série entrega cedo demais quem são os verdadeiros culpados.
Logo nos primeiros episódios eu já tinha praticamente certeza de quem estava por trás de tudo. No final ainda existe aquela tentativa de criar um suspense, mas simplesmente não funcionou comigo. A série já tinha dado a resposta muito antes.
E é justamente por isso que fico com aquela sensação de "poxa 😞". Porque essa review seria praticamente só elogios se eles tivessem escondido melhor esse mistério.
Eu gostei bastante da relação entre Tae Seon e Chae Ha. Ela não tenta ser fofinha o tempo inteiro. Muito pelo contrário. Os dois carregam traumas que influenciam diretamente a forma como se relacionam, e isso deixa a construção muito mais interessante. Durante boa parte da série eles nem parecem um casal de verdade. Eles apenas- acontecem. E eu gostei bastante disso.
Também senti falta de algumas respostas. Existem personagens que ficam sem uma conclusão — não sei dizer se foi proposital ou não — e eu adoraria ter visto um pouco mais do período entre a morte dos pais dos protagonistas e o presente. Acho que teria enriquecido bastante a história.
No geral, The Prosecutor's Proposal foi uma surpresa muito positiva. É um BL diferente do que estamos acostumados a ver, aposta muito mais na investigação do que no romance e consegue fazer isso muito bem. Só queria que ele tivesse confiado um pouco mais no próprio mistério.
Ps: A abertura do drama é absurdamente boa. A OST combinou muuito com o clima da série e a edição da intro ficou incrível (fiquei gag).
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Potencial desperdiçado
"Os sentimentos costumam surgir por impulso. Eles não seguem lógica alguma e não podem ser explicados. Mas o tempo é diferente. O tempo tem o próprio peso. É ele quem separa o que é verdadeiro do que é falso, o que é vazio do que é real. No fim, só o tempo consegue distinguir tudo."Deep In apresenta duas histórias em uma só. De um lado, Zhang Zhun, um ator que nunca conseguiu um papel de prestígio e que busca, pela última vez, o reconhecimento que sempre sonhou. Do outro, Zhen Xin, um ator já consolidado na indústria, vencedor do prêmio de melhor ator e dono de uma base sólida de fãs. Ambos são escalados para interpretar os protagonistas de um filme do gênero boys love. Como um casal na trama, eles precisam aprender como funciona um relacionamento entre dois homens, mas, à medida que o tempo passa, a linha tênue entre atuação e vida real vai ficando cada vez mais fina.
Por outro lado, temos Gao Zhun, personagem interpretado por Zhang Zhun. Gao Zhun é um artista que carrega um trauma profundo e extremamente pesado consigo. Desde então, ele não consegue seguir em frente com a própria vida e, por conselho da esposa, decide procurar ajuda na terapia. Fang Chi, personagem de Zhen Xin, é o psicólogo de Gao Zhun e, assim como na "vida real", a linha que separa a relação profissional dos dois vai ficando cada vez mais torta.
Eu queria TANTO elogiar essa série. Queria muito que a minha nota fosse lá nas alturas, até porque eu simplesmente amei os atores 😭!! Ollie e Shuyuan são tão fofos e carismáticos que acabei desenvolvendo um carinho gigantesco por eles. Mas quem disse que a trama dessa série ajuda em alguma coisa???? Eu torci MUITO para os episódios ficarem melhores, torci de verdade pela evolução do relacionamento entre Fang Chi e Gao Zhun e, ao mesmo tempo, agradecia aos céus por eles fazerem parte de uma história fictícia... hahaha...
Eu me decepcionei tanto com esse drama! A Bella sabe muito bem, meu deus, como sabe. Porém, como uma garota de coração partido, vou escrever separadamente sobre o que achei de cada uma das histórias. Acompanhem.
*SPOILER ABAIXO
¹ Zhang Zhun e Zhen Xin:
Zhang Zhun é um personagem tão profundo quanto a poça de água que se forma perto do ralo do chuveiro. Ele simplesmente não reage e, quando reage, é apenas no final do drama, quando decide terminar com Zhen Xin. Sinceramente, dentre todos os homens principais dessa série, ele é o mais "mais ou menos". Temos um personagem que, em tese, deveria ser a vítima de Zhen Xin: aquele que foi usado para ensaiar cenas do roteiro que só deveriam acontecer diante das câmeras, a vítima que foi manipulada e que aparentemente só existe para atender aos desejos do outro. Mas é só isso. Ele é isso e nada além.
Eu queria muito que a autora da novel tivesse dado um mínimo de empoderamento para esse menino. Foi criado por uma mulher, tem até noiva, mas o empoderamento ficou em casa. Ele não sabe dizer "não", não coloca limites e simplesmente aceita tudo calado. Quando reclama — e com razão —, dois minutos depois já perdoou. Zhang Zhun, homem... vamos nos valorizar? Vamos deixar de ser uma pedra?
Zhen Xin, ao contrário de Zhang Zhun, tem uma piscina um pouco maior e mais profunda. Ele também não tem exatamente um "porquê", mas pelo menos possui uma personalidade. Zhen Xin não é uma pessoa ruim, porém consegue moldar Zhang Zhun à própria vontade com muita facilidade, e isso é extremamente problemático quando sabemos que os sentimentos dele começaram pelo desejo e nada mais. Ele é obstinado e se mostra disposto a largar tudo para ficar com o homem que ama, mas a que custo, quando o relacionamento já começou completamente errado?
Ele consegue ser odiável e amável ao mesmo tempo. É extremamente fofo e carinhoso com Zhang Zhun à medida que o relacionamento deles evolui, mas isso vive em conflito com tudo o que aconteceu no início da "amizade" deles — se é que aquilo pode ser chamado de amizade.
É o mesmo homem que soltou a frase: "Eu não consegui me controlar". Sim. E eu quis dar um soco na autora por causa disso. Sabe? Acho que é um dom conseguir piorar a série a cada episódio.
Zhen Xin e Zhang Zhun passam a dividir o mesmo quarto de hotel por quinze dias, a pedido do diretor, antes das filmagens começarem. A partir daí, o relacionamento deles escala de uma forma muito rápida. Infelizmente, os primeiros episódios conseguem ser problemáticos de TODAS as formas possíveis.
Depois disso, porém, eles genuinamente se tornam um casal "saudável." Traindo as namoradas? Sim. Não passo pano. Mas também estavam se aceitando, se descobrindo e entendendo, pela primeira vez, o que era amar outro homem.
Minha cena favorita, definitivamente, é a da confissão. Quando Zhen Xin sacrifica o próprio estômago para comer a comida apimentada de que Zhang Zhun tanto gosta e anda 472 passos atrás dele. Quando finalmente o encontra, dessa vez é Zhang Zhun quem dá o último passo em direção a Zhen Xin e o beija.
Por mim, a série poderia acabar ali. Dane-se as tramas secundárias. Foi lindo, verdadeiramente lindo. Foi a primeira vez que os dois falaram com sinceridade um com o outro, expressaram e admitiram o que sentiam.
Senti que a separação deles no último episódio foi muito necessária, mas também muito mal explorada. Eu queria acompanhar a evolução dos sentimentos e das percepções de cada um em relação ao outro, mas não ganhamos nem o fio da gaita. O final deles foi apressado e meio viajado. Aí veio o plot final, tudo fez sentido e eu quis chorar.
De raiva.
² Gao Zhun e Fang Chi:
"Depois que eu o conheci, eu finalmente aprendi o que é o amor. Não é jantar, fazer compras ou ir ao cinema. É uma questão de vida ou morte. É de partir o coração."
Aqui eu vou ser mais breve porque entramos em um assunto sensível. É território Chernobyl.
Gao Zhun é... complicado. Temos um personagem absurdamente traumatizado, que convive constantemente com crises de pânico, não tem vida social e apresenta ideação suicida, mas que, AO MESMO TEMPO, também acaba agindo de forma manipuladora. Não vou me aprofundar nesse ponto porque é um tópico extremamente delicado e cheio de gatilhos, mas a forma como o trauma de Gao Zhun foi apresentada no início da trama realmente me chamou a atenção. Ele foi profundamente afetado pelo que viveu e, num primeiro momento, achei que a série faria uma ótima representação de vítimas de violência sexual, especificamente de homens adultos, que muitas vezes sentem vergonha de denunciar o ocorrido e reprimem tudo até simplesmente não conseguirem mais suportar.
Com uma premissa dessas, você imagina que a série vai tratar esse tema com maturidade. E ela até tentou. Mas aí chegou aquele episódio maldito — e, dali em diante, foi só ladeira abaixo.
Fang Chi... ah, Fang Chi. Quem é Fang Chi além de um psicólogo? Não sabemos. Do início ao fim da série, o personagem praticamente não recebe desenvolvimento. A função dele é existir para ser o médico e, depois, o parceiro romântico de Gao Zhun.
O relacionamento desses dois é de sangrar os olhos do início ao fim. Principalmente no fim. Foca no fim!!
Eu não faço ideia do que passava na cabeça do Fang Chi para fazer aquelas perguntas extremamente saudáveis — para não dizer o contrário. E também definitivamente não sei o que se passava na cabeça do Gao Zhun para achar que a solução de todos os problemas era dormir com o próprio psicólogo, fazer AQUILO dentro do carro (eu pulei essa cena, meu deus, que negócio desconfortável) e transformar uma relação que deveria ser estritamente profissional em um possível romance.
Só para deixar claro: Fang Chi também não é flor que se cheire. Eu sinceramente nem consegui entender quem começou as investidas problemáticas, mas é aquilo... doido com doido deve dar certo, né?
Enfim, é isso.
Após os créditos, temos uma cena extra em um escritório, na qual Fang Chi e Gao Zhun discutem um livro escrito por um amigo deles chamado Tong, inspirado na história dos dois. Ou seja, pelo que eu entendi, Zhang Zhun e Zhen Xin são personagens criados por Tong com base em Fang Chi e Gao Zhun. Dentro desse mesmo livro, ele teria inserido a história verdadeira dos dois, mas apresentada como uma encenação.
Mas também vi muita gente dizendo que as duas histórias seriam reais, apenas acontecendo em universos diferentes. Então sei lá 😃.
Só sei que eu terminei essa série triste. Muito triste.
No fim das contas, Deep In é uma série que tinha tudo para dar certo, mas parece fazer questão de desperdiçar o próprio potencial. O elenco é extremamente carismático, a direção consegue entregar cenas bonitas e as duas histórias partem de premissas que, nas mãos certas, poderiam render um drama memorável. Em vez disso, a série escolhe desenvolver relacionamentos problemáticos, apressar momentos importantes e entregar um plot final que mais me confundiu do que me surpreendeu.
Eu queria muito ter amado Deep In. Torci por ela até o último episódio, porque enxergava potencial em praticamente tudo o que ela apresentava. Mas potencial, sozinho, não sustenta uma história.
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Mais do que apenas um romance
“Eu quase morri uma vez. E agora... foi me dada uma outra oportunidade. Foi como se eu tivesse nascido de novo. Portanto, quero usar esta oportunidade para fazer algo pelos outros."Eu realmente não sei por onde começar a falar sobre A Tale of Thousand Stars. Talvez porque, pela primeira vez em um bom tempo, terminei uma série completamente sem saber o que dizer sobre ela. Não porque tenha faltado alguma coisa para analisar, mas porque parece que qualquer coisa que eu escreva vai ser pequena demais perto do que essa história conseguiu despertar em mim. Eu não esperava absolutamente nada desse drama e, de alguma forma, ele conseguiu tocar meu coração de uma maneira que poucas séries conseguem.
Tian é um garoto rico e mimado que, depois de passar por uma situação que muda completamente sua vida, recebe uma segunda chance através de um transplante de coração. O coração que agora bate dentro dele pertencia a Torfun, uma jovem que morreu enquanto trabalhava como professora voluntária em uma pequena aldeia. Depois de descobrir a história dela e perceber que aquela nova oportunidade de viver está diretamente ligada à vida que ela deixou para trás, Tian decide ir até a aldeia onde Torfun viveu e continuar o trabalho que ela começou.
É a partir daí que conhecemos uma história que, apesar de possuir elementos bastante dramáticos, nunca parece precisar forçar suas emoções. A Tale of Thousand Stars consegue falar sobre luto, culpa, amor, pertencimento, amadurecimento e segunda chance de uma maneira extremamente natural. Até mesmo a comédia é utilizada com uma sutileza que combina perfeitamente com o ritmo da série. Nada parece estar ali simplesmente porque “precisa acontecer”. Os acontecimentos possuem tempo para se firmarem, os personagens possuem espaço para reagir e, principalmente, as relações vão sendo construídas aos poucos.
Tian é, sem dúvida, um dos personagens mais adoráveis que já encontrei em um BL.
Ele passa boa parte da história tentando entender o que fazer com essa segunda oportunidade que recebeu. Carrega culpa, inseguranças e a sensação constante de que precisa justificar o fato de estar vivo. Contar imediatamente para os moradores da aldeia que recebeu o coração de Torfun significaria também encarar todas essas questões de frente, e a série entende isso. A demora não existe apenas para criar drama: ela é consequência direta de quem Tian é.
Ele é um personagem muito bem construído, justamente porque você consegue entender suas inseguranças sem que elas sejam utilizadas como desculpa para suas atitudes. Tian erra. Ele faz besteira. Ele toma decisões ruins. Mas ele reconhece isso. Ele aprende com os próprios erros e está constantemente tentando se tornar uma pessoa melhor. Existe algo muito bonito na maneira como ele amadurece ao longo da série, porque sua transformação não acontece de uma hora para outra. Ele vai aprendendo com as pessoas ao seu redor, com a própria aldeia e, principalmente, com aquilo que viveu.
Phupha, por outro lado, é quase seu oposto. Ele é fechado, sério e parece manter uma barreira enorme entre si e praticamente todo mundo. É o tipo de personagem que não demonstra facilmente aquilo que sente e que prefere guardar tudo para si.
É por isso que a maneira como ele se comporta com Tian se torna tão especial. Desde o começo, Phupha implica com ele. Está constantemente pegando no pé do garoto da cidade, questionando se ele vai conseguir se adaptar àquela realidade e deixando bastante claro que não acredita que Tian vá durar muito tempo ali. Mas, por trás dessas pequenas intrigas, existe desde cedo uma atenção que Phupha simplesmente não consegue esconder.
E a relação entre esses dois é, sem dúvida, o coração de A Tale of Thousand Stars.
Eu já falei em outras avaliações sobre como gosto quando o romance não é necessariamente o centro de uma história. Quando existe uma trama principal acontecendo e o relacionamento dos protagonistas se desenvolve paralelamente a ela, adicionando uma camada a mais à narrativa. Mas Thousand Stars faz justamente o contrário. Aqui, a relação entre Tian e Phupha é o principal.
Quando uma série coloca o romance como seu principal foco, existe sempre o risco de transformar o relacionamento em uma sequência de acontecimentos obrigatórios: o beijo precisa acontecer aqui, a declaração precisa acontecer ali, eles precisam ficar juntos antes do final porque é isso que um romance precisa fazer, mas Thousand Stars nunca me passou essa sensação.
A relação dos dois se desenvolve de uma maneira tão orgânica que, quando você percebe, eles já estão completamente apaixonados. Eles cuidam um do outro, protegem um ao outro, demonstram carinho das mais diferentes formas e começam a ocupar um espaço enorme na vida um do outro muito antes de conseguirem admitir aquilo que estão sentindo.
E o mais bonito é que eles demoram.
Demoram muito.
Passam praticamente toda a história construindo uma relação que já parece um relacionamento antes mesmo de qualquer um dos dois ter coragem de chamá-la assim. Eles se conhecem, se provocam, brigam, cuidam um do outro e aprendem a enxergar o outro de uma maneira completamente diferente. E só conseguem realmente se permitir ficar juntos depois de tudo isso.
Acho que é justamente essa espera que faz o romance funcionar tão bem. O sentimento não existe porque o roteiro decidiu que eles precisavam se apaixonar. Ele existe porque a série passou tempo suficiente mostrando por que eles se apaixonariam.
E então existe Torfun. Talvez uma das coisas que mais me surpreendeu em A Tale of Thousand Stars seja o quanto a série consegue trabalhar o luto sem transformar Torfun em uma personagem que simplesmente deixou de existir depois de morrer.
Ela está presente o tempo inteiro. Não existe um episódio em que a história simplesmente esqueça que Torfun esteve ali. Os aldeões sentem sua falta. As crianças lembram dela. Phupha lembra dela. Tian conhece cada vez mais a pessoa que ela foi. E, acima de tudo, Tian precisa aprender a conviver com o fato de que existe uma pessoa morta dentro da própria vida.
A história poderia facilmente transformar Torfun em apenas um recurso narrativo para justificar a transformação de Tian. Mas não faz isso. Ela continua sendo uma pessoa, mesmo depois de sua morte. E isso torna toda a questão do transplante muito mais emocional.
“Todas as vezes, você provou para todos, o quanto você fez por eles e por Torfun. Talvez Torfun foi quem o escolheu... Para dar este coração a você.”
O coração de Torfun não serve apenas como o elemento que conecta os dois personagens. Ele se torna uma representação da própria culpa de Tian e da maneira como ele enxerga sua segunda chance. Durante muito tempo, parece que ele acredita que precisa fazer alguma coisa extraordinária para justificar o fato de ter recebido aquele coração.
E é por isso que acho tão bonita a trajetória dele. Tian começa querendo fazer algo pelos outros porque acredita que precisa dar um sentido à própria vida. Aos poucos, porém, ele realmente passa a se importar com aquelas pessoas. A aldeia deixa de ser apenas o lugar onde Torfun viveu e se transforma em um lugar que também pertence a ele.
A aldeia, aliás, é outro elemento que torna essa série tão especial. Ela realmente parece uma comunidade. Existe resistência à chegada de alguém de fora, existe desconfiança, existem conflitos e diferenças entre Tian e os moradores. Mas, ao mesmo tempo, existe uma sensação genuína de pertencimento que vai sendo construída aos poucos. Tian chega completamente deslocado daquela realidade e, depois de algum tempo, começa a fazer parte dela.
A escola é indispensável para a trama da série. Ela não está ali apenas como uma missão que Tian precisa cumprir. É através dela que ele cria vínculos, conhece aquelas crianças e começa a entender por que Torfun se apaixonou tanto por aquele lugar.
E talvez seja justamente isso que A Tale of Thousand Stars faça melhor: ela transforma lugares e pessoas em lar.
A fotografia da série também é simplesmente absurda. Existem cenas em que eu realmente parei para pensar “caralho, que coisa linda”. A natureza, a aldeia, as montanhas, a iluminação e a maneira como os personagens são enquadrados fazem com que a série tenha uma identidade visual muito forte. É uma daquelas obras em que você não precisa nem saber o que está acontecendo para perceber que aquela cena foi cuidadosamente construída.
E a trilha sonora só piora a situação para alguém emocionalmente instável como eu.
นิทานพันดาว (A Tale of Thousand Stars) é uma música que, depois dessa série, provavelmente vai conseguir me fazer chorar sem nem precisar de contexto. Toda vez que a música começava a tocar eu já estava comovidamente destruída.
No fim, acho que minha única crítica realmente significativa à série está justamente em algo que eu esperava que fosse mais explorado: o transplante de coração do Tian.
Eu entendo que o transplante não é o verdadeiro foco da história, mas, considerando que ele tinha recebido aquele coração há menos de um ano, eu esperava que a série abordasse um pouco mais as consequências disso. Acompanhamento médico, cuidados, exames, o próprio processo de adaptação... havia espaço para mostrar um pouco mais dessa realidade, principalmente porque o transplante é tão importante para a própria identidade do personagem.
Mas isso é uma crítica tão pequena perto de tudo que a série conseguiu fazer que quase parece injusto colocá-la aqui.
Até Our Skyy 2 me fez perceber o quanto a dinâmica de Tian e Phupha na série original funcionava bem. Nos episódios especiais, senti que parte daquela essência se perdeu em alguns momentos. Mas aí veio aquele pedido de casamento no final e eu simplesmente tive que aceitar tudo. Eles estão noivinhos. Noivos. Depois de tudo. Como é que eu vou reclamar? 😭
A Tale of Thousand Stars foi uma surpresa gigantesca para mim. Eu comecei sem esperar muita coisa e terminei completamente apaixonada por uma história que conseguiu ser delicada sem ser vazia, emocional sem precisar exagerar e romântica sem transformar o relacionamento dos protagonistas em uma sucessão de momentos obrigatórios.
É uma história sobre uma segunda chance, mas também sobre aprender que talvez você não precise passar o resto da vida tentando provar que merece estar vivo.
É sobre Tian descobrir que aquele coração não precisa representar apenas uma dívida com alguém que morreu. Pode representar uma nova vida.
É sobre Phupha finalmente permitir que alguém atravesse todas as barreiras que construiu ao redor de si.
É sobre Torfun continuar existindo através das pessoas que a amaram.
É sobre uma aldeia que deixa de ser apenas o lugar onde uma história começou e se transforma em lar.
E, acima de tudo, é sobre duas pessoas que passaram tanto tempo tentando entender o que sentiam que, quando finalmente se permitem ficar juntas, parece que o mundo inteiro estava esperando por aquele momento.
“Que esse lugar seja seu lar. Que possamos ficar aqui juntos, por muito tempo.” — Phupha.
(Eu não sei se existe uma nota alta o suficiente para essa série. 10 estrelas é pouco.)
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Só assiste quem gosta desse tipo de história
"Se as pessoas em uma relação não confiam uma na outra, não tem como serem felizes."Em Only Friends: Dream On, conhecemos seis amigos que estudam na mesma faculdade: Tua, aspirante a figurinista; Dean, aspirante a ator; Rome, aspirante a DJ (eu não entendi se ele realmente estuda lá ou só aparece na faculdade de pilantragem); Raffy, aspirante a ator; Jack, aspirante a diretor; e, por fim, Arnold, aspirante a dançarino que acaba entrando para o mundo da atuação.
A história começa quando Jack resolve escalar os dois atores principais da sua mais nova peça teatral: Romeu & Romeu. A partir daí, todos os seis garotos são incluídos na produção do espetáculo, e as confusões dos bastidores acabam fazendo o próprio enredo de Romeu & Romeu parecer tranquilo.
Entre romances, amizades, desentendimentos e uma quantidade questionável de decisões ruins, os seis acabam se metendo em uma verdadeira teia de conflitos que vai muito além do teatro.
Eu realmente não gosto do conceito de Only Friends, por isso nunca me atrevi a assistir à primeira temporada e nunca vou. Odeio esse joguinho de traição, briga e reconciliação no final, como se uma pessoa que teve a capacidade de trair quem "ama" simplesmente acordasse no dia seguinte e se tornasse uma pessoa melhor: um parceiro fiel, vulgo o mínimo.
"Ah, mas então por que você assistiu, Lenoca?"
Only Friends é extremamente famoso, mas nunca me chamou atenção justamente pelos motivos que citei acima. Mesmo amando de coração os ForceBook, eu não me odeio o suficiente para me torturar assistindo essa coisa. Porém, eu estava com muitas saudades dos JossGawin (🥹), e às vezes a saudade fala mais alto.
Também pode ser que um dos motivos tenha sido justamente a mudança de abordagem que a GMMTV tomou nessa temporada em relação à anterior. Como eu sabia que eles tinham pesado menos a mão, resolvi dar uma chance.
E ainda tinha os AouBoom. Desde Enchanté e Vice Versa, tenho um carinho enorme por esse CP, então quando eles se tornaram um ship fixo eu fiquei tão feliz! Afinal, eu estava lá desde o início, hein? Quero muito assistir a uma série solo deles, mas, por enquanto, juntei o útil (matar a saudade dos JossGawin) ao agradável (rever os AouBoom nas telinhas) e ao desagradável (Only Friends).
E, no fim, foi justamente essa combinação que fez a experiência ser melhor do que eu esperava.
Only Friends continua tendo uma premissa devidamente problemática. A série gira em torno de relações nas quais confiança, comunicação e limites parecem estar sempre em segundo plano, e boa parte dos conflitos nasce justamente da incapacidade dos personagens de conversarem como pessoas minimamente funcionais.
Ao mesmo tempo, Dream On funciona melhor quando deixa de lado a ideia de que todo relacionamento precisa ser uma grande montanha-russa de traição, ciúme e reconciliação. A temporada é mais leve nesse sentido, e isso fez com que eu conseguisse assistir sem sentir que estava sendo torturada a cada episódio.
Sobre os três casais principais, eu não vou fazer uma análise individual de cada um porque, sinceramente, acabaria escrevendo uma bíblia. O que posso dizer é que tive experiências bem diferentes com eles: alguns me interessaram genuinamente, outros me fizeram questionar minhas próprias escolhas de entretenimento e houve aqueles momentos em que eu só estava ali pelos atores mesmo.
No geral, Only Friends: Dream On não me fez mudar de opinião sobre a franquia. Continuo não gostando da premissa e continuo tendo ressalvas quanto à forma como algumas situações são tratadas, mas a abordagem mais leve desta temporada tornou a experiência muito mais agradável do que eu imaginava. Talvez eu continue não sendo uma grande fã de Only Friends, mas pelo menos agora posso dizer que Dream On conseguiu me entregar alguns bons momentos — e, principalmente, matar a saudade dos JossGawin e AouBoom.
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Adaptação de manhwa mto foda
“Caso você consiga sentir amor, mesmo que seja só um pouco, então você tem o direito de ter um motivo para viver. As pessoas cujo coração ainda não morreu merecem continuar vivendo.”Desde os princípios dessa série, Payback levantou altas expectativas. Meses antes de seu lançamento e, principalmente, conforme sua estreia se aproximava, a obra não deixou de criar uma grande comoção entre os antigos fãs do manhwa e os possíveis novos fãs da adaptação.
Como dizer que essas expectativas foram muito bem atendidas?
Dentro da comunidade de manhwas BL, Payback sempre foi visto como um clássico, mas um clássico com uma reputação meio ruinzinha. Foi justamente isso que nunca me fez ter vontade de lê-lo, e talvez eu me arrependa um pouco disso. Afinal, minha avaliação de hoje poderia ser ainda mais afiada. Entretanto, vendo a repercussão positiva da obra, posso dizer que, mais uma vez, a adaptação conseguiu ser ainda melhor do que a obra original.
Sun é um garoto pobre que, desde muito novo, luta para sustentar a família. Envolvido com pessoas com quem não deveria estar, acaba se tornando um agiota. No futuro, enquanto tenta equilibrar os custos do tratamento de sua mãe com as despesas de seu relacionamento amoroso, Sun acaba pagando o preço de suas próprias ações. Motivada por vingança, uma das pessoas que ele ameaçou tira a vida de seu irmão, enquanto seu namorado foge com o dinheiro que Sun guardava para o tratamento da mãe.
Anos se passam até que Sun conhece um manager, um cara responsável por cuidar da carreira e dos trabalhos de atores. Encantado com sua aparência, ele sugere que Sun entre para a indústria do entretenimento e siga a carreira de ator. A princípio, Sun não demonstra interesse pela proposta.
Mas isso muda quando, durante uma de suas entregas, ele acaba revisitando o próprio passado ao encontrar seu ex-namorado. Enquanto Sun permaneceu preso às consequências daquela relação, seu ex conseguiu realizar o sonho de se tornar ator e, como se não bastasse, ainda zomba do relacionamento que os dois tiveram. Tomado pela raiva e pela frustração, Sun decide seguir justamente o caminho que antes havia recusado: tornar-se ator e acabar com a carreira de seu ex.
Payback foi uma surpresa positiva enorme. Pela produção, eu já esperava receber bastante, mas não esperava que a série entregasse tanto. É sempre interessante quando uma obra consegue fugir da mesmice e apresentar uma proposta que, mesmo partindo de elementos conhecidos, encontra sua própria identidade.
A relação entre Sun e Jay é, sem dúvida, um dos maiores destaques da série. A maneira como Jay ajuda Sun a se desprender dos fantasmas do passado, a lidar com seus traumas, a recuperar sua humanidade e, principalmente, a deixar de se cobrar tanto é extremamente bem construída. O relacionamento não serve apenas como uma fonte de romance, mas também como um catalisador para os conflitos internos de Sun, fazendo com que ele questione suas próprias escolhas, sua trajetória e até mesmo a pessoa que se tornou.
Sun é um personagem particularmente interessante porque existe uma diferença enorme entre aquilo que demonstra e aquilo que realmente sente. Ele é rude, arrogante, durão e incapaz de abaixar a cabeça diante dos outros. Por trás dessa postura, porém, existe alguém consumido pela culpa e pelo desejo de punição.
Sun quer chorar. Quer se culpar pela morte de seus familiares. Quer se machucar e machucar aqueles que o feriram. Mas não permite que ninguém veja isso.
A série utiliza a imagem da máscara — ou fantasia de coelho — para representar justamente essa divisão. Quando Sun finalmente chora, ele o faz escondido atrás dela, recusando-se a revelar completamente sua vulnerabilidade. É uma representação bastante simples, mas extremamente eficiente para demonstrar o quanto ele passou anos tentando esconder aquilo que sentia.
Jay é quem começa a romper essa barreira.
Não porque consiga simplesmente “curar” Sun, mas porque oferece a ele um espaço em que não precisa permanecer constantemente em estado de defesa. Aos poucos, Sun deixa de se martirizar pelos erros do passado e aprende que pode demonstrar aquilo que sente sem enxergar a própria vulnerabilidade como uma fraqueza. Pela primeira vez, ele consegue chorar sem precisar se esconder atrás da máscara.
E essa transformação funciona justamente porque não acontece de maneira unilateral. Sun também interfere profundamente na trajetória de Jay.
Jay é um personagem um pouco menos desenvolvido, mas parte de um princípio semelhante: a vingança que busca desde a perda de sua mãe. Inicialmente, ele pode parecer apenas o típico personagem atrevido, provocador e cheio de confiança, com seu risinho característico e a postura de chefe rico que parece estar sempre no controle. O contraste com Sun é evidente.
Entretanto, Jay possui uma complexidade que vai além dessa primeira impressão. Aquela noite que passou com Sun, anos antes dos acontecimentos da série, desperta algo nele que nem mesmo consegue nomear. E é justamente nesse ponto que senti falta de um desenvolvimento maior.
A obsessão de Jay por Sun é interessante, mas permanece excessivamente subentendida. A série apresenta as consequências desse sentimento com muito mais força do que suas origens. Se tivesse explorado melhor o que aquela noite significou para Jay e como esse vínculo se transformou ao longo dos anos, teríamos um material ainda mais interessante para analisar.
Payback também trabalha com temas sérios relacionados à indústria do entretenimento. Embora exista uma dose considerável de exagero própria da ficção, a série não deixa de apresentar um fundo bastante realista ao abordar prostituição, drogas, abuso de poder, abuso sexual e exploração.
A indústria é apresentada como um ambiente profundamente contaminado, no qual chegar ao topo muitas vezes significa deixar um rastro de pessoas destruídas pelo caminho. Pessoas mal-intencionadas, manipuladoras e invejosas coexistem em praticamente todos os níveis dessa estrutura, desde aqueles que possuem pouco poder até os que ocupam as posições mais altas.
E o mais interessante é que a série não limita essa corrupção a um único tipo de pessoa. Não existe apenas o indivíduo monstruoso que comete os abusos. Existem aqueles que se aproveitam, aqueles que permitem, aqueles que encobrem e aqueles que simplesmente escolhem não enxergar. A indústria funciona justamente porque existe uma quantidade enorme de pessoas dispostas a manter esse sistema funcionando.
Sun entra nesse ambiente carregando uma motivação bastante diferente daquela que normalmente associamos à carreira artística. Ele não busca fama ou reconhecimento. Sua entrada na indústria é consequência direta de seu desejo de vingança.
Porém, quanto mais tempo passa nesse mundo, mais sua trajetória começa a se afastar do objetivo inicial. A vingança continua sendo importante, mas deixa de ser a única coisa que existe em sua vida. Sun começa a construir relações, a descobrir novas possibilidades para si e, principalmente, a perceber que talvez sua existência não precise continuar sendo definida pelo passado.
Essa é, para mim, uma das partes mais interessantes da trajetória do personagem. A vingança inicialmente funciona como seu motivo para continuar vivendo. Aos poucos, porém, ele começa a descobrir que pode existir algo além dela.
E é justamente aí que a frase escolhida para abrir esta avaliação se torna tão significativa.
Sun passou anos acreditando que precisava pagar pelos próprios erros. A culpa pela morte do irmão, pelo sofrimento da mãe e por todas as escolhas que tomou o acompanha durante toda a história. Ele não apenas quer vingança contra quem o machucou: em muitos momentos, parece também acreditar que precisa punir a si mesmo.
Por isso, ver Sun aprender a desejar alguma coisa para além da vingança é tão importante. Ele não precisa esquecer o passado, tampouco perdoar quem destruiu sua vida. Precisa apenas compreender que continuar vivendo não é algo que precisa ser merecido.
E Jay desempenha um papel fundamental nessa mudança.
Apesar de todos esses acertos, Payback também possui problemas, principalmente quando chega à resolução de determinados conflitos. Algumas situações são encerradas rápido demais, especialmente considerando a quantidade de contexto que a própria história apresenta ao longo de seus episódios.
Em determinados momentos, parece que a série construiu uma situação muito maior do que aquilo que finalmente entrega. Alguns conflitos mereciam mais tempo para serem desenvolvidos, certas decisões precisavam de mais contexto e algumas resoluções acabam acontecendo de maneira tão rápida que a sensação é de que faltou uma etapa entre o problema e sua solução.
Isso é particularmente frustrante porque Payback demonstra, durante boa parte da história, que possui material suficiente para desenvolver essas situações com muito mais profundidade. A construção existe, mas nem sempre recebe uma conclusão proporcional ao que foi apresentado.
Ainda assim, isso não apaga os méritos da adaptação.
Payback conseguiu construir uma história de vingança que, aos poucos, se transforma em algo muito maior. Por trás da carreira de ator, da indústria do entretenimento e dos conflitos envolvendo Sun e seus inimigos, existe uma história sobre culpa, trauma, identidade e, principalmente, sobre aprender a viver depois de passar tanto tempo acreditando que a única coisa que resta é sobreviver.
Sun começa a história querendo destruir alguém.
Ao longo dela, começa a descobrir que talvez exista algo muito mais importante para construir.
E é justamente essa transformação que faz Payback funcionar tão bem.
No geral, a adaptação conseguiu superar expectativas que, por si só, já eram bastante altas. A produção é excelente, os protagonistas possuem uma dinâmica extremamente interessante e a história consegue equilibrar vingança, romance e críticas à indústria do entretenimento sem transformar nenhum desses elementos em algo completamente secundário.
Ainda gostaria de ter visto alguns personagens e conflitos receberem mais desenvolvimento, principalmente Jay e determinadas resoluções do arco final. Mas, mesmo com essas ressalvas, Payback conseguiu ser uma experiência muito melhor do que eu esperava.
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História confy
"Win, eu quero que você saiba que tudo o que eu faço, eu faço por você. E isso nunca muda. Eu estarei esperando, estarei esperando que você abra o seu coração e me aceite de volta mais uma vez."Cupid's Last Wish é um drama leve que aborda orgulho, ego e um pouco do luto de uma maneira inicialmente mais intensa, mas que, aos poucos, se transforma em algo emocional e divertido. Nele, conhecemos Win, um garoto que recentemente perdeu o próprio pai e que se viu em uma discussão calorosa com seu melhor amigo, Korn, quando descobriu que parte das ações herdadas de seu pai iria para ele. Ainda separados meses depois da briga, Win não tolerava sequer ouvir o nome do amigo, até que, em um ataque de raiva, resolve esclarecer tudo com ele e sua irmã. Infelizmente, nesse fatídico dia, Win sofre um acidente de carro, fazendo com que ele e sua irmã troquem de corpos.
O drama não possui nenhuma história mirabolante, apesar de abordar o misticismo de uma forma até que bastante convincente, nos mergulhando um pouco mais nas crenças tailandesas — algo que achei extremamente interessante. Ainda assim, Cupid's Last Wish consegue contar sua história através da comédia, sem deixar de lado conflitos e questões mais sérias que os personagens precisam enfrentar. A série não se sustenta apenas no plot de body swap ou na garantia do famoso couple que interpreta os protagonistas. Há, de fato, uma história sobre orgulho, ressentimento, amizade e sobre pessoas que precisam aprender a lidar com aquilo que sentem.
Korn e Win são os pilares da série e são muito bem aproveitados. Conforme conhecemos mais de cada um, percebemos o quanto eles se complementam de maneiras extremamente satisfatórias. Eles não são apenas personagens criados para serem o parceiro um do outro, mas, antes de tudo, são amigos inseparáveis, que conhecem os medos e segredos um do outro. Existe uma intimidade entre eles que vai muito além do romance, e acho que é justamente isso que torna a relação dos dois tão interessante de acompanhar.
A inclusão de Lin na história também é surpreendentemente bem feita. Temos um homem no corpo de uma mulher, algo que poderia facilmente ter sido tratado de maneira caricata ou desconfortável, mas que, na maior parte do tempo, foi conduzido com respeito. Como mulher, achei interessante a forma como a série lidou com essa situação sem transformar o corpo de Lin em apenas uma piada. Minha única crítica em relação a isso fica naquele episódio em que eles se beijam enquanto Win ainda está no corpo dela, porque, sinceramente, achei bem desconfortável. Felizmente, foi algo rápido e não passou disso.
O body swap é algo que você não esquece, mas, depois de determinado momento, você simplesmente começa a relevar. Eu particularmente não sou muito fã desse tipo de recurso, então achei que me incomodaria bem mais do que realmente incomodou. No fim, Cupid's Last Wish conseguiu fazer com que eu me importasse muito menos com isso do que esperava, e, a essa altura, a própria relação entre os personagens já se torna muito mais interessante do que a situação absurda em que eles estão envolvidos.
Outra crítica vai para os últimos episódios, quando a trama se perde em um casamento arranjado estranho e sem muito nexo. Muitas coisas são esclarecidas no décimo episódio, mas, sinceramente, isso não apaga o ódio que eu fiquei do Korn.
No geral, Cupid's Last Wish é uma série simples, divertida e emocional, com uma relação entre protagonistas que funciona muito bem. Não é perfeita, principalmente em sua reta final, mas gostei de acompanhar.
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Relacionamento estranho
"Eu realmente gosto de você. Quando perdi todo o meu orgulho, minha autoestima e a minha posição social, você foi o único que permaneceu ao meu lado. Ter que abrir mão de você doeu mais do que qualquer outra coisa."The Servant Prince parte de uma premissa um pouco complicada: um relacionamento tóxico arrastado por longos anos.
Confesso que, para mim, foi bem difícil engolir esse enredo de início. Até tentei procurar o mangá que retrata a história original para tirar dali algum contexto a mais, mas infelizmente não o achei, o que acabou fazendo com que minha primeira impressão sobre a série se perpetuasse até o final.
Algo de que gostei bastante foi a forma mais óbvia — e impossível de ignorar — com que a série aborda o tema da depressão sem citá-la uma única vez. Goto Naoya passou anos sem ter vontade sequer de levantar da cama, de se cuidar, sair de casa ou trabalhar, dependendo completamente de Sato Takaaki para qualquer coisa. O mesmo Takaaki que ele destratava na adolescência, o mesmo Takaaki que agora era seu parceiro e o mesmo Takaaki que amava seguir suas ordens, mesmo as mais ridículas.
The Servant Prince realmente tenta sair de um enredo pobre para uma história mais “complexa” sobre superação, recomeços, autodescobertas e dramas familiares. Pois bem: ele não faz isso bem.
É difícil falar sobre esse drama quando o Japão finalmente larga a mão das — em sua grande maioria — histórias rasas, fáceis e clichês, porém continua grudado na ideia de “vamos contar histórias profundas, mas da forma mais porca e corrida possível”.
O drama não é ruim, mas também não é bom. Falha em entregar contexto, relações mais trabalhadas e personagens complexos. Entretanto, acerta na retratação de uma das piores doenças da humanidade e em tentar desenvolver a premissa da obra e seus cernes, que, se bem feitos, poderiam ter sido genuinamente bons.
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INCRÍVEL!!!
"Minha felicidade é um pouco arteira e muito teimosa. Sempre gosta de correr perigo, mas tem um forte senso de justiça."Manner of Death conta a história de Bun, um médico legista que volta de Bangkok para sua cidade natal em busca de uma vida mais tranquila, longe da corrupção e dos conflitos que enfrentava no trabalho. Infelizmente, Viangpha Mork consegue ser duas — ou até dez — vezes pior. Logo nos primeiros dias, Bun se depara com mortes de jovens em circunstâncias suspeitas, um banquete que termina em tragédia e, por fim, a morte de sua melhor amiga. Uma morte que, por mais que tentem fazê-la parecer um suicídio, claramente não é. Afinal, quem está por trás desses crimes? Eles estão ligados entre si? E, principalmente... em quem dá para confiar?
No meio de toda essa bagunça, Bun conhece Tan, um professor muito próximo de sua falecida melhor amiga. Simpático, prestativo e sempre disposto a ajudar, Tan parece ser exatamente quem diz ser... ou talvez não.
Manner of Death foi uma série que comecei há vários meses, mas nunca conseguia terminar. Talvez pelos episódios intensos demais? Não sei. Só sei que finalmente resolvi criar vergonha na cara e concluir esse drama, que, inclusive, foi recomendação de uma grande amiga minha, Dorina (beijos, fofa).
Sem mais delongas: Manner of Death soube exatamente o que fazer com todos os mistérios que apresentou no início. A série não apenas desenvolve cada um deles muito bem, como consegue amarrar tudo de uma forma extremamente satisfatória. E não é exagero. Quando começam a surgir plot atrás de plot, personagens que você jamais imaginaria envolvidos e revelações cada vez mais absurdas, eu realmente achei que tudo terminaria de forma corrida ou sem explicação.
Mas não.
O doutor Bun é, facilmente, um dos meus personagens favoritos da série. No início, ele parece um homem frio, fechado e extremamente desconfiado, principalmente com quem acabou de conhecer. Mas basta vê-lo ao lado dos amigos — e principalmente do Tan — para perceber que ele é, na verdade, o personagem mais sentimental de toda a história. E me arrisco a dizer: também foi quem mais sofreu.
Porque, convenhamos... que série gosta de matar personagem.
Bun não apenas perde pessoas importantes. Ele também é obrigado a investigar seus corpos e descobrir a verdadeira causa de suas mortes. Isso, por si só, já seria suficiente para destruir qualquer pessoa psicologicamente. Mas ele vai além. Diante da negligência da polícia, decide investigar por conta própria e vai até os confins do inferno para fazer justiça por quem ama. É impossível não gostar dele. Bun é aquele tipo de protagonista que dá vontade de colocar dentro de um potinho e proteger.
Já o Tan segue um caminho completamente diferente.
Ele é carismático, simpático e faz amizade com uma facilidade absurda. Está sempre sorrindo e parece genuinamente gostar de cuidar das pessoas ao seu redor. Mas, ao mesmo tempo, existe algo nele que nunca parece completamente transparente. Conforme a história avança, percebemos que Tan guarda segredos muito maiores do que aparenta.
E acho que esse foi um dos maiores acertos da série.
Durante boa parte da história, Tan funciona como alguém que está sempre tentando proteger Bun. Só que um dos grandes plots envolve justamente o próprio personagem. Talvez não seja uma surpresa tão grande para quem está assistindo, mas, para o Bun, é um verdadeiro choque. Depois disso, Tan deixa de ser apenas o professor apaixonado para se tornar alguém muito mais complexo. É um personagem que consegue ser amado e odiado quase ao mesmo tempo.
E, sinceramente...
Tan é completamente atacante, brega e romântico. Acho que não existe uma definição melhor do que essa.
A relação entre Bun e Tan definitivamente não é o foco principal da série. E, sinceramente? Acho que esse foi o maior acerto de Manner of Death.
Como eu assisto BLs justamente pelo romance, é claro que minha review acaba girando bastante em torno disso. Mas, se eu quisesse falar sobre a complexidade de outros trinta personagens, eu conseguiria facilmente. Conteúdo é o que não falta.
O romance deles não move a narrativa. Pelo contrário: ele cresce nas entrelinhas da investigação. Enquanto a série desenvolve corrupção, tráfico de mulheres, drogas, assassinatos e conspirações, Bun e Tan simplesmente... vão se apaixonando.
E eu adoro quando uma série faz isso.
Me lembrou muito Jack & Joker, outro drama que eu amo justamente por conseguir equilibrar tão bem romance e história principal.
O que surge entre Bun e Tan é um amor extremamente sincero entre duas pessoas completamente perdidas no mundo. Tan, claro, sempre sendo o atacante da relação, consegue conquistar o doutor depois de muita insistência. E o mais bonito é que, mesmo depois de praticamente todos os seus segredos virem à tona, ele continua exatamente igual. Continua completamente boiola pelo Bun.
Já Bun passa por uma transformação enorme. Aquele homem distante e desconfiado do primeiro episódio praticamente desaparece. No lugar dele, vemos alguém que finalmente aprendeu a confiar, amar e demonstrar o quanto se importa. Ver o Bun completamente desesperado diante da possibilidade de perder o Tan foi um dos momentos que mais me marcou durante a série.
Também gosto muito da maturidade da relação deles. Não existem aquelas brigas por falta de comunicação ou términos sem sentido que aparecem em tantos dramas. Os dois passam por todo tipo de desgraça imaginável e, ainda assim, continuam escolhendo ficar um ao lado do outro.
E eu amo séries que tratam relacionamentos dessa forma.
No geral, Manner of Death tem uma proposta incrível e muito bem executada. Consegue equilibrar suspense, investigação, ação e romance sem deixar nenhum desses elementos de lado. Cada episódio acrescenta alguma coisa à história e, quando você acha que finalmente entendeu tudo, aparece mais um plot para provar o contrário.
Sinceramente, fazia tempo que eu não assistia um BL tão completo. Manner of Death não é apenas uma história de amor entre dois homens. É um thriller policial excelente que, por acaso, também conta uma história de amor.
E talvez seja justamente isso que torne essa série tão especial.
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Escorregou no final
Knock Out é uma série que, de início, parecia ter um grande potencial.Os primeiros episódios nos apresentam a suposta trama do BL e conseguem ser realmente interessantes; o problema está na velocidade com que a série desenvolve e resolve esses conflitos — coisa de dois ou três episódios depois. Principalmente o conflito entre Thun e Typhoon, que poderia ter sido muito mais explorado.
Por mais clichês que fossem, esses problemas moldaram minhas expectativas para a série. No fim, recebi algo completamente diferente.
Outra coisa: a cada episódio, a situação merda em que os personagens estavam envolvidos só piorava. Chegou um momento em que eu simplesmente taquei o foda-sekkkk. Há um tempo percebi que isso é recorrente em séries originais da iQIYI/WeTV: um padrão massante de criar problema atrás de problema, em que qualquer mísera esperança de solução é destruída minutos depois (vale lembrar que é só minha opinião, eu detesto séries assim).
Claro que existem exceções que seguem esse mesmo esquema, mas ainda assim conseguem compensar em outros aspectos, como Jack & Joker e Top Form.
Knock Out tenta trazer alguma crítica ao mundo do boxe… ou sei lá, porque eu honestamente não entendi nada. Do nada a série faz a gente odiar um personagem e, quando surge o arco de redenção, espera que a gente acolha ele como antes. De verdade: senti MUITO ódio do casal secundário, e olha que eu comecei gostando muito deles.
Não tenho críticas apenas ao casal secundário — muito pelo contrário. O casal principal também é meio “8 ou 80”. Mas a forma mequetrefe como desenvolveram os arcos dos personagens Ait e Win me pegou muito, principalmente considerando que o arco dos protagonistas também foi feito com uma certa preguiça.
Personagens ingênuos? Tem de rodo, ok? Não se surpreenda.
Apesar de tudo, darei 3 ★ para Knock Out. Tirando esses probleminhas, é uma série que entrega uma superprodução em quase tudo (menos no roteiro e no choro sem lágrimas). A cinematografia é ótima, as lutas são muito bem executadas, os efeitos especiais são tops, a tentativa — falha — de uma história profunda é pelo menos bem feita, e o casal principal, querendo ou não, exala química.
Sei que, pelo que falei, a série parece terrível, mas não é. Só abri meu coração e fui sincera na avaliação. Knock Out é recomendada para quem quer ver muitos homens sem camisa e tanquinhos, nhami nhami.
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Curtinho e fofinho
Esse dorama apresenta uma história bem redondinha, mesmo com apenas 8 episódios de cerca de 15 minutos cada. Ainda assim, consegue desenvolver bem a trama e aprofundar a história dos protagonistas, tudo isso acompanhado por um casal extremamente fofo.Claro, não é uma obra perfeita, mas é uma ótima escolha para maratonar em um único dia.
Ocean Likes Me transmite uma sensação muito agradável — quase como um abraço confortável. É uma minissérie leve e encantadora que definitivamente vale a pena assistir :D
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Zip zip zip
Wooju Bakery foi um caos desde o início da produção, mas depois de anos e diversos problemas, a série finalmente foi lançada!!Trazendo uma proposta completamente diferente e inovadora, a história nos apresenta um universo cheio de alienígenas 👽 zip zip zip
Logo no início, conhecemos Wooju, um garoto que sonha em continuar o legado do pai abrindo uma padaria e vendendo pãezinhos. Coincidência ou não, no dia da inauguração do estabelecimento, uma nave espacial colide com a fachada da padaria e, dela, surgem dois alienígenas: Raon, um príncipe poderoso e muito descolado (Jeff Satur 🤤), e Hachi, seu melhor amigo… ou pet?
Depois disso, muita coisa acontece — muita mesmo. Uns trinta personagens novos aparecem, temos reviravoltas, ação, mais alienígenas, máquinas destruidoras de mundos, romance, arma que apaga a memória e muito caos.
Confesso que adorei a proposta fantasiosa, porque eles realmente mergulharam de cabeça nisso e fizeram acontecer. Investiram nas edições malucas, nos atores, na produção — tudo é muito bonito visualmente. Também foi muito interessante acompanhar uma série com três idiomas diferentes — ou quatro, se contarmos a legenda em português KKK.
No fim, talvez tentar colocar tantas coisas tenha sido justamente o maior problema de Wooju Bakery. A série não tem tempo para desenvolver os próprios protagonistas, o que é engraçado, já que em certo momento eles parecem virar personagens secundários. São muitos casais, muitas histórias e muitos personagens para apenas 8 episódios curtinhos.
O drama é apressado e confuso, mas extremamente divertido. Mesmo sem conhecer os JeffBarcode, eu definitivamente assistiria.
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Não é um BL.
Oh meu deus! Um pôster com um casal homoafetivo e uma criança, que família feliz!Não caiam nessa. Isso é quase um clickbait emocional!!!
Oishii Rikon Todokemasu (ou I’ll Deliver a Delicious Divorce) é uma série muito mais pesada do que aparenta. Eu esperei todos os episódios serem lançados achando que seria algo leve, aconchegante e cheio de momentos fofos. Mas levei uma facada 😭
A sinopse não entrega muita coisa, mas o primeiro episódio já te mostra o tom da série inteira. Foi vendido como um BL, mas se você procura romance, não vai encontrar. O casal principal — o advogado Otokita Hajime e o detetive Iseya Kai — é de fato um casal homoafetivo confirmado. Em vários momentos a narrativa deixa claro que eles trabalham com divórcios justamente porque, como dois homens, não podem se casar legalmente no Japão.
O problema é que, apesar dessa confirmação, a série não desenvolve a relação deles de forma íntima. Não há demonstrações de afeto, nem mesmo algo simples como um abraço ou um toque mais significativo. O máximo que vemos é a rotina entre dois parceiros, onde um deles acaba assumindo quase o papel simbólico de “dona de casa”. Não é porque estão seguindo alguma obra original — simplesmente parece uma escolha da própria série, que opta por manter a relação deles mais sugerida do que mostrada. E isso acaba sendo frustrante quando você espera ver um casal de fato, e não apenas uma parceria silenciosa.
A parte da “família” com a Anna é realmente muito boa, mas é apenas um breve alívio dentro de uma série que, na maior parte do tempo, é densa.
Deixando isso de lado, os casos trabalhados na série são interessantes, tristes e, infelizmente, muito próximos da realidade de muitas pessoas. Um dos que mais me marcou foi o das mulheres que estavam juntas há dez anos — um caso que expõe, de forma dolorosa, como a sociedade pode ser cruel, injusta e completamente indiferente à vida das pessoas.
Enfim, minha conclusão: Oishii Rikon não é um BL romântico, é um drama sobre relacionamentos quebrados, expectativas sociais e a dureza da vida adulta. Vale pela reflexão, pela estrutura dos casos e pela crítica social, mas não pelo romance que o marketing te faz acreditar que existe.
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Perdeu um grande potemcial
"Não importa o que sua memória guarda. Eu te amarei no passado, no presente e no futuro."Eu tenho sentimentos mistos em relação a Melody of Secrets, até porque eu gosto muito dos ForceBook. Afinal, foram eles que me trouxeram para o mundo dos BLs live action com Enchanté. Acompanhei o lançamento de A Boss and a Babe e esperei ansiosamente por Melody of Secrets desde o dia da estreia, em 05/12/25.
E sim, pasmem: eu só consegui terminar essa série agora, seis meses depois.
Não posso dizer que fiquei decepcionada — mais uma vez — com um drama dos ForceBook, mas fiquei extremamente triste. Dessa vez, a série praticamente não teve marketing e, como consequência, também não teve público. E eu poderia dizer “poxa, a série merecia mais reconhecimento”, mas sinceramente acho que isso seria muito mais pelos atores do que pela trama em si.
Nos primeiros episódios, eu realmente estava imersa naquele universo, intrigada pelo mistério e completamente curiosa para descobrir mais sobre a história. Infelizmente, todo esse mistério é quebrado rápido demais, sem deixar uma base sólida para sustentar o interesse de quem continua assistindo.
A série fica vivendo apenas da promessa de que “o mistério ainda não está completo”, mas demora tanto para entregar algo realmente impactante que acaba cansando.
Confesso que o plot do oitavo episódio realmente me surpreendeu, mas o que é uma lasquinha de ouro no meio de um quilo de areia?
No final, eu só queria terminar essa história maçante e lamentar pela bomba que a GMMTV entregou pros meus ForceBook mais uma vez.
E isso me frustra ainda mais porque Melody of Secrets tinha potencial de sobra. A série mistura mistério, assassinato, desconfiança constante, romance e até tenta criar momentos de tensão psicológica. Os ingredientes estavam todos ali. Mas nada parece realmente desenvolvido até o fim. É como assistir algo que poderia ter sido incrível, mas que escolheu permanecer raso. Não é uma série ruim — ela simplesmente não consegue se sustentar.
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School Trip: Joined a Group I’m Not Close To
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Clichê interessante
Um clichêzão, né. Quem me conhece sabe que eu detesto clichês, então já comecei esse BL com um pé atrás. Ainda assim, estavam falando tão bem — mas tão bem — que acabei cedendo e assisti.E, sinceramente, como era de se esperar, não achei nada demais. A série é boa, divertida e daquele tipo que te faz surtar junto com o protagonista por coisas bobas ou fofas.
O Japão raramente erra nesse estilo, e aqui não foi diferente.
O casal é fofo e tem química, e a construção da relação entre eles é bem feita. A produção também merece elogios: a série é visualmente bonita e bastante caprichada.
O problema, pra mim, é que ela não conseguiu me fisgar justamente por ser algo que eu não curto muito: histórias que reciclam fórmulas e clichês já bem conhecidos.
Dito isso, se você gosta de romances previsíveis e confortáveis, *título gigantesco* com certeza é pra você 🫵
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Gracinha
Me and Who foi definitivamente algo. Mais uma vez, eu me surpreendi com a forma como a trama se desenrolou. Ao ler a sinopse, eu já tinha uma ideia do que estaria por vir — só não esperava uma verdadeira bomba de açúcar de tão doce que esse boys love é.Uma das mensagens mais bonitas que essa obra transmite é a transformação que o amor permite: quando você ama, também ganha o apoio da pessoa amada e, com isso, se torna quase inabalável.
Confesso que precisei me arrastar nos episódios finais para conseguir terminar a série, mas enfim… a conclusão veio 😭
Quero dar um destaque especial ao casal secundário porque, mds — eles são uma fofura! :((💗
No fim, Me and Who não é nada grandioso ou mirabolante. Ele se apresenta com um enredo simples, que se mantém do começo ao fim. Fofo, confortável e muito tranquilo.
Sinceramente, é uma ótima obra para assistir devagarinho. Mas como eu me conheço, sei que se começasse outra ao mesmo tempo, acabaria dropando, rs.
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