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Um BL realmente memorável
Essa série me fisgou de cara porque eu amo quando um BL decide sair do básico e se jogar num enredo mais ousado. Essa coisa de recomeços, escolhas e segundas chances sempre me pega, e aqui eles realmente não tiveram medo de mergulhar fundo. Não é só aquela história de “dois meninos se apaixonam e acabou”, tem peso, tem intensidade e, em vários momentos, aquele nó na garganta que a gente nem espera sentir vendo um BL.O casal principal simplesmente carrega a série com uma facilidade absurda. Armin e Thada não são só bonitos juntos, eles têm uma química tão real que transborda em cada olhar e gesto. Fazia muito tempo que eu não via um par tão bem construído, tão entregue, tão apaixonado. E vamos combinar: o Thada é o maior gado que já pisou num BL, e eu amei cada segundo disso. Ele cuida, ele ama, ele se joga por completo no Armin de um jeito que deixa o coração quentinho. A paixão deles não dependia só das cenas mais intensas, estava em cada detalhe, até mesmo no silêncio. PeterPond entregou absolutamente tudo, e eu surtei a cada três minutos assistindo.
Sobre a trama: viagem no tempo é sempre perigoso, porque muita série se perde em regras chatas ou em furos sem sentido. Reset conseguiu escapar disso. A motivação é simples e poderosa: ver o Armin reconstruindo a vida, se reerguendo e, nesse processo, encontrando um amor incondicional. A vingança dele não foi um plano mirabolante contra quem o feriu, mas sim cuidar de si mesmo, alcançar sucesso e finalmente confiar em alguém de olhos fechados. Isso foi lindo de acompanhar.
Ah, o Armin… que personagem delicioso de assistir! Ele transborda doçura, mas ao mesmo tempo tem uma sagacidade que faz a gente rir sozinho. As tiradas dele são perfeitas, e ele consegue equilibrar isso com momentos de tensão e tristeza de um jeito que parece natural, nada forçado. É aquele tipo de personagem que te envolve completamente, que te faz torcer por cada passo, sentir cada aperto no peito e sorrir com cada conquista. Sério, ele entrega tudo de forma impecável, e é impossível não se apaixonar por cada nuance dele na tela.
O Thada no começo eu fiquei com um pé atrás total, porque ele dava aquela impressão de stalker maluco, sabe? Aquelas atitudes exageradas e olhares insistentes me deixavam meio nervosa. Mas, conforme a história foi avançando, ele me surpreendeu completamente. O jeito que ele se importa de verdade com o Armin, como protege, apoia e demonstra carinho sem ser invasivo, fez eu repensar totalmente minha primeira impressão. Acabou que ele se tornou um dos personagens mais cativantes da série, e acompanhar a evolução dele foi uma delícia.
Agora vamos falar dos personagens que me marcaram de maneiras distintas.
- Thiwthit, o irmão do Thada, foi um deles, mas não exatamente da forma boa. Ele é daquele tipo que faz a gente perder a paciência só de aparecer. Lindo? Completamente. Mas irritante num nível absurdo. Cada vez que entrava em cena eu já sentia o sangue ferver, porque parecia mais uma criança mimada fazendo birra quando as coisas não saíam do jeito dele. Um verdadeiro teste de paciência aguentar os ataques de estrelismo dele.
- Janine é o gerente do Armin na sua carreira de ator e, mesmo aparecendo pouco, consegue se fazer notar. Ele tem aquele jeito sagaz e prático de lidar com tudo, sem se tornar chato, e ainda traz uma sensibilidade discreta que equilibra bem a trama. Cada vez que aparece, seja para dar uma cutucada ou apenas monitorar a situação, mostra que podia render muito mais se o roteiro tivesse dado espaço. No fim, Janine funciona como aquele tempero inesperado: Brilhante, certeiro e capaz de iluminar momentos mais tensos. É uma pena que não exploraram todo o potencial dele, porque tinha tudo pra brilhar ainda mais.
- Wenai é o segurança do Thada e seu braço direito, e vou te falar: cada vez que ele aparecia eu derretia completamente. Ele tem aquela presença calma, protetora, mas sem ser exagerada, e as poucas interações que ele tem com o Janine são simplesmente deliciosas de assistir, tem uma química sutil que só deixa a gente suspirando. É um personagem que, mesmo sem uma grande construção, ele consegue roubar atenção e deixar um gostinho de quero mais.
Claro que nem tudo foi perfeito. Teve episódio que podia ser mais enxuto, algumas atuações secundárias que não me convenceram, e certas escolhas de montagem que me tiraram um pouco da imersão, mas nada disso chega a estragar a experiência. No geral, a história continua fluindo bem, e esses pequenos deslizes passam despercebidos diante do impacto emocional e da química dos protagonistas.
Ainda assim, Reset foi uma das melhores experiências que tive com BL nos últimos tempos. É intenso, bem construído, sabe exatamente onde quer chegar e, acima de tudo, tem um casal principal que já entrou pra minha lista de favoritos da vida. A história de Armin e Thada foi emocionante, linda, e deixou aquele vazio gostoso de saudade quando acabou. Vou guardar cada cena deles com carinho, porque não é todo dia que um BL consegue ser tão ousado, apaixonante e memorável ao mesmo tempo.
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Definitivamente não é uma boa série para adentrar o mundo bl
TharnType foi um caos que eu vivi do início ao fim. Tem coisas que me prenderam? Sim. Mas, meu Deus, tem coisa ali que me tirou do sério. O começo do relacionamento dos dois é super problemático, nada bonitinho ou saudável. Não tem como romantizar o tanto de invasão de espaço, assedio escancarado, ciúme exagerado e possessividade gratuita que rola. E o pior: tudo isso tratado como se fosse uma grande prova de amor. Não é.Outra coisa que me incomodou foi a total falta de comunicação entre eles. Era como se uma conversa simples e honesta fosse proibida nesse universo. Eles se gostavam, mas preferiam brigar, se evitar, agir com orgulho ou sair do quarto do que simplesmente sentar e falar. Dá agonia. E olha que eu entendo que o Type tem um histórico complicado, traumas sérios, e isso justifica muita coisa. Mas a série não dá conta de desenvolver isso com o cuidado que merecia, e em vez de tratar o assunto com profundidade, parece que empurra tudo pra debaixo do romance.
Mesmo assim, eu continuei. Porque, sim, tem carisma. O casal tem química, apesar do beijo deles não ser um dos melhores, o plot final prende e me surpreendeu de verdade, eu não esperava aquele caminho e até achei corajoso em parte. Mas, aí entra outro ponto... a execução. A cena em si não é nada magnífica, os momentos de silêncio são constrangedores, parece teatro mal ensaiado. Os “mocinhos” ficam lá parados, esperando o “vilão” terminar o monólogo pra então soltar alguma frase de efeito tentando dar lição de moral. É tão artificial que tira completamente o impacto da situação. Fica tudo no "quase".
E o episódio 11.5... olha, só me irritou. Como eu disse antes, eles tentam suavizar o que o garoto fez, jogando os traumas dele como muleta pra justificar tudo. Mas não é assim. O que ele fez foi crime. Ele devia ter sido denunciado e preso. Em vez disso, o que acontece? Ele se redime com meia dúzia de palavras e continua solto como se tudo tivesse sido resolvido, enquanto a vítima é quem tem que sair do país pra ter paz. Eu entendo que pra época isso talvez tenha passado batido, mas hoje, com o olhar mais crítico, é simplesmente absurdo suavizar crimes desse tipo só porque o agressor teve uma infância difícil. Trauma não pode ser escudo pra impunidade.
No fim das contas, não é um BL que eu amo, mas também não é um que eu descarto. É o tipo de história que vale ser vista, sim, até porque tem seu peso dentro do gênero. Mas assista com os dois pés no chão, porque não é conto de fadas. É briga, é tensão, é caos, é assuntos abordados superficialmente. E se você for como eu, vai terminar cheia de sentimentos misturados, querendo bater nos dois e ao mesmo tempo torcendo pra eles se resolverem logo… mesmo sabendo que talvez eles nem deviam ficar juntos assim desse jeito.
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Zero profundidade, mas pegação no talo
A série é divertida, sim. Tem aquele humor meio pastelão com o Jun sendo bricalhão e o Sorn, todo certinho, se doendo por dentro tentando fingir que não odeia o menino. Mas é óbvio que ele odeia… até deixar de odiar, né? Porque a gente sabe como essas histórias funcionam.O ponto é: se você tá esperando uma história cheia de camadas, com drama bem construído, conflitos que te fazem ficar pensando por dias… pode ir tirando o cavalinho da chuva. Não é isso que vai rolar aqui. A história é só uma desculpa pra gente ver homens gostosos se pegando com vontade, e olha, nisso eles entregam direitinho. A química física entre o Jun e o Sorn é pesada. É aquele tipo de cena que você assiste de olho arregalado, sem saber se respira ou pausa pra recuperar o fôlego.
E mesmo com os exageros e os furos (porque tem, viu? tipo situações que aparecem do nada, reações que não fazem sentido, gente que some da história como se nunca tivesse existido), eu acabei gostando. Me diverti vendo a implicância virar tensão (e tesão), a birra virar desejo, e o Sorn completamente rendido depois de tanto pagar de indiferente. Não é nada profundo, mas é aquele tipo de entretenimento fácil que funciona se você já sabe o que esperar.
No fim das contas, My Stubborn é isso: um BL raso, mas gostosinho de assistir. Não entrou pra minha lista de favoritos, porque eu gosto de uma história com mais sustância. Mas se a proposta for só ver dois homens se provocando, brigando e se pegando como se o mundo fosse acabar, então vai fundo. Só não vá achando que vai sair dali emocionada ou filosofando sobre a vida.
É pura tensão sexual com um fiapo de enredo, e dependendo do seu humor, pode ser que isso já seja o suficiente.
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:(
Quando eu comecei a assistir essa série, percebi na hora que era uma vibe meio Khemjira, meio My Magic Prophecy, só que versão baixa renda. Porque, sinceramente, a construção dessa série é estranha. Tem cenas que não se conectam com nada, os cortes são esquisitos, e às vezes parece que uma cena simplesmente não conversa com a outra. Dá a sensação de que arrancaram alguma coisa ali no meio e pensaram “ah, deixa assim mesmo, ninguém vai notar”. Pois eu notei. E notei muito.Os personagens também não ajudam. Não são cativantes, não têm carisma, não têm… alma. É tudo meio robótico, principalmente o Win, que é o protagonista. Meu Deus, o menino fala sem um fio de emoção. E o pior: ele é vidente, cartomante, supostamente alguém que deveria ter aquela aura meio mística, aquele olhar distante, aquela credibilidade que faz você pensar “opa, esse aí sabe das coisas”. Só que não. Quando ele faz leitura de carta, parece que está inventando o significado ali na hora, tipo aluno que não estudou pro trabalho e tá improvisando pra ver se cola. Não cola. Zero clima sobrenatural, zero confiança. O personagem deveria ser misterioso, ter profundidade, mas infelizmente ele não passa credibilidade.
E aí vem a parte mais irritante: não é nem o menino ter medo de fantasma, porque até aí tudo bem, medo é algo humano. O problema é que ele já tá acostumado a exorcizar, já fez isso outras vezes, mas quando precisa exorcizar de novo parece um completo amador que nunca tocou num espírito na vida. Toda vez que acontece algo sobrenatural ele trava, entra em pânico e fica naquele “ai meu Deus o que eu faço, o que eu faço?”, como se estivesse começando do zero. Não faz sentido nenhum. É como se o personagem fosse escrito pra ser competente, mas atuado e dirigido por alguém que não faz ideia do que tá fazendo.
E pra completar, ele é inocente demais, ao ponto de dar nos nervos. A cena do banheiro… meu Deus. Um cara pede pra ele olhar a porta do banheiro, e o besta cai nessa. Ele fecha a porta, abre, fecha de novo, até o momento em que o cara tranca ele lá dentro. Como foi que ele caiu nisso? Qualquer pessoa com dois neurônios teria percebido que tinha algo errado. E isso se repete! O roteiro insiste nessas armadilhas preguiçosas porque não tem criatividade pra criar situações melhores. Tudo muito conveniente, muito raso.
E falando do romance, olha, morno é elogio. O Win e o Phloeng simplesmente não encaixam. Não tem química, não tem faísca, não tem aquela sensação de “meu Deus, esses dois precisam se beijar agora”. O beijo deles é muito bonito visualmente, isso eu admito, mas é só isso. Não dá friozinho na barriga, não passa aquela tensão gostosa, não parece que teve tempo suficiente pra construir nada ali. E o diálogo antes do primeiro beijo… terrível. Não cria clima, não cria expectativa, não cria nada. É literalmente um “bora beijar?” “bora” e pronto, beijo. Sem emoção, sem energia. Parece romance por obrigação do roteiro, não porque os personagens realmente funcionam juntos.
O mais doido é que eu nem sei definir o que essa série quer ser. Ela parece vazia, faltando conteúdo, impacto, qualquer sinal de intenção real. Eles tentam puxar pro terror, mas fica tudo tão bizarro e solto que parece que a história tá andando sem rumo, tropeçando em si mesma. Diferente de Khemjira, que pelo menos tem um mestre que realmente sabe o que tá fazendo, tem uma construção sobrenatural consistente, tem um universo que te puxa pra dentro. E até My Magic Prophecy, que nem é a minha favorita, consegue te convencer com o vidente de lá, toda a parte mística funciona, te faz acreditar naquele mundo. Aqui, o Win parece só um menino perdido que caiu de paraquedas na função de vidente e ficou ali fingindo que sabe o que tá fazendo.
Fico triste porque eu gosto de BL sobrenatural. Eu gosto mesmo. Sempre vou com expectativa de encontrar algo diferente, algo que brinque com o medo, com as sensações, com o místico. Mas aqui não rolou. Nada engatou, nada prendeu, nada convenceu. É aquela sensação de ver algo que tinha potencial, mas foi entregue pela metade. Uma pena. Esperava bem mais e recebi bem menos.
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Fofa
Light On Me é simples, suave, quase tímida, mas cheia de coisinhas que ficam na cabeça depois. Parece bobinha no começo, cheia de modelos prontos, mas quando você percebe, já tá vendo nuances onde achou que não tinha nada. Ela cresce, sabe? Discretinha, mas cresce.O Tae Kyung, por exemplo, não é aquele introvertido sofrido que a gente já tá cansada de ver. O menino é estranho? É. Mas é um estranho sincero, direto, zero paciência pra fingir. Às vezes parece que ele vai te dar um abraço, às vezes parece que vai te dar um tapa educado. E eu acho isso um charme, sinceramente.
O Shin Woo começa todo misterioso, aquela vibe “sou frio, não se aproxime", dois episódios depois e você percebe que ele é só uma batata tímida com coração gigante. Ele fala baixo, demora pra confiar, mas quando se abre, nossa, dá vontade de colocar num potinho. Totalmente compreensível o surto coletivo do fandom por ele, eu também caí.
E o Da On… o famoso príncipe perfeito. Só que ninguém aguenta ser perfeito 24h, né? O menino tá sendo pressionado por todos os lados, e a série mostra isso direitinho. Ele vai quebrando, se remontando, descobrindo quem é no meio da bagunça. Bem mais interessante do que aquele brilho falso que ele mostra no começo.
Shi Woon é o que entra de bobo e sai como o mais sensato do rolê. Ele repara em tudo, ajuda todo mundo, faz piada na medida certa, é aquele amigo que a gente queria ter. O famoso “finge que é palhaço, mas é psicólogo sem diploma”.
E o triângulo amoroso? Funciona demais. Você torce pelos dois lados, passa raiva, volta a torcer, se culpa, muda de ideia… é um ciclo. E poucas séries conseguem fazer isso sem cair no clichê preguiçoso. Agora, atuação do prota… olha, podia melhorar, sim. O povo fala “ai, mas o personagem é assim mesmo”. Tá, mas isso não justifica ficar travado igual um boneco. Funciona, mas dava pra polir. O resto do elenco vai bem, nada que te tire da história, só uns momentos “hmm, ok, podia ter mais emoção aqui”.
A So Hee… complicado. Eu entendo porque colocaram ela ali, mas transformar a única menina na antagonista? Aham, tá bom. A evolução dela não convence, parece que jogaram qualquer coisa no roteiro e seguiram em frente. E o primeiro episódio, nossa. Quase desliguei. Parece piloto teste, ninguém brilha, nada chama atenção. Não mostra o melhor do drama, não apresenta direito ninguém. Mas se você aguentar firme, a série recompensa depois.
Emfim, é isso: série leve, carinhosa, fofinha, divertida do jeito dela, sem grandes pretensões. É aquele tipo de história que não precisa de muito drama; ela só existe, e quando você percebe, já tá ali envolvida completamente.
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Não é ruim. Não é boa. É… Aceitável.
Cursed Love não é horrorosa, mas também está longe de ser a melhor coisa que eu já assisti, e isso é um fato, não dá pra fingir. A sensação que eu tive o tempo inteiro era de estar assistindo Mutantes, aquela novela icônica (por motivos duvidosos) da Record. Quem lembra sabe do que estou falando. Não faço ideia de porquê, mas a comparação simplesmente grudou na minha cabeça. E olha… as atuações e o CGI aqui não ajudam a afastar essa sensação.As atuações, inclusive, me deram uma quebrada boa. Diálogos super expositivos, silêncios constrangedores que pareciam eternos, aquela emoção que simplesmente não acontece. É aquele combo de pequenos incômodos que vai se juntando até você perceber que não tá presa na história. E olha que eu queria estar.
Eu agradeço profundamente por não ter acompanhado isso semanalmente, porque cada final de capítulo simplesmente não entrega nada que te faça querer ir pro próximo. Zero gancho, zero ansiedade, zero sentimento de “meu Deus, preciso ver agora”. Se eu tivesse assistido assim, semanalzinho, teria abandonado sem peso na consciência. Eu só fui até o fim porque já tava tudo lançado e, pra ser justa, a série é fácil de maratonar, não irrita, só… existe. Mas semanal? Ah, não. Aí já era pedir demais.
A história é linear até demais. Tem série que funciona sendo linear, mas essa aqui não funcionou. Você meio que já sabe o que vai acontecer, mesmo sem saber toda a trama. E isso tira muita graça. Algumas situações são claramente feitas só pra facilitar o roteiro, e isso sempre me tirava da imersão. E o rastreador no fundo da caneca? Gente. Quem coloca um rastreador no fundo de uma caneca? A CANECA. O item mais manuseado de qualquer lugar. É pedir pra ser descoberto. Burrice pura. Eu fiquei em choque real com isso.
Sem falar nos diálogos dos momentos “impactantes”. Acontece alguma coisa, alguém solta um “NÃÃÃO!”, aí cai aquele silêncio mortal, todo mundo parado, encarando o vazio, como se estivessem esperando o diretor lembrar de dizer o que vem depois. Esses silêncios aleatórios entre uma cena e outra são de um constrangimento que eu não tava preparada pra sentir nesse restinho de ano.
E os vilões fazendo discurso? Eles falam, falam, falam… e ninguém faz nada. Ninguém interrompe, ninguém reage, ninguém dá um socão pra cortar o monólogo. Não, eles ficam esperando o cara terminar como se fosse falta de educação bater antes. Só em série mal feita isso existe.
As cenas de ação, misericórdia. A coreografia é tão marcada que parece aula de teatro da escola. Zero impacto, zero naturalidade. Quando você consegue ver a atuação durante a luta, e não o personagem lutando, é porque a coisa não tá funcionando. Parecia um grande teatro gravado, e não uma série.
Eu não diria que é uma série ruim, mas… boa também não é. Dá pra assistir? Dá. A história até tem seus momentos interessantes, mesmo sendo previsível. Os vilões não têm carisma nenhum. E o casal… ai, infelizmente, zero química. Tentaram vender um romance, mas não colou. Não senti fagulha, não senti borboletas. Eles são fofos juntos, o beijo é até bonito, mas não bate aquele “ai meu Deus, eles se amam”. Não rola emoção.
E o final? Olha. A gente sabe que o cara morre, ok, faz parte. Mas pra quê mandar alguém IGUAL a ele pra trabalhar na mesma equipe de resgate e ENCERRAR ASSIM, sem explicação nenhuma? Que final merda, sinceramente. Eu fiquei olhando pra tela tipo: “Sério que é isso? Vocês vão me deixar com essa cara mesmo?” Mas, considerando o nível geral… até que faz sentido terminar tosco, né.
Se quiser assistir, assista. Vai fundo. Vai com fé e com paciência. Mas não vá esperando algo incrível, porque Cursed Love definitivamente não entra nem no meu top mediano do ano.
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Uma boa série que perdeu o rumo
Sério, eu sou completamente apaixonada por dramas que envolvem culinária. Sempre dá aquele quentinho no coração ver dois personagens criando laços através de pratos, receitas e lembranças. Cooking Crush tinha exatamente esse charme, e ainda entregava tudo que eu adoro: humor no ponto certo, um casal delicioso de acompanhar, coadjuvantes carismáticos e um enredo que, no começo, parecia redondinho. A cada episódio eu me pegava mais envolvida. Nada me irritava, nada pesava, e eu tava amando ter algo leve, divertido e zero cansativo pra assistir. Até chegar na metade.Porque, do nada, parece que alguém desligou a série e ligou outra completamente diferente no lugar. Como se todo mundo, roteiristas, direção, elenco, tivesse tomado uma água batizada e esquecido tudo o que aconteceu nos seis primeiros episódios. Ou pior: trocaram a equipe inteira e disseram “vai, gente… coerência é opcional”. Foi tão abrupto que até assustou. Os personagens pararam de parecer eles mesmos, o roteiro virou um caos, e eu fiquei ali tentando entender em que momento tudo descarrilhou. Eu até entendo que eles precisavam dar mais foco à competição, mas, meu Deus, que transição desajeitada. A série começou a desperdiçar tempo com conflitos inúteis, tramas que não levavam a lugar nenhum e um relacionamento principal que oscilava mais do que elevador de prédio comercial. Quando resolveram finalmente lembrar da competição, eu já tinha soltado a mão da série faz tempo.
E sobre OffGun… ai, eu até suspiro antes de começar. Eles são uma dupla que, pra mim, costuma funcionar sem esforço nenhum, aquela química que simplesmente acontece. Só que aqui alguma coisa derrapou. Não sei se foi direção, roteiro, cansaço ou um combo de tudo isso, mas chegou um momento em que a conexão deles parecia evaporar a cada episódio. Era como se tentassem puxar uma química que antes vinha naturalmente, e isso deixou algumas cenas meio desconfortáveis, quase forçadas. É uma pena, porque eles já entregaram atuações muito mais sólidas em outros projetos, e dava pra sentir que aqui faltou material pra que os dois brilhassem do jeito que eles sabem.
Mesmo assim, eu fiquei ali, firme, esperando que em algum momento tudo engrenasse de novo. Torcendo pra série se achar, pra voltar aquele clima gostoso do começo. Mas não aconteceu. O roteiro foi perdendo o rumo, surgiam personagens só pra criar confusão instantânea, e a química de OffGun que era explosiva, ja tava morna. O que ainda segurava um pouco eram os coadjuvantes, mas nada que realmente fizesse os olhos brilharem de verdade.
E falando de Fire e Dy, a relação deles tinha uma naturalidade tão leve que às vezes parecia improvável que estivesse na mesma série. Enquanto o resto do enredo se perdia, eles seguiam entregando pequenas cenas cheias de doçura, carinho e uma química que simplesmente funcionava. Era simples, mas sincero, e talvez por isso mesmo tenha se destacado tanto no final.
No fim das contas, não é horrível, dá pra assistir, dá pra rir, dá até pra sentir um quentinho aqui e ali. Mas, sinceramente, OffGun merecia bem mais do que esse roteiro perdido. Eles tinham potencial pra entregar algo muito maior, e a série não conseguiu acompanhar.
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Assistível, mas esquecível
Lembro que essa série ficou encostada na minha geladeira por anos. Eu tinha assistido só os dois primeiros episódios e larguei, porque a atuação simplesmente me irritava. Hoje resolvi dar uma nova chance, mais pra riscar da lista do que por empolgação de verdade, e bom… continuo achando a mesma coisa. A atuação ainda me incomoda, teve cena que eu pulei sem culpa nenhuma, mas pelo menos consegui chegar até o final.A história é decente, dá pra se divertir, mas a parte realmente sofrida é a entrega dos atores. Tem momentos tão exagerados e pouco naturais que parece que estão lendo o roteiro em voz alta. E quando chegam as cenas mais tensas, que deveriam carregar emoção, tudo soa meio caricato. A série tenta ser sincera, tenta fazer a gente sentir algo, mas a execução não acompanha. E isso me incomoda ainda mais porque em Until We Meet Again, que é o “universo original” dessa história, a atuação era bem melhor. Parecia outro elenco, mais solto, mais crível. Aqui, parece que todo mundo desaprendeu a sentir o que o personagem sente.
Outra coisa que me deixou desconfortável foram as cenas íntimas. Eu juro que preferia quando elas ficavam só no subentendido. Era mais natural, mais leve, e combinava mais com o tom da história. Quando decidiram mostrar, ficou forçado, sem química, sem emoção. Era como se o momento que deveria fluir travasse completamente, e o resultado acabava sendo desconfortável de assistir, e não de um jeito proposital.
Team e Win são até que fofos, dá pra entender o apelo, mas a história deles não é tão interessante quanto parece. O drama deles às vezes passa do ponto e, no fim, não entrega muito. Da mesma forma que eu já achava UWMA arrastado com 18 episódios, aqui sinto o mesmo. Team e Win simplesmente não têm história o suficiente pra sustentar 12 episódios inteiros sem deixar tudo cansativo. Tem momentos em que a trama parece girar em círculos, só repetindo conflitos e inseguranças já resolvidos, e isso vai drenando o interesse aos poucos. A sensação é de que a série tenta esticar o que devia ter sido contado em, sei lá, oito episódios no máximo, o resto vira enrolação disfarçada de “desenvolvimento emocional”.
E aí vem o velho problema: Aqui eles tentam abraçar casal demais e acaba não desenvolvendo nenhum direito. Cada dupla tem seu mini drama, sua mini história, mas tudo fica raso demais pra gerar qualquer envolvimento real. É como se a série quisesse agradar todo mundo, dar um pedacinho de tempo de tela pra cada casal, mas no fim ninguém ganha espaço suficiente pra crescer. Tudo parece começar com potencial, mas se perde antes de virar algo que realmente prenda. Você até quer se importar, mas a série não te dá motivos o suficiente.
No fim, é uma série que tinha tudo pra ser muito mais. Tinha uma base sólida, tinha material de sobra, tinha personagens carismáticos, mas acabou se perdendo no caminho. Mesmo assim, dá pra assistir sem sofrer, só que não dá pra fingir que é realmente boa. É aquele tipo de BL que você termina e fica com aquele “é, foi ok”, e segue a vida. Nada horrível, mas também nada que desperte vontade de rever.
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Um romance fofo e leve
Essa série começou me dando uma dor física de verdade. Juro. Assisti metade do primeiro episódio e desisti sem pensar duas vezes, acho que no momento eu não tava na vibe certa pra esse tipo de série. Meses depois, sem nada pra ver, me lembrei dela e resolvi dar mais uma chance, e ainda bem que fiz isso, porque foi uma delicinha de assistir. É leve, fofa, com aquele jeitinho de romance adolescente cheio de pequenas intrigas. Não tem grandes reviravoltas, não tem drama profundo, mas tem um charme que segura a gente do início ao fim.Fourth e Gemini são um charme só. É impossível não sorrir feito boba com a fofura dos personagens deles. A química é boa, natural, daquela que faz você torcer até pelos momentos mais simples. E eu preciso dizer que Winny e Satang também foram maravilhosos, as intrigas entre eles me arrancaram boas risadas, e quando finalmente se acertam, eu me derreti toda. Os outros garotos do clube de música também têm seu brilho, cada um do seu jeitinho, e é difícil não se apegar.
Agora… meu pequeno pecado: pulei quase todas as partes musicais. Sério, tinha necessidade de colocar uma música inteira com cenas de lembranças? E duas músicas seguidas? Pior ainda. Foi pedir demais da minha paciência. Adiantei quase todas essas cenas porque, sinceramente, não acrescentavam muita coisa pra mim, só uma ou outra que escapou. Nada pessoal contra as músicas, algumas até são boas, mas pra mim não agregavam muito à história.
E sobre o beijo que só veio no finalzinho, eu entendo. Eles são adolescentes, e a proposta era mesmo de um romance escolar mais morninho. Mas, sinceramente, eu quase entrei na tela pra tirar a mão do Gun da frente toda vez que o Tinn ia beijar ele. Um beijinho não mata ninguém, né? Faltou só um tiquinho mais de romance físico pra completar o pacote.
Mesmo com esses detalhes, foi uma série leve, aconchegante e com personagens cativantes. Daquelas que você termina com um sorrisinho bobo no rosto.
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Não é perfeita, mas eu me derreti com a quimica dos SingtoKrist
Não dá pra resumir essa série em um simples “gostei” ou “não gostei”. Ela me fez passar por um monte de sensações diferentes, teve irritação, empatia, curiosidade e até momentos em que eu me peguei sorrindo sem perceber. Foi uma mistura estranha, sabe? É o tipo de história que te irrita e te conquista quase ao mesmo tempo, e quando você percebe, já tá emocionalmente envolvido, torcendo, revirando os olhos e suspirando, tudo de uma vez.Phi é aquele tipo de personagem que te dá vontade de sacudir e, logo depois, de abraçar. Ele começa lá em cima, cheio de fama, confiança e um ego que ocupa metade da tela, e depois desaba de um jeito que dá até vergonha alheia. Foi frustrante de ver, mas ao mesmo tempo impossível não sentir um pouco de pena. A série mostra bem o peso da queda, aquela mistura de culpa e desespero que vem quando tudo desmorona. Aí entra o Tam, o ex que volta pra ajudar o Phi a tentar reconstruir a própria imagem. E é nesse reencontro que as coisas realmente pegam fogo, porque ver dois ex tentando se manter profissionais enquanto ainda carregam um passado mal resolvido é uma delícia de acompanhar.
Mas confesso que o Phi me tirou do sério várias vezes. Ele é teimoso, orgulhoso e faz questão de se complicar mais do que precisa. O roteiro, às vezes, também se perde um pouco. Tem episódios que dão a sensação de que estão só empurrando a história até o final, sem mergulhar de verdade nas emoções. O Tam, que poderia ser um ponto mais forte, acaba ficando meio apagado em certos momentos, o que é uma pena, porque a calma e a sinceridade dele equilibram bem o temperamento explosivo do Phi.
E o Aou… sério, eu preciso falar dele. Mesmo sendo o “vilão” da história, é simplesmente impossível odiar esse homem. Ele tem um carisma tão natural que desarma qualquer tentativa de raiva. Toda vez que ele aparecia em cena, eu já sabia que ia acabar gostando, mesmo quando ele fazia algo que eu devia detestar. Ele tem aquele tipo de presença magnética. O tipo que faz você pensar “tá, ele tá errado, mas eu entendo”. No fim das contas, ele rouba a cena de um jeito que é difícil não se render completamente.
O final deixou aquele gostinho estranho, sabe? Não foi nada grandioso, mas fez sentido dentro do que a história vinha construindo. Deu pra sentir que houve crescimento, que os personagens realmente aprenderam alguma coisa no processo. Ainda assim, fiquei com a sensação de que dava pra ir mais fundo, queria ver mais vulnerabilidade de verdade, menos orgulho tentando esconder o que tava óbvio. Faltou um pouquinho de coragem ali pra entregar tudo o que a história prometia.
Ah, e sério, preciso falar da atuação do Krist e do Singto, porque é simplesmente deliciosa. É tão natural que você sente cada emoção deles sem esforço nenhum. Até uma risadinha do Krist ou um olhar do Singto já me fazem derreter na hora. Eles não estão apenas interpretando, parece que vivem cada cena de verdade, é o tipo de química que segura tudo, mesmo quando a história vacila um pouco.
No fim, eu fiquei feliz por ter assistido esse BL. Krist e Singto continuam com uma química que parece natural demais pra ser atuação. É o tipo de série que te faz pensar sobre orgulho, fama e como é difícil se reconstruir quando o mundo inteiro tá te olhando. Não é impecável, mas é gostosa de assistir.
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O Sorn e Jun me ganhou, o resto… nem tanto
Assisti a esse especial e, olha, misturei suspiros com aquela frustraçãozinha clássica que só uma produção curta e cheia de buracos consegue provocar. O casal principal me ganha, sério, eles têm uma química tão boa que é impossível não torcer por eles sempre. A sorte é que, mesmo sendo um especial, pelo menos o Sorn e o Jun sabem segurar bem a nossa atenção, porque foi basicamente só sexo sem muita história. Eu definitivamente não sou fã de coisas que só giram em torno do sexo e esquecem qualquer enredo; lembra aquelas fanfics PWP que a gente conhecia? Pois é, eu detestava aquilo, mas aqui pelo menos senti que os personagens tinham personalidade e presença de sobra. Dá pra perceber que eles poderiam facilmente sustentar uma série completa com uma história decente, porque talento e carisma não faltam.Agora, algumas coisas me irritaram. Primeiro, não entendi por que o trailer mostrou Thai e Champ e eles simplesmente não aparecem aqui. Meio que me senti enganada, sabe? E a participação da Penny e da Jun foi completamente desnecessária. Elas surgem do nada só pra fofocar sobre o sumiço do Sorn e colocar caraminholas na cabeça de vento do Jun, sem acrescentar nada real à trama. Isso deixa a narrativa um pouco confusa e parece que algumas cenas foram só pra preencher espaço. Mas, mesmo com esses deslizes, eu ainda me diverti e fiquei grudada no casal principal o tempo todo, torcendo por cada momento deles.
No fim, minha experiência foi aquela mistura de frustração e satisfação. Frustração porque o especial poderia ter sido melhor explorado, com mais história e menos enrolação, e satisfação porque o casal principal é maravilhoso e me conquistou completamente. Recomendo pra quem gosta de química real e não se importa com um enredo um pouco mais leve, mas sinto que esses dois têm potencial pra muito mais, e eu quero muito ver isso acontecer em algo maior. O que mais me marcou foi justamente a energia deles juntos, dá pra sentir que qualquer história futura com esse casal vai valer a pena.
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Intenso demais pra ignorar
Gente, preciso falar de Laws of Attraction porque não entendo essa galera que não gostou. Sério, achei o BL redondinho e bem amarrado, daqueles que te prende do começo ao fim. É intenso, cheio de drama e de personagens quebrados emocionalmente, daqueles que a gente sente o peso de cada decisão. O Charn me irrita às vezes, mas, gente, o charme e a intensidade dele compensam totalmente. Já o Tinn, vê-lo correr atrás da justiça pela sobrinha é angustiante, doloroso e te deixa grudada na tela.O romance entre eles não é tanto o foco principal, e acho que é por isso que muita gente não engoliu, mas, sinceramente, funciona perfeitamente dentro da história. Não é só “amor fofinho”, é tensão, cumplicidade e emoção que surge no meio de toda a loucura que acontece. E os vilões? Nossa, são nojentos de uma forma deliciosa, daqueles que fazem você ferver de ódio enquanto torce pelos protagonistas.
Quero falar um pouco sobre o Charn, meu Deus, que personagem... Ele é aquele advogado completamente arrogante, cheio de superioridade, mas de um jeito que te deixa grudada na tela. O ator simplesmente arrasou em cada nuance: os olhares gélidos, o sorriso quase diabólico, aquele ar de “eu sei de tudo e vocês não fazem ideia”, tudo isso me fez tremer na base várias vezes. Ele consegue passar toda a soberba, a frieza e até a superficialidade do personagem de forma magnética. É impossível não ficar hipnotizada cada vez que ele entra em cena, porque mesmo sendo irritante, você sente o peso do poder e da presença dele.
E o Tinn, que delícia de personagem também! A teimosia dele, essa necessidade quase obsessiva de buscar justiça pela sobrinha, é de cortar o coração. Cada decisão que ele toma, cada risco que se coloca, te faz prender a respiração junto com ele. É aquele tipo de personagem que, mesmo cansado ou machucado, não desiste e te faz torcer como se sua própria moral estivesse em jogo. A intensidade dele é palpável, e a forma como ele lida com a dor e o peso das responsabilidades só deixa o romance com o Charn ainda mais tenso e carregado de emoção.
E quando a gente olha pro Charn e pro Tinn como casal, é uma montanha-russa emocional. No começo, eles se provocam demais, cada diálogo é uma faísca, é quase impossível não rir ou suspirar com aquelas trocas afiadas, cheias de tensão e desaforo que eles conseguem fazer funcionar. Mas aí, quando o Charn finalmente se entrega ao Tinn, meu coração derrete. O advogado frio e calculista se transforma num fofo manhosinho e carente, que tenta esconder o quanto se importa, mas que não consegue segurar a vulnerabilidade diante do Tinn. É impressionante ver essa evolução: do sarcasmo e provocação à entrega completa, mostrando que mesmo pessoas duras podem se abrir quando encontram alguém que vale a pena.
No fim das contas, é um drama sólido, cheio de camadas e conflitos que realmente prendem a atenção. É daqueles BLs que te faz refletir por horas depois de assistir, sentindo cada conquista e cada queda dos personagens. Super recomendo para quem curte intensidade, drama pesado e um romance que surge em meio ao caos. É envolvente, tenso e deixa aquela vontade de continuar acompanhando cada detalhe.
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ThamePo não é perfeito, mas é cativante
Tenho nem palavras pra descrever o quanto essa série me ganhou. Entrei só curiosa e saí completamente envolvida, do tipo que sorri sozinha revendo cena no celular de madrugada. E o que mais me pegou não foi só o romance, foi o conjunto da obra: os personagens carismáticos, o enredo com pé no chão (mesmo com drama), e aquele sentimento bom de torcer por alguém.Primeiro ponto que precisa ser celebrado: o boygroup ser real foi um acerto enorme. Isso não só trouxe um nível de autenticidade difícil de fingir, como também elevou a experiência da série. Os meninos não estavam apenas interpretando ídolos, eles são ídolos de verdade. Cantam, dançam, têm carisma e presença de palco, e a química entre eles é palpável, construída fora das câmeras e transbordando em cada cena. Cada performance musical parecia mais do que parte do roteiro, parecia um presente. Aquelas apresentações não só serviam à narrativa, mas também nos lembravam que estávamos acompanhando jovens com sonhos reais, enfrentando a pressão de viver sob os holofotes e, ao mesmo tempo, tentando manter sua essência e suas relações intactas. Essa escolha de elenco foi o que tornou tudo mais orgânico. Não estávamos apenas assistindo personagens fictícios em conflito; estávamos vendo uma história que poderia muito bem estar acontecendo ali, nos bastidores da indústria musical. A sinceridade nos olhares, o cansaço genuíno, o medo de falhar, tudo isso foi sentido de forma mais intensa porque havia verdade por trás das performances. E isso fez toda a diferença.
Thame e Po, como casal, são um absurdo de carisma. É aquele tipo de dinâmica que te faz sorrir só de ver os dois dividindo cena. Tem ternura, tem tensão, tem aquela sensação de que o amor deles vai se construindo com pequenos gestos, olhares demorados e silêncios que dizem tudo. Toda vez que apareciam, era impossível não torcer e ficar sorrindo feito boba.
O mais bonito entre eles é justamente o ritmo calmo e orgânico com que tudo acontece. O Thame, com aquela gentileza meio introspectiva, vai abrindo espaço no coração do Po sem fazer alarde, só estando presente, oferecendo apoio nos momentos mais difíceis e sendo constante num mundo onde tudo parece instável. E o Po, com seu jeitinho mais fechado e defensivo, vai se permitindo sentir, aos poucos, como se estivesse descobrindo o amor pela primeira vez, e talvez estivesse mesmo.
O romance dos dois nunca é forçado. Ele nasce devagar, cresce com os tropeços, e floresce no meio do caos. É por isso que Thame e Po não funcionam apenas como um casal “bonitinho de série”, mas como um par com profundidade, com verdade, com história. Eles são o coração da trama, e nos fazem acreditar, mesmo que por um instante, que amar também pode ser leve. E o melhor: sabiam quando deixar o romance respirar, sem forçar cenas só pra agradar fã. Eu me vi torcendo por eles como se fossem meus amigos tentando recomeçar num mundo injusto.
E não foram só Thame e Po que conquistaram meu coração. Cada um dos garotos do grupo, conseguiu me ganhar à sua maneira. O roteiro fez um ótimo trabalho em humanizar esses meninos, mostrando suas inseguranças, rivalidades, medos e afetos nascendo ali, no meio do caos da indústria do entretenimento. Ver o Jun se cobrando demais, o Dylan tentando provar seu valor, o Nano sempre tentando equilibrar as emoções do grupo, e o Pepper tentando entender seu próprio lugar ali... não tem como não se envolver. O laço entre eles vai muito além da música. Tem amizade, ressentimento, apoio silencioso, e até momentos de pura ternura entre eles, tudo isso retratado com uma naturalidade que emociona. E o melhor é que não são apenas conflitos genéricos: são dilemas críveis, como ciúmes de atenção da mídia, medo de fracassar, a solidão do sucesso e a pressão de ser perfeito o tempo todo. A série consegue, com sensibilidade, mostrar o quanto estar em um boygroup vai muito além de subir no palco. É sobre aguentar, todos os dias, o peso de não poder errar, e ainda assim tentar manter a própria essência no meio disso tudo.
Apesar de tantos elogios e aspectos positivos, ThamePo tem algumas falhas que deixam a desejar, especialmente no desenvolvimento dos conflitos internos dos personagens. Cada um dos garotos vive dramas profundos que mereciam mais espaço e atenção. Por trás dos sorrisos e das performances impecáveis, estão batalhas reais: Thame carrega uma solidão intensa, fruto do peso de liderar e da sensação de estar sempre sozinho, mesmo rodeado por fãs e amigos; Nano enfrenta um conflito de identidade, tentando se entender e se aceitar num ambiente que espera perfeição; Jun carrega uma responsabilidade que parece pesar no olhar, como se ele tivesse que ser o equilíbrio do grupo mesmo quando tudo ameaça desmoronar; Pepper vive uma dor silenciosa, aquela que não se mostra, mas corrói por dentro, fruto de guardar para si as emoções para proteger os outros; e Dylan luta para se manter inteiro diante da pressão constante, tentando não deixar que a frustração e o estresse o destruam por dentro. Todos eles têm histórias poderosas, mas o roteiro, por limitações de tempo ou foco, acaba deixando muitos desses conflitos em segundo plano, dando apenas vislumbres rápidos do que realmente acontece.
E talvez isso torne o envolvimento ainda mais agridoce: a gente se apega, se importa, quer mais. Mas às vezes, quando a história ameaça mergulhar fundo, ela já corta para outro conflito, outro drama, outra música. Os temas estão lá, solidão e isolamento emocional, conflitos de identidade e aceitação pessoal, responsabilidade emocional, dores silenciosas e sacrifícios pessoais, medo do abandono e relacionamentos parasociais (e isso aqui era o que merecia ainda mais atenção), mas nem sempre ganham o tempo de maturação que mereciam.
E vamos ser sinceros: ThamePo não é perfeito. Tropeça no ritmo, sim. Tem antagonistas tão caricatos que parecem saídos de uma novela das oito, daqueles que a gente só aguenta porque quer ver o protagonista vencer logo. Alguns diálogos até escorregam no dramalhão gratuito. E tem também conflitos que são apresentados com força, cheios de potencial emocional, mas resolvidos num piscar de olhos, como se o roteiro tivesse pressa de passar pro próximo momento intenso, deixando o espectador meio no ar, querendo sentir mais, entender melhor. Às vezes, falta fôlego narrativo. A série nos convida a mergulhar, mas nem sempre deixa a gente nadar fundo. Ainda assim, funciona. Porque no fundo, a série entende do que está falando. A base é sólida: relações humanas que convencem. A conexão entre os meninos, a forma como eles se apoiam, se desafiam e, às vezes, se machucam, tudo isso passa verdade. E mesmo quando falta aprofundamento, sobra sentimento. É o tipo de história que poderia ter mais episódios, mais temporadas, mais tempo pra respirar. Mas com o que nos entregaram, já deu pra sentir. E muito.
Agora… aquele último episódio. Que presente. O show no final foi pura catarse. Não foi só bonito, foi simbólico. Depois de tudo que os meninos passaram (sabotagem, insegurança, medo, amores silenciados) ver eles no palco, juntos, entregando tudo, foi como respirar fundo depois de meses de sufoco. Foi um encerramento com gosto de recomeço. Me emocionei real.
E o plano pra impedir o Thame de ir pra Coreia foi o ápice da irmandade que a série construiu bem ao longo dos episódios. Não era sobre segurar ele por egoísmo, mas porque eles sabiam que ele tava indo embora por pressão, não por vontade. E a surpresa do Mick ajudando? Mesmo depois de tudo, ele ainda se importava.
Mas, nem tudo brilhou. A maneira como a chefe deles simplesmente aceitou tudo calada, com uma demissão protocolar e uma dívida jogada no colo do Thame, foi, sinceramente, decepcionante. Depois de ser a principal vilã da opressão, ela merecia um desfecho mais digno da vilania que construiu. Faltou confronto, faltou consequência. Pareceu que o roteiro teve pressa de encerrar o conflito pra correr pro show. E olha, não apagou o brilho do episódio, mas foi um daqueles momentos que a gente pensa: “poxa, dava pra ter ido além”.
Por isso, sim, eu queria uma segunda temporada. Mas não mais sobre reunir o grupo, e sim sobre eles vivendo esse sonho, enfrentando as novas batalhas, descobrindo quem são agora. Eles merecem. E a gente também.
No fim das contas, ThamePo é o tipo de série que deixa a gente leve, com aquele sorriso besta no rosto. Não é perfeita, mas tem alma. E isso, pra mim, vale mais do que roteiro impecável. Eu terminei de coração quentinho e sorriso besta no rosto.
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Eu queria dizer "apaga que dá tempo", mas infelizmente não dá mais
Isso aqui é um episódio que eu queria fingir que não existe. Não tem como defender. A proposta de mostrar o ponto de vista do Lhong poderia ter sido uma oportunidade boa de entender melhor o personagem e aprofundar a complexidade dele, mas o que a gente recebe é basicamente uma tentativa de passar pano pra tudo o que ele fez. E olha… não funciona.O episódio tenta justificar atitudes criminosas com uma narrativa de trauma e abandono emocional, como se isso fosse suficiente pra gente esquecer que o cara manipulou, mentiu, armou situações pesadas e causou sofrimento real. A intenção parece ser humanizar ele, mas o roteiro simplesmente suaviza demais, romantiza até, e isso é muito problemático. Não é porque alguém teve uma infância difícil que isso apaga o que ela fez depois, e o que o Lhong fez não foi só uma “fase ruim”. Foram crimes. Ponto.
Fiquei incomodada o tempo todo. É desconfortável ver a história tentando nos fazer ter empatia por ele enquanto quem realmente sofreu com tudo isso (o Type, o Tharn, o Tar, e até outras pessoas ao redor) quase não é mencionado. E ainda tem a cereja do bolo: o episódio termina como se ele só precisasse de carinho, de um recomeço, enquanto a vítima muda de país. Sério? Essa é a mensagem?
Pra mim, foi completamente desnecessário. Eu entendo que, na época, pode ter sido uma tentativa de dar camadas ao vilão. Mas hoje em dia, esse tipo de abordagem não cola mais. O mínimo seria mostrar as consequências reais das atitudes dele. No lugar disso, ganhamos um episódio que mais parece uma tentativa de limpar a barra dele com cenas tristes e um olhar perdido na chuva.
Se for pra dar voz a personagens problemáticos, que seja com responsabilidade. Porque do jeito que entregaram aqui, só conseguiu me deixar ainda mais irritada.
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O episódio extra é bonitinho, só não espere mais que isso
O episódio especial de Love Sea veio só pra cumprir a cota do fanservice mesmo. É fofo, tem clima de férias, beijos carinhosos, uns momentos de casal bem “olha como estamos felizes”… mas, assim, não acrescenta nada muito relevante. É só mais um pedacinho de romance pra gente ver o Rak e o Mut sendo grudentos e bonitinhos, o que, sinceramente, já faz valer um pouco o tempo, porque esses dois juntos têm uma química que me faz continuar mesmo quando o roteiro não ajuda.Pelo menos, dessa vez, a Vie e a Mook tiveram um pouquinho mais de tempo de tela. Foi bom ver que lembraram que elas existem, e até tentaram dar algum espaço pra elas. Mas ainda assim, ficou aquela sensação de "toma aqui esses minutinhos e agora saiam da frente do casal principal”. Elas mereciam mais.
No fim das contas, o especial é bonito, leve e até conforta um pouco, mas ele não resolve nada. Só reafirma o que Love Sea já tinha mostrado: visual impecável, casal principal que funciona bem, e um roteiro que continua escolhendo quem merece atenção e quem pode ser só figurante de luxo.
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