Relacionamento estranho
"Eu realmente gosto de você. Quando perdi todo o meu orgulho, minha autoestima e a minha posição social, você foi o único que permaneceu ao meu lado. Ter que abrir mão de você doeu mais do que qualquer outra coisa."
The Servant Prince parte de uma premissa um pouco complicada: um relacionamento tóxico arrastado por longos anos.
Confesso que, para mim, foi bem difícil engolir esse enredo de início. Até tentei procurar o mangá que retrata a história original para tirar dali algum contexto a mais, mas infelizmente não o achei, o que acabou fazendo com que minha primeira impressão sobre a série se perpetuasse até o final.
Algo de que gostei bastante foi a forma mais óbvia — e impossível de ignorar — com que a série aborda o tema da depressão sem citá-la uma única vez. Goto Naoya passou anos sem ter vontade sequer de levantar da cama, de se cuidar, sair de casa ou trabalhar, dependendo completamente de Sato Takaaki para qualquer coisa. O mesmo Takaaki que ele destratava na adolescência, o mesmo Takaaki que agora era seu parceiro e o mesmo Takaaki que amava seguir suas ordens, mesmo as mais ridículas.
The Servant Prince realmente tenta sair de um enredo pobre para uma história mais “complexa” sobre superação, recomeços, autodescobertas e dramas familiares. Pois bem: ele não faz isso bem.
É difícil falar sobre esse drama quando o Japão finalmente larga a mão das — em sua grande maioria — histórias rasas, fáceis e clichês, porém continua grudado na ideia de “vamos contar histórias profundas, mas da forma mais porca e corrida possível”.
O drama não é ruim, mas também não é bom. Falha em entregar contexto, relações mais trabalhadas e personagens complexos. Entretanto, acerta na retratação de uma das piores doenças da humanidade e em tentar desenvolver a premissa da obra e seus cernes, que, se bem feitos, poderiam ter sido genuinamente bons.
The Servant Prince parte de uma premissa um pouco complicada: um relacionamento tóxico arrastado por longos anos.
Confesso que, para mim, foi bem difícil engolir esse enredo de início. Até tentei procurar o mangá que retrata a história original para tirar dali algum contexto a mais, mas infelizmente não o achei, o que acabou fazendo com que minha primeira impressão sobre a série se perpetuasse até o final.
Algo de que gostei bastante foi a forma mais óbvia — e impossível de ignorar — com que a série aborda o tema da depressão sem citá-la uma única vez. Goto Naoya passou anos sem ter vontade sequer de levantar da cama, de se cuidar, sair de casa ou trabalhar, dependendo completamente de Sato Takaaki para qualquer coisa. O mesmo Takaaki que ele destratava na adolescência, o mesmo Takaaki que agora era seu parceiro e o mesmo Takaaki que amava seguir suas ordens, mesmo as mais ridículas.
The Servant Prince realmente tenta sair de um enredo pobre para uma história mais “complexa” sobre superação, recomeços, autodescobertas e dramas familiares. Pois bem: ele não faz isso bem.
É difícil falar sobre esse drama quando o Japão finalmente larga a mão das — em sua grande maioria — histórias rasas, fáceis e clichês, porém continua grudado na ideia de “vamos contar histórias profundas, mas da forma mais porca e corrida possível”.
O drama não é ruim, mas também não é bom. Falha em entregar contexto, relações mais trabalhadas e personagens complexos. Entretanto, acerta na retratação de uma das piores doenças da humanidade e em tentar desenvolver a premissa da obra e seus cernes, que, se bem feitos, poderiam ter sido genuinamente bons.
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