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  • Join Date: July 20, 2026
Completed
Harmony Secret
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 21, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 6.0

Chefonas divas

“Para você, talvez eu tenha sido uma inimiga. Mas, para mim, você sempre foi a única em meu coração. E talvez seja por isso que eu nunca tenha conseguido amar mais ninguém. Porque nenhuma delas era você.”

Harmony Secret foi uma surpresa — ainda que, de certa forma, esperada. Enquanto eu não terminava GAP (o que já faz uns dois meses), comecei a procurar outro GL com uma proposta diferente, já que o que acabou me paralisando na outra série foi justamente a dinâmica chefe x funcionária, algo de que eu nunca fui muito fã.

No meio de várias opções, a capa de Harmony Secret imediatamente me chamou atenção. Ela transmitia a sensação de um GL mais maduro, menos “good vibes” e muito mais intenso emocionalmente. Mesmo assim, me apaixonei pela proposta de chefona x chefinha. Romance de escritório normalmente não funciona comigo, mas HS conseguiu me prender com facilidade. E a maior surpresa foi perceber que a relação entre as protagonistas era muito mais conturbada do que eu esperava — algo que permanece do início ao fim da série.

Enfim, sem mais delongas.

Aiwarin e Maevika são duas herdeiras extremamente confiantes — talvez até arrogantes — que se reencontram depois de anos marcados por uma falsa intriga. Agora mais velhas e maduras, elas voltam a se enfrentar, disputando o lance mais alto enquanto lideram as empresas de suas famílias e carregam uma responsabilidade enorme sobre os ombros.

Maevika está determinada a conquistar o respeito dos executivos mais velhos da sua empresa e provar que merece ocupar o posto de próxima líder. Já Aiwarin, mais experiente nesse mercado, tenta desesperadamente conquistar o reconhecimento do próprio pai. Assim, as duas entram em uma guerra silenciosa, jogando sujo uma com a outra sempre que necessário. Mas, no meio desse caos corporativo, nasce um sentimento inesperado — principalmente da parte da Mae.

Por mais que Harmony Secret não seja a série mais confortável do mundo, ela trabalha seus conflitos de uma maneira extremamente humana e madura. Isso fica evidente na relação entre as protagonistas, que constantemente precisam lidar com consequências causadas tanto pelo mundo ao redor quanto por elas mesmas.

E acho que é justamente isso que faz Aiwarin e Maevika funcionarem tão bem juntas. As duas possuem personalidades fortes, orgulhos enormes e formas completamente diferentes de lidar com seus sentimentos, mas, ainda assim, existe uma conexão muito sincera entre elas. A química das atrizes funciona em praticamente todas as cenas — desde os momentos de tensão até os mais vulneráveis — e isso torna impossível não se envolver emocionalmente com o relacionamento delas. Aiwarin pode até ser a lésbica emocionada, enquanto Maevika assume perfeitamente o papel da bissexual confusa, mas existe algo genuinamente bonito na forma como elas se entendem e se apoiam, principalmente como mulheres ocupando espaços tão difíceis.

No meio de todo o caos, as secretárias também brilham como casal secundário. E cara… como não falar delas? Que química absurda.
Também não consigo falar desse drama sem citar Yam, a secretária da Aiwarin, que carrega um dos backstories mais interessantes da série inteira. Sinceramente, eu adoraria ter visto ainda mais dela.

Eu assisti poucos girls love na vida, então talvez não tenha repertório suficiente para apontar grandes defeitos ou fazer uma crítica extremamente técnica. Ainda assim, como uma obra completa — com começo, meio e fim bem definidos — Harmony Secret consegue se destacar muito. A produção é excelente em praticamente todos os aspectos: figurinos, cenários, fotografia, direção e até o uso do áudio ajudam a construir toda a atmosfera intensa da série.

Claro, digo isso como alguém completamente leiga nesse assunto. Talvez o que funcionou perfeitamente para mim não funcione para outras pessoas — e tudo bem. No fim, acho que Harmony Secret me conquistou justamente por não tentar ser leve o tempo inteiro. A série abraça o caos emocional das protagonistas sem medo, e isso faz com que cada conflito, cada reconciliação e cada momento de vulnerabilidade pareçam muito mais reais.

PS: a música de abertura dessa série é ABSURDAMENTE viciante, sério.

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Completed
Never Forget Your Enemy
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 8.5
Story 7.5
Acting/Cast 8.0
Music 9.0
Rewatch Value 7.0

Linda série

“E então, que você dissipe a minha escuridão e a preencha com uma nova luz — assim como a alvorada sempre faz.”

Never Forget Your Enemy é um BL com um plot que, à primeira vista, não traz nada de muito novo — mas que, ainda assim, conseguiu me prender completamente. E eu digo isso sem hesitar: eu me apeguei. Muito.

Durante a espera pelos episódios, eu sentia falta dos protagonistas de um jeito quase estranho. A química entre eles, a harmonia em cena… tudo contribuía pra essa sensação. Mas o que realmente me marcou foi como a série brinca com isso. Mesmo nos momentos mais leves, sempre existia uma tensão silenciosa, um mistério latente, algo não dito pairando no ar. Nunca dava pra relaxar de verdade — sempre havia a sensação de que um choque estava por vir.

E talvez seja justamente por isso que o final me decepcionou.

Os episódios finais parecem apressados, como se faltasse tempo pra desenvolver tudo o que foi construído antes. Algumas decisões soam pouco trabalhadas, e certas revelações não recebem o peso que prometiam. Eu esperava uma entrega mais intensa — emocionalmente e narrativamente. A série sugere um conflito mais profundo, algo mais complexo, mas, quando finalmente revela suas cartas, o impacto não acompanha essa expectativa.

Com mais tempo — talvez dois episódios a mais — isso poderia ter sido resolvido com muito mais cuidado e força.
Ainda assim, não apaga o que eu senti assistindo.

Fazia muito tempo que um dorama não me deixava tão envolvida, tão ansiosa por cada novo episódio. Tem algo aqui que funciona, mesmo com as falhas. Algo difícil de explicar, mas fácil de sentir.

Never Forget Your Enemy é, no fim, um BL muito promissor: entrega fofura, tensão, mistério e picância (muita picância).
Escorrega no final, sim — mas não o suficiente pra apagar o quanto ele consegue te envolver ao longo do caminho.

E, sinceramente? Eu gostei. Gostei muito.

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Completed
10Dance
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
Completed 0
Overall 9.5
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 9.5

Obra-prima japonesa

10 Dance foi um filme muito aguardado por mim — e por uma pá de gente — e carregado de expectativas. Não consigo resumir essa obra em outra frase que não seja: um verdadeiro tutorial de como engolir o básico e o genérico para nos entregar, com destreza, algo original, belo e esplêndido.

Nesse filme, conhecemos dois Shinya e a complexidade de sua relação. Enquanto, no início, Suzuki Shinya sente ódio, repúdio e talvez até inveja do outro, Sugiki Shinya, ao observá-lo, enxerga um potencial enorme, escondido em cada gesto e movimento.

A forma como Suzuki vai se entregando a Sugiki poderia, sim, ter sido melhor distribuída ao longo do filme, e não concentrada nos primeiros 30 minutos. Com o passar do tempo, fica subentendido que ele já se sentia atraído por Sugiki desde o início, mas resistia em aceitar isso. Ainda assim, cai rapidamente nos encantos do parceiro de aula e logo se vê extasiado, apaixonado demais. Em contrapartida, Sugiki — que no começo se mostrava mais interessado — constrói uma parede entre eles, apresentada de maneira mais profunda e complexa.

Mais do que subentendido, o que vemos ali é paixão em estado puro. Eles dançam apaixonados. Dançam os dez estilos que ensaiaram juntos por meses, fazendo da relação o verdadeiro eixo do filme. São aplaudidos — mas não o suficiente. Os Shinyas mereciam muito mais do que aplausos.

A tensão entre os dois homens é palpável e indiscreta. Eles se rendem a ela e, a partir daí, tornam-se um só. Desde a cena do metrô, já não há separação: existe conexão. Cada beijo, cada dança e cada toque revelam uma paixão sincera, finalmente reconhecida por Sugiki no final da trama.

Eu me entreguei completamente enquanto assistia. Fiquei fisgada de um jeito raro, sem conseguir desviar os olhos. A cinematografia é belíssima, a dublagem em português é espetacular, e os figurinos, as danças e as atuações são entregues com precisão. A química entre os atores é evidente em todas as cenas em conjunto. Os personagens são carismáticos e cheios de personalidade, cada um em seu próprio mundo — e, quem diria, esses mundos colidem.

Minha única crítica fica no desenvolvimento individual da relação. O filme sabe mostrar o desejo, mas hesita em aprofundar o conflito interno. Vemos os dois muito juntos, porém emocionalmente separados; seus pensamentos nem sempre se encontram. O estopim da história acontece por conta dos conflitos internos de Sugiki, que são apresentados, mas apenas parcialmente explicados.

Senti falta de algo mais de Suzuki. Sabemos que ele é de Cuba, dança ritmos latinos, dorme com muitas mulheres e adora festas — mas Suzuki parece carregar histórias que o filme escolhe não contar. Não há um verdadeiro “X da questão” para ele. Ainda assim, essa ausência não diminui a força do filme; apenas evidencia o quanto seria interessante explorá-lo melhor em uma possível continuação.

Sem mais delongas, 10 Dance entende o amor como movimento: quando para de dançar, perde o ritmo — mas enquanto dança, é impossível desviar o olhar.

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Completed
Reset
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 9.5
Acting/Cast 10
Music 9.0
Rewatch Value 7.0

UM DOS MELHORES DE 2025

Me recomendaram "Reset" no twitter, eu quis dar uma chance pois falaram que a série era MUITO boa e concorreria facilmente como o melhor boys love do ano.

De verdade, quem sou eu para discordar??

Reset é uma obra prima, o visual é tão fantástico! As atuações não deixam a desejar, também. A história chega a ser repetitiva em um momento, o que dá raiva, mas foda-se, isso é muito bom para eu simplesmente abaixar a nota.
O romance dos protagonistas já faz Reset fechar com 5 estrelas.

Thada e Armin, que química!!!! Me adotem pfvr!!
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Completed
KinnPorsche
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
14 of 14 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.5
Acting/Cast 9.5
Music 10
Rewatch Value 7.5

Grande marco na indústria

“Eu não estou do lado da primeira família, nem da segunda. Eu estou do seu lado.”

KinnPorsche é uma série que eu comecei há muito tempo (muito mesmo), larguei, voltei, larguei de novo e, mesmo assim, terminei. Não porque foi fácil, mas porque ela tem alguma coisa que simplesmente não te deixa ir embora. Então talvez isso aqui não seja uma análise 100% fiel ao que a série é, mas sim ao que ela deixou em mim.

Não tenho como começar sem falar do Kinn e do Porsche. Afinal, eles carregam a série nas costas.
O relacionamento deles começa completamente torto, desconfortável, com uma dinâmica de poder muito desigual e uma toxicidade que incomoda de verdade. Em vários momentos eu só conseguia pensar que aquilo não tinha como dar certo, que eles não funcionavam juntos e que seria melhor se afastarem. Só que, contra todas as expectativas, funciona.

E funciona porque a construção é bem feita. Não é rápida, não é perfeita e nem tenta ser. O desenvolvimento — principalmente do Kinn — é muito consistente. Ele é um personagem claramente afetado por traumas e relações passadas, alguém que não sabe lidar com sentimentos de forma saudável, mas que, aos poucos, vai mudando. Não de forma milagrosa, mas o suficiente pra transformar a relação em algo genuinamente bom.
E quando você percebe, já está completamente envolvida, sorrindo por qualquer interação mínima entre os dois, porque aquilo que começou errado demais vira algo estável, fofo e, dentro daquele universo, saudável.

Já o relacionamento entre Kim e Porchay tem uma energia completamente diferente.
Existe sentimento, existe carinho, mas também existe um descompasso muito claro. O Porchay sente muito, se entrega, enquanto o Kim parece emocionalmente distante durante boa parte do tempo, como se nunca estivesse totalmente presente. Isso deixa a relação meio incompleta, meio mal resolvida. Não chega a ser ruim — mas também não é satisfatória. Fica com cara de algo que começou na hora errada, com pessoas em níveis de maturidade diferentes. E o final deles reforça bastante isso.

Agora, sobre Vegas e Pete, não tem muito o que suavizar. Esse relacionamento ultrapassa qualquer limite aceitável (é nojento). Não é só tóxico, é abusivo em vários níveis: físico, psicológico e emocional. Teve um ponto em que simplesmente não dava mais pra assistir. Eu comecei tentando entender a proposta, mas depois de certas cenas ficou impossível continuar sem desconforto real.

Eu pulava mesmokkk

A série tenta justificar o Vegas com trauma, negligência e questões familiares, mas isso não sustenta o que ele faz. Não justifica e nem deveria. Nem todo personagem precisa de redenção e, nesse caso, tentar construir isso soa mais forçado do que qualquer outra coisa. O Pete é claramente uma vítima, e transformar aquela dinâmica em algo minimamente aceitável é uma escolha narrativa bem questionável. Foi, inclusive, o principal motivo de eu ter largado a série por meses.

É uma opinião bem pessoal, mas eu não consigo — e nunca vou conseguir — entender quem gosta desse casal.

Saindo dos relacionamentos, KinnPorsche é uma série extremamente bem produzida. A estética é bonita, a direção funciona, as cenas de ação são boas e prendem. O problema maior está na conveniência do roteiro. Informações importantes aparecem e somem no momento exato em que a história precisa, personagens morrem antes de revelar coisas essenciais e isso se repete o suficiente pra ficar evidente. Não chega a estragar a experiência, mas é algo que incomoda.

Uma coisa que funciona muito bem é o mistério em torno da família do Porsche. Ele não é completamente resolvido e isso deixa um espaço interessante pra interpretação.

Outra coisa que definitivamente vale a pena ser mencionada é a trilha sonora, principalmente “Free Fall”, que é um destaque absurdo!!
Quando a música volta no episódio final — dessa vez, no piano —, com o peso de tudo que aconteceu, é o tipo de cena que realmente bate. É bonito, é marcante e funciona emocionalmente.

No fim, KinnPorsche não é uma série leve e definitivamente não é pra todo mundo. Ela exige um certo nível de tolerância, principalmente por causa de algumas escolhas narrativas e relacionamentos problemáticos. Mas ainda assim, é uma série que vale a pena. Tem ação, tem tensão, tem momentos muito bons e, principalmente, tem um casal principal que compensa muita coisa.

E quando chega no final, fica claro que, apesar de tudo, Kinn e Porsche são o tipo de relação que, dentro daquele caos todo, realmente parece que daria certo até o fim.

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Completed
See Your Love
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by Lenoca
Jul 20, 2026
13 of 13 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 8.5
Acting/Cast 9.5
Music 9.5
Rewatch Value 7.5

Muito fofo, vc precisa asssistir isso

Eu conheci See Your Love por causa de um edit no TikTok e resolvi dar uma chance sem esperar muita coisa.
Resultado: me apaixonei completamente.

A história em si até tem momentos meio confusos, especialmente tudo que envolve o primo do Zi-Xiang, mas sinceramente, quando o casal principal aparece, qualquer falha fica em segundo plano.

O romance é o grande acerto da série. A construção é perfeita, no tempo certo, sem parecer apressada ou artificial. A química entre eles é absurda e muito fácil de sentir. A dinâmica emocional funciona demais: tem desejo, tem afeto, tem conflito interno, tudo equilibrado de um jeito que prende e envolve.

O Shao Peng é um personagem que me marcou muito. Ele é sensível sem ser frágil, carinhoso sem ser infantilizado. Existe uma delicadeza na forma como ele se expressa, como sente e como se coloca no mundo, que torna impossível não se apegar. Cada cena dele carrega emoção, e a relação com o Zi-Xiang cresce de um jeito muito bonito de acompanhar.

O clima da série também ajuda bastante. É tudo muito aconchegante, bem fotografado, com uma estética que combina com o tom romântico e emocional da história. Mesmo quando o roteiro dá uma escorregada, a atmosfera segura a experiência.

E eu preciso falar do casal secundário, porque eles são simplesmente adoráveis. Trazem alívio cômico, química e um charme próprio que complementa muito bem a narrativa. Toda vez que apareciam, era impossível não sorrir.

O final me agradou muito. Fechou a história de forma satisfatória e carinhosa, sem deixar aquela sensação de algo faltando. See Your Love entrou fácil na lista dos meus BLs favoritos! É um daqueles que a gente termina feliz, com o coração quentinho e vontade de assistir tudo de novo.

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Completed
To My Shore
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
15 of 15 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 10
Music 9.5
Rewatch Value 5.0
This review may contain spoilers

INTENSO

“Eu não quero mais ir para o inferno, porque eu sei que você não estará lá."

To My Shore conta a história de duas metades de um todo que finalmente se encontram — e, em tese, se completam. Duas pessoas que poderiam transformar uma vida vazia, sem significado e sem cor, em algo repleto de sorrisos, paixão e muito 🔥🔥🔥
Só que não.

O relacionamento dos protagonistas é tudo, menos isso. Muito pelo contrário: ele é construído sobre manipulação, traição, abuso físico e psicológico e uma quantidade obscena de mentiras. Se To My Shore fosse uma obra que idealiza um relacionamento saudável, talvez essa primeira descrição até servisse. Que pena, You ShuLang e Fan Xiao.

O enredo é dividido em três linhas temporais contínuas. A primeira delas se encerra no episódio 7, quando conhecemos dois presidentes de empresas muito diferentes entre si: um bondoso demais, o outro egoísta demais. O que começa como uma aproximação estratégica se transforma em um jogo — um jogo de manipulação, controle e autodestruição.
Fan Xiao faz coisas terríveis com ShuLang — e acaba se apaixonando. Quem diria? O caçador caiu na própria armadilha. Quando percebe, já é tarde demais. Desesperado, ele destrói tudo que o outro tem: carreira, vida social, relacionamentos, família. E, como esperado, consegue. E o tem de volta.

Fan Xiao é um personagem absurdamente interessante. Moldado por traumas profundos e negligência familiar, cresceu com uma visão egocêntrica, narcisista e fria do mundo. Nunca se interessou por romance ou prazeres banais. Vivia no automático — talvez sustentado apenas pela vingança que planejava contra a própria família. Seu mundo era escuro, centrado em tudo aquilo que ele já não conseguia mais suportar: um “não”.
Quando conhece You ShuLang, tudo muda. Seu mundo ganha cor, sua vida ganha significado. Mas, como esperado de alguém emocionalmente destruído: se você está no fundo do poço, por que não puxar o outro junto?

You ShuLang, por outro lado, é talvez a maior vítima da história — mas não é um santo. Depois de tanta manipulação psicológica, ele simplesmente desiste de si mesmo. E, por mais que tente se convencer do contrário, ele ainda ama Fan Xiao. ShuLang é gentil, empático, humano demais para o mundo nojento em que está inserido. Ele apanha calado não porque é fraco, mas porque acredita demais nas pessoas — e isso o torna vulnerável de um jeito quase doloroso de assistir.

Do episódio 8 ao 12, a série se transforma em uma tortura psicológica tanto para os personagens quanto para o espectador. Dói ver no que a vida de ShuLang se tornou por causa de Fan Xiao. Dói ver o próprio Fan Xiao se autodestruindo e levando o outro junto. Dói perceber como ambos são vítimas de uma sociedade cruel, que machuca uma pessoa e, como se não fosse nada, se sente no direito de destruir a outra sem motivo algum.
Sinceramente, houve momentos em que eu não sabia se queria que Fan Xiao estourasse a própria cabeça na parede ou fosse internado urgentemente numa clínica psiquiátrica.

Eu não via luz. Não via solução alguma para aquela relação. E foi exatamente por isso que fiquei genuinamente chocada — e impressionada — com o rumo que a história tomou :)

Fan Xiao aprende a se autocorrigir. Cerca de 70% de tudo que ele tomou de ShuLang, ele devolve. Seu arco de redenção é intenso, doloroso e surpreendentemente bem construído. Ele não se torna uma pessoa “boa”, mas aprende os limites do outro e se força a mudar. Sozinho. Isso é o que mais me choca.
Com MUITA terapia, eu realmente acredito que Fan Xiao poderia chegar a uns 80% do que seria uma pessoa mentalmente saudável. E desde o início da série fica claro: o problema central não é apenas um personagem ruim sendo ruim por diversão. Isso não justifica nenhuma das atrocidades que ele cometeu — jamais. Mas, como alguém dodói da cabeça, ver esse personagem sair do fundo do poço e quase alcançar o topo foi estranhamente reconfortante.

No fim, To My Shore entrega uma conclusão extremamente interessante — e eu aguardo o episódio especial pacientemente (mentira, chega logo 😭). Porque eu — e metade do fandom — ainda tenho muitas ressalvas em relação a esse homem problemático. E, mesmo com o final que tivemos, várias perguntas ficaram no ar.

Então encerro com:
“Fan Xiao, se você fuder com a vida do ShuLang de novo — garoto, você tá ferrado, porque eu vou te fazer comer diarréia.”

To My Shore é sufocante, cruel, desconfortável — e ainda assim, profundamente humano.

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Completed
The On1y One
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 9.0
Music 9.5
Rewatch Value 8.0
This review may contain spoilers

Você VAI chorar

EU TO MTO MAL SAO 4 DA MANHÃ CARA 😭😭😭😭
o final abertissimo da série mas tem continuação da novel então essa eh uma review da s1

Uma das coisas que mais achei incrível em The On1y One é que Tian e Wang passam por diversos tipos de relações em apenas 12 episódios e em tecnicamente 1 ano.

*SPOILER abaixo

Eles foram de desconhecidos para rivais, de rivais para inimigos, de inimigos para colegas, de colegas para amigos, de amigos para melhores amigos e concluem como melhores amigos para distantes conhecidos.

Você sabe quem amou primeiro, você sabe quem se rendeu ao sentimento primeiro — e é exatamente esse o ponto. Quando Wang percebeu que realmente sentia mais do que admiração pelo seu irmão e que nunca o considerou realmente um irmão, ele quebra, diferente do Tian. Isso mostrou até onde eles iriam um pelo outro e por si mesmo. Sinceramente, eu entendi que quando o Tian se deu conta de que realmente amava o Wang, ele desistiu de explorar esse sentimento, justamente pelo outro ter se tornado seu irmão — acontece que o Wang não reagiu da mesma forma e isso eh tão: AARRGHGH SO SE AMEM LOGOOOOOO

E cara, esse "final" da relação deles, da relação dos professores (o triângulo amoroso) e simplesmente o arco do aluno psicopata com distúrbios mentais em aberto me pegou muitoooo
Mesmo sem um final feliz eles te dão uma centelha de "não é o fim, você sabe disso". Vale a pena assistir, com toda a sinceridade do mundo.

Essa maratona me rendeu mais um BL tawines completo, oh gloria 😸

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Completed
Kill to Love
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 20, 2026
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 10
Acting/Cast 7.0
Music 9.5
Rewatch Value 5.0

Primeiro BL chinês histórico sem censura

Eu não tenho palavras para descrever o que foi assistir Kill to Love. Mais do que uma experiência, terminei a série completamente apaixonada — e emocionalmente destruída.

Antes de começar, pesquisei um pouco sobre a obra. Todas as avaliações que encontrei eram absurdamente positivas, a ponto de me fazer pensar: “essa série é tudo isso mesmo?”
Sim. É ainda mais, Lena.

Como fã de obras chinesas históricas, especialmente BLs, minhas expectativas naturalmente ficaram mais altas. E, convenhamos: não sendo um The Untamed da vida com 60 episódios, era impossível eu não dar uma chance.
Não sei dizer o quão fiel essa adaptação é ao livro original, mas, como série independente, Kill to Love é simplesmente absurda de boa.

A trama nos apresenta três linhas do tempo, através das quais acompanhamos os protagonistas Duan Ziang e Xiao ShuHe. Da infância até o momento em que assumem seus respectivos tronos, os dois constroem uma relação marcada por afeto, mas curiosamente esvaziada de algo essencial: confiança.
Quando se reencontram já adultos (e definitivamente não por acaso), eles se amam, mas esse amor nasce e se mantém envolto em mentiras, desconfiança e jogos de poder. A série constrói toda a ambientação da relação deles sobre esse alicerce frágil, quase como se estivesse constantemente nos lembrando de que esse vínculo nunca teve permissão para existir de verdade — nem mesmo antes de todas as barreiras serem erguidas.
O desfecho é trágico, mas de uma tragédia honesta, crua e inevitável. Nada ali soa gratuito.

E, ainda assim, é compreensível que a série não tenha impactado todos da mesma forma que me impactou. Especialmente para quem não tem familiaridade — ou afinidade — com histórias no estilo de Kill to Love.
Mesmo assim, fica aqui meu apreço sincero por esse BL incrível, e também pelo fato de ser o primeiro BL histórico chinês a não ser censurado, algo que por si só já carrega um peso enorme.

Kill to Love fala sobre romance, política, traição, drama e ação com bastante competência. Nem todos esses pilares são executados de forma perfeita, isso é inegável. Mas o que também não dá para negar é que Duan Ziang e Xiao ShuHe são o coração da obra e absolutamente imbatíveis.

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Completed
Let Free the Curse of Taekwondo
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by Lenoca
Jul 20, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 8.5
Music 10
Rewatch Value 10
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OBRA PRIMA DA CORÉIA

OK, EU AMEI ISSO ABSURDAMENTE!!!!
Definitivamente entrou na lista dos meus favoritos.

Como uma história com uma premissa tão simples simplesmente conseguiu entregar mais camadas do que um bolo de casamento?

Ju Yeong e Do Hoe, se casem AGORA! NOW!
ELES SAO TAO FOFOS QUE MINHA GLICOSE SUBIU DE TANTA FOFURA (eu respiro por causa deles ok)
Nós os vemos adolescentes apaixonados na trama do primeiro amor, e depois eles adultos ainda extremamente apaixonados mesmo depois do tempo perdido. Valeu cada segundo, cada surto e cada lágrima derramada. ☹️💗

Coréia, eu tô em choque.

bl ranqueado.

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Completed
Jun & Jun
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by Lenoca
Jul 20, 2026
8 of 8 episodes seen
Completed 0
Overall 6.0
Story 5.0
Acting/Cast 5.5
Music 6.5
Rewatch Value 4.0

Fofo e nada demais

"Eu quero ser amado por você. Eu quero que você me adore e que dependa de mim. Quero que nos aproximemos como antes."

Jun & Jun é uma história com uma premissa já bastante conhecida. Ela nos apresenta Lee Jun, um ex-idol que desiste da carreira e tenta entrar no mundo dos negócios, e Choi Jun, o diretor do setor em que Lee Jun acaba ingressando. O que não surpreende é a ligação já existente entre eles: ambos se conheciam e compartilharam uma infância na qual eram melhores amigos. Agora, como dois conhecidos que se tornaram estranhos, embarcam em uma relação difusa entre chefe e funcionário, presos ao passado.

Eu não vou ser hipócrita — já sendo — e falar que não gostei de Jun & Jun, até porque é um bom drama. Mas é aquilo: vou continuar repetindo que eu não sou a maior fã de romances de escritório (e, mesmo assim, vou continuar assistindo). E é justamente por isso que minha avaliação nunca vai ser 100% positiva. Talvez seja difícil inovar nesse tipo de trama, ou sei lá, mas tudo parece sempre mais do mesmo. Principalmente quando a história gira em torno do já batido conceito de "chefe x funcionário".

Não entendi muito bem o passado desses dois, mas, aparentemente, a família de Choi Jun precisou se mudar para os Estados Unidos e, por isso, ele deixou Lee Jun sozinho. Isso acabou fazendo com que Lee Jun guardasse ressentimento do ex-melhor amigo. Como dito antes, eles se reencontram na empresa — supostamente pertencente ao pai de Choi Jun — e constroem uma bonita relação romântica a partir daí.

Sobretudo, tanto Lee Jun quanto Choi Jun são extremamente fofos. A série não levanta muitas questões profundas, nem tenta fazer isso. Os oito episódios, com apenas 30 minutos cada, são suficientes para desenvolver o relacionamento dos dois e ainda dar um pouquinho de atenção ao suposto casal secundário (e que casal, rsrs).

Não tenho muito o que falar sobre essa série. Ela tem começo, meio e fim, mas nada realmente surpreendente. Quis assisti-la apenas para passar o tempo, e acho que ela cumpre muito bem esse propósito. Haha, eu gostei :3

bl ranqueado.

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Completed
Duang with You
0 people found this review helpful
by Lenoca
Jul 21, 2026
12 of 12 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.5
Acting/Cast 9.0
Music 9.5
Rewatch Value 6.5

Muito fofo, porém vergonhoso

“Eu decidi amar ele e não tenho intenção de parar.”

Duang With You foi, sem dúvida, o boys love mais vergonha alheia que eu já assisti na vida.
Enquanto via, sentia vontade de tacar o celular na parede e simplesmente desaparecer de vergonha. Em vários momentos, pensei seriamente em dropar a série — mas não fiz.

A dinâmica de golden retriever e gato preto é extremamente comum em diversas obras — basicamente o clássico casal sol e lua. Em Duang With You, ela também está presente, mas de uma forma exagerada demais, principalmente por parte do Duang. Não é uma dinâmica nova, a história não é inovadora, muito menos o enredo ou os plots. Ainda assim, de alguma forma inexplicável, a série te prende.

Talvez seja pela química dos atores, pela leveza de vários episódios ou pelos arcos dos personagens… sinceramente, não sei dizer ao certo. Mas eu gostei — gostei de verdade.

E, sendo bem honesta, o personagem mais interessante de toda a obra é o Qinn. Ele carrega um passado extremamente pesado, com uma história profunda e um trauma que ainda impacta seu presente. Acabou se tornando meu favorito e, facilmente, um dos principais motivos para continuar assistindo até o final.

Agora, saindo um pouco do casal principal… o que foi aquele casal secundário? A química entre Jettana e Marvis é absurda. E aquele final? Sério, o que foi aquilo? Como espectadora, eu esperava algum tipo de fechamento ou virada significativa, mas não aconteceu nada. Foi frustrante demais — eles simplesmente continuam na mesma e é isso, né? kkk

Enfim, finalizando: Duang With You é uma boa série. Divertida, leve na maior parte do tempo, com alguns momentos mais intensos aqui e ali. Eu entendo perfeitamente quem não gostou — a personalidade do protagonista já afasta muita gente logo de cara — mas, com um pouco de paciência, dá pra ir até o fim.

E, sinceramente? Eu preciso de uma nova série só do casal secundário.

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