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MuTeLuv: Fist Foot Fusion
Das quatro histórias lançadas até agora, essa foi a minha menos favorita. E olha que eu queria gostar, de verdade. Os atores estão ótimos, entregando tudo o que podiam dentro do que receberam, mas o arco simplesmente não funciona como comédia, nem como romance, nem como aquela história sincera que tenta tocar um pouquinho o coração. Fica num limbo estranho, tentando ser três coisas ao mesmo tempo e tropeçando em todas.A premissa tinha tudo pra render algo genial: um boxeador-influenciador, Klairung, que vive como TikToker coach de Boxe, sendo perseguido pelo Sunshine, o influenciador que existe unicamente pra expor outros influenciadores. Sunshine faz o que sabe fazer: acusa o protagonista de ser um “boxeador fake”, e pronto, a vida do rapaz vira uma espiral de caos. Ele é obrigado a voltar pro ringue, morrendo de medo porque sua experiência passada foi traumática, e sinceramente, esse medo poderia ter sido melhor trabalhado, dava até espaço pra humor físico e emocional que a série não aproveita.
Aí chegamos à solução espiritual. Ele vai ao santuário da vovó, uma ex-professora de dança tradicional tailandesa, e faz a promessa de que, se vencesse, dançaria pra ela. Ele vence… e esquece completamente de cumprir a promessa. E claro, o universo responde com karma instantâneo, mãos que não fecham, e uma série de cenas que deveriam ser hilárias, mas acabam funcionando menos do que poderiam. O conceito é bom, um boxeador que não consegue fechar as mãos tem, sim, potencial pra comédia física, mas a execução fica meio perdida entre o absurdo e o óbvio.
É nesse ponto que entra a neta da vovó, Malai, o suposto par romântico. Ela ensina ele a dançar, tenta ajudar com as mãos abertas, guia o protagonista, e toda essa parte até funciona, porque os dois têm um tipo de química leve, quase infantil. Só que o romance em si não convence. Parece que a história empurra o casal pra gente aceitar, como se alguém nos bastidores tivesse decidido “precisa ter um beijo, coloca no final e segue o baile”. A sensação é de amizade, não de interesse romântico, e isso deixa tudo meio anticlimático.
O rival é um caso à parte: irritante de propósito, exagerado na medida perfeita pra gente pegar ranço. Ele realmente funciona como antagonista, principalmente porque a história quer que a gente fique com raiva dele. A luta final tem até um toque de injustiça poética, já que a vovó resolve ajudar justamente ele. Não deixa de ser cruel, mas dentro da lógica espiritual e cômica do arco, faz sentido: a neta nunca teve um pedido atendido, então esse é o primeiro, pra poder ajudar o protagonista que a gente está acompanhando.
O chatinho é que prometeu muito: humor, crítica ao mundo dos influenciadores, romance, espiritualidade, e acabou não entregando bem nenhuma dessas coisas. Tem momentos bons? Claro. Tem cenas engraçadas? Tem. Mas a sensação é de potencial desperdiçado, como se a história estivesse sempre a um passo de ser melhor, mas nunca chegasse lá.
Infelizmente, esse arco tentou, mas não conseguiu entregar a comédia e o romance que prometeu. É divertido em alguns momentos, vale pela atuação e pelo conceito, mas não deixa aquele gostinho de “quero rever”. É uma boa ideia que não encontrou o equilíbrio certo.
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Reassisti e sofri tudo de novo
Quando assisti essa série pela primeira vez, foi como levar um soco no estômago, daqueles que te tiram o ar e deixam uma sensação estranha no peito. E agora, anos depois, voltando pra reassistir, nada mudou. O impacto é o mesmo, o aperto é o mesmo, e eu juro que não tô sendo dramática. É impossível sair dela da mesma forma que entrou. A história carrega uma carga emocional quase sufocante, e não é por acaso: ela toca em feridas profundas, principalmente quando fala sobre amor, rejeição e as consequências cruéis da intolerância. Korn e In são o retrato de um amor puro que nasceu na época errada, em um mundo onde amar a pessoa certa era considerado um pecado. Ver os dois enfrentando a rejeição dos pais e da sociedade é doloroso demais, e o pior é perceber que essa ainda é a realidade de muita gente. A série não tenta suavizar nada; ela mostra a crueldade nua e crua, te obrigando a encarar o quanto a homofobia pode ser devastadora.O contraste entre a dor de Korn e In e a delicadeza do relacionamento de Dean e Pharm é o que mais toca. Trinta anos depois, é quase como se o destino dissesse “ok, agora vocês podem ter paz”. É bonito ver a forma como os pais de Dean e Pharm acolhem o relacionamento deles, não porque são pais perfeitos, mas porque aprenderam na marra o quanto o orgulho e o preconceito custam caro. É como se o perdão finalmente tivesse dado espaço pra respirar, e ver isso acontecer é um alívio depois de tanto sofrimento.
Tem também uma mensagem poderosa sobre culpa e arrependimento. Os pais de Korn e In carregam essa dor por décadas, e é impossível não sentir aquele nó na garganta vendo como a ausência pesa. É uma história sobre aceitar o que passou e tentar fazer diferente. E claro, não dá pra não falar dos coadjuvantes, eles trazem um equilíbrio essencial. Entre uma lágrima e outra, eles aparecem com humor e leveza, fazendo a gente lembrar que a vida continua, mesmo depois das tragédias.
Agora, se tem uma coisa que me cansou um pouco foi a insistência em repetir certas cenas e sentimentos como se a gente precisasse ser lembrado o tempo todo do quanto tudo dói. Em alguns momentos parece um déjà vu emocional, tipo “produção, eu já chorei por isso ontem, me dá um minuto pra respirar, por favor?”. Não é que as cenas sejam ruins, longe disso, mas há uma sensação de excesso, como se o drama se estendesse mais do que precisava pra tentar causar impacto. Dá pra sentir que a história teria talvez até mais impacto, se tivesse sido um pouco mais enxuta. Tem episódios demais e, junto com eles, uma certa repetição de dramas que acabam diluindo a força do que é contado. Em alguns momentos, parece que a série insiste nas mesmas dores até o ponto de perder o fôlego, quando menos seria mais.
No fim das contas, essa série é sobre amor, aquele que resiste a tudo, até ao tempo e à morte. É impossível assistir sem sentir alguma coisa. Você chora, se revolta, suspira, e quando acaba, fica com o coração todo bagunçado, mas de um jeito bom. Porque, no meio de tanta dor, ela ainda dá um jeito de te lembrar que o amor de verdade não some, só muda de forma.
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Uma versão resumida e ainda mais charmosa de Love Sea
Comecei a assistir achando que seria só mais um remake morninho, daqueles que resumem tudo e ainda perdem o encanto no caminho. Mas o Japão me surpreendeu. Eles conseguiram pegar a essência da história tailandesa e transformar em algo bonito à sua maneira, mais contido, mais delicado. É basicamente um resumo da versão original, sim, e dá pra sentir que faltou tempo pra algumas coisas, mas o que coube ali dentro foi bem feito.E olha… eu preciso falar disso logo: Love Sea tailandês ficou marcado por muitos motivos, mas nenhum tão icônico quanto a bundinha do Fort. Então, claro, eu fiquei curiosa pra saber o que fariam com isso na versão japonesa. E o melhor de tudo é que eles não fugiram da responsabilidade histórica. Teve coragem, teve beijo decente, e entregaram tudo nas cenas NC seguintes, e, vindo de onde veio, isso já é uma evolução.
Os atores foram um acerto enorme. A química do casal principal é natural, intensa e, acima de tudo, convincente. Não tem aquele toque robótico, nem beijo de lábio congelado. Aqui, eles se olham e a coisa acontece. O carinho é real, o desejo é palpável, e a emoção vem de um jeito que não parece forçado. Fiquei realmente surpresa com o quanto eles conseguiram equilibrar ternura e paixão sem cair no melodrama.
Mesmo com o foco claro no casal principal, o enredo não esquece das meninas, e eu realmente gostei disso. A relação entre elas é curta, e é um tipo de amor mais silencioso que contrasta bem com a intensidade dos protagonistas. Só que, diferente do casal principal, elas parecem um pouco mais engessadas, como se não tivessem se conectado totalmente aos próprios personagens. E com o tempo limitado da série, acabam ficando meio espremidas entre as cenas do casal principal, assim como aconteceu na versão original. Ainda assim, foi bonito ver o esforço do roteiro em manter essa parte da história viva, sem apagar o que as duas representam dentro do universo de Love Sea.
O único pecado da série é o tempo. Esses episódios curtinhos acabam antes que a gente consiga se apegar totalmente. Fica uma sensação agridoce (no bom sentido): você gosta do que viu, mas sente que poderia ter sido ainda mais. Mesmo assim, o roteiro foi cuidadoso o suficiente pra preservar o que realmente importa, o amor, o amadurecimento e aquele toque de melancolia que faz Love Sea ser o que é.
No fim, eu terminei com o coração quentinho. Foi leve, doce e, de certa forma, mais sensível do que eu esperava. Então sim, eu recomendo. Love Sea Japão pode ser curto, mas é gostoso de assistir. E se você já conhece o original, vale a pena ver como essa versão encontra sua própria forma de dizer a mesma coisa.
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Um Romance Tóxico Chamado My Stand-in
Que série de doente do caralho, sério. É romance tóxico, gente completamente surtada, morte, reencarnação… tudo jogado na nossa cara como se fosse normal. Mas a direção funciona, a história é boa, é tudo bem filmado. Não dá pra chamar de ruim, porque não é. Só que você precisa estar com a cabeça no lugar pra assistir isso aqui e não sair meio doida depois, porque o romance é tóxico e não tenta fingir que não é.A maioria dos BL tenta enfiar romance abusivo com música fofinha e close dramático pra ver se a gente engole. Mas aqui não. Aqui a toxicidade é assumida e explícita. É tipo: “é isso mesmo, aceita ou tchau”.
E vamos lá, Ming e Joe. O Ming é um manipulador do caralho. Que homem horrível. Egoísta, mimado, se acha o centro do universo. Ele não tenta parecer inocente, não tenta ser bonzinho, ele sabe que é tóxico e escancara isso sem pudor. Só que ao mesmo tempo… ele ama o Joe. Ama de verdade. Só que esse amor não apaga a desgraça que ele causou. Porque, apesar de amar, ele destruiu o Joe nas duas vidas. Não foi pouca coisa. E mesmo depois de se redimir, porque sim, ele até consegue, eu continuo sem simpatia nenhuma por ele. Zero. Não sinto pena, não sinto dó, nada. É aquele tipo de personagem que você olha e pensa: “Parabéns por tentar, mas pra mim não rola.”
Aí tem o Tong. Pelo amor de Deus. Que homem péssimo. Péssimo em níveis astronômicos. Não tem pano que passe, não tem explicação, não tem problema ou dificuldade que dê uma desculpa plausivel. Ele é horrível e pronto. E o pior: o Ming acaba sendo vítima dele também, manipulado, controlado, e o Tong ainda usa até o próprio filho que nem nasceu como moeda de troca. No final, ele até tenta uma redenção, mas… não convence. O estrago já foi longe demais. Só resta repudiar esse combo tóxico inteiro.
Já o Joe… coitado. Um Zé Mané sem amor próprio, sem voz. E ele sabe. E por mais que eu viva chamando ele de burro, porque meu Deus, como ele é boca aberta, ele consegue, de algum jeito, encontrar um pouco de força ao longo da história. Ele tenta se proteger, tenta quebrar o ciclo, tenta existir. Mas ainda assim continua sendo um tapado apaixonado. E é isso. É o jeitinho dele.
E quando ele finalmente tenta tomar as rédeas, a vida dá uma rasteira: ele morre, reencarna, volta dois anos depois… e repete tudo. Cai nas mesmas pessoas, nos mesmos erros, nos mesmos sentimentos, quase morre de novo. Mas o bonitinho consegue se levantar, de novo e de novo. A resiliência do homem é absurda.
Eu, sinceramente, tava torcendo pra ele ficar com o Sol, o único decente daquele inferno emocional. Mas BL tailandês trata romance tóxico como amor verdadeiro, então né… não dá pra esperar muito. Pelo menos, quando o Ming finalmente se redime, ele vira alguém decente e consegue dar ao Joe um amor saudável. No fim, eles até conseguem ser fofos.
A série é boa, intensa, bem feita, com atores excelentes… enfiada dentro de uma história emocionalmente radioativa. Quem não estiver bem mentalmente vai sair no mínimo abalado, mas marcado também, porque a história é boa.
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Um quarto, um fantasma e muita fofura
Something in My Room é uma série boa. Não é perfeita, não virou minha favorita da vida, mas é daquelas que, quando você termina, sente que valeu a pena ter insistido. Eu cheguei nela muito mais por curiosidade mesmo, principalmente por causa do Nut. Queria ver um trabalho dele fora da dinâmica dele com o Ping, e foi uma ótima decisão. Mas vou ser honesta: os primeiros episódios quase me perderam. Achei tudo meio chatinho, arrastado. Só continuei porque o Nut estava lindíssimo, fofíssimo, e porque eu realmente gostei do personagem dele desde o início. Ainda bem que eu insisti, porque conforme a história avança, você começa a perceber que tem muito mais coisa ali do que parece.Aos poucos, a série vai ganhando camadas e te puxando para dentro daquela casa, daquele quarto, daquela sensação constante de coisa mal resolvida. Não é uma história sobre sustos, apesar de ter sobrenatural. Não é exatamente sobre romance também, apesar de ter romance. É mais sobre vínculos, memórias, culpa, luto e esse limbo estranho entre seguir em frente e ficar preso ao que já passou. É uma série que dá para assistir tranquila, sentar, comer uma pipoca e relaxar a cabeça, mas ao mesmo tempo ela te cutuca aqui e ali emocionalmente. Essa dinâmica de uma pessoa viva se envolvendo com um fantasma me lembrou bastante My Little Ghost, uma série vietnamita que eu vi recentemente e que é um amorzinho, inclusive fica a recomendação.
Eu confesso que fiquei o tempo todo esperando um clichê clássico, achando que no final o Phob ia estar em coma igual aquele filme antigo "E Se Fosse Verdade", mas não. A série vai mostrando que o buraco é bem mais embaixo. Conforme o Phob tenta recuperar suas memórias, ele também vai se entendendo como pessoa, como espírito, como alguém que ficou preso ali por razões muito mais complexas do que parecia no começo. Esse processo de autoconhecimento dele é uma das partes mais interessantes da história.
O Phat é o ponto de entrada para tudo isso. Ele é o garoto que se muda para a casa com a mãe e acaba sendo sugado para aquele universo estranho sem querer. O que eu gosto nele é que ele não é aquele protagonista exagerado ou histérico. Ele reage como alguém confuso, assustado, mas curioso. Existe uma sensibilidade muito grande no jeito dele se conectar com o Phob, e isso cresce de forma natural. Nada parece forçado, nem apressado.
O Phob é o coração da série. Um fantasma amnésico que não sabe quem é, por que está ali ou o que aconteceu com ele. A tristeza dele é silenciosa, quase contida, e isso machuca mais do que qualquer drama escancarado. Ver ele aos poucos recuperando as memórias, entendendo o próprio passado e ganhando consciência de si mesmo é doloroso e bonito ao mesmo tempo. E quando ele finalmente consegue tocar o Phat, depois de todo esse processo, aquilo faz sentido narrativo e emocional. Não é só um recurso sobrenatural jogado ali. É uma consequência da jornada dele.
A relação entre Phat e Phob me ganhou completamente, mesmo eu não apostando nada neles no começo. Não precisa de beijo o tempo todo, nem de cenas apelativas. A química está nos olhares, nos silêncios, nos abraços, no cuidado. Dá para sentir o carinho entre eles sem ninguém precisar dizer muita coisa. O primeiro beijo físico só acontece depois que o Phob se reconstrói como indivíduo, e isso deixa tudo ainda mais significativo. Antes disso, o beijo acontece em sonho, e mesmo assim já carrega peso emocional.
A Dream é aquela personagem essencial para tudo funcionar. Ela é a ponte entre os mundos, a médium, a pessoa que acredita e age. Gosto dela porque ela não é tratada como caricatura. Ela acredita no sobrenatural, mas também questiona, tenta entender, erra. O relacionamento dela com o Luck traz um conflito interessante, porque ele não acredita em fantasmas, mas acredita em extraterrestres, enquanto ela é o oposto. Esse choque de crenças leva ao término deles, mas o desenvolvimento desse arco é até bonito, principalmente porque eles conseguem se entender mais para o final, sem precisar anular quem são.
O Luck é aquele personagem racional até demais, mas não é arrogante. Ele só acredita no que consegue explicar, e isso gera atrito, mas também rende bons momentos. Não achei o arco dele perfeito, mas achei honesto. Ele aprende, cresce e aceita coisas que antes negava completamente.
A Nuem é… complicada. Para dizer o mínimo. Ela é a senhoria da casa e simplesmente maluca. Obsessiva, perturbada, stalker pesada mesmo. A obsessão dela pelo Kinn, pai do Phob, é desconfortável de assistir, principalmente pelo nível de invasão e pelas coisas que ela faz depois de ser rejeitada. Ela cruza muitas linhas, tanto no mundo humano quanto no espiritual, e isso me incomodou bastante. O problema maior é a redenção dela, que eu simplesmente não comprei. Não fez sentido. Depois de tudo o que ela fez, de todos os crimes e desequilíbrios que causou, a solução foi simples demais. Ela liberta o espírito guardião, vai embora e pronto. Sem consequências reais. Sendo que a própria série fala sobre karma e fluxo natural das coisas. Para ela, não teve karma nenhum.
Também fiquei encucada com algumas regras do sobrenatural que a série não explica direito. O fato de o Phat conseguir tirar fotos com o Phob depois que ele recupera as memórias, por exemplo. Ele aparece nas selfies, aparece na câmera, mas isso nunca é realmente explorado. Fica a dúvida se só o Phat consegue ver, ou se qualquer pessoa veria. Se qualquer um pudesse ver, daria para gravar um vídeo para o pai dele, por exemplo. Mas isso não acontece. A série simplesmente segue adiante e deixa esse questionamento no ar.
O final, no geral, é ótimo. O fechamento principal é exatamente o que precisava ser, sem exagerar, sem estragar tudo. Mas aí vem aquela cena extra final, com um espírito andarilho entrando na casa e uma pessoa de preto passando, e… nada. Sem explicação, sem contexto. Eu tenho muita raiva desse tipo de final aberto jogado só para parecer misterioso. Para mim, essa última cena não acrescenta nada e só gera frustração.
No saldo final, Something in My Room é uma série que vale a pena, sim. Passe pelos dois primeiros episódios, confia. Você vai ser recompensada. O casal conquista, a história cresce, e mesmo com falhas, ela entrega emoção e uma experiência gostosa de assistir. Não entrou no meu top favoritos, mas indico sem medo. A fofura de Phat e Phob ganha o coração, queira você ou não.
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Eles só precisavam conversar...
Eu fui assistir com o coração preparado pra sofrer um pouquinho e, claro, pra ver os dois sendo boiolas e fofinhos, porque é pra isso que a gente assiste EarthMix no fim das contas. Só que… essa fofura demora pra acontecer, viu. A série tem bons momentos, mas o caminho até eles se entenderem é praticamente uma maratona de teimosia.A história gira em torno de uma amizade quebrada, um acidente, um “corpo trocado” e uma viajem com altas doses de ressentimento mal resolvido. O enredo é bem construído e tem umas reviravoltas legais, mas o Win... Eu entendo que ele tá magoado, mas minha nossa senhora da comunicação inexistente, o menino se supera na teimosia. Ele transforma cada conversa em uma parede de tijolos, e dá vontade de gritar “SENTA E CONVERSA, MEU FILHO” pelo menos umas dez vezes ao longo da série.
O Korn, por outro lado, é aquele personagem que carrega o peso da paciência nas costas. Ele é calmo, mais racional e claramente tá tentando resolver as coisas, mas bate de frente com o muro chamado Win. E o que mais me pega é que a química deles tá lá, viva e pulsando, só que eles ficam escondendo isso atrás de discussões e expressões carrancudas. Quando finalmente se permitem respirar perto um do outro, a série brilha, e é aí que EarthMix entrega exatamente o que a gente espera deles.
Os personagens secundários cumprem bem o papel de empurrar a história pra frente, alguns até mais do que eu esperava, mas confesso que tem umas figuras que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Às vezes parece que certas cenas existem só pra preencher tempo, principalmente em episódios que se arrastam mais do que deveriam. Não chega a ser cansativo a ponto de largar, mas tem momentos que eu olhei pro relógio e pensei “isso podia ter sido resolvido em cinco minutos”.
Uma coisa que eu gostei bastante é como a trama, mesmo com um toque de fantasia, mantém uma base emocional sólida. Não é só sobre o “mistério” da troca de corpos, é sobre reconciliação, confiança e perdão. Tem cenas que são sutis, mas mexem com a gente, justamente porque EarthMix sabe atuar e passar esse sentimento. Eles não precisam de diálogos enormes pra passar sentimento, um olhar já entrega tudo.
Um dos detalhes mais divertidos e caóticos é justamente o Win preso no corpo da própria irmã. A ideia em si já tem aquele jeitinho de comédia pastelão, mas o jeito como isso se desenrola é simplesmente hilário e constrangedor. Win é teimoso, briguento e cheio de orgulho, e de repente tá preso num corpo que sangra uma vez por mês e exige absorvente e cuidados extras. A cena da menstruação é um clássico instantâneo. Ele está completamente desesperado, tentando lidar com uma situação que obviamente nunca imaginou viver, enquanto Korn tá ali, fazendo de tudo pra ajudar de um jeito prático e sem constrangimento. A cena consegue ser leve e engraçada sem forçar tanto, porque é muito sobre a dinâmica dos dois: Korn cuidando, Win reclamando, e no fundo dos olhos dos dois, aquele carinho que eles fingem que não sentem.
E sinceramente, esse momento é uma virada de chave sutil entre eles. Não é sobre romance, mas sobre intimidade. Korn conhece o Win o suficiente pra saber quando ele tá morrendo de vergonha, e Win confia nele, mesmo bufando, gritando e negando tudo. É uma cena simples, mas que aproxima muito os dois e mostra como, por baixo da muralha de orgulho do Win, tem alguém que só precisava de espaço pra se apoiar em outra pessoa.
No geral, foi uma experiência boa. Eu amei a ideia, adorei ver eles em cena e me emocionei em vários momentos. Mas também fiquei frustrada com a demora pra eles finalmente baixarem a guarda e se olharem como a gente quer que olhem desde o primeiro episódio. Se você ama EarthMix, vale super a pena assistir, é divertido, tem drama, tem emoção e, no final, recompensa a paciência. Só se prepare pra querer sacudir o Win umas boas vezes no caminho. E sim, quando eles finalmente boiolam um pelo outro é lindo demais.
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Uma história simples, mas que sabe tocar fundo
Moonlight Chicken é uma série que não tenta enfeitar a vida com glitter, e talvez por isso mesmo seja tão fácil se perder nela. Jim e Wen são o casal principal, e já começo dizendo que eles não são nada fáceis. Não é aquele romance fofinho que começa com sorrisos e desencontros engraçadinhos, é um relacionamento cheio de peso, de escolhas complicadas, de medos que a gente entende porque parecem tão reais. Eu gosto disso: eles são adultos, machucados, e isso dá uma verdade diferente ao que vivem. Às vezes dá raiva, às vezes aperta o coração, mas é impossível não se envolver.Agora… Li Ming e Heart. Meu deus. Se Jim e Wen trazem os dilemas do “amor difícil”, eles são o respiro doce, o encanto da descoberta. Heart é surdo, e isso poderia facilmente ser tratado de um jeito raso, mas não, a série entrega uma das coisas mais bonitas que eu já vi em BL: a forma como Li Ming aprende, com toda a paciência e carinho, a se comunicar com ele. Não é só sobre linguagem de sinais, é sobre querer realmente entender, sobre se abrir pro mundo do outro com amor. A química dos dois é de uma sensibilidade absurda, e cada cena deles me deixava sorrindo feito boba. Eles são a leveza que equilibra o peso da história principal, e sem eles a série perderia metade do brilho.
É claro que nem tudo é perfeito. Alguns episódios se arrastam, tem cenas que ficam repetindo a mesma dor como se a gente não tivesse entendido na primeira vez. E tem personagens que aparecem e somem sem entregar muito. Mas no fim, isso pouco importa quando a série consegue entregar tanto em termos de emoção.
Pra mim, Moonlight Chicken foi sobre aprender a se abrir, mesmo quando parece mais fácil se fechar. Sobre amores diferentes, mas igualmente intensos, um mais maduro e quebrado, outro puro e cheio de descoberta. E eu recomendo de olhos fechados. Não porque é impecável, mas porque é honesta. Eu terminei com o coração cheio, apaixonada por esses casais tão distintos, e principalmente encantada com Li Ming e Heart, que pra mim roubaram a cena e mostraram que amor é, acima de tudo, querer ouvir o outro, mesmo quando o silêncio é o que fala mais alto.
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Pouco romance e muita pancadaria
The Bangkok Boy não é aquele BL tradicional que a gente tá acostumada, e pra ser bem honesta, nem acho que seja justo chamar de BL do jeitinho clássico. A série é violenta, tensa, carregada de adrenalina e com uma trama cheia de vingança, lealdade, máfia e aquele caos que a gente ama quando é bem feito. E sim, o romance existe, mas está longe de ser o foco. E honestamente? Eu nem senti falta.A história começa com o Sun saindo da prisão depois de cumprir pena pelo assassinato do próprio amigo, um crime que ele nem cometeu, diga-se de passagem. A partir daí, ele decide reconstruir a sua gangue de amigos e se vingar de quem destruiu a vida dele. Enquanto isso, o Peace, filho de um chefão mafioso que quer sair dessa vida podre, acaba no meio da guerra entre gangues. O caminho dos dois se cruza e, aos poucos, a relação deles começa a se transformar, mas é um processo lento. Não espere beijo no primeiro episódio nem romance meloso, porque não tem nada disso. O que tem é tensão, mágoa, mente quebrada, cicatrizes e desconfianças.
Sun e Peace funcionam muito bem juntos, mas não como aquele casal que te faz suspirar. Não é romance que guia a história, é a violência, a ambição, as perdas. E isso foi o que mais me chamou atenção, a série não tenta forçar o afeto, e quando ele aparece, tem peso. É mais sobre confiança do que sobre beijo.
Agora, preciso comentar: o roteiro tem momentos brilhantes, mas também dá umas escorregadas. Algumas decisões dos personagens parecem precipitadas, outras mal explicadas. Tem cena que aparece do nada e fica por isso mesmo, principalmente com personagens secundários, alguns somem sem a gente saber pra quê existiram. E certas partes do enredo exigem uma boa dose de paciência pra entender o vai e vem de quem traiu quem e por quê. Ainda assim, a série consegue manter o ritmo.
A ação é intensa, mas às vezes exagerada. Algumas cenas de luta são bem coreografadas, outras parecem saídas de novela das oito com câmera lenta dramática demais. Ainda assim, funciona porque a série e não tem medo de ser feia, suja e difícil de assistir.
Mas o que realmente me derrubou foram os últimos episódios. Quando você acha que já entendeu o jogo, vem uma sequência de reviravoltas que simplesmente explodem sua cabeça. O passado do Sun, as verdadeiras intenções por trás dos conflitos, a forma como a série coloca todos os personagens em xeque, foi bem bom. E o gancho final? Cruel. Eu terminei gritando sozinha, implorando por uma segunda temporada. Eles não podem deixar aquilo em aberto, simplesmente não podem.
No fim das contas essa série não é pra quem quer romance fofo. Não tem beijo de tirar o fôlego, nem declarações de amor fofinha. Tem violência, lealdade duvidosa, morte e cicatrizes. Mas se você curte uma história densa, cheia de camadas, com personagens quebrados tentando encontrar algum sentido no meio do caos… essa série entrega até que bem.
Pra mim, valeu demais. Mesmo com tropeços, é uma boa série.
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Uma grande fanfic, e eu amei
Eu não sei nem por onde começar sem acabar fazendo um textão, e sem rir de nervoso ao lembrar do Zon. No fim acabou sendo um textão mesmo.Vamos falar do que segurou a minha sanidade primeiro: Fighter e Tutor. Esse casal é literalmente o pilar da série, e olha, se não fosse por eles, eu tinha abandonado no episódio três. Eles têm uma química real, daquelas que não se força. Sabe quando os olhares se cruzam e você sente a tensão atravessando a tela? É isso. Desde a primeira cena juntos, já dava pra sentir que o negócio ia ferver, e não decepcionaram nadinha.
O Fighter tem toda aquela vibe durão, fechado, briguento, mas não cai naquele estereótipo chato, porque dá pra ver a vulnerabilidade ali, mesmo quando ele não fala uma palavra. Já o Tutor é exatamente o oposto: sensível, intenso, e com aquela língua afiada que não deixa nada passar. E é justamente esse contraste que faz a dinâmica dos dois pegar fogo.
As brigas deles são tão intensas quanto os momentos de carinho. Você acredita que eles se odeiam e se amam ao mesmo tempo, e isso é mérito puro dos atores. Não parece ensaiado, não é mecânico. Cada toque, cada silêncio, cada olhar prolongado entre os dois tem peso. Tem episódio que o roteiro tá caindo aos pedaços, mas quando os dois entram em cena, você esquece o caos. Eles seguram tudo. São o verdadeiro fanservice que FUNCIONA, porque é bem construído e tem química de verdade.
E vamos falar, né? As cenas mais quentes entre eles são muito bem feitas, e não tô falando só de beijo. Tem intensidade, tem desejo, tem conexão emocional. É sensual e quente sem cair na vulgaridade gratuita. Você vê o envolvimento crescendo episódio por episódio, e é bonito de acompanhar.
Agora, Saifah e Zon… ai, gente. Eu tentei. Tentei gostar mais deles, de verdade. O problema não é nem falta de carisma, porque o Saifah é um doce. Sério, ele tem uma vibe fofa, calma, meio debochada, daquele tipo que sorri e você já perdoa qualquer coisa. E o Zon também é um fofo no fundo. Bem no fundo. Porque, na superfície, ele parece um personagem que escapou direto de um anime dublado dos anos 90: sempre no volume máximo, tropeçando no próprio pé, correndo em círculos, gritando por absolutamente tudo.
Teve episódio que eu precisei pausar só pra respirar e lembrar que aquilo era uma série de verdade e não uma pegadinha do cérebro. Teve cena que eu juro que ouvi meus dois neurônios se despedindo, cansados da tortura sensorial. Mas aí, entre um colapso e outro, surgia uma cena fofinha dos dois e eu pensava: “ok, dá pra salvar alguma coisa aqui”. Porque quando o Zon para de surtar por cinco minutos e o Saifah usa aquele jeitinho tranquilo pra se aproximar, rola uma química tímida, um carinho gostoso de ver. Só que, infelizmente, a maioria dos momentos deles parecia mais um sketch de comédia física do que um BL com desenvolvimento de casal.
O romance entre os dois tinha potencial, sabe? Mas a direção parece que decidiu dobrar a aposta no caos e entregou uma dinâmica baseada no grito e na confusão. E olha… não era sempre divertido. Era cansativo. O Saifah merece um prêmio por paciência. E eu mereço um por aguentar até o fim. Mas vou admitir: por mais que eu tenha surtado, xingado e gritado de volta pra tela, tem um certo charme nesse caos todo. No fundo, esses dois tinham algo especial. Pena que ficou soterrado e não teve um grande avanço igual ao outro casal.
E o roteiro… olha, é fanficzona mesmo. E eu amo uma boa fanfic, só que tem que ter um mínimo de coerência, né? A série se perde completamente entre sonho, realidade, cena que parece delírio coletivo, e um monte de “foi tudo escrito pela irmã dele” como desculpa pra qualquer coisa que acontece. E por falar na irmã… ela começa com um papel super importante, praticamente tocando o terror na vida dos personagens com aquelas fanfics que ela escreve. Mas do nada ela some. Ela desaparece como se nunca tivesse existido, mesmo sendo o estopim de boa parte da confusão emocional da série. Achei preguiçoso. Se você cria um personagem que bagunça tudo, então desenvolve ela também né?
Também tem os erros de continuidade, que estão ali gritando. Roupa que muda de cena pra cena, colar que some e depois aparece, emoção que evapora de uma fala pra outra, e você fica tentando lembrar se perdeu algum episódio no meio. Mas aí a gente lembra que a série foi gravada no meio do caos pandêmico, e dá pra relevar. Era 2020, tudo tava fora do eixo, e ainda assim entregaram o que conseguiram. Então a gente entende.
Mas ó… sendo justa: Why R U? tem muito carisma. Você sente que os atores estavam se divertindo e isso dá uma leveza em meio ao surto generalizado. Teve cena que me fez rir alto de verdade, e por mais que eu tenha reclamado, gritado com a tela e pausado pra respirar fundo… eu acabei me apegando. É isso. O caos venceu.
Mesmo com o Zon berrando como se tivesse sido esfaqueado porque alguém encostou no ombro dele. Mesmo com o roteiro em looping e a irmã roteirista que evaporou. Eu fiquei e fui até o fim. Mas minha sanidade ficou comprometida. Até hoje acho que escuto o grito do Zon ecoando na minha mente quando fecho os olhos.
No fim das contas, assista, você não vai se arrepender.
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Gostei sim, mesmo com vontade de bater nos dois
A história é um caos emocional, do tipo que poderia ser resolvido em dois palitos se os dois simplesmente sentassem e conversassem. Mas não. Eles se gostam, juram que vai dar certo, aí um deles se envolve com o ex de novo, o outro sofre, e tudo recomeça… e isso se repete umas três vezes, sem nem fingir que é novidade. E o mais louco é que não dá nem pra culpar só um, os dois vivem cometendo os mesmos erros.É aquele tipo de drama que só funciona mesmo porque é uma série. Na vida real ninguém aguenta tanto empurra-empurra assim sem querer sumir. E por mais cansativo que fique, o casal tem aquele negócio que faz a gente continuar assistindo. Eles são fofos, têm química, e mesmo com todos os tropeços, você fica torcendo pra darem certo, mesmo sabendo que vão pisar na bola de novo.
O roteiro repete demais os conflitos e às vezes dá uma forçada nas situações, mas ainda assim, eu gostei. Não entrou na minha lista de queridinhas, nem de longe, mas também não é algo que eu fico com vergonha de dizer que assisti. Foi uma bagunça emocional que me prendeu, e no fim das contas, tudo bem gostar de um BL que tem mais defeito que acerto de vez em quando.
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Me fez rir, e isso já valeu a pena
Eu ja sabia que ia vir algo meio absurdo desse filme, e veio mesmo. A atuação é completamente exagerada, do jeitinho que só os j-dramas conseguem entregar, e ao invés de me incomodar, foi justamente o que me fez amar. Tem aquele tom teatral, quase cartunesco, que beira o bobo em alguns momentos, mas se você entra no clima, é impossível não se divertir.A história é simples e fiel ao anime até certo ponto, um ator famoso se apaixona por um garoto que ele achava que era garota, rola confusão de identidade, crise de sexualidade e muito drama pastelão. Tudo muito rápido, tudo muito intenso, tudo com caras e bocas. Mas funciona. Não como algo profundo ou memorável, mas como uma comédia romântica leve, doidinha e com coração.
Não vou mentir, já vi coisa bem melhor nos últimos dias. Mas Love Stage!! me arrancou sorrisos, me deixou entretida e até me fez rir com algumas situações completamente fora da realidade. É bobo, é exagerado, mas eu amei.
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Silencioso, bonito e cheio de sentimento
Eu já era completamente apaixonada por Given no anime, então comecei o live-action com o coração meio ansioso, meio esperançoso. E que alívio bom foi perceber que a série conseguiu manter tudo aquilo que me fez amar essa história desde o começo. Não é igual ao anime, claro, mas tem a mesma alma, só contada de um jeito mais calmo, mais contido, mais silencioso até.Tudo é mais sutil. Os olhares, os silêncios, os gestos pequenos. E é justamente isso que faz sentido com o tipo de história que Given quer contar. O Mafuyu do live-action me tocou muito, porque ele carrega uma dor que não precisa ser explicada o tempo todo. Dá pra sentir. E o Uenoyama… ele continua com aquele jeitinho impulsivo e confuso, mas tão humano, tão real. A dinâmica dos dois funciona de um jeito delicado, mas que te prende. Não precisa ter grandes declarações. É só ver os dois juntos e já entender tudo.
A parte da banda também me pegou. Eu gosto muito dessa coisa de jovens tentando se entender pela música, de usar o som pra falar o que não conseguem dizer com palavras. E apesar da trilha sonora do live-action não ter o mesmo impacto emocional do anime, ela ainda cumpre seu papel. É bonita, é sensível, e me emocionou de um jeito diferente.
E mesmo que o foco não seja tão forte nos outros personagens, ainda assim dá pra sentir que todos ali têm algo a mais acontecendo. Fica aquela sensação boa de que o universo continua vivo mesmo quando a câmera não tá olhando.
No fim das contas, o live-action de Given me deixou feliz de verdade. Me senti acolhida de novo por uma história que já era muito especial pra mim. É simples, mas cheio de sentimento. Não tenta ser mais do que é, e talvez por isso funcione tão bem. É como voltar pra casa e ser recebida com um abraço apertado. Me deixou com o coração quentinho.
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Muito charme, pouca coragem
Bad Buddy é uma daquelas séries que enganam bem. Você começa achando que vai assistir só mais um BL com rivalidade boba e momentos fofos, mas logo percebe que tem alguma coisa ali, principalmente na química absurda entre os protagonistas, Pat e Pran. E isso te prende. Eles te prendem.Só que quando a poeira da empolgação baixa, você percebe: Bad Buddy tem coração, sim, mas falta profundidade. É como um romance adolescente que quer tocar em temas sérios (pressão familiar, rivalidade, repressão, expectativas sociais), mas decide dar meia-volta sempre que chega perto de um conflito real. O roteiro hesita. Flerta com a ousadia, mas nunca se compromete. Parece ter medo de deixar a fofura sair machucada.
Pat e Pran são ótimos. A dinâmica deles é elétrica, cheia de tensão, carinho e humor na medida certa. Dá pra entender fácil porque tanta gente se apaixonou por eles. Mas vamos ser sinceros: essa história só funciona porque os dois atores carregam tudo nas costas. O roteiro, por si só, é preguiçoso. A rivalidade entre famílias, que deveria ser o centro do drama, é rasa e quase caricata. Parece um pretexto mal aproveitado pra forçar encontros e esconderijos.
E falando nisso, quantas vezes a gente vai ver casais escondidos fingindo que isso é libertação? O final, com eles juntos mas ainda escondendo tudo de todos, não é libertador. É conformista. É como se a série dissesse: “Sim, vocês podem amar... desde que ninguém veja.” Não é bonito. É frustrante.
Visualmente, a série é polida. A trilha sonora funciona, a direção tenta ser criativa, os diálogos têm bons momentos. Mas tudo isso só serve pra maquiar o fato de que Bad Buddy joga seguro demais. A sensação é que os criadores sabiam o poder da fanbase e decidiram entregar só o suficiente. Fanservice bem embalado, mas com pouco peso.
Bad Buddy é uma fanfic com orçamento, sustentada por carisma, química e cenas fofas. Funciona? Funciona. Vai fazer você sorrir, talvez até chorar em uma ou duas cenas. Mas se você parar pra analisar com um pouco mais de frieza, vai ver que o potencial foi muito maior do que o resultado. O que poderia ter sido uma história marcante sobre amor, conflito e libertação virou um namoro secreto com final morno.
Se você só quer se apaixonar por um casal carismático e ignorar os furos, vá fundo. Agora, se você quer uma narrativa que realmente diga algo, que desafie estruturas e não tenha medo de se posicionar… Bad Buddy vai te deixar querendo mais. E não no bom sentido.
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Não surpreende, mas também não é uma grande decepção
Doctor's Mine é aquele BL que você já sabe o que vai encontrar antes mesmo de dar play: ambiente universitário, rivalidades bobas que viram romance, problemas resolvidos com meia dúzia de diálogos dramáticos e, claro, muito clichê pra preencher os episódios. Não é nada inovador, não vai entrar pra lista dos mais memoráveis, mas cumpre bem o papel de passar o tempo.O casal principal segue a fórmula clássica do “te odeio, mas na real não tanto assim”. Começam se cutucando, brigando, e rapidinho esse ódio vira tensão e depois romance. E por fim se descobre que um dos dois já amava o outro a muito tempo, típico clichê. Eles funcionam bem juntos, têm carisma, e até rendem umas cenas engraçadinhas. Mas falta aquele impacto, sabe? A química tá ali, só que nunca explode de verdade. Eu assisti achando fofinho, mas não cheguei a suspirar nem morrer de amores.
O casal secundário, por outro lado, me prendeu mais. Eles fogem um pouco da linha romântica principal e trazem um clima mais leve. Apesar do clichê de uma das partes amar já a um bom tempo se repetir aqui também. Eles são fofos, têm momentos que me fizeram preferir ver eles do que os protagonistas, e mesmo sem tanto tempo de tela, acabam deixando a trama mais equilibrada. Não são tão explorados quanto mereciam, mas o pouco que aparece já dá um charme.
E tem o casal terciário, que é tipo aquele bônus de última hora. Não roubam a cena e ficam bem na superfície, mas ajudam a mostrar que não é só um romance acontecendo. Achei que poderiam ter aproveitado melhor, porque dava espaço, mas a série preferiu deixar eles mais de lado.
No fim das contas, esse BL não me surpreendeu, mas também não me irritou. É clichê, previsível, meio superficial, mas cumpre o papel de entreter. Eu assisti sem esperar nada e terminei satisfeita justamente porque ele não promete mais do que entrega. Recomendo se você quiser algo leve e familiar, sem exigir esforço emocional, só pra ter uma companhia na tela. O que ficou pra mim foi essa sensação de conforto dentro do óbvio.
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Não é perfeita, mas eu até que gostei
Os primeiros episódios até têm seu charme, mas são bem sofridos de acompanhar. A série já começa jogando a gente na situação absurda de um líderzinho de gangue do ensino médio, que claramente não tem muita inteligência, tentando mandar em um universitário como se fosse normal. Eu ainda fico chocada tentando entender por que uma pessoa mais velha toparia passar por um papel tão vergonhoso por causa de alguém mais novo. Simplesmente não fazia sentido pra mim. E como eu detesto qualquer coisa que envolva bullying, já entrei na história com aquele ranço pronto.Aí a gente começa a conhecer o Noey, com aquele jeitinho completamente fora da realidade, meio inocente, meio maluco das ideias, e sem perceber eu já tava presa ali. Já o Thiwa… olha, complicado. A atuação dele chama atenção, mas do jeito esquisito: é travada, meio desconfortável, meio entediante. Até hoje não sei se aquilo foi uma decisão consciente ou se ele simplesmente não tinha muita experiência pra entregar algo melhor.
Muita gente comenta que a série melhora depois do episódio 8, e sim, eu também senti isso, mas só até certo ponto. A dinâmica entre eles fica um pouco mais natural e o Noey finalmente ganha mais camadas. Mas o Thiwa sinceramente, não vai pra lugar nenhum. O personagem continua preso na mesma vibe irritante do começo. Toda vez que ele aparecia daquele jeito esquisito e cansativo, eu só queria pular a cena e seguir em frente.
E aqueles conflitos espalhados pela série? Noey com Bas, Noey com Phayu, Noey com o próprio Thiwa, sinceramente, nada disso chega a algum lugar. Se a ideia era criar drama, podiam ao menos ter entregado uma resolução minimamente sólida, mas tudo parece jogado só pra incomodar os personagens. O conflito com o Bas é tão raso que chega a ser irritante. É violência gratuita só pra gerar caos, e pior: a solução era óbvia. O cara esfaqueou a mãe do Noey, então, honestamente, era só chamar a polícia e fim, mas preferiram só ignorar isso e pronto.
Com o Phayu, até existe uma tentativa de criar tensão com ciúme, mas é tão mal construída que desaparece em segundos. Os dois parecem aqueles cachorros que ficam latindo um pro outro através do portão, mas basta o portão abrir que eles congelam. Fica ridículo. E com o Thiwa, então, é só mais do mesmo. O desgaste entre ele e o Noey é o mesmo desde o começo, e nunca evolui. No final, nenhum desses conflitos se desenvolve de verdade. Eles só ficam ali, ocupando espaço, sem impactar nada de forma real. É vazio, é disperso, e não acrescenta nada à história.
No fim das contas, o que eu mais queria era ver como eles iam resolver a situação com os pais do Thi, e simplesmente não resolvem. Eles aparecem, criam um desconforto enorme, leva o Thi embora, desaparecem e ninguém mais toca no assunto. Se pelo menos tivessem fechado dizendo que os pais precisavam de tempo pra aceitar, tudo bem. Mas não: eles só somem, como se nunca tivessem existido. E o casal ainda termina com uma postura de “vou viver minha vida assim mesmo”. Aí eu fico pensando… se era pra ser desse jeito, por que não fizeram isso lá no começo?
E não para por aí. A série apresenta várias coisas que parecem importantes e depois simplesmente abandona, deixando tudo meio solto, sem muita continuidade. Mesmo assim, acaba funcionando como um entretenimento leve. Não pede atenção total, não exige emoção, não cria grandes expectativas. É daquele tipo de série pra deixar rodando quando você só quer descansar a cabeça. Não é das piores que já assisti, mas também está longe de entrar na lista das melhores.
Ah, e as cenas pós créditos, sinceramente, perfeitas. Um detalhe tão simples, mas tão criativo, que quase compensou todo o resto. Eu realmente adorei.
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