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  • Last Online: Dec 23, 2025
  • Location: Em algum lugar perdido do Br
  • Contribution Points: 0 LV0
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  • Join Date: June 2, 2025

Cryssieee

Em algum lugar perdido do Br
Completed
Monster Next Door
8 people found this review helpful
Nov 1, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
This review may contain spoilers

Clichêzinho gostoso

Que série gostosinha. Não é uma história mirabolante e nem revolucionária, é simples, mas soube fazer bem nessa simplicidade.

Sério, eu tenho uma lista só de séries colegiais e universitárias que eu fico empurrando com a barriga, porque eu já enjoei desse tema. A Tailândia saturou tanto esse tipo de história que parece tudo a mesma coisa: drama adolescente, muitas vezes tóxico, que roda, roda, roda e não chega a lugar nenhum. Eu peguei abuso. Mas aí decidi criar coragem e começar a limpar essa lista, assistir ou dropar de vez. E comecei por Monster Next Door. E que acerto, puta que pariu. Que acerto.

Essa série é uma delícia porque não foca na “trajetória universitária” em si, mas nos dilemas pessoais dos personagens. E eu me vi demais no Diew. Pessoas introvertidas raramente são bem retratadas nos dramas, e aqui foi representado de forma bem decente. Uma pessoa introvertida não tem mil amigos, não curte contato físico, nem aglomeração. E tudo isso foi mostrado com tanta sensibilidade que eu me senti ali, naquele lugar. Inclusive, a parte de ser chamada de “estranha”, vivi isso no ensino médio. Sofri bullying por ser quieta e reservada, por não conseguir me comunicar direito. Eu falava tão baixinho que uma vez me disseram que eu falava miando. Na época eu chorei, mas hoje me lembro disso e rio, porque apesar de ainda ser tímida, eu melhorei bastante com terapia e consigo lembrar do passado com mais leveza. Foi nessa época também que conheci a pessoa com quem estou junta até hoje, se não fosse por ela tudo teria sido pior. Então ver isso na tela, sendo retratado com respeito, me tocou profundamente.

A forma como o Diew foi construído é linda. O roteiro é maduro, sem drama gratuito, sem aquela forçação de barra que normalmente colocam só pra criar conflito. Até o drama que aparece no fim faz sentido, é algo que realmente poderia acontecer. A teimosia dele, por exemplo, é realista. É aquela birra humana, não o tipo de teimosia inventada pra encher linguiça. E o relacionamento dele com o God é uma das coisas mais fofas que já vi, às vezes até demais. Talvez esse seja o traço mais tóxico que o God pode ter, ser fofo e amar de mais kkk. O God é tão cuidadoso, tão protetor, tão carinhoso, que o Diew chega a pedir pra ele maneirar porque não tava aguentando mais e tava começando a se sentir uma criança sendo mimada. E eu entendi perfeitamente. Sabe quando o carinho é tanto que sufoca um pouquinho? Pois é.

Mas ainda assim, acompanhar esses dois foi um prazer. Eu me pegava sorrindo o tempo todo. É um romance doce, delicado, saudável, o que é um milagre quando falamos de romances ambientados em escolas ou universidades, que quase sempre escorregam na toxicidade. Aqui, não. É respeito, cuidado e amor. E ver um romance saudável é um alívio.

E o God, mesmo sendo o extrovertido amigo de todo mundo, não cai naquele clichê do popular egocêntrico. Ele respeita o Diew de verdade, dá espaço, não força nada. É aquele tipo de parceiro que entende que amor também é dar liberdade. E até o ex-namorado que surge lá da baixa da égua pra criar tensão foi bem colocado, trouxe um draminha necessário, umas lágrimas, e um pouco de crescimento pros dois.

Sinceramente, não tenho do que reclamar. Quer dizer, até tenho: acabou rápido demais. Os 12 episódios de 40 minutos voaram. Quando percebi, já tinha terminado. Fiquei com aquela sensação boa de quando a gente termina algo que adorou. Eu recomendo demais. Mesmo sendo mais uma série universitária, essa consegue ser leve, madura e adorável. Eu simplesmente amei.

...

Desabafo sincero off topic: Quando eu vejo séries como essa levando nota baixa e sendo mal falada, enquanto aquelas que romantizam relações tóxicas são aclamadas, eu realmente me preocupo com o que anda passando na cabeça das pessoas. É assustador pensar que tanta gente ainda confunde possessividade com amor. Espero, de verdade, que essas pessoas não achem normal viver algo assim fora das telas. Enfim, essa resenha do nada se tornou um grande desabafo kkkkk

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Completed
Ball Boy Tactics
8 people found this review helpful
Sep 16, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0

Quando o básico é bem feito, funciona muito bem

Ballboy Tactics não inventa muito, mas que sabe exatamente o que está entregando. A série acompanha um romance que vai surgindo ali no meio das quadras, suor, rivalidade e aqueles olhares que entregam mais do que deveriam. Não é nada revolucionário, mas é fofo do jeito certo. É leve e tem aquele ar “água com açúcar” que a gente já está acostumada em produções coreanas, mas com um temperinho a mais que me fez sorrir sozinha em vários momentos.

O casal principal têm química, não ficam só naquela enrolação tímida sem fim que tanto me irrita em alguns BLs coreanos. Aqui, os beijos existem de fato (e não parecem que estão com nojinho de tocar os lábios un do outro), e isso já me fez colocar a série uns bons pontos acima da média. A relação deles é simples, direta, mas tem aquela graça que faz a gente torcer, suspirar e achar bonitinho sem ficar com vergonha alheia.

Os personagens secundários não roubam muito a cena, mas cumprem o papel de deixar o ambiente mais dinâmico e não deixar tudo cair só nas costas dos protagonistas. Nada de super desenvolvimento aqui, mas pelo menos não parecem peças largadas de cenário.

Claro, não dá pra dizer que é uma obra-prima. A história segue o padrãozinho confortável, previsível até, mas sinceramente? Não vejo isso como um problema. Tem dias que tudo que eu quero é desligar o cérebro, assistir algo que me faça sorrir feito boba e me entregar a um romance leve, sem precisar quebrar a cabeça com grandes tramas ou dramas pesados.

No fim das contas, eu gostei. Não é o tipo de série que vai mudar minha vida, mas é o tipo que aquece, que dá vontade de rever uma cena ou outra só pra sentir aquele quentinho de novo. Recomendo pra quem curte BL coreano e já cansou de casais que têm medo de encostar os lábios, aqui, pelo menos, isso não falta.

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Completed
TharnType Season 2: 7 Years of Love
8 people found this review helpful
Jul 12, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 5.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 2.0
This review may contain spoilers

Sete anos depois e ainda nenhum diálogo decente

E lá vamos nós de textão, não sou hater e nem quero irritar os fãs da série, mas eu preciso falar.

Voltar pra essa série tendo se passado sete anos na história foi tipo aquela curiosidade de dar uma espiada no perfil do ex pra ver se ele mudou… e, no fim, perceber que não mudou tanto assim. Tinha tudo pra mostrar um amadurecimento real dos personagens, mas a verdade é que, apesar do tempo ter passado, a sensação é de que a cabeça deles ficou presa lá nos tempos da faculdade.

Chato, chato, chato. História chata, diálogos chatos, desenvolvimento chato e decisões ainda mais chatas. Eles já estão juntos há anos, dividindo a vida, mas continuam tomando atitudes imaturas e evitando o básico: conversar. A falta de diálogo entre Tharn e Type chega a ser cansativa. Eles preferem explodir ou se afastar a simplesmente sentar e falar como dois adultos que se amam. É o tipo de coisa que a gente perdoa lá na primeira temporada, quando eles ainda estavam se descobrindo, mas agora? Só me fazia pensar: por que vocês ainda não aprenderam nada?

E não, ciúme descontrolado, chantagem emocional e possessividade não são bonitinhos. Não são "a personalidade deles". São atitudes que a série romantiza, mas que só mostram o quanto esse relacionamento ainda tem pontos problemáticos. O Type continua sendo aquele cara orgulhoso e reativo, e o Tharn, mesmo tentando ser mais racional, ainda acha que só amor resolve tudo, menos a parte de ter que se abrir e ouvir o outro.

O lado bom é que a série tenta trazer um tom mais leve, menos carregado do que a primeira temporada. Tem carinho, tem momentos doces, tem uma sensação de que eles realmente construíram algo. O problema é que isso se perde no meio da repetição de conflitos e num roteiro que parece rodar em círculos. Quando você acha que agora vai, que finalmente aprenderam, lá vem mais uma recaída. E isso cansa.

E aí tem os casais secundários… e, olha, pra quê? A sensação é que foram colocados ali só pra preencher tempo e tentar disfarçar a falta de enredo da trama principal. Doc e Champ passam a série inteira comendo e soltando insinuação, mas sem avançar um milímetro no relacionamento. Cirrus e Phugun... sinceramente, eles só estão ali existindo. Cirrus é um poço de ciúmes e o Phugun age como se tivesse cinco anos. E o casal Leo e Fiat? Eu tentei gostar, mas não deu. A infantilidade do Fiat me tirava do sério, e a completa incapacidade dos dois de se comunicar só deixava tudo mais arrastado.

O drama do hospital entre o Type e o chefe foi, sinceramente, o ponto alto da temporada. A tensão ali teve mais impacto que boa parte do romance todo, e me prendeu de verdade. Uma pena que isso não teve uma conclusão visível. A série simplesmente deixou o assunto no ar como se não tivesse acontecido nada de grave, e ficou por isso mesmo.

A trama principal até tem uns elementos interessantes, como o medo do Type de compromisso, os dilemas do trabalho e o stalker adolescente mimado (meio forçado, mas vá lá). Mas é muito pouco pra uma temporada inteira. E chega um momento em que você percebe: tá todo mundo correndo em círculos, e a história mesmo... tá parada.

Ainda assim, eu não odiei profundamente. O final entrega uma conclusão honesta e até necessária, dentro da proposta da série. Ver eles superando mais uma fase e tentando fazer dar certo aquece um pouco o coração, principalmente se você já acompanhava eles desde o começo.

Só não espere grandes mudanças, nem um romance maduro e bem resolvido. TharnType continua sendo TharnType: cheio de altos e baixos, teimosias e aquela pitada de caos emocional e pirraça que sempre fez parte do pacote. Se você já gostava deles, dá pra assistir e ter uns momentos bons. Mas se você chegou até aqui esperando evolução real... vai com paciência.

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Jul 3, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 10
Music 6.0
Rewatch Value 2.0
This review may contain spoilers

Só uma pergunta… Pra quê?

****ALERTA DE SPOILEEEEEEER****


Sinceramente, pra quê esse episódio especial? Eu terminei com uma cara de “ué” tão grande que só me restou rir de nervoso. Porque não tem outra explicação pra esse ep a não ser alguém querendo fazer fanservice sem rumo. Nada ali fez sentido. Não agregou em nada na trama principal, não deu resposta pra nenhuma das perguntas deixadas e ainda deixou mais perguntas em aberto. E ainda teve a audácia de misturar morte, luto patológico, casamento póstumo, e sei lá mais o quê como se a gente fosse engolir isso de boa.

Ver o Jack sofrendo um luto psicótico projetando presença do Joker só me dava vontade de esganar quem achou que essa era uma boa ideia. E não é nem por birra, é que me senti meio enganada mesmo. A série terminou com tanta coisa em aberto, e em vez de usar esse episódio pra aprofundar os romances que mal foram desenvolvidos ou dar alguma conclusão decente, jogaram uma maluquice aleatória e chamaram de “especial”.

A única coisa que me segurou minimamente foi o cliffhanger no final. Porque, sinceramente, se aquilo não for o prenúncio de uma segunda temporada, aí sim eu desisto. Mas tem que ser uma segunda temporada de respeito. Com no mínimo 12 episódios bem escritos, roteiro amarradinho, aprofundamento REAL entre os casais (chega de romance de fachada), e com todas as pontas soltas sendo tratadas com carinho.

Agora, se essa doideira for mesmo o final definitivo… só me resta lamentar. Porque eu amei tanto essa série, me apeguei aos personagens, principalmente ao Joker, e esse ep foi tipo levar um balde de água fria no meio do deserto escaldante. Tá perdoado? Só se vier continuação. Caso contrário… essa aqui vai pra lista dos traumas.

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Completed
Punks Triangle
9 people found this review helpful
Dec 1, 2025
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 4.0
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Punk?

Eu fui sedenta esperando tudo, mas não recebi nada. E olha… pior do que um casal que parece que vai se engolir, mas não tem química, é justamente o contrário: um casal com química ali vibrando em um dos lados, mas que simplesmente não entrega nada. E foi isso que aconteceu aqui, infelizmente. Você olha e pensa “agora vai”. Só que não vai. A série é gostosinha, dá pra assistir tranquila, os atores até que têm carisma e seguram bem o que precisam segurar.

O Chiaki, pra mim, é aquele tipo de personagem que parece ter sido criado numa reunião onde todo mundo descreveu “o que acha que é punk” sem nunca ter trocado duas palavras com alguém da cena. Ele é rude sem motivo, fechado de um jeito que não transmite profundidade nenhuma, e ainda carrega esse ar de superioridade que soa mais como insegurança mal disfarçada. Tudo nele parece performático demais, como se cada gesto fosse ensaiado para parecer “rebelde”, mas o resultado acaba sendo só estranho. As expressões faciais exageradas, a postura dura, o jeito como ele fala, tudo parece montado, artificial. Não existe naturalidade, não existe autenticidade, só uma tentativa barulhenta e um pouco triste de parecer alguém que ele não é. E isso torna muito difícil torcer por ele, se conectar com ele ou sequer entender por que alguém cairia de amores por aquele cosplay de punk ambulante.

O Ae, por outro lado, é aquele protagonista que conquista você sem fazer esforço. Ele tem uma calma natural, uma sensibilidade bonita e um brilho que aparece tanto quando ele é estudante de moda quanto quando está vestindo a persona de modelo famoso. Diferente do Chiaki, ele não tenta parecer punk, ele simplesmente é, no jeito de pensar, de se vestir, de enxergar o mundo. Ele carrega autenticidade nos detalhes, seja na forma como observa as pessoas, seja na delicadeza com que trata aquilo que ama. E é justamente essa combinação de talento, vulnerabilidade e força silenciosa que faz dele o coração da série. Quando ele está em cena, tudo parece se encaixar; ele puxa a química, sustenta a emoção e dá profundidade até às situações mais simples. É o tipo de personagem que você entende, torce, sente junto, e que merecia um par romântico tão bom quanto ele.

E a química… olha, existe, mas ela vive quase exclusivamente do lado do Ae. Ele carrega as cenas, dá intensidade, dá brilho, dá direção. Sem ele, a relação simplesmente não se sustenta. O ator merece todos os elogios possíveis pelo que conseguiu fazer com o pouco que recebeu. A série soube construir isso com o Ae direitinho: olhares, aproximações, aquele clima de “se encostar mais um milímetro já era”. Mas aí quando chega o final… vem um sermão capenga que não combina com o que foi prometido. Eu achei que ia vir um impacto, um momento forte, alguma explosão emocional. Mas veio só um beijo xoxo e tchau.

Fazer o quê, né? Ainda assim, é gostosa de assistir, bem tranquila. Não é aquela série que vai mudar sua vida, mas também não é perda de tempo. Vai sem medo, e no final, pelo menos, o beijo é ok. Mesmo que, sinceramente, depois de tanta faísca, eu esperava muito mais fogo.

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Completed
The Eclipse
9 people found this review helpful
Jun 29, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 9.5
Acting/Cast 10
Music 9.5
Rewatch Value 10

Forte, sensível e muito bem contado

Comecei a assistir achando que ia ser só mais um BL escolar com toque de mistério, mas aos poucos ele foi se revelando muito mais do que isso. A forma como a história é construída me prendeu de um jeito que nem percebi. Quando vi, já estava totalmente envolvida com aquele colégio cheio de regras absurdas, com os segredos, as dúvidas, os medos e tudo o que vai sendo jogado na nossa cara com uma delicadeza firme.

O que mais me marcou é como a série consegue passar uma mensagem importante sem ser óbvia. Fala sobre questionar o que nos foi imposto, sobre ter coragem de ser quem a gente é, mesmo quando tudo ao redor diz o contrário. E isso, pra mim, bateu fundo. Porque às vezes a gente esquece o quanto é importante olhar pro que nos incomoda, pro que nos oprime, e The Eclipse faz isso de forma sensível, mas firme. Tem gente que precisa ouvir isso. Tem gente que vai se ver ali, e talvez entenda coisas que não conseguia nomear antes.

E o melhor é que o romance entre o Akk e o Ayan não rouba a cena, ele soma. A história dos dois é construída no tempo certo, com cuidado, com camadas. Nada parece forçado, nada é jogado só pra agradar. E o mais bonito é ver como o sentimento deles cresce junto com o que eles estão descobrindo sobre si mesmos e sobre o mundo em que vivem. É tudo muito bem amarrado e sincero. Dá gosto de acompanhar. E foi bom ver um BL que não precisou apelar pro físico, nem deixar a trama de lado, pra focar só no casal. Aqui, tudo anda junto, e isso faz toda a diferença.

Claro que nem tudo é perfeito. Teve momentos em que senti o ritmo cair, alguns personagens que podiam ter sido mais bem aproveitados, e cenas que poderiam ter tido mais impacto emocional. Mas isso não apagou a força do que foi entregue. Pelo contrário. A série foi até o fim com coerência e com uma mensagem que ficou em mim depois dos créditos.

No fim das contas, The Eclipse não é só uma história sobre dois garotos se apaixonando. É uma história sobre coragem, liberdade e transformação. Me fez pensar, me fez sentir, e me deixou com vontade de que mais gente veja, especialmente quem precisa ouvir o que essa série tem pra dizer. Porque não é só bonito de assistir, é importante também.

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Completed
I Feel You Linger in the Air
7 people found this review helpful
Dec 1, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10
This review may contain spoilers

Eu só queria mais dessa história :(

Que série deliciosa de assistir, sério. Eu já falei mil vezes em outras reviews que eu sou completamente apaixonada por histórias de época, e quando mistura isso com viagem no tempo, aí pronto, eu viro um caso perdido. É uma combinação perfeita pra mim, e aqui eles souberam fazer isso de um jeito encantador. Eu amei cada detalhe. Comecei a ver e simplesmente não consegui parar. Maratonei sem dó.

É gostosa de acompanhar, envolvente, a história flui bem. E o que eu mais gostei é que, além de ser de época, ainda entrega um romance homoafetivo num período em que isso era visto como algo absurdo. Tem toda essa luta por aceitação, mas sem transformar tudo em uma tortura emocional. Eu já vi outras produções com essa temática e foram bem pesadas. Essa, não. Essa tem uma sensibilidade tão gostosa, algo mais leve, mais suave, que me ganhou.

E mesmo com a família não aceitando no começo, chega um momento em que simplesmente não há mais argumentos. O pai finalmente reconhece onde errou, engole o orgulho, e a mãe encontra força pra se impor. Essa visão me pegou de um jeito muito especial, porque geralmente essas histórias são sofrimento do início ao fim, e aqui, não. Aqui ficou leve, ficou bonito, ficou bom de assistir. Tem tensão? Tem, com certeza. Mas não é doloroso. É confortável.

E falando especificamente de Jom e Yai, ai… que casalzinho gostoso de acompanhar. O Jom tem aquela vibe mais quietinha, observadora, meio perdido no próprio mundo e no próprio tempo, literalmente. E o Yai, meu Deus, o Yai é um encanto. Ele tem uma doçura tão natural, um jeito tão sincero de sentir, que dá até vontade de proteger. Quando esses dois começam a se aproximar, tudo fica tão suave, tão bonito, tão cheio de pequenos gestos que valem mais do que qualquer declaração. O Yai se abrindo pro Jom, o Jom finalmente se permitindo amar, os dois encontrando conforto um no outro apesar de viverem em séculos separados… é impossível não se apaixonar por esse romance. Eles têm uma química que não precisa nem de esforço: só existe, flui, e te envolve. Foi um prazer acompanhar cada momentinho deles.

Quando eu comecei a assistir, teve toda aquela vibe meio misteriosa: umas silhuetas aparecendo, o Jom vendo as luzes piscando, tudo com um ar tão estranho que eu jurei que ia virar terror. Eu até dei uma travada, porque, apesar de eu gostar do gênero, não era nem de longe o que eu planejava ver naquele momento. Mas eu segui, e ainda bem, porque acabou sendo muito melhor do que qualquer susto. Virou uma historinha gostosa, envolvente, sobre essa viagem no tempo e sobre o jeito como ela acontece quase como um destino inevitável. O problema é que… não explicaram direito por quê. A gente entende que o Jom e o Yai são almas gêmeas, conectados, predestinados, mas a série nunca diz realmente como essa viagem foi possível, nem qual é a lógica por trás disso. Eu senti falta dessa parte da explicação.

E aí chega o final, nos últimos segundos, nas cenas extras depois dos créditos, e do nada o Jom encontra o Yai no futuro, na própria casa do Yai, e o Yai solta que sempre esteve esperando por ele. COMO ASSIM? Era o Yai mesmo, viajando séculos pra frente? Era a reencarnação dele, mas com todas as memórias? Era uma versão espiritual, temporal, dimensional? Eu fiquei perdida. Não entendi bem e queria ter entendido. Também queria respostas sobre o “Yai do passado do passado”, aquele pré-histórico do bigodão enorme. O que foi aquilo? Quem era ele? Como ele se conecta com tudo?

Tem muitas razões e poucas respostas nessa história toda, e isso me deixa meio doida. Quando o Jom cai no rio, do nada surge o Yai pré-histórico pra salvar ele. E aí, quando ele acorda, já está no passado. A gente sabe que o Jom estava em coma por causa do acidente, mas esse Yai pré-histórico claramente tinha uma importância enorme, e eu queria demais que isso tivesse sido explicado com carinho. O Jom sonha com o Yai entregando o anel, que provavelmente era do próprio Yai pré-histórico. É tudo tão simbólico, tão conectado, mas tão mal explicado que vira uma confusão deliciosa… e frustrante. E depois, no final, tem aquelas cenas dele voltando mais uma vez para o passado remoto, encontrando o Yai primitivo. E aquilo me matou. Porque eu PRECISO saber quem era esse Yai original, o primeiro de todos, aquele que claramente foi o início de tudo. Eu queria essa história. Eu queria ver esse começo. Uma trama tão boa merecia ter cada pedacinho costurado, cada ponta amarrada, tudo explicadinho. Merecia mais. Eu queria mais. E agora eu tô aqui sofrendo sozinha porque não tem mais nada pra assistir. Eu assisti até o especial, que, inclusive, é fofíssimo, e mesmo assim só me deixou com mais vontade.

O ponto negativo é que os dois não terminam juntos no final. Porque o Jom volta pro seu futuro, pra sua realidade, enquanto o Yai permanece no passado, sofrendo na ausência do seu amado, que ele vai carregar pra frente na memória. Mas, tirando isso… tudo bem. Eu amei. Especialmente o Yai, ele é muito fofo. E quando ele se abre pro Jom e eles começam a se amar, ai, é tão bom de ver.

Eu adorei essa série. De verdade.

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Completed
Choco Milk Shake
7 people found this review helpful
Oct 8, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 15
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

EU TO SIMPLESMENTE APAIXONADA!!!

Choco Milk Shake é pura fofurice do começo ao fim, sério. O Youtube me recomendou e comecei a assistir só pra passar o tempo, e quando percebi tava sorrindo igual uma idiota pro monitor. A química entre os personagens é absurdamente gostosa de acompanhar, e tudo flui com uma leveza que dá gosto de assistir. Os episódios são curtinhos, mas entregam tudo: carinho, jeitinho bobo, risadinhas e aquele clima confortável e delicioso. Não tem drama pesado (pelo menos não até um dos últimos episódios em que chorei feito uma condenada), não tem enrolação, só um monte de cena fofa que da um quentinho no coração. É impossível terminar sem querer abraçar alguém, ou rever tudo de novo.

Os dois atores que fizeram o Milk e o Choco mandaram bem demais. Tipo, não foi só atuação bonitinha, eles realmente foram um cachorro e um gato em forma humana. O Choco tem aquele jeitinho dócil, alegre, super carente, que só falta abanar o rabo, é impossível não se derreter por ele. Já o Milk tem exatamente a vibe de gato: meio metido, cheio de charme e não me toques, mas no fundo super apegado e carente também. Eles encaixaram tão bem nos papéis que parece que nasceram pra fazer isso. Cada olhadinha, cada trejeito, cada reação tem aquela energia certinha de bicho de estimação que conhece o dono de verdade. É fofo demais ver os dois interagindo, porque dá pra sentir que eles se divertiram fazendo isso. E eu to simplesmente apaixonada, acho que encontrei um novo BL conforto.

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Completed
Sweet Tooth, Good Dentist
7 people found this review helpful
Sep 20, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 7.0
Rewatch Value 6.0

Divertido, leve e descontraído, mas faltou o romance

É uma série engraçada, leve, que consegue criar situações hilárias sem precisar forçar piada. Teve cena que eu gargalhei de verdade, daquele jeito que você até pausa o episódio pra rir sem perder nada. Nesse ponto, ela acerta em cheio: o entretenimento tá garantido. Mas se a gente falar de romance… aí a história muda um pouco.

Eu sei que a proposta é ser um BL, mas eu, sinceramente, não consegui ver o casal como casal. A química existe, mas ela é mais de bromance do que de romance. Eles funcionam muito bem juntos, são divertidos, têm ótima sinergia, mas quando a trama força a parte romântica, beijo, cena quente, tentativa de conexão, não bateu pra mim. Fiquei com a sensação de que eles estavam atuando separados nesses momentos, sem aquela faísca que faz a gente acreditar no “nós”. E olha que eu tentei me convencer, mas não rolou. Então, pra quem é fã desses atores e enxerga essa química, me desculpe, mas comigo não aconteceu.

O enredo em si não é nada complicado, o que é bom, porque a série não se perde tentando parecer grandiosa. É simples, engraçada, e vai direto ao ponto: divertir. Até surgem alguns momentos que poderiam aprofundar o romance ou dar mais peso à trama, mas eles ficam meio no raso. E talvez esse seja o maior problema, a série entrega bem no humor, mas fica devendo no romance, que deveria ser a base de um BL.

No fim, minha experiência foi positiva, porque me diverti demais e me apeguei ao clima leve que ela traz. Mas eu assisti mais como uma comédia com bromance do que como um BL de verdade. Recomendo se você quer rir, relaxar e não levar nada muito a sério. O que mais me marcou foi justamente essa vibe divertida e a química de amizade dos protagonistas, que funcionam lindamente juntos, só não como casal, pelo menos pra mim.

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Completed
Century of Love
7 people found this review helpful
Sep 8, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 8.0
Rewatch Value 10
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Romance intenso e inesquecível

Esse romance é daquele tipo que deixa a gente sorrindo à toa, gostosinho e drama na medida certa. Os personagens têm uma vibe que faz a gente se apegar rapidinho, e olha que até os vilões conseguiram me fazer sentir alguma coisa, algo que geralmente me frustra quando às vezes nem mocinho nem antagonista me tocam. Eu senti tudo junto: aquela angústia que aperta o peito, a tensão que te deixa grudada na tela, mas também a alegria e o quentinho no coração que só um romance bem feito consegue dar.

O casal principal é simplesmente delicioso de assistir. A química deles é daquelas que faz você sorrir sozinha, mas também suspirar nos momentos mais intensos. Adoro como eles começam a se entender sem precisar de grandes falas, cada gesto, cada olhar carrega uma história e mostra o cuidado que têm um pelo outro, até mesmo nos momentos de decisões mais difíceis e imprudentes, você sente o amor deles movendo cada um de seus atos. E o mais incrível é que o romance não engole a trama, ele se mistura bem com tudo, deixando cada cena mais completa e viva. É impossível não se apaixonar pelo jeito que eles se provocam, se apoiam e se descobrem aos poucos. E mesmo nos momentos de tensão e intriga, você sente o carinho que existe entre eles, mesmo eles tentando mascarar e dizer que não se importa. Esse casal me prendeu do começo ao fim, daqueles que deixa saudade depois que a série acaba.

Os personagens secundários também têm um charme todo especial que deixa a história mais viva. Cada um com sua energia, seja uma bagunça divertida, um jeitinho meigo ou aquela malícia que consegue me arrancar risadas e suspiros. Mesmo sem serem o foco, eles acrescentam uma textura tão gostosa pro enredo que eu simplesmente amei cada interação, de verdade.

Agora, claro que nem tudo foi perfeito. Eu fiquei com aquela pulguinha atrás da orelha sobre quem era de fato a verdadeira Wad e, principalmente, por que a pedra reagiu tão intensamente tanto ao Vee quanto à outra suposta Wad. Fiquei esperando alguma pista mais concreta, algum momento de explicação que amarrasse isso de vez, sabe? Foi uma frustraçãozinha que me incomodou enquanto assistia, porque eu queria entender completamente a motivação e o que levou a deusa a fazer tudo isso.

Mas, ao mesmo tempo, isso não conseguiu me tirar do clima da série; eu ainda estava totalmente imersa, torcendo pelos personagens e sentindo cada emoção junto com eles. No fim, só me deixou com aquele gostinho de “poderia ter sido um pouco mais claro”, mas sem estragar a experiência gostosa que foi acompanhar a história. No geral, a serie consegue equilibrar drama e romance de um jeito que deixa a experiência gostosa e envolvente. Consegue fazer a gente sentir tudo de uma vez: tristeza, alegria e aquele quentinho no coração que fica depois de cada cena. Recomendo de coração se você curte se envolver de verdade com um romance que traz sentimentos quentes, cruéis e dolorosamente intensos.

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Completed
Cherry Magic
7 people found this review helpful
Sep 8, 2025
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 8.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 8.0
This review may contain spoilers

BL leve, doce, mágico e sem drama forçado

Quando li a premissa de Cherry Magic eu pensei “ok, isso tem tudo pra ser meio bobo”: um cara que, por nunca ter tido relações, ganha o poder de ler pensamentos aos 30 anos. Só que, na prática, a coisa funciona muito melhor do que parece. O poder rende cenas engraçadas, outras bem constrangedoras e até momentos emocionantes. E o mais legal é que eles não ficam usando isso como muleta o tempo todo, é só o ponto de partida. O que segura a história de verdade são as relações e como elas vão mudando aos poucos.

O casal principal, Achi e Karan, é simplesmente o coração pulsante da série. O Achi é aquele tipo de personagem que conquista fácil: inseguro, atrapalhado, com uma fofura quase inocente que faz a gente querer proteger ele o tempo todo. Já o Karan é o oposto perfeito, um príncipe encantado em versão moderna, cheio de charme e confiança, mas sem nunca soar falso ou forçado. O que me pegou mesmo foi como a relação deles não fica só na superfície de um romance fofo, mas se aprofunda de um jeito muito bonito. A gente vê as inseguranças do Achi sendo acolhidas e valorizadas pelo Karan, e ao mesmo tempo o Karan mostrando que não é só o cara perfeito, ele também tem suas vulnerabilidades. É uma troca tão genuína que não tem como não se derreter. A dinâmica entre eles é leve e divertida, e me peguei muitas vezes sorrindo e suspirando vendo as interações desses dois.

O casal secundário, Jinta e Min, foi aquele sopro de energia que deu ainda mais graça pra série. Eles chegam com caos, humor e um jeitinho imprevisível que deixa tudo mais divertido. O Jinta é a ousadia em pessoa, fala o que pensa, age sem filtro e dá aquela sensação de que vai explodir a qualquer momento. Já o Min é mais contido, mais jovem e sonhador, é o contraponto perfeito, porque dá equilíbrio e faz o choque entre os dois render cenas ótimas. A química deles estava gritando, pedindo mais tempo de tela, e eu realmente queria ter visto mais desse casal porque dava pra explorar muito além do que entregaram. E aqui preciso abrir um parêntese só pra elogiar o Junior: ele sempre pega esses papéis escandalosos e, de algum jeito, consegue fazer funcionar sem me dar vontade de arrancar meus olhos de vergonha alheia. Normalmente eu odeio esse tipo de personagem, mas ele interpreta com tanta naturalidade e carisma que, em vez de irritar, me diverte de verdade. Esse equilíbrio entre exagero e autenticidade é o que faz funcionar tão bem pra mim.

Não vou mentir, a série tem seus tropeços. Tem episódio que se arrasta mais do que precisava, com diálogos que poderiam ser muito mais afiados e diretos. Às vezes dava até a sensação de que o roteiro estava com medo de ousar e preferia ir pelo caminho mais seguro, quase previsível. E em alguns momentos o tom soava meio infantil, como se quisessem simplificar demais situações que podiam ter mais profundidade. Nada disso chega a estragar a experiência de fato, mas fica aquele pensamento: se tivessem apertado aqui e ali, podia ter sido ainda mais marcante.

No fim das contas, essa série foi um verdadeiro alívio pro meu coração. Eu vinha de uma sequência de BLs cheios de relacionamento tóxico romantizado, aquele pacote pesado que a gente assiste quase no ódio, e de repente caí de paraquedas nessa história fofa, leve e cheia de doçura. Foi como respirar depois de ficar tempo demais embaixo d’água. Eu adorei cada segundo desse quentinho no coração que a série me deu de brinde, e ainda saí sorrindo igual boba. Simples, romântica e com a mensagem certa: ser amado do jeito que você é já tem magia suficiente.

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Completed
TharnType Season 2 Special: The Wedding Day
7 people found this review helpful
Jul 12, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 5.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 2.0

E casaram né...

Eu fui assistir esse episódio com o coração aberto, querendo ver um fechamento bonito depois de tanta enrolação. Afinal, Tharn e Type mereciam um final decente depois de tudo que passaram, né? Mas a real é que esse especial parece mais um grande presente de casamento pra fanbase do que algo realmente bem construído dentro da narrativa.

É fofo? É. Tem aquela vibe de final feliz, um monte de gente reunida, todo mundo com roupa bonita, e um clima de “olha como a gente superou tudo”. Mas é puramente fanservice. A trama praticamente não existe, os conflitos são rasos ou resolvidos com uma frase pronta, e o foco é só mostrar beijinho, carinho e declarações pra aquecer coração de fã. O que seria ótimo se os beijos deles fossem, sei lá, menos desconfortáveis de assistir. Eles se gostam, a gente sabe, mas parece sempre que estão com preguiça de encostar.

Sinceramente, esse episódio me deu aquela sensação de que eu tava assistindo um comercial de final de novela, onde só faltava a narração dizendo “e eles foram felizes para sempre…”. Legal? Sim. Memorável? Nem tanto.

Se você assistiu tudo até aqui e quer um encerramento visualmente bonito e simbólico, até vale dar o play. Mas se for esperando alguma profundidade ou uma cena marcante que feche a história com chave de ouro, vai sair meio decepcionada.

Eu gosto de ver final feliz. Só queria que esse tivesse vindo com mais verdade e menos roteiro de enfeite.

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Completed
TharnType Special: Our Final Love
7 people found this review helpful
Jul 10, 2025
1 of 1 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 6.0
Music 6.0
Rewatch Value 4.0

Nem fede e nem cheira

O episódio especial vem como aquele respiro depois de uma temporada caótica, com os dois protagonistas finalmente num momento de paz. É gostoso de assistir, sim. Mas não dá pra fingir que esse episódio tem algum peso real dentro da história. É fanservice do início ao fim. Um monte de beijinho, cena fofa, música romântica e zero profundidade. Não tem conversa importante, não tem desenvolvimento emocional... só momentos empacotados pra agradar a fanbase. E pra piorar, os beijos, que aparecem o tempo todo como se fossem a cereja do bolo, continuam sendo meio duros.

Se fosse pra trazer um especial, bem que podiam ter usado pra mostrar algo mais íntimo de verdade, mais sincero. Tipo uma conversa sobre o que eles aprenderam, como lidam com o passado, ou até com os traumas que foram simplesmente deixados de lado. Mas não… preferiram jogar uma vibe de “tá tudo lindo agora” sem muita construção pra sustentar.

No fim, é um episódio que não acrescenta, mas também não machuca. Funciona como um agrado leve, e fecha a temporada com um sorrisinho no rosto, desde que você não pense demais sobre.

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Completed
Pit Babe Season 2
10 people found this review helpful
Jul 29, 2025
13 of 13 episodes seen
Completed 7
Overall 8.0
Story 7.0
Acting/Cast 10
Music 7.0
Rewatch Value 7.0
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E lá vem textão... E alerta MUUUUITO spoiler...

Terminei Pit Babe 2 e olha… que farofada. Tô até agora digerindo o caos, os poderes, as corridas e o tanto de DR mal resolvida. A série é maluca? É. Tem furo de roteiro? De mais. Mas eu assisti tudo colada na tela porque, apesar de tudo, é viciante. E o coração dela ainda é o casal que dá nome ao rolê: Charlie e Babe.
Charlie e Babe continuam entregando tudo. O drama, o ciúme, as indiretas passivo-agressivas e o amor que, no fim, segura tudo mesmo quando o roteiro parece que foi escrito em cima de uma moto a 180km/h. Charlie tá ainda mais intenso, às vezes frio demais, cheio de segredos e Babe mais uma vez tentando entender o que tá acontecendo ao redor dele enquanto o mundo explode. O Babe merecia um abraço e uma terapia, mas pelo menos ele começa a se posicionar mais nessa temporada, o que me fez gostar ainda mais dele. E a química? Continua ótima. É aquele tipo de casal que briga, se afasta, faz as pazes e você fica presa querendo ver o que vai dar.

Alan e Jeff são meu segundo casal favorito, sem nem pensar. Eles são doces, têm uma vibe que acalma no meio do surto geral da série. O Jeff é todo contido, o Alan todo intenso, e juntos funcionam lindamente. Se tivesse mais espaço pra eles, eu nem reclamava, inclusive queria uma série só com os dois se descobrindo, brigando por bobagem e se abraçando na chuva. Eu posso sonhar?
Mas preciso dizer: a situação do Alan ter traído o pessoal me incomodou demais. E nem é pelo puro egoísmo do personagem, porque, sinceramente, isso dava pra trabalhar com mais camadas. O que pegou mesmo foi a cara de conveniência de roteiro. Aquilo ali foi jogado claramente só pra fazer a trama andar, gerar conflito e forçar uma confusão. Não teve construção, nem peso emocional o suficiente pro que aquilo significava entre eles. Foi tipo: "precisamos de drama aqui, então vamos fazer o Alan agir fora do personagem por um episódio". E isso quebra um pouco a conexão que a gente já tinha com ele. Ele merecia uma abordagem mais cuidadosa, não só um empurrão dramático artificial.

Agora, Tony voltando dos mortos… Senhor amado, eu fiquei igual ao Babe: sem entender absolutamente nada. Um minuto ele tá morto, no outro tá vivo, e ainda mais malvado, e criando novos super-humanos. Essa parte dos poderes ficou meio jogada, confusa, mas até que visualmente bonita, vai. Tem umas cenas que eu achei puro videoclipe, e não tô reclamando.
Mas vou ser sincera: achei uma forçação de barra absurda esse negócio dele ser imortal. Tipo… sério? O Tony simplesmente nasceu assim e pronto??? Cadê a explicação plausível? Qual é o nível de “normalidade” disso nesse universo? Porque a série nunca deixou claro se esse é um mundo onde pessoas com poderes surgem naturalmente ou se o Tony é uma entidade divina perdida num circuito de corrida tailandês. Ele é o único assim? Existe uma mitologia por trás? Ou ele só existe pra mover a trama como se fosse um chefe final de videogame? Faltou contexto. Faltou um “porquê” que fizesse sentido dentro da lógica da série. E aí o impacto da coisa toda fica mais visual do que emocional, bonito de ver, mas difícil de engolir.

Willy, o piloto novo, chegou do nada ganhando corrida e querendo pegar o Babe. Um pouco forçado? Talvez. Mas ele serviu pra botar fogo nas inseguranças do Charlie, e isso sempre gera conteúdo, porque quando o Charlie começa a surtar de ciúme, a gente sabe que o drama tá garantido. Só que, mesmo com esse potencial, o Willy ficou parecendo mais acessório de roteiro do que um personagem com real propósito. Ele apareceu muito, mas a profundidade dele ficou na superfície.
A explicação de como ele ganhou poderes então… totalmente rasa. A gente só vê o Willy apanhando numa briga de rua, quase morrendo e, do nada, acordando num laboratório estilo ficção científica de baixo orçamento, onde o Tony resolve fazer dele um ratinho de cobaia. E pronto. Não tem construção, não tem motivação, não tem uma linha de raciocínio que ligue ele ao Tony, como se o Tony tivesse uma bola de cristal e resolvesse salvar um aleatório da sarjeta pra transformar em super corredor.
Faltou mostrar por que o Tony escolheu o Willy, como ele o encontrou, se havia algo especial nele ou se era só conveniência de roteiro mesmo. Porque do jeito que foi apresentado, parecia mais uma desculpa pra criar tensão no triângulo amoroso e botar um corpo novo na pista, literalmente. O Willy poderia ter sido um personagem interessante, com um arco de redenção ou dilema moral, mas ficou nisso: o bonitão misterioso que corre bem, dá em cima do Babe e vira cobaia de vilão sem muito sentido.

Os outros casais, Kenta e Kim, Pete e Chris, Sonic e North, até tinham um chão bom pra crescer, mas a série passou o trator em cima.

Kenta e Kim tinham tudo pra ser um casal calmo, com desenvolvimento gradual, daqueles que vão construindo intimidade aos pouquinhos, no meio do caos. A vibe deles era bonitinha, quase terapêutica, sabe? O Kenta é todo contido, cheio de fantasmas do passado e traumas que claramente ainda o afetam. E o Kim apareceu como aquele tipo de pessoa que tem paciência, que sabe escutar, que poderia ser o porto seguro pra esse coração quebrado. Só que a série passou correndo por cima disso, literalmente. Eles apareciam em cena só o suficiente pra gente perceber que havia alguma coisa ali, mas não deu tempo de desenvolver nada. Não teve conversa profunda, nem um momento real de vulnerabilidade entre eles. Podiam ter explorado o Kenta tentando confiar de novo, baixar a guarda, e o Kim sendo o apoio silencioso, aquele tipo de parceiro que cuida e trata as feridas do passado. Tinha tanto potencial pra ser um casal sensível, que cresce na base do cuidado e do afeto, mas a série preferiu enfiar mais plot de laboratório do que mostrar o que realmente importa: sentimento. Uma pena, porque dava fácil pra ter feito a gente se apaixonar por eles.

Sonic e North também ficaram no quase. Eles têm aquela energia de "a gente tem história", tipo ex com ressentimento mal resolvido, e toda vez que se cruzavam dava pra sentir uma tensão que pedia mais tempo de tela. Esse é um casal que merecia destaque. A gente acompanha a amizade deles desde a primeira temporada, e sempre rolava aquele sentimento de que havia algo a mais ali, uma intensidade nas trocas de olhares, que nunca era totalmente explicada. Agora, com mais tempo juntos e maturidade, dava pra brincar com essas possibilidades, explorar o que aconteceu entre eles no passado, se foi amor, mágoa, orgulho ferido… mas deixaram de lado, infelizmente. A série tinha tudo pra transformar essa relação num reencontro potente, cheio de camadas, mas preferiu mergulhar no caos sobrenatural e deixar Sonic e North jogados no fundo da pista, como se fossem figurantes da própria história. Uma oportunidade desperdiçada de entregar drama de qualidade.

Chris e Pete: eu preciso respirar fundo pra falar. Porque, assim, o Chris entrou na série e meu cérebro bugou. Ele é muito parecido com o Way, aquele mesmo Way da primeira temporada, que morreu e deixou todo mundo devastado. Não só fisicamente, mas na aura, no olhar intenso, no jeito meio calado e cheio de mistério. Era como se o próprio Way tivesse voltado de outro plano, com outra identidade. Foi estranho no começo, confesso, mas depois virou interessante… e aí a série largou a história no meio do caminho. O choque maior veio quando descobrimos que o Chris, na real, é irmão gêmeo do Way. E mais: filho do Tony. Tipo… oi? Isso tinha um potencial absurdo. O que isso significa pro universo da série? O Tony já estava fazendo experimentos há décadas? O Chris foi criado separado, sabia quem era o pai dele? Ele conhecia o irmão gêmeo? Gente, isso daria um arco inteiro cheio de revelações, conflitos internos e reencontros emocionais. Mas a série simplesmente joga a informação no nosso colo e sai correndo. Nenhuma explicação mais profunda, nenhuma reação realista dos personagens. Só: “ah, ele é filho do vilão imortal e irmão do falecido, segue o baile”. Fiquei frustrada.
E o Pete… ai, o Pete merecia bem mais. Um personagem doce, que já vinha da primeira temporada carregando a dor da perda do Way, e agora se vê atraído por alguém que é literalmente igual ao amor que perdeu. Isso é drama puro! Só que entregaram tudo às pressas, só insinuações, olhares longos, umas cenas rápidas e pronto. Nem tempo pra gente mergulhar nesse mar de sentimentos confusos eles deram. A relação dos dois ficou no raso, nas migalhas. Uma pena, de verdade, porque o elenco segurava fácil esse peso todo. A química existia, o roteiro que faltou coragem (ou tempo de tela mesmo) pra ir mais fundo.

As corridas continuam boas, viu? A produção caprichou nas cenas, e eu gostei dos efeitos com os poderes. O roteiro, como sempre, é aquela mistura de BL, dorama sobrenatural e fanfic caótica escrita por uma adolescente de 15 anos no auge da inspiração. Tem umas cenas que não fazem sentido, uns cortes estranhos, personagem que some do nada e volta agindo como se nada tivesse acontecido. A série peca nos excessos. Tem personagem demais, subtrama demais, e tempo de menos pra desenvolver tudo com o cuidado que merecia. Treze episódios é muito pouco pra dar conta de uma história que mistura corridas, poderes sobrenaturais, romances entrelaçados, conspirações científicas, traições, supostas reencarnações e ainda tenta entregar momentos emocionantes com cada casal. É muita coisa pra pouco tempo de tela. O resultado? Vários personagens ótimos acabaram com arcos corridos, ou simplesmente largados no meio do caminho. Casais como Kenta e Kim, Sonic e North, Chris e Pete... todos tinham material de sobra pra ter uma série própria. E se tivessem, a gente assistiria com gosto. Porque o potencial tá ali. Tá nos olhares não ditos, nas dores mal resolvidas, nas tensões que a série planta e nunca colhe de verdade.

Pit Babe 2 não é perfeita, longe disso. Mas mesmo com seus furos, exageros e escolhas questionáveis, ela entrega emoção. Ela prende. Ela faz a gente rir, chorar, xingar a tela e suspirar por um casal específico (ou cinco). É uma bagunça? É. Mas é uma bagunça deliciosa. E se amanhã anunciar uma terceira temporada, com metade do elenco de volta, ainda mais poderes aleatórios e mais corridas… pode ter certeza que eu vou estar lá.

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Completed
Moon and Dust
8 people found this review helpful
Nov 10, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 7
Overall 2.0
Story 1.0
Acting/Cast 2.0
Music 1.0
Rewatch Value 1.0
This review may contain spoilers

Bizarro!

Moon and Dust foi uma das coisas mais absurdamente caóticas que eu já assisti na vida. E quando eu digo caótica, não é aquele caos divertido, cheio de reviravoltas ou maluquices que fazem sentido no fim. É um caos puro, cru, sem lógica, sem propósito e, de alguma forma, hipnotizante de tão ruim. Passou do ponto do aceitável e foi direto pro território do “meu Deus, o que eu tô fazendo da minha vida?”.

A história gira em torno de dois irmãos adotivos, e pronto, só isso já deveria servir de alerta. O irmão mais novo é completamente obcecado pelo mais velho. Mas tipo, completamente mesmo. É um nível de possessividade que ignora todos os conceitos de espaço pessoal e bom senso. Ele é literalmente um psicopata com carinha de anjo, o tipo de personagem que faria Freud simplesmente desistir da profissão.

E o mais velho também não ajuda. Filho de um alcoólatra abusivo, o cara vê uma criança sozinha no parque e decide que vai adotá-la, assim, do nada, como quem pega um gato de rua. E aí começa a tragédia. Quando ainda era criança, o menino empurra o pai do outro, o homem bate a cabeça em umas garrafas e morre, e ele simplesmente pensa “ok, bora pro hospital”, como se tivesse quebrado um copo, não matado alguém. Tudo isso antes da série engrenar de verdade.

Aí eles crescem, e o inferno vem junto. O irmão mais velho tenta seguir a vida, mas o caçula vive grudado nele, pronto pra arruinar qualquer coisa que ameace “seu irmãozinho”. Ele chega a queimar a casa de uns caras só porque intimidaram o outro. E quando o mais velho acha o diário do garoto, cheio de delírios obsessivos e planos românticos bem duvidosos, decide que a melhor solução é se casar pra tentar fugir disso tudo. Claro que o doido não aceita e diz que seria uma ótima esposa pra ele. Sim, isso mesmo, o surtado quer obrigar o irmão a casar com ele!

E é basicamente isso. Seis episódios de uns 15 minutos cada, cheios de insanidade pura. E o final? Um fiasco. Ele vai embora, o outro sofre, chora, sente falta e… acabou. Só isso. Sem explicação, sem conclusão, sem vergonha na cara. Eu fiquei olhando pra tela me perguntando se era pegadinha. Tudo isso pra perder 1 hora e meia da minha vida com algo que parecia um delírio coletivo.

No fim, eu realmente não sei por que tô escrevendo sobre isso. Talvez como um aviso, talvez como um desabafo. Mas se você tem amor-próprio, não assista. A não ser que queira entender o que é enlouquecer em tempo recorde.

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