Editorials This review may contain spoilers
Adaptação de manhwa mto foda
“Caso você consiga sentir amor, mesmo que seja só um pouco, então você tem o direito de ter um motivo para viver. As pessoas cujo coração ainda não morreu merecem continuar vivendo.”
Desde os princípios dessa série, Payback levantou altas expectativas. Meses antes de seu lançamento e, principalmente, conforme sua estreia se aproximava, a obra não deixou de criar uma grande comoção entre os antigos fãs do manhwa e os possíveis novos fãs da adaptação.
Como dizer que essas expectativas foram muito bem atendidas?
Dentro da comunidade de manhwas BL, Payback sempre foi visto como um clássico, mas um clássico com uma reputação meio ruinzinha. Foi justamente isso que nunca me fez ter vontade de lê-lo, e talvez eu me arrependa um pouco disso. Afinal, minha avaliação de hoje poderia ser ainda mais afiada. Entretanto, vendo a repercussão positiva da obra, posso dizer que, mais uma vez, a adaptação conseguiu ser ainda melhor do que a obra original.
Sun é um garoto pobre que, desde muito novo, luta para sustentar a família. Envolvido com pessoas com quem não deveria estar, acaba se tornando um agiota. No futuro, enquanto tenta equilibrar os custos do tratamento de sua mãe com as despesas de seu relacionamento amoroso, Sun acaba pagando o preço de suas próprias ações. Motivada por vingança, uma das pessoas que ele ameaçou tira a vida de seu irmão, enquanto seu namorado foge com o dinheiro que Sun guardava para o tratamento da mãe.
Anos se passam até que Sun conhece um manager, um cara responsável por cuidar da carreira e dos trabalhos de atores. Encantado com sua aparência, ele sugere que Sun entre para a indústria do entretenimento e siga a carreira de ator. A princípio, Sun não demonstra interesse pela proposta.
Mas isso muda quando, durante uma de suas entregas, ele acaba revisitando o próprio passado ao encontrar seu ex-namorado. Enquanto Sun permaneceu preso às consequências daquela relação, seu ex conseguiu realizar o sonho de se tornar ator e, como se não bastasse, ainda zomba do relacionamento que os dois tiveram. Tomado pela raiva e pela frustração, Sun decide seguir justamente o caminho que antes havia recusado: tornar-se ator e acabar com a carreira de seu ex.
Payback foi uma surpresa positiva enorme. Pela produção, eu já esperava receber bastante, mas não esperava que a série entregasse tanto. É sempre interessante quando uma obra consegue fugir da mesmice e apresentar uma proposta que, mesmo partindo de elementos conhecidos, encontra sua própria identidade.
A relação entre Sun e Jay é, sem dúvida, um dos maiores destaques da série. A maneira como Jay ajuda Sun a se desprender dos fantasmas do passado, a lidar com seus traumas, a recuperar sua humanidade e, principalmente, a deixar de se cobrar tanto é extremamente bem construída. O relacionamento não serve apenas como uma fonte de romance, mas também como um catalisador para os conflitos internos de Sun, fazendo com que ele questione suas próprias escolhas, sua trajetória e até mesmo a pessoa que se tornou.
Sun é um personagem particularmente interessante porque existe uma diferença enorme entre aquilo que demonstra e aquilo que realmente sente. Ele é rude, arrogante, durão e incapaz de abaixar a cabeça diante dos outros. Por trás dessa postura, porém, existe alguém consumido pela culpa e pelo desejo de punição.
Sun quer chorar. Quer se culpar pela morte de seus familiares. Quer se machucar e machucar aqueles que o feriram. Mas não permite que ninguém veja isso.
A série utiliza a imagem da máscara — ou fantasia de coelho — para representar justamente essa divisão. Quando Sun finalmente chora, ele o faz escondido atrás dela, recusando-se a revelar completamente sua vulnerabilidade. É uma representação bastante simples, mas extremamente eficiente para demonstrar o quanto ele passou anos tentando esconder aquilo que sentia.
Jay é quem começa a romper essa barreira.
Não porque consiga simplesmente “curar” Sun, mas porque oferece a ele um espaço em que não precisa permanecer constantemente em estado de defesa. Aos poucos, Sun deixa de se martirizar pelos erros do passado e aprende que pode demonstrar aquilo que sente sem enxergar a própria vulnerabilidade como uma fraqueza. Pela primeira vez, ele consegue chorar sem precisar se esconder atrás da máscara.
E essa transformação funciona justamente porque não acontece de maneira unilateral. Sun também interfere profundamente na trajetória de Jay.
Jay é um personagem um pouco menos desenvolvido, mas parte de um princípio semelhante: a vingança que busca desde a perda de sua mãe. Inicialmente, ele pode parecer apenas o típico personagem atrevido, provocador e cheio de confiança, com seu risinho característico e a postura de chefe rico que parece estar sempre no controle. O contraste com Sun é evidente.
Entretanto, Jay possui uma complexidade que vai além dessa primeira impressão. Aquela noite que passou com Sun, anos antes dos acontecimentos da série, desperta algo nele que nem mesmo consegue nomear. E é justamente nesse ponto que senti falta de um desenvolvimento maior.
A obsessão de Jay por Sun é interessante, mas permanece excessivamente subentendida. A série apresenta as consequências desse sentimento com muito mais força do que suas origens. Se tivesse explorado melhor o que aquela noite significou para Jay e como esse vínculo se transformou ao longo dos anos, teríamos um material ainda mais interessante para analisar.
Payback também trabalha com temas sérios relacionados à indústria do entretenimento. Embora exista uma dose considerável de exagero própria da ficção, a série não deixa de apresentar um fundo bastante realista ao abordar prostituição, drogas, abuso de poder, abuso sexual e exploração.
A indústria é apresentada como um ambiente profundamente contaminado, no qual chegar ao topo muitas vezes significa deixar um rastro de pessoas destruídas pelo caminho. Pessoas mal-intencionadas, manipuladoras e invejosas coexistem em praticamente todos os níveis dessa estrutura, desde aqueles que possuem pouco poder até os que ocupam as posições mais altas.
E o mais interessante é que a série não limita essa corrupção a um único tipo de pessoa. Não existe apenas o indivíduo monstruoso que comete os abusos. Existem aqueles que se aproveitam, aqueles que permitem, aqueles que encobrem e aqueles que simplesmente escolhem não enxergar. A indústria funciona justamente porque existe uma quantidade enorme de pessoas dispostas a manter esse sistema funcionando.
Sun entra nesse ambiente carregando uma motivação bastante diferente daquela que normalmente associamos à carreira artística. Ele não busca fama ou reconhecimento. Sua entrada na indústria é consequência direta de seu desejo de vingança.
Porém, quanto mais tempo passa nesse mundo, mais sua trajetória começa a se afastar do objetivo inicial. A vingança continua sendo importante, mas deixa de ser a única coisa que existe em sua vida. Sun começa a construir relações, a descobrir novas possibilidades para si e, principalmente, a perceber que talvez sua existência não precise continuar sendo definida pelo passado.
Essa é, para mim, uma das partes mais interessantes da trajetória do personagem. A vingança inicialmente funciona como seu motivo para continuar vivendo. Aos poucos, porém, ele começa a descobrir que pode existir algo além dela.
E é justamente aí que a frase escolhida para abrir esta avaliação se torna tão significativa.
Sun passou anos acreditando que precisava pagar pelos próprios erros. A culpa pela morte do irmão, pelo sofrimento da mãe e por todas as escolhas que tomou o acompanha durante toda a história. Ele não apenas quer vingança contra quem o machucou: em muitos momentos, parece também acreditar que precisa punir a si mesmo.
Por isso, ver Sun aprender a desejar alguma coisa para além da vingança é tão importante. Ele não precisa esquecer o passado, tampouco perdoar quem destruiu sua vida. Precisa apenas compreender que continuar vivendo não é algo que precisa ser merecido.
E Jay desempenha um papel fundamental nessa mudança.
Apesar de todos esses acertos, Payback também possui problemas, principalmente quando chega à resolução de determinados conflitos. Algumas situações são encerradas rápido demais, especialmente considerando a quantidade de contexto que a própria história apresenta ao longo de seus episódios.
Em determinados momentos, parece que a série construiu uma situação muito maior do que aquilo que finalmente entrega. Alguns conflitos mereciam mais tempo para serem desenvolvidos, certas decisões precisavam de mais contexto e algumas resoluções acabam acontecendo de maneira tão rápida que a sensação é de que faltou uma etapa entre o problema e sua solução.
Isso é particularmente frustrante porque Payback demonstra, durante boa parte da história, que possui material suficiente para desenvolver essas situações com muito mais profundidade. A construção existe, mas nem sempre recebe uma conclusão proporcional ao que foi apresentado.
Ainda assim, isso não apaga os méritos da adaptação.
Payback conseguiu construir uma história de vingança que, aos poucos, se transforma em algo muito maior. Por trás da carreira de ator, da indústria do entretenimento e dos conflitos envolvendo Sun e seus inimigos, existe uma história sobre culpa, trauma, identidade e, principalmente, sobre aprender a viver depois de passar tanto tempo acreditando que a única coisa que resta é sobreviver.
Sun começa a história querendo destruir alguém.
Ao longo dela, começa a descobrir que talvez exista algo muito mais importante para construir.
E é justamente essa transformação que faz Payback funcionar tão bem.
No geral, a adaptação conseguiu superar expectativas que, por si só, já eram bastante altas. A produção é excelente, os protagonistas possuem uma dinâmica extremamente interessante e a história consegue equilibrar vingança, romance e críticas à indústria do entretenimento sem transformar nenhum desses elementos em algo completamente secundário.
Ainda gostaria de ter visto alguns personagens e conflitos receberem mais desenvolvimento, principalmente Jay e determinadas resoluções do arco final. Mas, mesmo com essas ressalvas, Payback conseguiu ser uma experiência muito melhor do que eu esperava.
Desde os princípios dessa série, Payback levantou altas expectativas. Meses antes de seu lançamento e, principalmente, conforme sua estreia se aproximava, a obra não deixou de criar uma grande comoção entre os antigos fãs do manhwa e os possíveis novos fãs da adaptação.
Como dizer que essas expectativas foram muito bem atendidas?
Dentro da comunidade de manhwas BL, Payback sempre foi visto como um clássico, mas um clássico com uma reputação meio ruinzinha. Foi justamente isso que nunca me fez ter vontade de lê-lo, e talvez eu me arrependa um pouco disso. Afinal, minha avaliação de hoje poderia ser ainda mais afiada. Entretanto, vendo a repercussão positiva da obra, posso dizer que, mais uma vez, a adaptação conseguiu ser ainda melhor do que a obra original.
Sun é um garoto pobre que, desde muito novo, luta para sustentar a família. Envolvido com pessoas com quem não deveria estar, acaba se tornando um agiota. No futuro, enquanto tenta equilibrar os custos do tratamento de sua mãe com as despesas de seu relacionamento amoroso, Sun acaba pagando o preço de suas próprias ações. Motivada por vingança, uma das pessoas que ele ameaçou tira a vida de seu irmão, enquanto seu namorado foge com o dinheiro que Sun guardava para o tratamento da mãe.
Anos se passam até que Sun conhece um manager, um cara responsável por cuidar da carreira e dos trabalhos de atores. Encantado com sua aparência, ele sugere que Sun entre para a indústria do entretenimento e siga a carreira de ator. A princípio, Sun não demonstra interesse pela proposta.
Mas isso muda quando, durante uma de suas entregas, ele acaba revisitando o próprio passado ao encontrar seu ex-namorado. Enquanto Sun permaneceu preso às consequências daquela relação, seu ex conseguiu realizar o sonho de se tornar ator e, como se não bastasse, ainda zomba do relacionamento que os dois tiveram. Tomado pela raiva e pela frustração, Sun decide seguir justamente o caminho que antes havia recusado: tornar-se ator e acabar com a carreira de seu ex.
Payback foi uma surpresa positiva enorme. Pela produção, eu já esperava receber bastante, mas não esperava que a série entregasse tanto. É sempre interessante quando uma obra consegue fugir da mesmice e apresentar uma proposta que, mesmo partindo de elementos conhecidos, encontra sua própria identidade.
A relação entre Sun e Jay é, sem dúvida, um dos maiores destaques da série. A maneira como Jay ajuda Sun a se desprender dos fantasmas do passado, a lidar com seus traumas, a recuperar sua humanidade e, principalmente, a deixar de se cobrar tanto é extremamente bem construída. O relacionamento não serve apenas como uma fonte de romance, mas também como um catalisador para os conflitos internos de Sun, fazendo com que ele questione suas próprias escolhas, sua trajetória e até mesmo a pessoa que se tornou.
Sun é um personagem particularmente interessante porque existe uma diferença enorme entre aquilo que demonstra e aquilo que realmente sente. Ele é rude, arrogante, durão e incapaz de abaixar a cabeça diante dos outros. Por trás dessa postura, porém, existe alguém consumido pela culpa e pelo desejo de punição.
Sun quer chorar. Quer se culpar pela morte de seus familiares. Quer se machucar e machucar aqueles que o feriram. Mas não permite que ninguém veja isso.
A série utiliza a imagem da máscara — ou fantasia de coelho — para representar justamente essa divisão. Quando Sun finalmente chora, ele o faz escondido atrás dela, recusando-se a revelar completamente sua vulnerabilidade. É uma representação bastante simples, mas extremamente eficiente para demonstrar o quanto ele passou anos tentando esconder aquilo que sentia.
Jay é quem começa a romper essa barreira.
Não porque consiga simplesmente “curar” Sun, mas porque oferece a ele um espaço em que não precisa permanecer constantemente em estado de defesa. Aos poucos, Sun deixa de se martirizar pelos erros do passado e aprende que pode demonstrar aquilo que sente sem enxergar a própria vulnerabilidade como uma fraqueza. Pela primeira vez, ele consegue chorar sem precisar se esconder atrás da máscara.
E essa transformação funciona justamente porque não acontece de maneira unilateral. Sun também interfere profundamente na trajetória de Jay.
Jay é um personagem um pouco menos desenvolvido, mas parte de um princípio semelhante: a vingança que busca desde a perda de sua mãe. Inicialmente, ele pode parecer apenas o típico personagem atrevido, provocador e cheio de confiança, com seu risinho característico e a postura de chefe rico que parece estar sempre no controle. O contraste com Sun é evidente.
Entretanto, Jay possui uma complexidade que vai além dessa primeira impressão. Aquela noite que passou com Sun, anos antes dos acontecimentos da série, desperta algo nele que nem mesmo consegue nomear. E é justamente nesse ponto que senti falta de um desenvolvimento maior.
A obsessão de Jay por Sun é interessante, mas permanece excessivamente subentendida. A série apresenta as consequências desse sentimento com muito mais força do que suas origens. Se tivesse explorado melhor o que aquela noite significou para Jay e como esse vínculo se transformou ao longo dos anos, teríamos um material ainda mais interessante para analisar.
Payback também trabalha com temas sérios relacionados à indústria do entretenimento. Embora exista uma dose considerável de exagero própria da ficção, a série não deixa de apresentar um fundo bastante realista ao abordar prostituição, drogas, abuso de poder, abuso sexual e exploração.
A indústria é apresentada como um ambiente profundamente contaminado, no qual chegar ao topo muitas vezes significa deixar um rastro de pessoas destruídas pelo caminho. Pessoas mal-intencionadas, manipuladoras e invejosas coexistem em praticamente todos os níveis dessa estrutura, desde aqueles que possuem pouco poder até os que ocupam as posições mais altas.
E o mais interessante é que a série não limita essa corrupção a um único tipo de pessoa. Não existe apenas o indivíduo monstruoso que comete os abusos. Existem aqueles que se aproveitam, aqueles que permitem, aqueles que encobrem e aqueles que simplesmente escolhem não enxergar. A indústria funciona justamente porque existe uma quantidade enorme de pessoas dispostas a manter esse sistema funcionando.
Sun entra nesse ambiente carregando uma motivação bastante diferente daquela que normalmente associamos à carreira artística. Ele não busca fama ou reconhecimento. Sua entrada na indústria é consequência direta de seu desejo de vingança.
Porém, quanto mais tempo passa nesse mundo, mais sua trajetória começa a se afastar do objetivo inicial. A vingança continua sendo importante, mas deixa de ser a única coisa que existe em sua vida. Sun começa a construir relações, a descobrir novas possibilidades para si e, principalmente, a perceber que talvez sua existência não precise continuar sendo definida pelo passado.
Essa é, para mim, uma das partes mais interessantes da trajetória do personagem. A vingança inicialmente funciona como seu motivo para continuar vivendo. Aos poucos, porém, ele começa a descobrir que pode existir algo além dela.
E é justamente aí que a frase escolhida para abrir esta avaliação se torna tão significativa.
Sun passou anos acreditando que precisava pagar pelos próprios erros. A culpa pela morte do irmão, pelo sofrimento da mãe e por todas as escolhas que tomou o acompanha durante toda a história. Ele não apenas quer vingança contra quem o machucou: em muitos momentos, parece também acreditar que precisa punir a si mesmo.
Por isso, ver Sun aprender a desejar alguma coisa para além da vingança é tão importante. Ele não precisa esquecer o passado, tampouco perdoar quem destruiu sua vida. Precisa apenas compreender que continuar vivendo não é algo que precisa ser merecido.
E Jay desempenha um papel fundamental nessa mudança.
Apesar de todos esses acertos, Payback também possui problemas, principalmente quando chega à resolução de determinados conflitos. Algumas situações são encerradas rápido demais, especialmente considerando a quantidade de contexto que a própria história apresenta ao longo de seus episódios.
Em determinados momentos, parece que a série construiu uma situação muito maior do que aquilo que finalmente entrega. Alguns conflitos mereciam mais tempo para serem desenvolvidos, certas decisões precisavam de mais contexto e algumas resoluções acabam acontecendo de maneira tão rápida que a sensação é de que faltou uma etapa entre o problema e sua solução.
Isso é particularmente frustrante porque Payback demonstra, durante boa parte da história, que possui material suficiente para desenvolver essas situações com muito mais profundidade. A construção existe, mas nem sempre recebe uma conclusão proporcional ao que foi apresentado.
Ainda assim, isso não apaga os méritos da adaptação.
Payback conseguiu construir uma história de vingança que, aos poucos, se transforma em algo muito maior. Por trás da carreira de ator, da indústria do entretenimento e dos conflitos envolvendo Sun e seus inimigos, existe uma história sobre culpa, trauma, identidade e, principalmente, sobre aprender a viver depois de passar tanto tempo acreditando que a única coisa que resta é sobreviver.
Sun começa a história querendo destruir alguém.
Ao longo dela, começa a descobrir que talvez exista algo muito mais importante para construir.
E é justamente essa transformação que faz Payback funcionar tão bem.
No geral, a adaptação conseguiu superar expectativas que, por si só, já eram bastante altas. A produção é excelente, os protagonistas possuem uma dinâmica extremamente interessante e a história consegue equilibrar vingança, romance e críticas à indústria do entretenimento sem transformar nenhum desses elementos em algo completamente secundário.
Ainda gostaria de ter visto alguns personagens e conflitos receberem mais desenvolvimento, principalmente Jay e determinadas resoluções do arco final. Mas, mesmo com essas ressalvas, Payback conseguiu ser uma experiência muito melhor do que eu esperava.
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