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Completed
Hanamizuki
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Apr 28, 2025
Completed 0
Overall 3.0
Story 3.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 1.0

Bem fraquinho

Hanamizuki não é exatamente um filme ruim, mas é tão sem sal e sem tempero.



A história não cativa, falta carisma em todos os aspectos, e mesmo que fique claro que o roteirista tentava transmitir alguma mensagem, quanto mais penso sobre ela, menos consigo entender qual era exatamente o propósito.



Existem histórias com muito a dizer mas que falham na execução, Hanamizuki, por outro lado, parece não ter nada de realmente significativo para contar.



A protagonista é apática, e mesmo o ator principal sendo alguém que por si só tem bastante carisma, não conseguiu sustentar a trama com seu personagem.



A premissa é simples: uma garota estudando para entrar em uma universidade na capital, um garoto que sonha em ser pescador, eles se apaixonam, ela vai embora, eles se separam e se reencontram anos depois algumas vezes. E é só isso. A narrativa carece de paixão, falta aquele sentimento arrebatador que nos faria torcer pelo casal, que faria o público sentir borboletas no estômago.



Visualmente, o filme é bonito. Eu particularmente adoro histórias ambientadas em cidades litorâneas, e a fotografia realmente capta cenários lindos. Mas nem mesmo essa estética foi bem aproveitada pela direção.



O ritmo é extremamente arrastado, ainda mais para um filme que não é nem melodrama nem slice of life — é apenas um drama convencional que se arrasta por duas horas sem força suficiente para justificar sua duração.



Os personagens não têm voz própria, suas personalidades são vagas e mal definidas, o que torna difícil criar qualquer tipo de conexão emocional com eles.



Enfim, Hanamizuki é um filme bem fraquinho. Não chega a ser ruim, mas também não deixa muita coisa para se lembrar. Uma história esquecível.

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Completed
I'm Home
0 people found this review helpful
Apr 28, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

Profundo

Quem diria que I'm Home seria tão bom? Eu mesma não esperava. O pôster estranho somado às tags me fizeram imaginar uma história completamente diferente, e mesmo quando comecei a assistir, achei que seria outra coisa. Mas conforme a trama se desenvolveu, fui positivamente surpreendida e profundamente tocada.

A premissa é riquíssima em carga emocional: um homem sofre um acidente e perde a memória dos últimos cinco anos. Além disso, ele passa a enxergar uma máscara nos rostos da esposa e do filho, incapaz de ver suas expressões.

O drama é repleto de metáforas e analogias — a máscara, claro, é a principal delas —, e a cada episódio acompanhamos o protagonista em uma jornada intensa de autoconhecimento.

Ao descobrir fragmentos do seu passado, ele se dá conta, junto conosco, de que era uma pessoa horrível: egoísta, egocêntrico, incapaz de ver de verdade quem estava ao seu lado. Sua trajetória é marcada por dor, arrependimento e autoconsciência, é uma história de redenção genuína, construída com muita sensibilidade. Ver ele tentando, finalmente, conhecer a esposa e o filho (pessoas que antes ele mal enxergava) foi emocionante.

A escolha do ator principal não poderia ter sido melhor. Para mim, o Kimura é o melhor ator do Japão. Sua atuação é tão precisa e natural que, nas cenas que retratam o passado, parecia realmente uma outra pessoa, tamanha a transformação entre o "eu" antigo e o atual.

Claro que o drama não é perfeito. Apesar da premissa poderosa, alguns personagens secundários ficaram aquém, especialmente aqueles usados para "alívio cômico", que destoavam do tom sério e melancólico da história. O último episódio também foi um pouco apressado, e certos pontos ligados à empresa mereciam uma explicação mais cuidadosa. Ainda assim, esses problemas são detalhes frente ao todo.

Me apaixonei por essa história. Chorei em muitas cenas e me envolvi profundamente com a trajetória do protagonista, especialmente na parte mais importante de todas: sua tentativa sincera de reconstruir a relação com a esposa e o filho — a retirada das máscaras foi tão comovente que duvido me esquecer tão cedo dessa cena.

I'm Home é sobre recomeços, redenção e o poder de enxergar verdadeiramente aqueles que amamos. Recomendo muito (mas preparem os lencinhos, vão precisar).

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Completed
Bakayarou no Kiss
0 people found this review helpful
Apr 24, 2025
5 of 5 episodes seen
Completed 0
Overall 4.0
Story 4.0
Acting/Cast 6.0
Music 4.0
Rewatch Value 1.0

Meio sem sal, mas ok

Bakayarou no Kiss é aquele tipo de drama fofinho, leve, bem bobinho — quase sem sal, pra ser honesta — mas que serve para passar o tempo. Não chega a ser ruim, mas também não é bom.

Com apenas 5 episódios de 23 minutos, tem a duração total de um filme, então dá pra maratonar tranquilamente numa tarde qualquer.

Assisti sem grandes expectativas, mais por curiosidade em conhecer o trabalho do ator principal, que infelizmente faleceu recentemente, aos 24 anos. Uma perda muito triste, ele era jovem, talentoso e claramente tinha muito a oferecer.

Sobre o drama em si, eu já não esperava profundidade (embora tenha visto minidramas surpreendentemente densos antes). A trama gira em torno de um grupo de amigos tentando seguir em frente enquanto ainda carregam feridas do passado, com uma pegada colegial leve, quase infantil, e com a adição de um reality show como pano de fundo para que eles enfrentem esses traumas. É uma ideia meio boba, mas funciona dentro da proposta do drama.

No fim das contas, é um passatempo despretensioso. Se estiver procurando algo leve e rápido, só pra preencher o tempo e não pensar muito, até vale dar uma chance. Mas vá sem esperar profundidade na trama, nem nos diálogos.

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Completed
Shooting Star
0 people found this review helpful
Apr 19, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 8.0
Music 10
Rewatch Value 10

Muito tocante

Poucas coisas me encantam tanto quanto ser surpreendida por um drama, e Nagareboshi foi exatamente isso.

Encontrei esse título por acaso, sem procurar nada específico, e decidi assistir sem nem ler a sinopse. Não conhecia os atores, tampouco a produção. Fui no escuro, e o resultado? Estou maravilhada.

A trama é delicada e profunda, com aquela sensibilidade única dos dramas slice of life japoneses dos anos 90/2000. A história gira em torno de um homem que, desesperado por não conseguir um doador compatível para sua irmã mais nova, conhece uma jovem prostituta e lhe propõe dinheiro e casamento em troca da doação de parte de seu fígado (é necessário pertencer à família para ser um doador). No Japão, esse tipo de acordo configura crime, já que envolve a compra de um órgão — algo feito justamente para coibir o tráfico. E o drama trata desse tema com um cuidado e uma sutileza tocantes.

Mas vai muito além disso. Nagareboshi fala sobre a doação de órgãos, famílias disfuncionais, os danos profundos da indústria do sexo, e sobre encontrar pertencimento.

A protagonista, uma mulher que nunca teve um lar de verdade, aos poucos passa a conviver com uma família e a sentir, pela primeira vez, o que é ter um lugar no mundo. É tudo tratado com extrema delicadeza, com um realismo suave e sincero, tão característico do slice of life.

O que mais me encantou foi como o drama trabalha com contrastes. Se o protagonista tem uma relação linda e saudável com a irmã, a protagonista vive um vínculo tóxico e perturbador com o irmão mais velho. Enquanto a irmã do protagonista tem a sorte de encontrar um doador, um garoto que ela conhece no hospital não tem o mesmo destino. Ele vive satisfeito com seu trabalho em um aquário, ela vive infeliz sendo forçada à prostituição.

Tudo funciona em pares opostos, e esse espelhamento constante faz o espectador refletir, comparar, sentir. Há sempre um contraste que provoca uma dorzinha no peito, e o roteiro faz isso com maestria.

Se há um ponto que me impediu de dar nota máxima, foi o antagonista (o irmão da protagonista). É um personagem confuso, mal desenvolvido. Não consegui entender suas motivações: ora parece que quer se aproveitar da irmã, ora que é obcecado por ela, ora que só está ali por conveniência. Ele funciona como contraste, sim, mas sua construção foi inconsistente, e sua trajetória, incoerente. Uma pena, porque é o único elo fraco numa trama tão bem conduzida.

De resto, tudo me agradou profundamente. A trilha sonora é linda, a fotografia é um deleite visual, e o elenco encaixou perfeitamente nos papéis.

Os dois protagonistas me conquistaram. Ele é calmo, introspectivo, protetor. Ela é ríspida, marcada por traumas, mas ao mesmo tempo indefesa e apaixonante. É lindo ver o afeto florescendo entre eles, não de forma explosiva ou idealizada, mas no cotidiano, nos silêncios, nas trocas pequenas, nos gestos de cuidado. O romance é construído com tempo, espaço e humanidade. Você sente o que eles sentem.

Nagareboshi é sobre reencontros com a vida, sobre dignidade, sobre se permitir amar e ser amado. Um drama que aquece, machuca e emociona. Eu amei, tá? Recomendo muito!

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Completed
My Rainy Days
0 people found this review helpful
Apr 17, 2025
Completed 0
Overall 7.0
Story 7.0
Acting/Cast 7.0
Music 10
Rewatch Value 7.0

Me tocou

Sendo bem sincera, comecei My Rainy Days sem grandes expectativas. Só me interessei quando vi nas tags “age gap” e “forbidden love”, e confesso, a diferença de idade entre os protagonistas me surpreendeu.

Ainda assim, não foi algo que me incomodou, até porque já vi casais com distâncias muito maiores de idade. O curioso é que o filme acabou me conquistando. Achei ótimo, apesar de algumas falhas que impediram uma nota mais alta.

Começando pelos pontos que me incomodaram: quando um filme escala atores medianos em sua totalidade, a gente consegue aceitar melhor a atuação nivelada. O problema é quando se coloca um ator experiente para contracenar com novatos ainda verdes, a disparidade salta aos olhos. E foi exatamente o que aconteceu aqui. O ator que interpreta o professor é um veterano incrível, com presença e sensibilidade de sobra, enquanto o restante do elenco jovem claramente está em início de carreira. Nas cenas em que eles dividem espaço, a diferença de nível fica gritante — não chega a estragar a experiência, mas tira um pouco da imersão.

Outro ponto que pesa negativamente: o roteiro tenta abordar temas demais em pouco tempo. Bullying, suicídio, estupro, aborto, prostituição adolescente, relação proibida, câncer terminal… todos assuntos densos e pesados, que mereciam mais tempo e profundidade para serem tratados com o cuidado necessário. A sensação é que o filme tentou abraçar o mundo e, claro, acabou tratando a maioria dos temas de forma superficial. Tenho certeza que My Rainy Days funcionaria muito melhor no formato de drama.

Também me incomodou a ausência quase total de adultos. Tirando o professor, todos os homens adultos que aparecem são apenas clientes da prostituição adolescente, o que cria uma visão distorcida e incômoda do mundo adulto. E onde estavam os pais dessas meninas? Às vezes parecia que todas moravam sozinhas, completamente emancipadas. Nem na escola vemos qualquer autoridade além dos alunos. Isso tudo contribuiu para uma “adultificação” das adolescentes, muitas vezes retratadas como mulheres independentes, o que cria um tom estranho diante da história que se quer contar.

Mas apesar de tudo isso, eu gostei muito do filme.

A fotografia é linda, tem aquele estilo dramático, típico do cinema japonês, bem trabalhado e esteticamente agradável. Jamais diria que é um filme de 2009, visualmente ele é muito atual.

A trilha sonora também é um espetáculo à parte. Escolhida com cuidado, transmite vida e sensações com intensidade, você sente o mundo daquelas meninas através da música.

Sobre o romance em si: entendo as críticas, mas achei o relacionamento entre os protagonistas fundamental para o que a história queria passar. Ela, uma adolescente de 17 anos, vibrante, impulsiva, cheia de vida e vontade de sentir tudo intensamente. Ele, um professor de 37, solitário e com um diagnóstico terminal de câncer cerebral, que já havia desistido de viver. A dinâmica entre os dois é justamente o que faz a trama funcionar. Ela o lembra de como é bom estar vivo. Não há qualquer traço de malícia no que existe entre eles — é algo puro, sincero, contrastando com os relacionamentos tóxicos e abusivos com os quais ela estava acostumada enquanto se prostituía. Ver ele se apaixonando novamente pela vida, à medida que se aproxima dela, foi tocante.

E que atuação! O personagem dele é doce, contido, um homem estranho ao mundo e com péssimas habilidades sociais, enquanto ela é popular, extrovertida, cheia de carisma. A diferença entre eles, tanto de idade quanto de energia, é o que faz com que os dois se completem. A maneira como o filme abordou a doença dele me emocionou demais, chorei tudo que dava pra chorar. A forma como ele lida com o medo, a morte, a esperança… tudo foi retratado com tanta sensibilidade que me tocou profundamente.

O final me pareceu muito satisfatório e coerente com o tom do filme. Não é o típico romance proibido que apela para a polêmica pela polêmica. My Rainy Days é, acima de tudo, um drama sensível sobre dor, redenção e renascimento. Com todos os seus tropeços, ainda assim me deixou com o coração cheio. Se não fosse pelos problemas que citei, teria facilmente recebido uma nota ainda mais alta.

Recomendo, especialmente para quem curte dramas com peso emocional.

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Completed
Tanshin Hanabi
0 people found this review helpful
Apr 4, 2025
9 of 9 episodes seen
Completed 0
Overall 3.0
Story 4.0
Acting/Cast 5.0
Music 1.0
Rewatch Value 1.0

Uma bagunça

Tanshin Hanabi (2023) é um drama que, infelizmente, se perde completamente ao tentar ser muitas coisas ao mesmo tempo. É como uma salada mista de gêneros — romance, thriller, comédia e drama — mas sem tempero, sem coesão, e sem uma direção clara. O resultado é uma obra bagunçada e desconexa.

A montagem é um dos pontos mais fracos: mal estruturada, com transições abruptas e cenas jogadas na tela sem contexto. Na reta final, então, o caos se intensifica com reviravoltas absurdas e um plot twist que beira o ridículo. A existência de duas pessoas idênticas, sem qualquer explicação ou fundamento lógico, não só causou confusão, como também frustração. Foi uma tentativa de surpreender que só serviu para desorientar o espectador.

O protagonista é carismático, mas infelizmente mal escalado. Ele tem uma veia cômica muito forte e é claramente talentoso para papéis leves ou voltados à comédia, mas aqui, num enredo que exige nuances dramáticas e tensão, seu estilo exagerado destoou completamente. O resultado foi que todo o tom cômico da série acabou vindo dele, e nas cenas em que o drama precisava brilhar, ele não conseguiu sustentar a carga emocional.

A trama começa prometendo um drama sobre traição, o que parecia promissor, mas de repente surgem temas como daddy issues e subtramas aleatórias que soam deslocadas e sem profundidade. Os personagens secundários também não ajudam: suas ações são inconsistentes, e suas motivações, mal desenvolvidas. É como se o roteiro jogasse elementos aleatórios na tela na esperança de que algo funcionasse.

Nem o romance se salva. A figura da esposa traída, por exemplo, é retratada com uma leveza cômica tão exagerada que tira qualquer impacto emocional de sua dor. O tal “cara das flores” é outro elemento inserido sem propósito, e sua presença só aumenta a sensação de que ninguém sabia direito para onde a história estava indo.

Apesar de tudo isso, é preciso reconhecer que a primeira metade tem seu charme: é divertida, tem cenas agradáveis e um ritmo mais leve que entretém. Porém, à medida que o drama tenta se aprofundar, ele desmorona sob o peso da própria confusão. No fim, Tanshin Hanabi não é exatamente ruim, mas está muito longe de ser bom. É um título “ok”, daqueles que dá para assistir apenas para passar o tempo — desde que você não espere coerência ou profundidade.

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Completed
Evil Dead Trap
0 people found this review helpful
Apr 2, 2025
Completed 0
Overall 4.0
Story 6.0
Acting/Cast 4.0
Music 10
Rewatch Value 1.0

Poderia ser melhor

Evil Dead Trap (1988) é um clássico do terror japonês que impressiona pelo visual e pela trilha sonora original. A cinematografia é impecável, criando uma atmosfera densa e angustiante. No entanto, quando se trata da trama, o filme deixa a desejar.

Sabemos que slasher geralmente se resume a um assassino eliminando vítimas uma a uma, mas aqui havia um bom motivo por trás dos assassinatos, algo que poderia ter sido melhor explorado.

O problema é que o filme demora tempo demais para revelar essa motivação ao espectador. O plot twist até funciona, mas é bastante previsível — dá para perceber desde o início para onde a história está caminhando.

A premissa inicial é promissora: um grupo de pessoas sendo atraído para um local específico, desencadeando a matança. No entanto, o ritmo do filme é um grande problema. As primeiras mortes demoram demais para acontecer, e várias cenas são tão arrastadas que testam a paciência. A falta de dinamismo torna algumas sequências entediantes, a ponto de eu ter demorado dois dias para terminar (quase três).

As atuações também são medianas, sem muito impacto. O ponto alto, para mim, é o momento em que a protagonista finalmente descobre a identidade do assassino. O diálogo entre os dois é envolvente, e a personalidade do vilão, junto com sua motivação, é interessante. Mas então chega o desfecho… e tudo desanda. A reta final traz uma bizarrice inesperada que me fez soltar um WTF?! O que eu tô vendo?! E aqueles segundos finais foram terríveis.

No geral, Evil Dead Trap é um clássico assistível, mas não é um terror que assusta nem um slasher que marca. Ele entrega um bom visual e uma ótima atmosfera, mas falha em ritmo e impacto narrativo.

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Mar 31, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 9.0
Story 9.0
Acting/Cast 9.0
Music 6.0
Rewatch Value 10

Surpreendente e sufocante

Esse drama é completamente bizarro, mas de um jeito fascinante. Eu me envolvi tanto emocionalmente com a história e os personagens que simplesmente amei.



A premissa já começa de forma intensa: a protagonista mata o noivo após ser abusada sexualmente. Porém, ao acordar no dia seguinte, se depara com seu pior pesadelo: o corpo morto dele ainda está ali, mas, ao mesmo tempo, ele também está vivo diante dela. O que deveria ser um crime já consumado se transforma em um mistério perturbador, e a partir daí, a história mergulha em uma espiral de suspense psicológico e tensão crescente.



Com apenas seis episódios de 25 minutos, Watashi no Otto wa Reitouko ni Nemutte Iru é um mini-drama que sabe exatamente como usar cada minuto. A trama é bem desenvolvida, sem enrolação, indo direto ao ponto. Como thriller com uma forte carga dramática, ele acerta ao não perder tempo com cenas desnecessárias. Cada momento tem um propósito, e a forma como o roteiro mantém a narrativa enxuta, sem comprometer a profundidade da história, é impressionante. Há um equilíbrio perfeito entre ritmo ágil e desenvolvimento bem construído.



O ponto alto, para mim, são os twists presentes em todos os episódios. Cada cena carrega uma tensão que te empurra para a próxima, tornando impossível assistir sem maratonar. Além disso, o roteiro presta uma atenção incrível aos detalhes, soltando pistas sutis ao longo da história, seja em elementos visuais ou diálogos aparentemente triviais. Tudo foi claramente planejado desde o início, sem nada jogado ao acaso. Não há aquela sensação de “que aleatório”, porque cada peça se encaixa no final de forma lógica.



Outro aspecto que adorei foi o contraste entre os protagonistas. O male lead é carismático, o que torna sua interação com a protagonista mais intrigante. Ela, por sua vez, sofre de uma espécie de fobia social que é transmitida com tanta intensidade que cria uma atmosfera sufocante. Eu me vi prendendo a respiração em várias cenas de tão angustiante que a experiência se tornou. A dinâmica entre os dois é densa, carregada de tensão, e faz com que cada encontro deles seja quase claustrofóbico.



Até mesmo os personagens secundários desempenham papéis essenciais na narrativa. Eles estão ali para impulsionar a história e, assim como todo o resto, não têm cenas desperdiçadas.



A única razão pela qual não dou nota máxima é a cena final. Fiquei na dúvida se houve uma quebra de personagem ou se aquela fala foi apenas uma tentativa dela de se convencer do que estava dizendo (me soou mais como uma quebra). Ainda assim, no geral, é um thriller maravilhoso.



Recomendo muito!

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Completed
Yurigokoro
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Mar 28, 2025
Completed 0
Overall 6.0
Story 6.0
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 4.0

Bom, mas poderia ser melhor

Yurigokoro me deixou com um misto de sentimentos. Ao mesmo tempo que consigo enxergá-lo como algo excepcional, também sinto que tem falhas que o tornam frustrante.

A história se desenrola em duas narrativas paralelas: no presente, acompanhamos o protagonista, e no passado, conhecemos a história de uma mulher através de um diário que ele encontra e lê ao longo do filme. O problema é que o presente me pareceu apelativo e recheado de cenas anticlímax, o protagonista não é tão interessante.

Por outro lado, sempre que a trama volta ao passado e essa mulher assume o protagonismo, o filme se transforma. Sua história é fascinante, cheia de camadas, e a forma como sua personalidade é construída — uma espécie de sociopata que não é romantizada nem caricata — a torna incrivelmente real. Há algo profundamente humano em sua obscuridade, e cada cena sua é um espetáculo. E quando um certo homem entra em sua vida, o enredo se torna ainda mais intrigante, repleto de reviravoltas e tensão emocional.

Quando o passado e o presente se encontram, a sensação de estar assistindo a uma obra-prima se choca com a frustração de um roteiro que, no presente, não consegue sustentar o peso da história. O desfecho, no entanto, me pegou de jeito, achei tão lindo que me acabei de chorar.

O elenco é excelente, sem exceção, mas foi a dupla do passado que realmente me envolveu emocionalmente. O roteiro teve um cuidado especial ao desenvolvê-los, tornando o drama em torno deles comovente e apaixonante.

Já no presente, o impacto desse passado no protagonista me pareceu exagerado e pouco crível. Sua mudança de comportamento e as consequências de ler o diário não me convenceram, e a subtrama da namorada/noiva pareceu deslocada, como se o roteirista apenas a tivesse jogado ali sem muito propósito, por mais que tenha — havia outras formas menos apelativas de trabalhar essa parte.

No fim das contas, minha avaliação fica no meio-termo: amei, mas também não amei. Dou 3 de 5 estrelas. A produção é impecável, a cinematografia dramática combina perfeitamente com o tom da trama, e há um plot twist muito bom. Previsível em partes, mas ainda assim surpreendente. Além disso, o filme traz vários pequenos twists bem distribuídos ao longo da história, mantendo o interesse sempre em alta.

No geral, Yurigokoro é bem menos violento e bem mais dramático do que eu imaginava, mas ainda assim um bom filme.

Recomendo!

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Completed
Majo no Jouken
0 people found this review helpful
Mar 25, 2025
11 of 11 episodes seen
Completed 0
Overall 2.0
Story 1.0
Acting/Cast 4.0
Music 1.0
Rewatch Value 1.0
This review may contain spoilers

Perda de tempo

Infelizmente, tive que dropar Majo no Jouken (1999).

A protagonista me pareceu extremamente imatura, sem qualquer noção da realidade, o que tornou difícil levar a história a sério. Em tramas de forbidden love entre professor e aluno, geralmente o professor carrega o peso do dilema moral, enquanto o aluno, por ser jovem e inexperiente, tende a agir de forma impulsiva e inconsequente. No entanto, esse drama inverte os papéis: a professora é quem age como uma adolescente sem discernimento, enquanto o aluno, apesar de sua vulnerabilidade, acaba apenas reagindo ao que acontece ao seu redor.

Ela nunca se impôs na vida, não para o pai, o noivo ou até mesmo para seus próprios alunos, que não a respeitam. E então, no momento em que um menino perdido e solitário passa a enxergá-la de forma diferente, ela imediatamente se agarra a isso, como se finalmente tivesse algum tipo de controle sobre alguém.

O que poderia ser um dilema psicológico interessante se torna apenas uma relação mal construída, onde a professora se aproveita de um estudante que sofre bullying, tem problemas familiares e claramente está fragilizado.

Apesar do primeiro episódio promissor, a trama rapidamente se perde. Os diálogos são tediosos, os personagens não cativam, e não há desenvolvimento suficiente para justificar os episódios restantes. O protagonista masculino, embora fofo, é excessivamente passivo, servindo apenas como peça para a professora exercer sua recém-descoberta sensação de poder.

Não sei se a intenção do drama era romantizar essa relação ou apenas explorá-la de forma crítica, mas, de qualquer forma, não funcionou para mim. Não há como torcer pelo casal, pois a conexão entre eles é rasa e forçada. Na metade do drama, já não vi motivos para continuar, pois a história não parecia oferecer nada além de enrolação. No fim, Majo no Jouken falha em construir um romance convincente e acaba sendo apenas frustrante.

Não recomendo.

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Completed
Frankenstein's Love
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Mar 24, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 4.0
Story 5.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 2.0

Diferente

Surpreendentemente, eu gostei desse drama.

Ele é esquisito, diferente e, sem dúvida, original. Tem algo nele que me remete a Edward Mãos de Tesoura — os trejeitos do protagonista, sua postura, até a forma de piscar são incrivelmente semelhantes.

A premissa de um homem renascido dos mortos que expele fungos pelo corpo me soou um pouco cringe no começo, especialmente nos primeiros minutos do primeiro episódio. Mas, depois que me acostumei com a atmosfera, a estranheza passou e me vi um tanto envolvida na história.

É muito fácil se apaixonar pelo protagonista. Ele é uma gracinha, um ser puro, que está descobrindo sentimentos humanos e aprendendo a lidar com eles. Raiva, orgulho, ganância, amor, felicidade… acompanhá-lo nessa jornada é encantador. A mocinha também é fofa, embora seja apenas a típica boazinha de sempre.

O problema é que os personagens secundários são sem graça e não acrescentam muito à trama. Nenhuma subtrama conseguiu prender minha atenção de verdade. A história em si não é ruim, mas também não chega a ser boa. Gostei, mas fiquei com a sensação de que poderia ter sido muito melhor.

O drama teria sido mais envolvente se tivesse focado mais no protagonista e em sua relação com a mocinha. A trama do rádio ocupou tempo demais e, embora fizesse sentido dentro da narrativa, acabou arrastando o ritmo. Além disso, toda aquela história dos moradores da casa do protagonista poderia simplesmente não existir que não faria diferença.

No geral, Frankenstein no Koi não é ruim (embora também não seja bom). É até divertido de assistir, mas é, ao mesmo tempo, muito estranho. Os cogumelos saindo do corpo do protagonista dependendo da intensidade e do tipo de emoção que ele estava sentindo me deram uma agonia absurda.

Mas, apesar disso, foi uma experiência interessante. Gostei sim.

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Completed
Under Your Bed
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Mar 14, 2025
Completed 0
Overall 1.0
Story 1.0
Acting/Cast 8.0
Music 10
Rewatch Value 1.0

Perda de Tempo

Não sou grande fã de remakes, a menos que a história original tenha sido mal aproveitada e precise de uma nova abordagem.

Under Your Bed (2019) é um dos meus filmes favoritos – uma obra que considero perfeita dentro de sua proposta. Então, quando anunciaram um remake coreano, minha reação imediata foi de desconfiança. Afinal, o que havia para melhorar em algo que já funcionava tão bem? Ainda assim, decidi assistir. E o resultado não foi surpresa: me decepcionei completamente.

As mudanças que deveriam enriquecer a narrativa acabaram prejudicando o filme.

Na versão japonesa, estamos imersos na mente do protagonista. Seus pensamentos, sua obsessão e sua perspectiva moldam a experiência do espectador, criando uma conexão quase íntima. Vemos a personagem feminina através dos olhos dele, e essa sensação voyeurística é parte essencial da atmosfera do filme.

No remake, essa abordagem foi descartada. O protagonista é retratado de forma tão externa que não consegui me conectar com ele. Ainda que suas ações sejam estranhas, ele não transmite aquela sensação inquietante de alguém deslocado, que não consegue se encaixar no mundo.

Além disso, o remake exagera na violência gráfica, tornando-a repetitiva e vazia. Enquanto a versão japonesa utiliza a violência com impacto e peso narrativo, no remake ela se torna apenas um espetáculo sem significado.

Mas a pior escolha de todas foi a tentativa de humanizar o marido abusador da protagonista. No original, ele é uma presença monstruosa, quase inumana, uma ameaça constante que nunca temos a chance de conhecer de verdade. No remake, no entanto, o filme começa justamente com ele e, pior ainda, tenta justificar sua violência ao revelar um passado de abusos e traumas. Isso abre espaço para que o público sinta empatia por ele, o que dilui seu papel como vilão e enfraquece a dinâmica da história. E, para piorar, o personagem ganha uma certa vibe de Psicopata Americano (2000), como se tentassem torná-lo carismático de alguma forma. Uma escolha simplesmente desastrosa.

A cinematografia do filme é um ponto positivo. Há um ar nostálgico, quase vintage, que combina bem com a proposta, apesar da ambientação moderna. Mas isso não salva o filme.

O protagonista perdeu muito do seu estranhamento, inclusive no figurino. Enquanto na versão japonesa ele se veste de forma esquisita, refletindo sua personalidade deslocada, no remake ele parece um homem comum.

E então vem o golpe final: o filme REMOVE o plot twist central da história. Under Your Bed é, acima de tudo, um filme sobre lembrar e ser lembrado, e esse tema foi mantido no remake, mas sem nenhum impacto.

Cortar o plot twist deixou o filme sem reviravolta, sem surpresas, sem um elemento essencial para um thriller.

Mesmo analisando o remake isoladamente, sem compará-lo com o original, ele continua sendo um filme ruim. O vilão tem carisma desnecessário, o protagonista não inspira empatia, e a mocinha carece de brilho. A narrativa se arrasta com cenas longas e pretensiosas que não dizem nada, enquanto a violência gratuita se repete até perder qualquer impacto. Detalhes simbólicos importantes, como a entrega do buquê, foram reduzidos a momentos sem peso na trama. Os diálogos são fracos, a história é tediosa e o filme, no geral, é um grande desperdício de potencial.

Eu não apenas achei Under Your Bed (2023) ruim. Eu achei HORRÍVEL.

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Completed
The Scandal of Chun Hwa
0 people found this review helpful
Mar 12, 2025
10 of 10 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

Surpreendentemente incrível

Dizem que o melhor tempero é a fome. No caso dos filmes e dramas, eu diria que é a baixa expectativa.

Com uma divulgação desastrosa e um pôster de gosto duvidoso, tudo indicava que The Scandal of Chun Hwa seria apenas mais um clichê desgastado de comédia romântica, seguindo a mesma fórmula de sempre. O aviso de classificação +18 parecia pura isca para atrair quem buscava apenas cenas picantes.

Talvez por isso eu tenha abaixado tanto minhas expectativas – e, ironicamente, tenha me surpreendido e amado cada detalhe desse drama.

A roteirista deve ser, no mínimo, uma reencarnação de Jane Austen – ou alguém profundamente influenciada por ela. E na dose certa.

A melhor decisão da produção foi ambientar a história na dinastia Joseon. Embora as dificuldades enfrentadas pelas mulheres naquela época ainda ressoem na realidade de muitas hoje, não há cenário mais perfeito para retratar a falta de liberdade sobre nossas próprias escolhas, a imposição do silêncio diante da traição, e a pressão para gerar herdeiros.

E é justamente ao questionar esses encargos que recaem sobre nós que The Scandal of Chun Hwa brilha. Ele constrói personagens femininas fortes, que começam a enxergar as injustiças e sentem, pela primeira vez, o desejo de serem ouvidas. O drama levanta, de maneira inteligente e envolvente, a discussão sobre o que um homem pode fazer e uma mulher não.

O equilíbrio entre drama, comédia e romance é impecável – sem excessos, sem exageros. Além disso, a cinematografia é um espetáculo à parte. A diretora tem uma assinatura visual tão marcante que sua presença é sentida em cada escolha estética.

É verdade que a trama traz muitos clichês, mas eles são tratados com tanta originalidade que ganham vida nova, conferindo ao drama muita personalidade e uma identidade própria.

Voltado para o público feminino, ele estabelece um diálogo direto conosco, como se a roteirista e a diretora estivessem conversando intimamente, compartilhando confidências e fofocas.

E preciso destacar: ver um drama +18 sob uma ótica feminina faz toda a diferença. O sexo aqui é tratado com emoção, e as cenas de carinho são tão íntimas e delicadas que me fizeram sentir tudo – timidez, borboletas no estômago, aquele frio na barriga que só um romance bem construído pode proporcionar.

Estou maravilhada e recomendo demais esse drama.

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Completed
Karma
5 people found this review helpful
Apr 5, 2025
6 of 6 episodes seen
Completed 0
Overall 10
Story 10
Acting/Cast 10
Music 10
Rewatch Value 10

SATISFATÓRIO

Karma (2025) é, sem dúvida, uma das experiências mais satisfatórias que já tive assistindo a um drama. E não digo isso à toa.

O título não é apenas um chamariz — o carma é, de fato, o eixo central de toda a narrativa. Cada personagem está enredado em uma teia de consequências, onde cada atitude reverbera, afetando direta ou indiretamente todos ao redor. É como assistir a um dominó humano: ninguém é inocente, todos colhem o que plantaram, e isso é absurdamente satisfatório de acompanhar.

A trama gira em torno de personagens moralmente falhos — ou melhor dizendo, sem qualquer senso de caráter. E isso é um dos maiores acertos: são pessoas reais, cruas, imperfeitas. Gente que machuca sem perceber (ou sem se importar), vivendo de forma egoísta até que o carma bate à porta. A construção de personagens é impecável. Cada um tem voz, presença e personalidade muito bem definidas, sem soar forçado ou caricato. É raro encontrar um drama onde absolutamente todos os personagens, mesmo os secundários, soem tão vivos e relevantes.

Mesmo sendo um thriller curtíssimo — apenas seis episódios —, a história entrega mais profundidade do que muitos dramas com o triplo de duração. E isso só foi possível graças a um roteiro afiado, direto ao ponto, mas que ainda assim sabe explorar cada nuance emocional e moral dos personagens. Nada é supérfluo. Cada cena tem um propósito, cada diálogo carrega peso, e cada gesto tem consequência.

O uso dos flashbacks aqui é um espetáculo à parte. Nada é gratuito. Eles são introduzidos nos momentos certos, sempre acrescentando algo essencial à trama e nunca interrompendo o ritmo. E o mais impressionante: o drama confia na inteligência do público. Ele não explica, ele mostra. É o puro show, don’t tell, usado com maestria. Os detalhes estão ali, às vezes sutis, às vezes viscerais, e cabe a quem assiste juntar as peças. Isso torna cada revelação ainda mais poderosa, e a experiência, ainda mais imersiva.

Outro ponto de destaque é o elenco. O casting foi simplesmente perfeito. Não houve uma atuação mediana sequer, todos entregaram performances impecáveis. Mas um nome em especial me surpreendeu profundamente: Haesoo. O Haesoo, mesmo interpretando um dos personagens mais odiosos da trama, conseguiu ser carismático de um jeito que poucos atores conseguem. Ele atua com os olhos, e o que ele transmite em silêncio vale mais que páginas de roteiro. É um monstro em cena.

Do ponto de vista técnico, Karma é impecável. A cinematografia é precisa e impactante, a maquiagem e os efeitos sonoros criam a atmosfera sombria ideal, e tudo é envolto por uma direção segura que sabe exatamente o que está fazendo. É aquele tipo de produção que dá gosto de assistir, não apenas pela história, mas por ser tecnicamente bem feita.

É impossível, para mim, dar menos que nota 10. Aliás, Karma não só entrou para meus favoritos, como se tornou, sem exagero, o melhor thriller que já vi. É violento, sim, mas é na sua camada psicológica que ele realmente brilha. Para quem gosta de tramas intensas, bem construídas e com personagens moralmente complexos, essa é uma recomendação com letras garrafais.

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Completed
Go
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May 18, 2025
Completed 0
Overall 4.0
Story 4.0
Acting/Cast 8.0
Music 6.0
Rewatch Value 1.0

Não é tudo isso

Gostei de Go, mas não tanto quanto gostaria.

É um filme com potencial imenso, que aborda temas como discriminação, identidade e pertencimento, tudo pela perspectiva de um adolescente nascido no Japão, mas filho de norte-coreanos, que vive à margem de uma sociedade que nunca o acolheu de verdade. A base é poderosa, mas a execução me deixou um pouco frustrada.

A problemática central — o sentimento de não pertencimento, o racismo velado (e escancarado), a perseguição, o bullying — está lá presente o tempo todo, mas de forma tão sutil e diluída em cenas absurdas e quase aleatórias que a narrativa frequentemente parece perder o foco.

Em vez de aprofundar os conflitos internos e externos do protagonista, o roteiro parece mais preocupado em criar momentos excêntricos, como se quisesse deixar uma assinatura cult. E embora a estética seja realmente cheia de personalidade, isso acaba ofuscando a força emocional do tema.

Até metade do filme, era difícil até mesmo definir do que ele realmente tratava. A impressão era de estar assistindo a um filme dirigido por alguém com um déficit de atenção muito forte, pulando de cena em cena, de tom em tom, sem se fixar em nada por muito tempo. Apesar disso, algo nele me manteve presa, talvez o elenco cativante, os personagens excêntricos, ou a promessa de que eventualmente faria sentido.

E realmente faz mais sentido na reta final, onde os melhores diálogos e os momentos mais impactantes finalmente acontecem. Quando o roteiro enfim encara de frente o dilema identitário do protagonista em voz alta, a história encontra sua força (pena que só nos últimos trinta minutos).

No fim das contas, Go é um filme com mensagem, mas que a entrega de forma errática. Não é ruim, mas também não é memorável da forma como poderia ser. É interessante, tem alma, mas não consegue focar. Recomendo com ressalvas, principalmente para quem curte cinema japonês com uma pegada mais alternativa e está disposto a encarar uma narrativa caótica em troca de momentos de brilho.

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