This review may contain spoilers
Visual 10/10, química 11/10 e profundidade 3/10
Love Sea apareceu pra mim num dia em que eu só queria assistir alguma coisa bonita, com cara de verão, pra dar uma desligada. E, visualmente, ele cumpre a missão: céu azul, mar limpinho, foto suave, um monte de cena gostosa para ver no fim de um dia desgastante. Tongrak e Mahasamut seguram o romance com uma química do tipo que não precisa de muito esforço, eles trocam um olhar, fazem um afago distraído, e eu já tô ali curtindo. É fácil se agarrar a eles.Mas quanto mais os episódios passam, mais fica claro que o roteiro tá apaixonado só pelo Rak. Tudo gira em torno do bloqueio criativo dele, das inseguranças dele… e o Mut? Quase nada. O cara larga a própria vida inteira por amor, a série até tenta consertar no final dizendo que não foi bem assim, mas o estrago já tava feito: praticamente nenhum espaço pra mostrar quem ele era antes, o que perdeu, o que quer daqui pra frente. Fica faltando conhecer o Mut de verdade, não só o namorado bonitinho.
Também não dá pra fingir que o fandom tóxico não atrapalhou. Eu tava lá, felizinha vendo o casal secundário, Vie e Mook, torcendo pra que elas tivessem momentos próprios… e cadê? Foram sumindo. E, pior, fui ver comentários e esse foi meu erro, a Mook virou alvo de hate gratuito, gente reclamando dela existir e ocupar tempo de tela. A personagem existe, tem sentimentos, tem espaço, e só isso já foi o suficiente pra parte do fandom decidir que ela era “inútil” ou “irritante”. E, sinceramente, é sempre a mesma história: basta uma mulher existir em um BL que já vira saco de pancada automático. Sério, custava dar um arco decente pras meninas? Elas mereciam o mesmo cuidado que o drama deu pros meninos, mas parece que o roteiro esqueceu.
Apesar dessas frustrações, confesso: terminei presa ao romance principal. Ver Rak e Mut se entendendo, mesmo com todos os tropeços e a correção meio em cima da hora sobre “não largue toda a sua vida por macho”, me deu aquele quentinho no coração. No fim, Love Sea é exatamente isso pra mim: não inventa moda, não aprofunda tudo que podia, mas tem momentos de carinho que fizeram meu dia melhor. Só queria que o Mut tivesse tido a mesma atenção que o Rak, e que a Vie e a Mook não tivessem sido tratadas como figurante de luxo.
Was this review helpful to you?
BL antológico que vale cada minuto
Every You Every Me não é aquele BL que você coloca pra ver casal fofo se beijando na escadaria da faculdade ao som de baladinha romântica. É mais... estranho. E bonito. E um pouco triste. Um daqueles que te deixa em silêncio no final do episódio, encarando os créditos.A estrutura já entrega que não é convencional: são 8 episódios independentes, todos com os mesmos dois atores, Top e Mick, interpretando personagens diferentes em cada história. Em um ep eles se amam, no outro se ignoram, às vezes são tóxicos, às vezes ternos. Pode parecer confuso no começo, mas vira justamente o ponto forte da série: esse jogo de possibilidades, como um multiverso de BLs sem efeitos especiais, só com sentimento bruto.
E que dupla, viu. Top e Mick estão em sintonia absurda. A entrega deles é impressionante, mudam postura, voz, energia, e fazem cada versão desses personagens parecer real. Quando a série começa a brincar com metalinguagem nos últimos episódios (e sim, tem episódio que praticamente diz “isso aqui é uma encenação, mas também não é”), eles continuam te prendendo com atuações certeiras.
Nem tudo funciona perfeitamente:
Por ser antológica, a série pode frustrar quem espera um arco contínuo ou um casal fixo pra shippar até o fim. Algumas histórias são mais marcantes que outras, e o ritmo oscila um pouco, tem episódio que termina e você fica se perguntando se era só aquilo mesmo. E se você não estiver num mood mais introspectivo, talvez ache tudo um pouco “viajadão”.
Every You Every Me é um BL pra quem já viu vários. Que já passou pela fase dos clichês e agora quer algo que mexa de outro jeito. É uma série com coragem, que não tem medo de desconstruir, experimentar, propor. E mesmo quando não acerta em cheio, faz isso com estilo. Vale muito a pena.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Tem arma, tem traição, tem beijo, tem química e eu fiquei obcecada
Me apaixonei por The Heart Killers bem mais do que eu esperava. Já comecei animada porque eu AMO quando o BL sai do óbvio e traz uma pegada com ação, tensão, umas doses de violência e personagens com moral duvidosa. Aqui a mistura de romance, tiro, máfia e uma hamburgueria aleatória de fachada funcionou perfeitamente pra mim. É caótico, é exagerado, mas de um jeito que me prendeu de verdade.E assim, eu sei que tem gente que torceu o nariz pro famoso momento “apontar a arma na cara do boy que ama”, mas sinceramente? Eu comprei sem esforço. Eles foram enganados por quem confiavam, estavam magoados, em posição vulnerável… e esse tipo de emoção crua, mesmo exagerada, faz sentido dentro do mundo que a série constrói. Não me pareceu gratuito, me pareceu humano, bagunçado, impulsivo, real. E isso é o que eu mais gosto: quando o BL não tenta ser certinho o tempo todo.
O casal Style e Fadel foi tudo pra mim. O Style é completamente doido, carismático, do tipo que domina qualquer cena, e o Dunk entrega tudo com aquela cara de “sei exatamente o que tô fazendo”. E o Joong também entrega bem a tensão no olhar, o peso da história. Ele segura bem a pose mais contida, e os dois juntos têm uma vibe deliciosa de ver, a química transborda até nas cenas mais surreais.
Mas eu também me apaixonei MESMO foi pelo Bison. Ele é uma fofura, um carinho, um respiro no meio de tanta confusão. E ele com o Kant… meu coração derreteu. Eles são doces, têm um jeitinho mais suave que contrasta com toda a loucura ao redor, e eu queria tanto ter visto mais dos dois. O final desses dois casais me deixou querendo mais, assim como o final da série em geral.
Porque, né… foi meio corrido. A história merecia mais tempo, mais fechamento, mais cuidado pra encerrar as coisas com calma. Fiquei com a sensação de que tinha muita coisa ainda pra ser contada e que alguém apertou o botão de “acelerar tudo” no último episódio. Não estraga a experiência, mas deixa um vaziozinho. Tipo “ah, já acabou?”
No fundo, The Heart Killers virou um dos meus xodós. É maluco, bonito, cheio de momentos que te fazem rir, suspirar, surtar um pouquinho… e mesmo com seus defeitos, me pegou de um jeito que poucos BLs conseguem. E agora tô aqui torcendo muito pra que venha uma segunda temporada, porque esse universo ainda tem muito o que entregar. E eu quero mais desses doidos, mais beijo, mais hamburguer, e mais Bison sendo um amorzinho.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Recomendo demais <3
Que série boa, puta merda. Eu comecei a assistir sem esperar absolutamente nada, porque aquele pôster parecia anúncio de comédia pastelão tailandesa, e eu já fico cansada só de pensar. Eu não gosto desse tipo de comédia, ainda mais a tailandesa, que adora um exagero, uma vergonha alheia que me dá vontade de fechar os olhos. Então o pôster não ajudou em nada. Mas eu resolvi dar uma chance. Melhor decisão que eu tomei, porque que série boa da desgraça.Ela te prende num nível que eu nem percebi o tempo passando. O drama, o mistério, a forma como a história vai se montando aos poucos… tudo funciona tão bem que quando vi já era quase cinco da manhã e eu ali, firme, virada, porque simplesmente não consegui parar. É aquele tipo de série que te puxa pelo pescoço e diz “senta e assiste”, e você assiste, sem reclamar.
A história do Alex é muito boa, por mais doida que pareça no começo. O menino fez uma promessa pra mãe que não perderia a virgindade antes dos 18 anos, faltou um minuto pra meia-noite, ele fez merda atrás de merda, a vida futura dele virou um caos completo… e no meio disso tudo tem a câmera Polaroid. Essa câmera aleatória que, do nada, vira portal temporal. Não tem explicação científica, não tem manual, não tem nada. Simplesmente acontece. E sinceramente? A série é tão boa que eu nem me importei, só aceitei e fui.
Quando ele cai no futuro, descobre uma versão completamente torta da própria vida: amigos viraram inimigos, inimigos viraram amigos, ele virou uma pessoa que ele mesmo não compreende bem, e ainda por cima está preso numa carreira que nunca quis seguir. A partir daí é só correria: descobrir como voltar, consertar as cagadas, e lidar com o mistério de cada pessoa ligada às fotos da Polaroid. E acompanhar isso é viciante, porque você literalmente vê o personagem crescer. Ele começa imaturo, meio besta, impulsivo, e aos poucos vai criando consciência, empatia, noção de mundo. E a série faz isso sem ser chata, sem virar palestra, só deixando você sentir junto.
E olha… eu amei como eles abordaram vários assuntos importantes sem transformar tudo num drama pesado ou num circo. Teve identidade de gênero, feminilidade, masculinidade tóxica, sair do armário, bullying, gravidez na adolescência, aborto… tudo feito com cuidado, com dignidade, sem virar piada e sem virar espetáculo. A série conseguiu aquele equilíbrio raro de tratar temas sérios com leveza, não no sentido de banalizar, mas de tornar digerível. E isso, pra mim, só mostra o carinho que tiveram ao escrever.
O final é ate que bom. Ele fecha direitinho o que prometeu. Não ficou perfeito, mas é coerente e emocional do jeito certo. Me deixou com aquela sensação gostosa de “valeu a pena ter ficado acordada até 5 da manhã”.
Enfim, é uma delícia de série. Divertida sem ser idiota, profunda sem ser pesada, e viciante sem apelação. Eu saí apaixonada. Recomendo demais, vai sem medo, é uma daquelas surpresas boas que a gente nem espera e acaba abraçando.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Johan e North, donos do meu coração
É um bom Bl. Ele é gostosinho, não é maçante… só que, né, tem horas que fica chatinho por culpa do Ter, o protagonista que decidiu fazer da enrolação um esporte. A história dele com o Hill é bonitinha, eles se conhecem há mil anos, aquela vibe “amizade que vira algo mais”. Clássico de série colegial: se não tiver dois guris que já se conhecem desde sempre, nem entra no gênero.O engraçado é que no episódio 4 eles praticamente já estão resolvidos. Tava tudo ali pra andar. Mas o Ter enrola tanto, mas tanto, que parece que os 17 episódios existem só pra acompanhar a indecisão dele. E, olha… 17 episódios é exagero real. Tem uns que são pura encheção de linguiça, nada acontece, só a vida passando enquanto o protagonista evita o próprio namorado.
E quando finalmente começam a namorar, o Ter simplesmente resolve que não quer beijar o Hill. Por quê? Também não sei. Antes de namorar eles se beijaram bem mais. Depois que viram um casal, é só aquele “ai, não me beija”, mesmo quando estão sozinhos. Irrita demais. Uma coisa é não sair distribuindo beijo quando não tem nada definido, outra é negar beijo pro próprio namorado, tadinho do Hill, sempre sedento, tentando qualquer chancezinha, e recebendo só abraço. E o Ter lá, fazendo doce. Me dá nos nervos.
O Ter, sozinho, é aquele típico protagonista que a gente gosta. Ele é fofo, tem seus momentos bons, mas também tem uma capacidade de enrolar que beira o irracional. Às vezes parece que ele tá fugindo do próprio destino, da própria emoção, do próprio namorado, de tudo. E isso torna ele meio irritante, porque dá pra ver que ele sente, que ele quer, mas fica ali, fazendo doce como se estivesse sendo pago por minuto de indecisão. O Hill, por outro lado, é o oposto: aberto, carinhoso, entregando tudo que o Ter finge que não percebe. Ele é aquele tipo de personagem que a gente abraça mentalmente, porque vive tentando, esperando, insistindo de um jeito doce, mas sem perder a dignidade. Ele é carente? É. Ele quer beijo? Quer. Mas ele nunca passa do limite, nunca força nada.
E juntos, Ter e Hill formam um casal que tinha tudo pra funcionar sem grandes crises… se o Ter colaborasse. A química existe, a história é bonita, os dois se gostam de verdade, isso dá pra ver fácil. Só que o ritmo deles vai aos trancos e barrancos: enquanto o Hill tá pronto pra viver, o Ter tá pronto pra pensar. E aí o relacionamento fica nesse cabo de guerra emocional, que irrita e ao mesmo tempo prende, porque quando os dois finalmente se permitem amar, funciona. E funciona bonito. É aquele casal que poderia ter brilhado ainda mais se não tivesse tanto “ai, espera mais um pouco” vindo de um lado só.
Agora, quem realmente ganhou meu coração foram Johan e North. Esses dois, sim, vivem. Eles se beijam com gosto, têm química, têm entrega, têm tudo que o casal principal deveria estar trazendo. Não ficam se escondendo, não negam sentimento, não têm medo de demonstrar. As cenas deles são tão gostosas que dava fácil pra serem o casal principal, porque entregam mais emoção do que a narrativa central inteira.
O Johan tem a energia de “eu sei o que quero e vou pegar”. Ele tem presença, tem atitude, tem aquele charme meio displicente que não precisa se esforçar pra funcionar. O bonito simplesmente chega, beija bem, entrega química, e vai vivendo. Ele até rende uma novela com suas crises de ciúmes, mas não some do nada, não inventa charme e não fica de cu doce, e talvez por isso mesmo seja tão fácil gostar dele. O North, por outro lado, tem aquela vibe gostosa de alguém que sabe demonstrar sentimento sem fazer confusão. Ele tem calma, carinho, é fofo, não sufoca e sabe o que quer. É o tipo de personagem que parece sempre disposto a se jogar na conexão, mas sem perder o controle do próprio eixo, e isso deixa ele ainda mais cativante.
E juntos, Johan e North são quase um alívio emocional dentro da série. Eles se gostam, se assumem, se beijam com vontade, e nada disso vira drama sem sentido. A química deles funciona porque não tem trava, não tem medo, não tem jogo emocional cansativo. Eles entregam o que o casal principal muitas vezes não entrega: naturalidade. É aquele casal que parece dizer “é assim que se faz”, e a gente assiste pensando que, sinceramente, se fossem os protagonistas, metade dos problemas da série nem existiria.
Enfim, é um BL gostosinho, dá pra curtir, tem momentos fofos, tem seus casais pra shippar, mas também tem suas irritações. E, sinceramente, com a história que tem, 17 episódios é demais pra tão pouca complexidade. Uns 10 ou 12 resolveriam tudo sem essa volta toda. Mas a gente assiste, se irrita, se apaixona pelos secundários, suspira um pouquinho e segue a vida como sempre.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Como não se apaixonar pelo Cake e pelo Eiw?
É uma série muito fofa. Mas fofa de verdade. O Earth e o Santa combinaram tanto que parece até que já estavam ensaiando essa química desde crianças. São dois fofos que entregaram tudo na atuação, sem forçar nada, só deixando aquele sentimento de primeiro amor, meio tímido, meio bagunçado, totalmente inevitável, aparecer. Eles vão crescendo, amadurecendo, e esse amor vai se desenvolvendo junto, bem gradualmente, daquele jeito que dá um quentinho no peito.My Only 12% tem essa nostalgia boa de quando a vida era mais simples, quando nossas maiores preocupações eram estudar, voltar pra casa cedo, achar graça em qualquer coisinha do dia, e se divertir com os amigos. Foi muito gostoso de acompanhar porque a série traz essa vibe de lembrança doce, quase ingênua, mas sem parecer boba. E eu adorei, de verdade.
Minha única reclamação, e olha que reclamo com carinho, é que foram episódios demais pra uma história tão simples. Não precisava de 14 episódios. Dava pra enxugar um pouco, cortar umas coisinhas aqui e ali, e até aprofundar outras coisas que ficaram só na superfície. Nada que estrague a experiência, mas dá aquela vontade de sair pulando alguns diálogos. Ainda assim, é uma série leve, acolhedora, aquela que aperta o coração com melancolia gostosa, principalmente na parte da descoberta do primeiro amor e de se perceber gay num ambiente tão conservador. A série trata isso com delicadeza, e isso faz diferença.
E, meu Deus, o Cake e o Eiw… fofíssimos.
O Eiw é aquele menino cheio de sentimentos guardados no peito, que vive tudo com intensidade mesmo quando tenta fingir que não. Ele é sensível, meio desajeitado nas emoções, mas de um jeito tão real que dá vontade de proteger. Tem essa carinha de quem está sempre tentando entender o mundo, e a si mesmo, enquanto o coração fica três passos à frente. É impossível não se apegar, porque o Eiw é exatamente esse tipo de personagem que te conquista pela vulnerabilidade emocional.
O Cake aparece com aquele jeitinho mais solto, meio travesso, sempre pronto pra puxar o Eiw de dentro da própria cabeça. Tem uma energia leve, de amigo que segura a onda quando tudo tá pesado, e ainda solta umas verdades do nada que fazem mais efeito que qualquer discurso dramático. Ele não força protagonismo, mas quando aparece você sente, porque o Cake tem essa habilidade irritante e adorável de iluminar a cena sem nem perceber.
O relacionamento dos dois sempre teve essa mistura doce de conforto e bagunça emocional. Eles são amigos de infância daquele tipo que cresceu grudado, dividindo segredo bobo, lanche, brincadeiras, sorrisos e tudo que vem junto com uma amizade de anos. O Eiw, coitado, sempre amou o Cake em silêncio, aquele amor tímido, doído, que fica escondido nos olhares longos e nos sorrisos que duram um segundo a mais. Ele nunca teve coragem de dizer nada, porque o medo de perder o Cake falava mais alto que qualquer desejo. Quando o Cake volta dos EUA, tudo muda. Ele encontra um Eiw diferente, mais seguro, mais bonito, mais… visto. E isso mexe com ele de um jeito que ele não esperava. O ciúme chega sem pedir licença, só porque ele percebe que talvez tenha demorado demais pra olhar pro Eiw com os olhos certos. Nesse reencontro, a dinâmica vira de cabeça pra baixo: o Eiw tentando fingir que superou, o Cake tentando entender por que o coração dispara quando o Eiw sorri pra outra pessoa. E é justamente aí, nesse desequilíbrio delicioso, que o sentimento deles começa a finalmente tomar forma.
E é engraçado, porque quanto mais o Cake tenta esconder esse incômodo, mais ele se entrega. Ele fica ali, todo atravessado, fazendo perguntas tortas, se metendo onde não precisa, tentando recuperar um espaço que sempre foi dele, mas que agora não é mais garantido. O Eiw, por sua vez, fica naquele jogo perigoso entre proteger o próprio coração e, ao mesmo tempo, desejar que o Cake finalmente enxergue o óbvio. E quando eles finalmente se encontram no mesmo sentimento, não é sobre quem amou primeiro, mas sobre como eles cresceram até se amar do jeito certo. É uma história simples, mas tão cheia de verdade, que deixa aquela sensação boa de que alguns amores realmente valem a espera.
Eu adorei acompanhar mais essa história, do começo ao fim. É daquelas que você recomenda com um sorriso no rosto porque sabe que quem assistir vai sentir o mesmo aconchego.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Queria mais de Jane e Ryan :(
Acho que pela primeira vez eu vou reclamar que o casal principal deveria ter tido mais destaque do que o secundário. Normalmente é o contrário, quando o casal principal domina a história, eu reclamo que são sem graça e que o secundário rouba a cena. Só que dessa vez foi o total oposto. O Jane e o Ryan são fofíssimos, mas o roteiro parece ter feito de tudo pra deixá-los em segundo plano. É um slow burn daqueles que dá vontade de gritar pra eles se resolverem logo. No episódio nove é que eles vão ter o primeiro abraço. Nem foi beijo, foi a porra de um abraço. Esse é o slow burn do slow burn, demora tanto que a gente quase torce pra aparecer um cupido armado com uma marreta.Enquanto isso, o casal Tae e Ba-Mhee ganha mais destaque com toda a sua confusão com a Judy, que acaba até resultando em beijo entre as duas. E aqui entra um ponto interessante: o Tae é interpretado pelo Sea, e todo mundo sabe que o Sea tem shipp fixo com o Jimmy. Só que nessa série ele faz par com uma garota, e claro, é um casal hétero. O curioso (ou irritante) é que a série mostra um beijo entre a Judy e a namorada do Tae, mas o casal em si… nada. Zero. Nem um selinho. E eu não consigo deixar de pensar que isso tem mais a ver com a política de “não vamos deixar o Sea beijar ninguém que não seja o Jimmy” do que com o roteiro em si. E, sinceramente, isso soa como uma grande limitação.
E como eles nunca colocam beijo hétero em BL, o que sobra é um casal hétero sem graça ganhando tempo de tela, enquanto o casal principal, que tem uma química absurda é deixado pra escanteio. Teve até pedido de casamento deles e nosso casal principal só migalhas. E não é que o Tae e a Ba-Mhee sejam ruins, eles são até fofinhos, mas é uma história sem muita graça. Eu até me emocionei com eles em algum momento, mas o que eles mereciam mesmo era um beijo decente e menos tempo de tela.
E aí voltamos ao Jane e Ryan, porque, sério… esses dois só de se olharem já fazem a tela pegar fogo. O Off e o Gun estão incríveis, a química entre eles é praticamente radioativa, e mesmo assim a gente recebe só o farelo das migalhas. A GMMTV tinha a faca e o queijo na mão, mas parece que preferiu deixar o lanche cair no chão.
No fim das contas, é uma comédia romântica leve, divertida e sem muita vergonha alheia, o que já é um milagre. Eu ri, me diverti e achei gostosinha de assistir. Só que, infelizmente, o casal principal que realmente carrega a série ficou relegado a papel secundário. E isso dói, porque dava pra ser incrível. Dava pra ser o tipo de slow burn que recompensa a espera. Mas o que a gente ganhou foi só o slow e nada de burn.
Was this review helpful to you?
Não é perfeita, mas é gostosinha de assistir
Esses dias eu conversei com a querida Raiana depois de ver a review dela e acabei decidindo dar uma chance pra essa série. E olha, ela é bem gostosinha e bem feita. Como eu comentei com ela quando a gente tava falando sobre Perfect 10 Liners, eu amo os exageros do Book e o jeitinho dele de atuar (mesmo quando ele pesa a mão e me dá uma leve vergonha alheia kkkkkkk). Só que tem um contraste enorme entre ele, super expressivo, e o Force, que basicamente tem duas expressões no rosto. Aí os personagens deles acabam virando uma caricatura deles mesmos toda vez. Eu gosto dos dois, de verdade, mas sempre parece a mesma coisa.A série em si tem um ritmo leve, daqueles que você coloca pra assistir sem grandes expectativas e, quando vê, já tá perto do fim. A dinâmica dos dois é divertida, tem cenas fofas, alguns momentos bem engraçados e também umas partes que claramente só existem pra encher linguiça, mas que não chegam a atrapalhar tanto. Os casais secundários também ajudam a dar uma movimentada na história, nada muito marcante, mas cumprem bem o papel de deixar tudo mais dinâmico e com uma certa fofura.
Não é uma série que muda a vida de ninguém, mas tem um charme. Sabe quando você tá precisando de algo leve, que não te faça pensar demais e só te faça passar um tempo agradável? Então, é bem isso. Eu terminei com aquele sentimento de “foi bom” e um sorrisinho no rosto. É simples, é previsível em alguns pontos, mas tem o jeitinho certo de série pra descontrair. Dá pra ver sem medo.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Leve e divertido, mas deixou a desejar
Eu achei esse drama fofo, leve, daqueles que você coloca pra assistir e quando vê já passou um episódio inteiro sem perceber. O casal principal tem química, mas não é aquele tipo de paixão explosiva que faz a tela ferver, é mais uma relação quase doméstica. Eles se completam de forma natural, cada um equilibrando o outro, e isso deixa a relação gostosa de acompanhar.Os secundários também fazem uma certa diferença. Eles não ficam jogados de lado como se fossem só decoração, cada um tem um momento em que aparece pra mexer na trama. Claro que nem todos foram tão aproveitados quanto poderiam, alguns até parecem ter ficado pela metade, mas ainda assim dão vida à história. Eu gosto disso, porque detesto quando a série finge que só o romance central importa e deixa o resto no esquecimento.
Agora, vou ser bem honesta, ritmo da série não é sempre fácil de engolir. Tem episódio que parece feito só pra encher tempo, com cenas que não acrescentam muito e deixam a sensação de que a trama está rodando em círculos. Isso já seria suficiente pra dar uma canseira, mas o que realmente me incomodou foi a falta de coragem de mergulhar mais fundo na história. A série tinha um prato cheio nas mãos, dava pra explorar melhor o passado das famílias, mostrar de onde surgiram certos conflitos e como tudo foi se acumulando até chegar ao ponto que chegou. Esse lado mais denso ficou só insinuado, quando poderia ter dado uma carga emocional bem maior.
E tem também a tal da loja, que me deixou com uma pulga atrás da orelha. Ela é apresentada quase como um segredo sujo, um lugar que faz serviços ilegais por baixo dos panos, mas a série praticamente não se dá ao trabalho de explorá-la. A gente vê a fachada, algumas ligações suspeitas, menções aqui e ali… e só. Era um cenário com tanto potencial pra criar tensão, trazer mais drama ou até servir como ponto de virada, mas acabou sendo reduzido a um detalhe de fundo. Faltou coragem de usar esse recurso até o fim.
Outra coisa que me incomodou foi o tal centro de inteligência que investigava a loja. Criaram todo um suspense em torno deles, mas na prática não mostraram quase nada de como funcionavam, nem quais eram os métodos ou a real influência que tinham na história. Ficou tudo muito superficial, como se fossem apenas uma sombra pairando por trás dos acontecimentos. E o pior: no fim, eles não fizeram absolutamente nada de concreto com a loja. Só deixaram o lugar fechar como se fosse uma padaria que perdeu cliente, sem consequência real, sem impacto. Foi um desperdício de enredo que poderia ter dado muito mais peso e conexão aos conflitos.
E não dá pra esquecer dos dois garotos, um investigando e o outro sendo investigado, que no fim das contas estavam apenas sendo usados e testados pelos próprios “chefes”. A série construiu essa trama paralela com suspense, parecia que ia explodir em algo grande, mas acabou ficando pela metade. Quando a revelação vem, em vez de impacto, fica uma sensação de vazio: pra que serviu tudo isso, afinal? Não trouxe consequência real, não mudou o rumo de nada, só deixou a impressão de que enrolaram o público pra depois abandonar o fio narrativo como se não tivesse importância. Foi mais uma daquelas ideias boas que morreram na execução.
No fim, essa série me deixou com aquele sentimento completamente agridoce. Por um lado, eu gostei da leveza, da química do casal principal, das risadas e dos momentos fofos que funcionaram de verdade. Por outro, fiquei frustrada com tantas ideias que ficaram pela metade e com oportunidades desperdiçadas de aprofundar a história e os conflitos. Foi uma mistura de amor e raiva: amei o que me fez sorrir e me derreter, mas odiei a sensação de que a série podia ter sido muito mais do que foi. No fim, fiquei com carinho pela experiência, mas também com aquele gosto amargo de “poderia ter sido muito melhor”.
Was this review helpful to you?
Rindo, suspirando e reclamando no processo
Essa série deixou meio dividida. Eu achei que seria algo fofinho e previsível, mas conforme fui assistindo, percebi que ela tinha muito mais a dizer do que parecia, mas se atrapalha tentando infelizmente. A ideia no geral é fofa: um romance que nasce em meio a barreiras de idioma, cultura e, claro, aquela boa e velha enrolação emocional típica dos BLs. O problema é que, às vezes, a execução não acompanha o potencial. Tem momentos que fluem, mas também tem partes que parecem se arrastar como se os episódios quisessem render mais do que realmente tinham pra mostrar.O casal principal têm uma química natural (Daou e Offroad entregam tudo sempre né meus amores) e eu adorei como até nas briguinhas bobas ou nos desencontros você consegue sentir a conexão entre eles. Tem uma leveza no jeito que eles se olham e uma intensidade quando as coisas apertam, é aquela combinação que faz a gente rir num momento e suspirar no outro. Só que, sendo bem sincera, teve horas em que eu fiquei irritada. Eles ficam presos em algumas repetições, como se estivessem patinando no mesmo conflito (e isso nem é culpa dos atores, o roteiro não ajuda infelizmente) e isso me fez pensar: “ok, já entendi, pode andar pra frente agora?”. Mas ainda assim, quando o romance engrena, compensa cada enrolação, porque o que não falta ali é química.
Sobre os personagens secundários… alguns são verdadeiros tesouros. Eles entram em cena e dão um tempero especial, seja trazendo humor, leveza ou até uma malícia gostosa que deixa a trama menos reta. Outros, infelizmente, parecem ter ficado pela metade. A série apresenta, dá uma pincelada, mas não aprofunda, e eu fiquei naquela vontade de conhecer mais, de ver essas histórias paralelas ganhando o mesmo carinho que o casal principal recebeu.
Agora, não dá pra ignorar que o BL tem sérios problemas de ritmo. Alguns episódios são mais longos do que precisavam ser, e eu senti que certos diálogos foram esticados sem necessidade. Não é algo que destrua a experiência, mas sim algo que cansa de vez em quando, principalmente quando você está imersa na expectativa de ver a relação dos protagonistas evoluir.
No geral, essa série mistura momentos genuinamente fofos com outros que testam a paciência. Não é perfeito, mas tem seu charme, principalmente se você gosta de acompanhar histórias que brincam com diferenças culturais e barreiras de comunicação. Eu terminei a série com um sorriso no rosto, mesmo tendo reclamado no caminho. Recomendo assistir sem grandes expectativas, não vá esperando uma obra impecável, mas vá aberto para se emocionar, se irritar muito e, no fim, se apegar aos personagens.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Começa bem, mas depois se perde
Logo no começo, Big Dragon já chega com o pé na porta: Yai, o “Grande”, resolve armar pro Mangkorn, o “Dragão”, numa noite de bar, colocando sonífero na bebida dele. Só que o plano dá tão errado que vira outra coisa, eles acabam transando, rola uma noite intensa e, pra fechar o pacote do caos, Mangkorn ainda rouba a gravação da foda toda. É tenso, é escandaloso e é impossível não querer saber até onde essa bagunça vai parar.O que realmente segura tudo é a química absurda entre os dois. Não é exagero, é aquela tensão carregada, toque que parece real, olhar que fala mais que diálogo. É o tipo de conexão que faz muita gente assistir até o fim mesmo com o roteiro tropeçando. Porque, vamos ser sinceros, sem essa química, a série teria desmoronado fácil.
E o roteiro... Começa quente, com promessa de vingança e jogo de poder, mas lá pro meio parece esquecer de onde veio e resolve virar romance fofinho, com direito a melodrama familiar e triângulo amoroso que a gente já viu mil vezes. A tensão inicial simplesmente some, e a história perde aquela pegada ousada que chamou atenção no começo. Em alguns momentos, dá até a sensação de que as cenas foram escritas só pra colocar Yai e Mangkorn juntinhos, sem se preocupar muito se fazia sentido no conjunto.
Apesar disso, não dá pra negar que a série é linda visualmente, tem uma produção bem cuidada e uma trilha sonora que ajuda no clima. E os dois protagonistas carregam tudo nas costas com tanta força que dá pra perdoar uma boa parte das falhas.
No fim, essa série não é nenhum marco do gênero, mas também não é descartável. É caótico, sensual, com romance de novela e um enredo que às vezes esquece pra onde tá indo. Se você quer mais coerência e profundidade, talvez se irrite. Mas se for pela química e pelo clima intenso, vale a tentativa, mesmo que, em alguns episódios, você acabe se perguntando “o que eu tô vendo?”.
Was this review helpful to you?
Não esperava nada e recebi um quentinho no peito
Não vou mentir: fui assistir This Love Doesn’t Have Long Beans sem esperar muita coisa. Título esquisito, premissa simples… achei que seria só mais um BL esquecível. Mas no fim? Acabou me surpreendendo de um jeito bem gostoso.A série é curtinha, leve e fácil de maratonar. Não tem nada de muito profundo ou complexo, e talvez por isso funcione tão bem. É o tipo de história que a gente assiste com um sorrisinho no rosto e termina com o coração quentinho.
A proposta da culinária foi um charme à parte. A forma como eles usam a cozinha pra construir a relação dos personagens foi muito bem pensada. A cinematografia também ajuda, viu? Os pratos são lindos, as cores são vivas, tudo bem feito e visualmente aconchegante.
Plawan me ganhou rapidinho. Ele é desastrado, atrevido, fofo… aquele tipo de personagem que parece que vai quebrar tudo e ainda assim conquista todo mundo. E o Oab? Durão, na dele, com aquele passado mal resolvido, mas que vai se abrindo aos poucos. A química entre eles é uma delícia. Eles brigam, provocam, cozinham juntos, trocam olhares demorados... e quando finalmente se entregam, a gente só suspira.
Mas, né, nem tudo é perfeito. O roteiro dá umas derrapadas esquisitas. Algumas situações surgem e desaparecem sem muita explicação. E isso atrapalha um pouco, porque tinha espaço pra desenvolver mais.
Aliás, que desperdício de casal secundário! Eles são tão fofos, com tanta química, e quase não aparecem. Eu queria muito mais deles, porque mereciam mesmo brilhar.
Sobre o Oab e o Plawan, se tem uma coisa que me incomodou um pouco foi a falta de comunicação entre eles. Às vezes parece que um olha pro outro esperando um milagre em vez de falar o que tá sentindo. Mas ao mesmo tempo, eu gosto muito de como a série mostra o Oab se libertando das dores do passado sem apagar sua história. O desenvolvimento emocional dele é simples, mas sensível.
O final é bem apressado, dava pra ter mais tempo mostrando o depois, sabe? Mas ainda assim entrega o que promete: casal junto, aliança, e aquele gostinho bom de "eles vão ficar bem".
No fim das contas, This Love Doesn’t Have Long Beans não é a série mais bem escrita, nem a mais memorável, mas tem química, tem risadas, tem cenas fofas e tem alma. E às vezes tudo o que a gente precisa é algo leve, que faz sorrir de verdade.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Um grande surto que virou meu BL de conforto
Olha… Caged Again é tão brisado que eu juro que a pessoa que escreveu isso acendeu um antes de sentar pra digitar. Tem um pinguim que vira gente. Uma pantera também. E romance entre os dois. Se você acha que leu errado, não leu. É isso mesmo.A série começa com essa premissa doida e, contra todas as probabilidades, funciona. Tem carisma, tem química, tem cenas fofas de morrer… mas também tem muito furo, uns cortes tão esquisitos que parecem erro de edição, e um enredo que começa promissor e depois se perde num mar de ideias não resolvidas. É tipo quando você começa a escrever uma fanfic achando que vai ser só comédia, e de repente tem tráfico de animais, possessão espiritual e um romance que tenta se aprofundar, mas não dá tempo.
Mesmo com todos os defeitos, e são muitos, essa série me conquistou de um jeito inexplicável. O Junior é o caos em forma de bicho fofo, e o Sun é o típico personagem gelado que vai derretendo com o tempo. Os dois juntos entregam uma vibe gostosinha, meio "conto de fadas quebrado", meio "comédia romântica psicodélica". E eu fiquei completamente rendida.
O episódio 5 é o auge da fofura. Aquele beijo escondidinho debaixo da coberta foi tão doce que meu coração quase não aguentou. Mas aí chegam os últimos episódios e tudo vira um corre-corre de resolução que passa voando, deixando vários buracos na história. Mesmo assim… eu fiquei ali firme, pensando “o que foi que esse pinguim e essa pantera fizeram comigo?”.
Outra coisa que eu esperava MUITO era ver outros animais! Na abertura aparece uma coruja e um macaco, claramente representando os dois amigos deles, e eu fiquei na expectativa real de ver isso acontecendo. Imagina esse quarteto todo sendo animais? O potencial tava gritando. Mas infelizmente isso não veio. Ainda assim, o quarteto me ganhou fácil. A dinâmica entre eles é leve, divertida e cheia de carinho.
E tem uma coisa no Junior que me encantou demais: ele não abaixa a cabeça pra ninguém. Ver ele se impondo e não deixando os garotos que faziam bullying com ele saírem por cima foi TUDO. Aquela inocência misturada com a falta de vergonha na cara dele de simplesmente olhar na cara dos bullies e enfrentar, sem medo, foi uma das melhores coisas da série. Me fez admirar ainda mais esse personagem todo atrapalhado.
Podia ter sido melhor? Com certeza. Faltou direção, roteiro, final decente, lógica básica… Mas ainda assim, no meio de todo esse surto, eu encontrei conforto. Caged Again virou meu BL de segurança emocional. Quando eu só quero desligar o cérebro e sentir o coração quentinho, é pra lá que eu volto. Mesmo sabendo que nada faz sentido é estranhamente confortável.
Was this review helpful to you?
This review may contain spoilers
Sim, eu voltei só pra ver o Sky feliz
O episódio especial de Love in the Air foi tipo aquele café que você toma no fim do expediente: você nem precisava, mas tomou, e no fim até aqueceu o peito um pouquinho. Não mudou o mundo, não resolveu todas as coisas mal amarradas da série, mas entregou o que a gente queria ver: Sky e Prapai sendo felizes, Rain e Phayu ainda naquele eterno teatrinho de casal gato e rato, e um pouco de alívio emocional depois da montanha-russa de tensão que foi a história principal.Assistir a esse episódio foi quase terapêutico. O Sky, finalmente leve, sem o peso constante do passado, sorrindo de verdade, foi a coisa mais satisfatória de ver. Me deu uma sensação de recompensa emocional por ter aguentado o Gun que me tirou do sério mais vezes do que consigo contar no pouco tempo que apareceu. Aqui, o Sky parece inteiro. Não só em relação ao romance com o Prapai, mas com ele mesmo. Ele parece confortável, seguro, e isso muda tudo. O Prapai continua na vibe “bad boy que virou namorado dedicado”, mas aqui ele tá mais suave, menos performático, mais gente real, o que ajuda muito.
O casal Rain e Phayu, por outro lado, segue naquela estética “estamos em um ensaio fotográfico sensual constante” que nunca foi exatamente o meu estilo. Eles têm química, ok, mas parece que nunca saem do personagem. Ainda assim, não incomodam tanto no especial. Talvez porque o episódio em si é mais focado na vibe “todo mundo feliz, olha como o amor venceu”.
Visualmente, continua bonito. É aquela mesma fotografia ensolarada, com direito a cena fofa, beijo bem filmado e olhares dramáticos que duram segundos demais. Nada surpreende, mas também nada decepciona. É fanservice, e nesse ponto, entrega com gosto. Eu diria até que o especial funciona melhor como encerramento emocional do que o final real da série. Ele dá aquele respiro necessário. Não pra curar todos os traumas do Sky (e os nossos, que assistimos), mas pra deixar claro que agora ele está bem, está amando e sendo amado, e isso já vale o episódio inteiro.
No fim das contas, o especial é pra quem ficou, pra quem se importou, pra quem sobreviveu ao Gun tentando parecer intenso. E se você, como eu, se apegou a Sky e Prapai no meio do furacão, vai assistir sorrindo. Porque às vezes, tudo o que a gente quer é um pouco de paz depois da tempestade.
Was this review helpful to you?
Tem potencial pra virar favorita, dependendo do seu momento da vida
Our Youth me pegou de um jeito que eu não esperava. É aquele tipo de série que não grita pra ser notada, mas que vai te envolvendo aos poucos, no silêncio, nos olhares, naquelas pequenas coisas que só fazem sentido quando a gente sente junto.O clima da série é todo delicado e meio nostálgico, sabe? Nada de exagero, nem correria. Tudo é calmo, contemplativo. Cada cena parece escolhida a dedo pra te fazer respirar fundo e sentir alguma coisa que nem sempre dá pra nomear.
O mais bonito, pra mim, são os relacionamentos. Eles são reais. Nada de amizade mágica que surge do nada ou amor que explode em cinco minutos. Aqui tudo vai se construindo devagarzinho, com cuidado, com dúvidas, com medo, mas também com carinho. E isso é o que mais toca: parece algo que poderia ter acontecido com a gente. Ou com alguém que a gente já conheceu.
Os personagens são super humanos. Não tem ninguém 100% bonzinho ou 100% errado, só gente tentando viver, sobreviver, entendendo o que sente, errando, tentando de novo. Isso me fez torcer por eles de verdade. Porque não dá pra não se identificar em algum momento.
Agora... se você curte um drama mais acelerado, Our Youth talvez soe meio parado. Ele aposta muito em silêncio, em momentos que ficam no ar, esperando você completar com a sua emoção. E tem quem ache isso cansativo, eu sei. Mas, se você entra no ritmo, é um tipo de recompensa diferente.
Alguns temas que aparecem (violência doméstica, pressão da família, expectativas sociais) são meio só tocados, não chegam a ser super desenvolvidos. Às vezes dá vontade de saber mais, de ver aquilo ser explorado com mais profundidade. Mas também acho que a série escolhe sugerir, deixar no ar, como muita coisa da vida real.
E o final... olha, é um daqueles que não é "final perfeito", mas faz sentido dentro da proposta da história. Pode deixar um gosto meio agridoce, daquele tipo de coisa que fica ecoando depois que você termina. E eu gosto disso.
No fim das contas, Our Youth foi como reler uma lembrança esquecida. Não é uma série que dá pra maratonar loucamente, é pra assistir com calma, com o peito aberto, prestando atenção no que não está sendo dito. E se você for meio sensível como eu pra histórias sobre crescer, se apaixonar devagar e lidar com sentimentos que a gente não sabe nomear... bom, aí pode virar um 10 fácil no seu coração também.
Was this review helpful to you?

