Drama incrível!!
"O infortúnio é como uma serpente. Ela rasteja silenciosamente e morde cruelmente os tornozelos de quem permanece imóvel e indefeso. Eu me esforcei para erguer o olhar e olhei para ele. Então comecei a sentir que não havia problema em ser engolido pelo infortúnio. Desde que eu possa ficar com você, seja infortúnio ou felicidade... estou disposto a aceitar tudo."The Prosecutor's Proposal conta a história de dois homens marcados pelo mesmo crime. De um lado, Joo Tae Seon, um promotor que nunca conseguiu superar o assassinato do próprio pai. Do outro, Lee Chae Ha, filho do homem acusado por esse crime e que passou a vida inteira sendo julgado por algo que nunca fez. O destino resolve colocá-los para trabalhar lado a lado em uma investigação que, aos poucos, começa a revelar que o passado talvez não seja exatamente como eles acreditavam.
Eu adoro qualquer história que envolva investigação. Principalmente quando mistura crimes atuais com acontecimentos de anos atrás. E foi justamente isso que me fez gostar tanto dessa série. Ela consegue construir um mistério muito interessante envolvendo corrupção, assassinatos e conspirações. É o tipo de história que realmente te prende.
Só que existe um problema. Pra mim, a série entrega cedo demais quem são os verdadeiros culpados.
Logo nos primeiros episódios eu já tinha praticamente certeza de quem estava por trás de tudo. No final ainda existe aquela tentativa de criar um suspense, mas simplesmente não funcionou comigo. A série já tinha dado a resposta muito antes.
E é justamente por isso que fico com aquela sensação de "poxa 😞". Porque essa review seria praticamente só elogios se eles tivessem escondido melhor esse mistério.
Eu gostei bastante da relação entre Tae Seon e Chae Ha. Ela não tenta ser fofinha o tempo inteiro. Muito pelo contrário. Os dois carregam traumas que influenciam diretamente a forma como se relacionam, e isso deixa a construção muito mais interessante. Durante boa parte da série eles nem parecem um casal de verdade. Eles apenas- acontecem. E eu gostei bastante disso.
Também senti falta de algumas respostas. Existem personagens que ficam sem uma conclusão — não sei dizer se foi proposital ou não — e eu adoraria ter visto um pouco mais do período entre a morte dos pais dos protagonistas e o presente. Acho que teria enriquecido bastante a história.
No geral, The Prosecutor's Proposal foi uma surpresa muito positiva. É um BL diferente do que estamos acostumados a ver, aposta muito mais na investigação do que no romance e consegue fazer isso muito bem. Só queria que ele tivesse confiado um pouco mais no próprio mistério.
Ps: A abertura do drama é absurdamente boa. A OST combinou muuito com o clima da série e a edição da intro ficou incrível (fiquei gag).
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Potencial desperdiçado
"Os sentimentos costumam surgir por impulso. Eles não seguem lógica alguma e não podem ser explicados. Mas o tempo é diferente. O tempo tem o próprio peso. É ele quem separa o que é verdadeiro do que é falso, o que é vazio do que é real. No fim, só o tempo consegue distinguir tudo."Deep In apresenta duas histórias em uma só. De um lado, Zhang Zhun, um ator que nunca conseguiu um papel de prestígio e que busca, pela última vez, o reconhecimento que sempre sonhou. Do outro, Zhen Xin, um ator já consolidado na indústria, vencedor do prêmio de melhor ator e dono de uma base sólida de fãs. Ambos são escalados para interpretar os protagonistas de um filme do gênero boys love. Como um casal na trama, eles precisam aprender como funciona um relacionamento entre dois homens, mas, à medida que o tempo passa, a linha tênue entre atuação e vida real vai ficando cada vez mais fina.
Por outro lado, temos Gao Zhun, personagem interpretado por Zhang Zhun. Gao Zhun é um artista que carrega um trauma profundo e extremamente pesado consigo. Desde então, ele não consegue seguir em frente com a própria vida e, por conselho da esposa, decide procurar ajuda na terapia. Fang Chi, personagem de Zhen Xin, é o psicólogo de Gao Zhun e, assim como na "vida real", a linha que separa a relação profissional dos dois vai ficando cada vez mais torta.
Eu queria TANTO elogiar essa série. Queria muito que a minha nota fosse lá nas alturas, até porque eu simplesmente amei os atores 😭!! Ollie e Shuyuan são tão fofos e carismáticos que acabei desenvolvendo um carinho gigantesco por eles. Mas quem disse que a trama dessa série ajuda em alguma coisa???? Eu torci MUITO para os episódios ficarem melhores, torci de verdade pela evolução do relacionamento entre Fang Chi e Gao Zhun e, ao mesmo tempo, agradecia aos céus por eles fazerem parte de uma história fictícia... hahaha...
Eu me decepcionei tanto com esse drama! A Bella sabe muito bem, meu deus, como sabe. Porém, como uma garota de coração partido, vou escrever separadamente sobre o que achei de cada uma das histórias. Acompanhem.
*SPOILER ABAIXO
¹ Zhang Zhun e Zhen Xin:
Zhang Zhun é um personagem tão profundo quanto a poça de água que se forma perto do ralo do chuveiro. Ele simplesmente não reage e, quando reage, é apenas no final do drama, quando decide terminar com Zhen Xin. Sinceramente, dentre todos os homens principais dessa série, ele é o mais "mais ou menos". Temos um personagem que, em tese, deveria ser a vítima de Zhen Xin: aquele que foi usado para ensaiar cenas do roteiro que só deveriam acontecer diante das câmeras, a vítima que foi manipulada e que aparentemente só existe para atender aos desejos do outro. Mas é só isso. Ele é isso e nada além.
Eu queria muito que a autora da novel tivesse dado um mínimo de empoderamento para esse menino. Foi criado por uma mulher, tem até noiva, mas o empoderamento ficou em casa. Ele não sabe dizer "não", não coloca limites e simplesmente aceita tudo calado. Quando reclama — e com razão —, dois minutos depois já perdoou. Zhang Zhun, homem... vamos nos valorizar? Vamos deixar de ser uma pedra?
Zhen Xin, ao contrário de Zhang Zhun, tem uma piscina um pouco maior e mais profunda. Ele também não tem exatamente um "porquê", mas pelo menos possui uma personalidade. Zhen Xin não é uma pessoa ruim, porém consegue moldar Zhang Zhun à própria vontade com muita facilidade, e isso é extremamente problemático quando sabemos que os sentimentos dele começaram pelo desejo e nada mais. Ele é obstinado e se mostra disposto a largar tudo para ficar com o homem que ama, mas a que custo, quando o relacionamento já começou completamente errado?
Ele consegue ser odiável e amável ao mesmo tempo. É extremamente fofo e carinhoso com Zhang Zhun à medida que o relacionamento deles evolui, mas isso vive em conflito com tudo o que aconteceu no início da "amizade" deles — se é que aquilo pode ser chamado de amizade.
É o mesmo homem que soltou a frase: "Eu não consegui me controlar". Sim. E eu quis dar um soco na autora por causa disso. Sabe? Acho que é um dom conseguir piorar a série a cada episódio.
Zhen Xin e Zhang Zhun passam a dividir o mesmo quarto de hotel por quinze dias, a pedido do diretor, antes das filmagens começarem. A partir daí, o relacionamento deles escala de uma forma muito rápida. Infelizmente, os primeiros episódios conseguem ser problemáticos de TODAS as formas possíveis.
Depois disso, porém, eles genuinamente se tornam um casal "saudável." Traindo as namoradas? Sim. Não passo pano. Mas também estavam se aceitando, se descobrindo e entendendo, pela primeira vez, o que era amar outro homem.
Minha cena favorita, definitivamente, é a da confissão. Quando Zhen Xin sacrifica o próprio estômago para comer a comida apimentada de que Zhang Zhun tanto gosta e anda 472 passos atrás dele. Quando finalmente o encontra, dessa vez é Zhang Zhun quem dá o último passo em direção a Zhen Xin e o beija.
Por mim, a série poderia acabar ali. Dane-se as tramas secundárias. Foi lindo, verdadeiramente lindo. Foi a primeira vez que os dois falaram com sinceridade um com o outro, expressaram e admitiram o que sentiam.
Senti que a separação deles no último episódio foi muito necessária, mas também muito mal explorada. Eu queria acompanhar a evolução dos sentimentos e das percepções de cada um em relação ao outro, mas não ganhamos nem o fio da gaita. O final deles foi apressado e meio viajado. Aí veio o plot final, tudo fez sentido e eu quis chorar.
De raiva.
² Gao Zhun e Fang Chi:
"Depois que eu o conheci, eu finalmente aprendi o que é o amor. Não é jantar, fazer compras ou ir ao cinema. É uma questão de vida ou morte. É de partir o coração."
Aqui eu vou ser mais breve porque entramos em um assunto sensível. É território Chernobyl.
Gao Zhun é... complicado. Temos um personagem absurdamente traumatizado, que convive constantemente com crises de pânico, não tem vida social e apresenta ideação suicida, mas que, AO MESMO TEMPO, também acaba agindo de forma manipuladora. Não vou me aprofundar nesse ponto porque é um tópico extremamente delicado e cheio de gatilhos, mas a forma como o trauma de Gao Zhun foi apresentada no início da trama realmente me chamou a atenção. Ele foi profundamente afetado pelo que viveu e, num primeiro momento, achei que a série faria uma ótima representação de vítimas de violência sexual, especificamente de homens adultos, que muitas vezes sentem vergonha de denunciar o ocorrido e reprimem tudo até simplesmente não conseguirem mais suportar.
Com uma premissa dessas, você imagina que a série vai tratar esse tema com maturidade. E ela até tentou. Mas aí chegou aquele episódio maldito — e, dali em diante, foi só ladeira abaixo.
Fang Chi... ah, Fang Chi. Quem é Fang Chi além de um psicólogo? Não sabemos. Do início ao fim da série, o personagem praticamente não recebe desenvolvimento. A função dele é existir para ser o médico e, depois, o parceiro romântico de Gao Zhun.
O relacionamento desses dois é de sangrar os olhos do início ao fim. Principalmente no fim. Foca no fim!!
Eu não faço ideia do que passava na cabeça do Fang Chi para fazer aquelas perguntas extremamente saudáveis — para não dizer o contrário. E também definitivamente não sei o que se passava na cabeça do Gao Zhun para achar que a solução de todos os problemas era dormir com o próprio psicólogo, fazer AQUILO dentro do carro (eu pulei essa cena, meu deus, que negócio desconfortável) e transformar uma relação que deveria ser estritamente profissional em um possível romance.
Só para deixar claro: Fang Chi também não é flor que se cheire. Eu sinceramente nem consegui entender quem começou as investidas problemáticas, mas é aquilo... doido com doido deve dar certo, né?
Enfim, é isso.
Após os créditos, temos uma cena extra em um escritório, na qual Fang Chi e Gao Zhun discutem um livro escrito por um amigo deles chamado Tong, inspirado na história dos dois. Ou seja, pelo que eu entendi, Zhang Zhun e Zhen Xin são personagens criados por Tong com base em Fang Chi e Gao Zhun. Dentro desse mesmo livro, ele teria inserido a história verdadeira dos dois, mas apresentada como uma encenação.
Mas também vi muita gente dizendo que as duas histórias seriam reais, apenas acontecendo em universos diferentes. Então sei lá 😃.
Só sei que eu terminei essa série triste. Muito triste.
No fim das contas, Deep In é uma série que tinha tudo para dar certo, mas parece fazer questão de desperdiçar o próprio potencial. O elenco é extremamente carismático, a direção consegue entregar cenas bonitas e as duas histórias partem de premissas que, nas mãos certas, poderiam render um drama memorável. Em vez disso, a série escolhe desenvolver relacionamentos problemáticos, apressar momentos importantes e entregar um plot final que mais me confundiu do que me surpreendeu.
Eu queria muito ter amado Deep In. Torci por ela até o último episódio, porque enxergava potencial em praticamente tudo o que ela apresentava. Mas potencial, sozinho, não sustenta uma história.
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INCRÍVEL!!!
"Minha felicidade é um pouco arteira e muito teimosa. Sempre gosta de correr perigo, mas tem um forte senso de justiça."Manner of Death conta a história de Bun, um médico legista que volta de Bangkok para sua cidade natal em busca de uma vida mais tranquila, longe da corrupção e dos conflitos que enfrentava no trabalho. Infelizmente, Viangpha Mork consegue ser duas — ou até dez — vezes pior. Logo nos primeiros dias, Bun se depara com mortes de jovens em circunstâncias suspeitas, um banquete que termina em tragédia e, por fim, a morte de sua melhor amiga. Uma morte que, por mais que tentem fazê-la parecer um suicídio, claramente não é. Afinal, quem está por trás desses crimes? Eles estão ligados entre si? E, principalmente... em quem dá para confiar?
No meio de toda essa bagunça, Bun conhece Tan, um professor muito próximo de sua falecida melhor amiga. Simpático, prestativo e sempre disposto a ajudar, Tan parece ser exatamente quem diz ser... ou talvez não.
Manner of Death foi uma série que comecei há vários meses, mas nunca conseguia terminar. Talvez pelos episódios intensos demais? Não sei. Só sei que finalmente resolvi criar vergonha na cara e concluir esse drama, que, inclusive, foi recomendação de uma grande amiga minha, Dorina (beijos, fofa).
Sem mais delongas: Manner of Death soube exatamente o que fazer com todos os mistérios que apresentou no início. A série não apenas desenvolve cada um deles muito bem, como consegue amarrar tudo de uma forma extremamente satisfatória. E não é exagero. Quando começam a surgir plot atrás de plot, personagens que você jamais imaginaria envolvidos e revelações cada vez mais absurdas, eu realmente achei que tudo terminaria de forma corrida ou sem explicação.
Mas não.
O doutor Bun é, facilmente, um dos meus personagens favoritos da série. No início, ele parece um homem frio, fechado e extremamente desconfiado, principalmente com quem acabou de conhecer. Mas basta vê-lo ao lado dos amigos — e principalmente do Tan — para perceber que ele é, na verdade, o personagem mais sentimental de toda a história. E me arrisco a dizer: também foi quem mais sofreu.
Porque, convenhamos... que série gosta de matar personagem.
Bun não apenas perde pessoas importantes. Ele também é obrigado a investigar seus corpos e descobrir a verdadeira causa de suas mortes. Isso, por si só, já seria suficiente para destruir qualquer pessoa psicologicamente. Mas ele vai além. Diante da negligência da polícia, decide investigar por conta própria e vai até os confins do inferno para fazer justiça por quem ama. É impossível não gostar dele. Bun é aquele tipo de protagonista que dá vontade de colocar dentro de um potinho e proteger.
Já o Tan segue um caminho completamente diferente.
Ele é carismático, simpático e faz amizade com uma facilidade absurda. Está sempre sorrindo e parece genuinamente gostar de cuidar das pessoas ao seu redor. Mas, ao mesmo tempo, existe algo nele que nunca parece completamente transparente. Conforme a história avança, percebemos que Tan guarda segredos muito maiores do que aparenta.
E acho que esse foi um dos maiores acertos da série.
Durante boa parte da história, Tan funciona como alguém que está sempre tentando proteger Bun. Só que um dos grandes plots envolve justamente o próprio personagem. Talvez não seja uma surpresa tão grande para quem está assistindo, mas, para o Bun, é um verdadeiro choque. Depois disso, Tan deixa de ser apenas o professor apaixonado para se tornar alguém muito mais complexo. É um personagem que consegue ser amado e odiado quase ao mesmo tempo.
E, sinceramente...
Tan é completamente atacante, brega e romântico. Acho que não existe uma definição melhor do que essa.
A relação entre Bun e Tan definitivamente não é o foco principal da série. E, sinceramente? Acho que esse foi o maior acerto de Manner of Death.
Como eu assisto BLs justamente pelo romance, é claro que minha review acaba girando bastante em torno disso. Mas, se eu quisesse falar sobre a complexidade de outros trinta personagens, eu conseguiria facilmente. Conteúdo é o que não falta.
O romance deles não move a narrativa. Pelo contrário: ele cresce nas entrelinhas da investigação. Enquanto a série desenvolve corrupção, tráfico de mulheres, drogas, assassinatos e conspirações, Bun e Tan simplesmente... vão se apaixonando.
E eu adoro quando uma série faz isso.
Me lembrou muito Jack & Joker, outro drama que eu amo justamente por conseguir equilibrar tão bem romance e história principal.
O que surge entre Bun e Tan é um amor extremamente sincero entre duas pessoas completamente perdidas no mundo. Tan, claro, sempre sendo o atacante da relação, consegue conquistar o doutor depois de muita insistência. E o mais bonito é que, mesmo depois de praticamente todos os seus segredos virem à tona, ele continua exatamente igual. Continua completamente boiola pelo Bun.
Já Bun passa por uma transformação enorme. Aquele homem distante e desconfiado do primeiro episódio praticamente desaparece. No lugar dele, vemos alguém que finalmente aprendeu a confiar, amar e demonstrar o quanto se importa. Ver o Bun completamente desesperado diante da possibilidade de perder o Tan foi um dos momentos que mais me marcou durante a série.
Também gosto muito da maturidade da relação deles. Não existem aquelas brigas por falta de comunicação ou términos sem sentido que aparecem em tantos dramas. Os dois passam por todo tipo de desgraça imaginável e, ainda assim, continuam escolhendo ficar um ao lado do outro.
E eu amo séries que tratam relacionamentos dessa forma.
No geral, Manner of Death tem uma proposta incrível e muito bem executada. Consegue equilibrar suspense, investigação, ação e romance sem deixar nenhum desses elementos de lado. Cada episódio acrescenta alguma coisa à história e, quando você acha que finalmente entendeu tudo, aparece mais um plot para provar o contrário.
Sinceramente, fazia tempo que eu não assistia um BL tão completo. Manner of Death não é apenas uma história de amor entre dois homens. É um thriller policial excelente que, por acaso, também conta uma história de amor.
E talvez seja justamente isso que torne essa série tão especial.
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Escorregou no final
Knock Out é uma série que, de início, parecia ter um grande potencial.Os primeiros episódios nos apresentam a suposta trama do BL e conseguem ser realmente interessantes; o problema está na velocidade com que a série desenvolve e resolve esses conflitos — coisa de dois ou três episódios depois. Principalmente o conflito entre Thun e Typhoon, que poderia ter sido muito mais explorado.
Por mais clichês que fossem, esses problemas moldaram minhas expectativas para a série. No fim, recebi algo completamente diferente.
Outra coisa: a cada episódio, a situação merda em que os personagens estavam envolvidos só piorava. Chegou um momento em que eu simplesmente taquei o foda-sekkkk. Há um tempo percebi que isso é recorrente em séries originais da iQIYI/WeTV: um padrão massante de criar problema atrás de problema, em que qualquer mísera esperança de solução é destruída minutos depois (vale lembrar que é só minha opinião, eu detesto séries assim).
Claro que existem exceções que seguem esse mesmo esquema, mas ainda assim conseguem compensar em outros aspectos, como Jack & Joker e Top Form.
Knock Out tenta trazer alguma crítica ao mundo do boxe… ou sei lá, porque eu honestamente não entendi nada. Do nada a série faz a gente odiar um personagem e, quando surge o arco de redenção, espera que a gente acolha ele como antes. De verdade: senti MUITO ódio do casal secundário, e olha que eu comecei gostando muito deles.
Não tenho críticas apenas ao casal secundário — muito pelo contrário. O casal principal também é meio “8 ou 80”. Mas a forma mequetrefe como desenvolveram os arcos dos personagens Ait e Win me pegou muito, principalmente considerando que o arco dos protagonistas também foi feito com uma certa preguiça.
Personagens ingênuos? Tem de rodo, ok? Não se surpreenda.
Apesar de tudo, darei 3 ★ para Knock Out. Tirando esses probleminhas, é uma série que entrega uma superprodução em quase tudo (menos no roteiro e no choro sem lágrimas). A cinematografia é ótima, as lutas são muito bem executadas, os efeitos especiais são tops, a tentativa — falha — de uma história profunda é pelo menos bem feita, e o casal principal, querendo ou não, exala química.
Sei que, pelo que falei, a série parece terrível, mas não é. Só abri meu coração e fui sincera na avaliação. Knock Out é recomendada para quem quer ver muitos homens sem camisa e tanquinhos, nhami nhami.
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Curtinho e fofinho
Esse dorama apresenta uma história bem redondinha, mesmo com apenas 8 episódios de cerca de 15 minutos cada. Ainda assim, consegue desenvolver bem a trama e aprofundar a história dos protagonistas, tudo isso acompanhado por um casal extremamente fofo.Claro, não é uma obra perfeita, mas é uma ótima escolha para maratonar em um único dia.
Ocean Likes Me transmite uma sensação muito agradável — quase como um abraço confortável. É uma minissérie leve e encantadora que definitivamente vale a pena assistir :D
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Zip zip zip
Wooju Bakery foi um caos desde o início da produção, mas depois de anos e diversos problemas, a série finalmente foi lançada!!Trazendo uma proposta completamente diferente e inovadora, a história nos apresenta um universo cheio de alienígenas 👽 zip zip zip
Logo no início, conhecemos Wooju, um garoto que sonha em continuar o legado do pai abrindo uma padaria e vendendo pãezinhos. Coincidência ou não, no dia da inauguração do estabelecimento, uma nave espacial colide com a fachada da padaria e, dela, surgem dois alienígenas: Raon, um príncipe poderoso e muito descolado (Jeff Satur 🤤), e Hachi, seu melhor amigo… ou pet?
Depois disso, muita coisa acontece — muita mesmo. Uns trinta personagens novos aparecem, temos reviravoltas, ação, mais alienígenas, máquinas destruidoras de mundos, romance, arma que apaga a memória e muito caos.
Confesso que adorei a proposta fantasiosa, porque eles realmente mergulharam de cabeça nisso e fizeram acontecer. Investiram nas edições malucas, nos atores, na produção — tudo é muito bonito visualmente. Também foi muito interessante acompanhar uma série com três idiomas diferentes — ou quatro, se contarmos a legenda em português KKK.
No fim, talvez tentar colocar tantas coisas tenha sido justamente o maior problema de Wooju Bakery. A série não tem tempo para desenvolver os próprios protagonistas, o que é engraçado, já que em certo momento eles parecem virar personagens secundários. São muitos casais, muitas histórias e muitos personagens para apenas 8 episódios curtinhos.
O drama é apressado e confuso, mas extremamente divertido. Mesmo sem conhecer os JeffBarcode, eu definitivamente assistiria.
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Não é um BL.
Oh meu deus! Um pôster com um casal homoafetivo e uma criança, que família feliz!Não caiam nessa. Isso é quase um clickbait emocional!!!
Oishii Rikon Todokemasu (ou I’ll Deliver a Delicious Divorce) é uma série muito mais pesada do que aparenta. Eu esperei todos os episódios serem lançados achando que seria algo leve, aconchegante e cheio de momentos fofos. Mas levei uma facada 😭
A sinopse não entrega muita coisa, mas o primeiro episódio já te mostra o tom da série inteira. Foi vendido como um BL, mas se você procura romance, não vai encontrar. O casal principal — o advogado Otokita Hajime e o detetive Iseya Kai — é de fato um casal homoafetivo confirmado. Em vários momentos a narrativa deixa claro que eles trabalham com divórcios justamente porque, como dois homens, não podem se casar legalmente no Japão.
O problema é que, apesar dessa confirmação, a série não desenvolve a relação deles de forma íntima. Não há demonstrações de afeto, nem mesmo algo simples como um abraço ou um toque mais significativo. O máximo que vemos é a rotina entre dois parceiros, onde um deles acaba assumindo quase o papel simbólico de “dona de casa”. Não é porque estão seguindo alguma obra original — simplesmente parece uma escolha da própria série, que opta por manter a relação deles mais sugerida do que mostrada. E isso acaba sendo frustrante quando você espera ver um casal de fato, e não apenas uma parceria silenciosa.
A parte da “família” com a Anna é realmente muito boa, mas é apenas um breve alívio dentro de uma série que, na maior parte do tempo, é densa.
Deixando isso de lado, os casos trabalhados na série são interessantes, tristes e, infelizmente, muito próximos da realidade de muitas pessoas. Um dos que mais me marcou foi o das mulheres que estavam juntas há dez anos — um caso que expõe, de forma dolorosa, como a sociedade pode ser cruel, injusta e completamente indiferente à vida das pessoas.
Enfim, minha conclusão: Oishii Rikon não é um BL romântico, é um drama sobre relacionamentos quebrados, expectativas sociais e a dureza da vida adulta. Vale pela reflexão, pela estrutura dos casos e pela crítica social, mas não pelo romance que o marketing te faz acreditar que existe.
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Perdeu um grande potemcial
"Não importa o que sua memória guarda. Eu te amarei no passado, no presente e no futuro."Eu tenho sentimentos mistos em relação a Melody of Secrets, até porque eu gosto muito dos ForceBook. Afinal, foram eles que me trouxeram para o mundo dos BLs live action com Enchanté. Acompanhei o lançamento de A Boss and a Babe e esperei ansiosamente por Melody of Secrets desde o dia da estreia, em 05/12/25.
E sim, pasmem: eu só consegui terminar essa série agora, seis meses depois.
Não posso dizer que fiquei decepcionada — mais uma vez — com um drama dos ForceBook, mas fiquei extremamente triste. Dessa vez, a série praticamente não teve marketing e, como consequência, também não teve público. E eu poderia dizer “poxa, a série merecia mais reconhecimento”, mas sinceramente acho que isso seria muito mais pelos atores do que pela trama em si.
Nos primeiros episódios, eu realmente estava imersa naquele universo, intrigada pelo mistério e completamente curiosa para descobrir mais sobre a história. Infelizmente, todo esse mistério é quebrado rápido demais, sem deixar uma base sólida para sustentar o interesse de quem continua assistindo.
A série fica vivendo apenas da promessa de que “o mistério ainda não está completo”, mas demora tanto para entregar algo realmente impactante que acaba cansando.
Confesso que o plot do oitavo episódio realmente me surpreendeu, mas o que é uma lasquinha de ouro no meio de um quilo de areia?
No final, eu só queria terminar essa história maçante e lamentar pela bomba que a GMMTV entregou pros meus ForceBook mais uma vez.
E isso me frustra ainda mais porque Melody of Secrets tinha potencial de sobra. A série mistura mistério, assassinato, desconfiança constante, romance e até tenta criar momentos de tensão psicológica. Os ingredientes estavam todos ali. Mas nada parece realmente desenvolvido até o fim. É como assistir algo que poderia ter sido incrível, mas que escolheu permanecer raso. Não é uma série ruim — ela simplesmente não consegue se sustentar.
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School Trip: Joined a Group I’m Not Close To
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Clichê interessante
Um clichêzão, né. Quem me conhece sabe que eu detesto clichês, então já comecei esse BL com um pé atrás. Ainda assim, estavam falando tão bem — mas tão bem — que acabei cedendo e assisti.E, sinceramente, como era de se esperar, não achei nada demais. A série é boa, divertida e daquele tipo que te faz surtar junto com o protagonista por coisas bobas ou fofas.
O Japão raramente erra nesse estilo, e aqui não foi diferente.
O casal é fofo e tem química, e a construção da relação entre eles é bem feita. A produção também merece elogios: a série é visualmente bonita e bastante caprichada.
O problema, pra mim, é que ela não conseguiu me fisgar justamente por ser algo que eu não curto muito: histórias que reciclam fórmulas e clichês já bem conhecidos.
Dito isso, se você gosta de romances previsíveis e confortáveis, *título gigantesco* com certeza é pra você 🫵
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Gracinha
Me and Who foi definitivamente algo. Mais uma vez, eu me surpreendi com a forma como a trama se desenrolou. Ao ler a sinopse, eu já tinha uma ideia do que estaria por vir — só não esperava uma verdadeira bomba de açúcar de tão doce que esse boys love é.Uma das mensagens mais bonitas que essa obra transmite é a transformação que o amor permite: quando você ama, também ganha o apoio da pessoa amada e, com isso, se torna quase inabalável.
Confesso que precisei me arrastar nos episódios finais para conseguir terminar a série, mas enfim… a conclusão veio 😭
Quero dar um destaque especial ao casal secundário porque, mds — eles são uma fofura! :((💗
No fim, Me and Who não é nada grandioso ou mirabolante. Ele se apresenta com um enredo simples, que se mantém do começo ao fim. Fofo, confortável e muito tranquilo.
Sinceramente, é uma ótima obra para assistir devagarinho. Mas como eu me conheço, sei que se começasse outra ao mesmo tempo, acabaria dropando, rs.
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Mr. Unlucky Has No Choice but to Kiss!
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Ótimo para passar o tempo
Omg! Eu estava à procura de um drama leve e divertido e acabei caindo nesse aqui. Foi uma surpresa enorme, porque ele é exatamente o que eu estava querendo assistir ^^A história não tenta ser mirabolante ou super original, mas funciona porque é charmosa, divertida e — acima de tudo — muito fofa.
Eu costumo dividir dramas japoneses em duas categorias:
1. os que parecem live actions de anime, com personagens exagerados e situações super caricatas
2. e os que seguem uma linha mais séria e madura.
Mr. Unlucky Has No Choice but to Kiss definitivamente se encaixa na primeira opção. No começo, isso me incomodou um pouco, porque geralmente esse tipo de drama cai naquele estereótipo clássico: o bottom fofíssimo, virginal e nervoso com qualquer contato físico; e o top/seme com aquela vibe responsável, calma e adultona.
Sinceramente, é o único ponto que me pegou. No fim das contas, acabei gostando pra caramba mesmo assim.
O que me conquistou de verdade foi ver o Kota (Fukuhara) entendendo que o Shinomiya não é perfeito — mesmo com toda a sorte que carrega — e o Shinomiya percebendo que nem todos os sorrisos do Kota eram tão sinceros quanto pareciam. Aos poucos, eles vão aprendendo quem o outro realmente é.
No final, é um drama boys love simples, completinho e ótimo para passar o tempo. Cumpre tudo o que promete e entrega exatamente o tipo de conforto que eu estava buscando.
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Melhor drama de IDOL
Bem, é um boys love da Coréia que tenta adaptar um manhwa também da Coréia. A diferença é que os mangás coreanos costumam não temer a censura, enquanto os live actions fazem de TUDO mas não se arriscam a petiscar mais do que um beijo (muitas vezes nos contentamos apenas com um selinho).Isso quebra bastante a imersão de quem já havia lido o manhwa e esperava algo mais (meu caso). Porém, para aqueles que buscam uma série de romance em que um dos prontas é um idol, isso é INCRÍVEL.
Mesmo se distanciando parcialmente da obra original, My Bias is Showing é um seriado bem bom. É uma série que adapta bem os personagens e faz a história acontecer sem muita pressa.
O casal principal entrega fofura atrás de fofura, enquanto o casal secundário dá raiva e mais raiva. Enfim, acaba tudo bem!
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MUITO cozy
A capa de Love in Translation foi uma das primeiras capas de BL que eu vi na vida. Eu queria assistir essa série fazia tempo, mas sempre acabava adiando. Até que um dia criei coragem, dei o play e… uau. Que surpresa.Foi aqui que eu finalmente conheci os famosos DaouOffroad!!!!!!
Eu tinha expectativas para Love in Translation, mas não imaginava que a história seguiria por caminhos tão diferentes do que eu esperava no início. A trama começa simples, quase cotidiana, mas aos poucos vai se expandindo, trazendo novas situações e conflitos que mantêm o interesse, mesmo quando a narrativa fica um pouco confusa em certos momentos.
A história acompanha principalmente o crescimento ligado ao mercadinho (ou loja?) e às pessoas ao redor dele. Nós vemos o esforço diário, as tentativas frustradas, os erros e os acertos, e como tudo isso vai moldando os personagens com o passar do tempo. Nada acontece de forma repentina; o progresso é gradual, e isso faz a história parecer mais real.
Phumjai e Yang são o centro de tudo. A relação deles é construída no cotidiano, em interações simples e naturais, e é justamente isso que sustenta a série quando o roteiro não brilha tanto. A química entre os dois protagonistas carrega a narrativa e torna fácil se apegar à história.
Nem tudo funciona perfeitamente. Alguns conflitos se arrastam mais do que o necessário, e o irmão do Phumjai é um ponto que realmente me incomodou. Ele existe para gerar tensão, mas acaba sendo mais cansativo do que interessante para a trama. Ainda assim, isso não apaga o que a série constrói de bom.
No fim, Love in Translation não tenta ser grandioso. Ele se apoia nos personagens e no caminho que eles percorrem juntos — e é exatamente isso que faz esse BL funcionar tão bem.
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Chefonas divas
“Para você, talvez eu tenha sido uma inimiga. Mas, para mim, você sempre foi a única em meu coração. E talvez seja por isso que eu nunca tenha conseguido amar mais ninguém. Porque nenhuma delas era você.”Harmony Secret foi uma surpresa — ainda que, de certa forma, esperada. Enquanto eu não terminava GAP (o que já faz uns dois meses), comecei a procurar outro GL com uma proposta diferente, já que o que acabou me paralisando na outra série foi justamente a dinâmica chefe x funcionária, algo de que eu nunca fui muito fã.
No meio de várias opções, a capa de Harmony Secret imediatamente me chamou atenção. Ela transmitia a sensação de um GL mais maduro, menos “good vibes” e muito mais intenso emocionalmente. Mesmo assim, me apaixonei pela proposta de chefona x chefinha. Romance de escritório normalmente não funciona comigo, mas HS conseguiu me prender com facilidade. E a maior surpresa foi perceber que a relação entre as protagonistas era muito mais conturbada do que eu esperava — algo que permanece do início ao fim da série.
Enfim, sem mais delongas.
Aiwarin e Maevika são duas herdeiras extremamente confiantes — talvez até arrogantes — que se reencontram depois de anos marcados por uma falsa intriga. Agora mais velhas e maduras, elas voltam a se enfrentar, disputando o lance mais alto enquanto lideram as empresas de suas famílias e carregam uma responsabilidade enorme sobre os ombros.
Maevika está determinada a conquistar o respeito dos executivos mais velhos da sua empresa e provar que merece ocupar o posto de próxima líder. Já Aiwarin, mais experiente nesse mercado, tenta desesperadamente conquistar o reconhecimento do próprio pai. Assim, as duas entram em uma guerra silenciosa, jogando sujo uma com a outra sempre que necessário. Mas, no meio desse caos corporativo, nasce um sentimento inesperado — principalmente da parte da Mae.
Por mais que Harmony Secret não seja a série mais confortável do mundo, ela trabalha seus conflitos de uma maneira extremamente humana e madura. Isso fica evidente na relação entre as protagonistas, que constantemente precisam lidar com consequências causadas tanto pelo mundo ao redor quanto por elas mesmas.
E acho que é justamente isso que faz Aiwarin e Maevika funcionarem tão bem juntas. As duas possuem personalidades fortes, orgulhos enormes e formas completamente diferentes de lidar com seus sentimentos, mas, ainda assim, existe uma conexão muito sincera entre elas. A química das atrizes funciona em praticamente todas as cenas — desde os momentos de tensão até os mais vulneráveis — e isso torna impossível não se envolver emocionalmente com o relacionamento delas. Aiwarin pode até ser a lésbica emocionada, enquanto Maevika assume perfeitamente o papel da bissexual confusa, mas existe algo genuinamente bonito na forma como elas se entendem e se apoiam, principalmente como mulheres ocupando espaços tão difíceis.
No meio de todo o caos, as secretárias também brilham como casal secundário. E cara… como não falar delas? Que química absurda.
Também não consigo falar desse drama sem citar Yam, a secretária da Aiwarin, que carrega um dos backstories mais interessantes da série inteira. Sinceramente, eu adoraria ter visto ainda mais dela.
Eu assisti poucos girls love na vida, então talvez não tenha repertório suficiente para apontar grandes defeitos ou fazer uma crítica extremamente técnica. Ainda assim, como uma obra completa — com começo, meio e fim bem definidos — Harmony Secret consegue se destacar muito. A produção é excelente em praticamente todos os aspectos: figurinos, cenários, fotografia, direção e até o uso do áudio ajudam a construir toda a atmosfera intensa da série.
Claro, digo isso como alguém completamente leiga nesse assunto. Talvez o que funcionou perfeitamente para mim não funcione para outras pessoas — e tudo bem. No fim, acho que Harmony Secret me conquistou justamente por não tentar ser leve o tempo inteiro. A série abraça o caos emocional das protagonistas sem medo, e isso faz com que cada conflito, cada reconciliação e cada momento de vulnerabilidade pareçam muito mais reais.
PS: a música de abertura dessa série é ABSURDAMENTE viciante, sério.
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Linda série
“E então, que você dissipe a minha escuridão e a preencha com uma nova luz — assim como a alvorada sempre faz.”Never Forget Your Enemy é um BL com um plot que, à primeira vista, não traz nada de muito novo — mas que, ainda assim, conseguiu me prender completamente. E eu digo isso sem hesitar: eu me apeguei. Muito.
Durante a espera pelos episódios, eu sentia falta dos protagonistas de um jeito quase estranho. A química entre eles, a harmonia em cena… tudo contribuía pra essa sensação. Mas o que realmente me marcou foi como a série brinca com isso. Mesmo nos momentos mais leves, sempre existia uma tensão silenciosa, um mistério latente, algo não dito pairando no ar. Nunca dava pra relaxar de verdade — sempre havia a sensação de que um choque estava por vir.
E talvez seja justamente por isso que o final me decepcionou.
Os episódios finais parecem apressados, como se faltasse tempo pra desenvolver tudo o que foi construído antes. Algumas decisões soam pouco trabalhadas, e certas revelações não recebem o peso que prometiam. Eu esperava uma entrega mais intensa — emocionalmente e narrativamente. A série sugere um conflito mais profundo, algo mais complexo, mas, quando finalmente revela suas cartas, o impacto não acompanha essa expectativa.
Com mais tempo — talvez dois episódios a mais — isso poderia ter sido resolvido com muito mais cuidado e força.
Ainda assim, não apaga o que eu senti assistindo.
Fazia muito tempo que um dorama não me deixava tão envolvida, tão ansiosa por cada novo episódio. Tem algo aqui que funciona, mesmo com as falhas. Algo difícil de explicar, mas fácil de sentir.
Never Forget Your Enemy é, no fim, um BL muito promissor: entrega fofura, tensão, mistério e picância (muita picância).
Escorrega no final, sim — mas não o suficiente pra apagar o quanto ele consegue te envolver ao longo do caminho.
E, sinceramente? Eu gostei. Gostei muito.
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