Interessante
Um filme adulto interessante sobre uma mulher sexualmente reprimida, em busca de liberdade e autoconfiança. A chegada de um novo cozinheiro ao restaurante do pai funciona como catalisador para que ela comece a se abrir, emocional e pessoalmente, e a se reconhecer como mulher.É um bom filme, me manteve entretida do início ao fim, e as cenas de sexo são tratadas de forma íntima e delicada, bonitas de assistir.
Ainda assim, senti falta de mais profundidade e de um foco maior nas questões centrais da protagonista: seus conflitos internos, suas motivações e o processo de transformação poderiam ter sido melhor explorados.
No geral, é um filme competente, mas que deixa a sensação de que poderia ir além. Daria um ótimo short drama.
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Apaixonante
Eu tenho tanta coisa para dizer sobre esse drama que fiquei até com medo de me alongar demais, mas considerando que ele é longo, acho justo permitir que a review também seja.Primeiro de tudo, uau, simplesmente uau. Eu terminei esse drama bastante impactada, a ponto de ter dificuldade de organizar os pensamentos. Depois de ler tantos comentários negativos, eu não esperava ser fisgada desse jeito, então já começo dizendo que eu fui muito surpreendida.
Eu já gosto naturalmente de tramas de viagem no tempo, especialmente aquelas em que alguém do presente vai para o passado. E aqui a ideia já me ganhou de cara: uma médica do presente vai parar na dinastia Goryeo e se envolve com um capitão que vive cercado por guerra e morte. Ela é alguém que passa a vida tentando salvar pessoas, ele é alguém que passa a vida convivendo com a perda delas. Essa oposição se reflete lindamente na personalidade dos dois e cria embates muito naturais entre eles. Isso deixou a dinâmica do casal extremamente envolvente.
Na história, para salvar a vida da rainha, um capitão atravessa um portal e sequestra uma médica do futuro, prometendo levá-la de volta assim que a missão fosse cumprida. Só que o portal se fecha, e ela acaba presa no passado. Por ter conhecimento do futuro, ela passa a despertar o interesse de figuras perigosas, e boa parte da trama gira em torno disso.
Tecnicamente, o drama começa fraco. A cinematografia não é muito bonita (dá pra sentir o peso de ser uma produção de 2012), o figurino parece de baixo orçamento e as cenas de luta são muito coreografadas, às vezes até artificiais (e mentirosas) demais. Mas algo curioso acontece, com o passar dos episódios, tudo isso melhora muito. As lutas ficam mais naturais, o ritmo melhora e a encenação ganha fluidez, o que faz sentido se lembrarmos que antigamente os dramas eram gravados de forma mais linear, então o elenco ia se entrosando aos poucos.
Ainda assim, o grande mérito dessa obra está longe de ser técnico. Está na escrita.
A trama política começa simples, e eu gostei disso. Um rei recém-coroado, que passou anos em território inimigo (a dinastia Yuan) e agora tenta aprender a governar, enfrenta um príncipe manipulador, irmão da imperatriz de Yuan, que apesar de não quer o trono, sabe jogar o jogo do poder. Ambos se interessam pela mulher do futuro, o que cria uma tensão inicial quase como uma “guerra fria”. Achei que ficaria só nisso, mas a entrada do tio do rei transforma essa dinâmica e a política cresce muito, ficando surpreendentemente boa.
Mas o que realmente brilha são os diálogos e os personagens.
Os diálogos são excelentes: naturais, orgânicos, sempre com função narrativa e emocional. Nada parece jogado só para preencher tempo. Cada conversa revela algo, move a história ou aprofunda os personagens, e tudo flui com uma naturalidade impressionante.
E os personagens, minha nossa, eu me apaixonei por eles. Não só pelos protagonistas, mas também pelos secundários, que têm voz, presença e importância sem precisar de tempo excessivo de tela. Eles não são figurantes de luxo, eles tornam o mundo mais real.
Os protagonistas, em especial, me marcaram muito. Há algo na química deles que faz parecer que estamos vendo um casal de verdade. Eles não precisaram de rivalidades artificiais, nem de intrigas forçadas. Tudo o que acontece só os aproxima mais. Eles discutem, discordam, batem de frente como qualquer casal, mas nunca se afastam de verdade. Discutem, ele sai e volta logo depois. É lindo como eles não conseguem ficar longe um do outro.
E, ainda assim, o roteiro não os transforma em um casal meloso ou infantil. Eles não são “pombinhos apaixonados”, são dois adultos que, mesmo com uma relação recente, parecem ter uma intimidade profunda, quase como se estivessem juntos há décadas.
Eu torci por eles o tempo todo. Eu me conectei com eles.
Sobre o final, também me surpreendeu. Viagem no tempo costuma ser confusa, e eu demorei um pouco para entender completamente aquele desfecho. Mas quando entendi, me emocionei muito. Tudo fez sentido. Minhas dúvidas foram sanadas, não senti pontas soltas e achei a história muito bem fechada.
Por fim, preciso destacar o Lee Minho. Ele fez um trabalho excelente, especialmente considerando que ainda era muito jovem e contracenava com uma atriz mais velha e experiente. Mesmo assim, ele brilhou. Ele tem um carisma muito forte, e isso tornou seu personagem guerreiro mais humano, mais acessível, mais real.
Enfim, um drama lindo, bem escrito, muito bem planejado e eu fiquei genuinamente feliz por ter assistido.
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Subestimado
Agora que finalmente terminei o drama, vou dar uma opinião bem sincera: eu gostei muito.Ele parte de uma premissa simples e objetiva, e o maior mérito da obra é justamente se manter fiel a ela do primeiro ao último episódio.
Tudo gira em torno da vida e da ideia de gerar: um médico obstetra, uma astronauta responsável por experimentos de reprodução de roedores no espaço, a fecundação secreta na estação espacial para que o sogro do protagonista continuasse sua linhagem, enfim, a trama nunca foge do que se propôs a discutir. Gerar é a base de tudo, e isso dá uma coesão muito bonita à narrativa.
Dentro disso, nada mais natural do que desenvolver um relacionamento entre o médico e a astronauta, o que acrescenta justamente a possibilidade de gerar vida no espaço também no plano humano. Eu gostei bastante de como essa relação foi construída. Ele é um personagem que nunca havia se apaixonado, e dividir um espaço tão íntimo e extremo com uma mulher tão dedicada, tão focada em criar e preservar a vida, acaba encantando ele. Ela, por sua vez, vive um tabu profissional ao se envolver com um turista espacial enquanto comandante, e as situações constantes de risco e quase-morte são fundamentais para despertar esse vínculo entre eles. Tudo isso fez sentido dentro do contexto.
O drama é muito gostoso de assistir. Tem um ritmo fácil, é acessível, não se perde em termos científicos nem tenta parecer mais inteligente do que é. Apesar de ser sci-fi, ele não foca em estudos técnicos, mas nas relações humanas. Acompanhar a rotina dos astronautas enquanto pessoas, convivendo, trabalhando, trocando experiências naquele ambiente tão específico, foi algo realmente prazeroso.
A mensagem do drama é bastante clara, até óbvia demais em alguns momentos, e eu nem concordo com ela. Mas, olhando como ficção, isso não me incomodou. Toda obra quer dizer alguma coisa, seja política, social ou emocional, e aqui o diretor escolheu passar a mensagem dele de forma direta. Eu gosto de assistir às coisas de forma crítica, e isso não me impede de aproveitar, pelo contrário, enriquece a experiência. Dá para perceber as intenções por trás de algumas falas e acontecimentos, especialmente quando lembramos da crise demográfica que a Coreia enfrenta hoje. Ainda assim, isso não estragou minha experiência, deu para discordar e, ao mesmo tempo, aproveitar personagens, diálogos e situações.
Um bom exemplo disso é a cena em que ela joga as mórulas fora e ele a chama de assassina. Eu discordo completamente da visão dele, mas o personagem foi construído exatamente para pensar assim. Ele é coerente consigo mesmo e com seu papel na história, e isso torna a cena válida dentro da lógica da narrativa.
Outro ponto forte é como o drama foi soltando pistas sutis desde o início sobre como tudo terminaria. O final não parece jogado, aleatório ou inventado às pressas, a história caminha para ele desde o começo, construindo aquele desfecho aos poucos.
Sinceramente, eu não entendo por que esse drama foi tão criticado. A trilha sonora é ótima, a fotografia é linda, os efeitos especiais são muito bem feitos e deixam tudo visualmente prazeroso. As cenas de tensão no espaço me deixaram com o coração na boca, e as cenas mais leves me fizeram rir à toa.
Ele não é complexo, não é profundo, mas também nunca prometeu ser. Isso não significa que seja vazio. Pelo contrário, achei interessante como o drama insere de forma natural aspectos reais das missões espaciais, a rotina, os exercícios diários por causa da perda de massa muscular, os enjoos, as sequelas físicas, inclusive ligadas à gravidez, sem transformar isso em algo técnico demais ou didático demais. São fatos reais inseridos com leveza, que enriquecem a trama sem sobrecarregar.
A química do casal é muito boa, e embora eu ache que o sentimento deles avançou rápido demais, relevei isso pelo contexto. Quando você confina pessoas em situações extremas, os sentimentos realmente se intensificam, basta ver como isso acontece até em realities como Big Brother.
Mesmo na simplicidade, os personagens conseguiram me emocionar, me fazer rir e até chorar (muito, em especial no último episódio).
Agora, se alguém me disser que se frustrou porque criou expectativas muito altas por causa da roteirista, eu entendo. Pelo peso do nome dela, esse realmente é um trabalho mais simples e modesto, poderia ter mais nuances, mais subentendidos, relações mais complexas. Mas claramente houve uma escolha do diretor por uma mensagem clara e uma narrativa linear. E, dentro dessa proposta, ele foi muito bem-sucedido.
No fim, é isso, um drama muito bom, coeso, linear, fiel à própria proposta e tecnicamente muito bem feito, que entrega exatamente o que promete, sem fingir ser algo que não é.
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Melhor do que eu esperava
Contrariando a maioria das avaliações, eu achei esse drama maravilhoso.É o tipo de história que, se fosse contada de forma linear, provavelmente não teria nem metade do impacto, mas a forma como ela é construída transforma tudo num thriller extremamente empolgante, com um ritmo viciante, que te pega de jeito e simplesmente não deixa você parar de assistir. É um thriller feito pra maratonar.
É mais um daqueles dramas que começam interessantes, e ficam cada vez melhores a cada episódio. Você sente a narrativa ganhar velocidade conforme se aproxima do clímax e conforme você vai entendendo o que realmente está acontecendo.
No início, temos apenas uma mulher casada com um homem estranho e uma jornalista assassinada, e só isso. Mas aos poucos você passa a entender quem é essa mulher, quem foi essa jornalista e, principalmente, quem é esse marido. Quanto mais o passado dele se revela, como eles se conheceram, como se casaram, o que estava acontecendo na época da morte da jornalista, mais o drama cresce e mais fascinante ele se torna.
Todos os episódios são recheados de pistas muito sutis e, ainda assim, os acontecimentos passam longe de serem óbvios. Eu fiquei genuinamente surpresa e empolgada assistindo, e quanto mais eu conhecia o protagonista, mais eu gostava dele e mais empatia eu sentia, por mais “vilão” que ele seja.
Também gostei muito do papel de cada personagem. Mesmo sendo um drama curto, o tempo de tela é muito bem distribuído, nada sobra e nada falta. Os personagens secundários têm função, personalidade e peso na trama, não estão ali só pra preencher espaço, eles realmente importam. Isso foi uma das coisas que mais me agradou.
Eu amei, amei mesmo. Diálogos críveis e naturais, personagens instigantes e um “vilão” que está longe de ser genérico. Ele não mata simplesmente por matar, há uma motivação forte por trás, e eu acabei sentindo empatia por isso. Foi difícil não acabar torcendo por ele no final (o que é curioso, porque no começo ele nem parecia alguém interessante, mas rapidamente roubou a cena).
Gosto da montagem, da maquiagem, da ambientação, da trilha sonora, gosto de tudo. Só não dei nota máxima por um ou outro exagero que aparece no caminho, mas nada que realmente tire o brilho da história.
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Surpreendente
Esse drama me surpreendeu em um nível que eu jamais esperaria.É daquele tipo que a gente começa sem expectativa nenhuma porque toda a apresentação dele é feia, o pôster, o título e até a sinopse, tudo parece pouco convidativo.
Comecei despretensiosamente só porque eram episódios de pouco mais de 30 minutos e apenas 12 no total, então dá pra imaginar o baque que levei com essa história.
Dá pra dizer que ela tem duas fases muito bem definidas. A primeira é um drama denso e pesado, que vai ficando cada vez mais dark conforme avança. Você vai se afundando na obscuridade do protagonista e vendo como ela engole as pessoas ao redor dele. Até que acontece um ponto de virada no roteiro que transforma tudo em um thriller intenso e angustiante de acompanhar. A tensão cresce a cada cena, a cada episódio, de um jeito tão poderoso que em vários momentos eu precisei pausar só pra recuperar o fôlego. As reviravoltas me mantiveram grudada na tela, e muita coisa eu realmente não esperava que fosse acontecer.
Ao mesmo tempo, tanto na fase do drama quanto na do thriller, vai sendo construída uma redenção muito bem desenvolvida em torno do protagonista. E o desfecho disso no último episódio é tão bonito que foi impossível não me derramar em lágrimas.
Acabei me apegando muito aos personagens, principalmente a ele. Por maiores que tenham sido seus erros (e não foram poucos), acompanhar sua angústia, seu desespero e sua depressão acabou me fazendo entender sua dor e criar empatia por ele.
É realmente um drama interessante, pesado e angustiante, e vale muito a pena assistir. Teve um ou outro exagero que me incomodou, mas no geral continua sendo uma experiência ótima.
Gostei demais de como tudo foi interligado, dá pra notar que, mesmo sendo um drama de baixo orçamento, a diretora-roteirista conseguiu extrair ouro do material.
Tô feliz demais de ter encontrado esse drama pra assistir.
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Bom
Esse filme foi realmente interessante de acompanhar, é bem feito e me entreteve.Ainda assim, achei desnecessariamente longo. Presumi que as mais de duas horas de duração seriam usadas para desenvolver melhor o personagem ou o drama dele, mas o que temos é basicamente um filme sobre o julgamento, quase todo passado dentro de um tribunal. Isso não é ruim em si, mas poderia ter sido melhor explorado.
Além disso, o filme carrega uma trama conceitualmente perigosa. Percebi pelas reviews e comentários que muitos homens deturparam completamente a mensagem do filme, interpretando-o como uma crítica às “acusações falsas” feitas por mulheres contra homens inocentes, quando na verdade o que o filme mostra de forma bastante clara é como o sistema judiciário japonês é falho, como juízes e promotores ficam limitados às provas disponíveis e como tribunais não existem para estabelecer a verdade absoluta, mas para julgar com base no que é apresentado processualmente. Isso pode resultar tanto na absolvição de um culpado quanto na condenação de um inocente.
O perigo dessa abordagem está justamente aí: ela abre margem para reforçar o discurso ultrapassado de que não se deve confiar na palavra da vítima. E sabemos que assédio é uma das coisas mais difíceis de se comprovar judicialmente, e que a palavra da vítima ainda hoje é constantemente invalidada, apesar de ser algo que nós, mulheres, temos conquistado aos poucos dentro do sistema jurídico.
No geral, achei um bom filme, mas senti falta de mostrar melhor o peso emocional e psicológico daquele processo sobre o protagonista. Faltou drama. A narrativa acabou ficando excessivamente jurídica, quase como assistir a um julgamento de fora, de alguém que eu não conheço e sobre quem não sei nada além do que a defesa e a acusação estão alegando.
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Um verdadeiro achado
ai gente sinceramente? eu amei, esse roteiro deixou tudo tão natural, e a atenção aos detalhes é incrívelacho que quem assistir esperando um romance vai se frustrar (e não culpo, porque a sinopse e o começo do drama vendem exatamente isso) mas ele vai muito além
acompanhamos uma mulher extremamente competente, mas também arrogante e difícil de lidar, que tenta transformar um garoto qualquer em uma estrela de cinema, ele é presunçoso, preguiçoso e pouco comprometido com o que faz, mas aos poucos ambos crescem e amadurecem
ele aprende a lutar pelos seus objetivos e principalmente a se apaixonar pela atuação
o drama mergulha fundo na indústria do entretenimento, mostrando como é árduo partir do zero e chegar ao topo, tudo é retratado com tanta veracidade: as dificuldades, o processo de crescimento, as frustrações e as conquistas, vemos um ator que não sabia atuar se transformar em um verdadeiro ás, e uma mulher que reencontra uma nova vocação
os personagens secundários também são muito bem construídos, e tudo serve a um propósito
em 20 episódios, o drama não foge do tema nem cria conflitos desnecessários, cada arco, cada papel que o protagonista interpreta, reflete algo que os personagens estão vivendo naquele momento
é uma história linda, embora o romance não seja o foco (está bem longe disso, aliás), ele é desenvolvido com muita sensibilidade: duas pessoas que não se respeitavam se tornam verdadeiros companheiros, que se desafiam, se apoiam e se entendem como ninguém, duas almas gêmeas que juntas alcançam o que tanto desejavam
eu achei simplesmente lindo, me emocionei várias vezes, a forma como desenvolveram cada personagem é impecável, dá pra notar o crescimento deles até nas expressões e na linguagem corporal
um drama muito bem escrito, dirigido e atuado, um verdadeiro achado
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Me surpreendeu
Esse drama me surpreendeu. Esperava uma comédia romântica qualquer, mas encontrei um baita slice of life.Acompanhamos o casamento e o divórcio de dois casais, com uma narrativa simples, focada no cotidiano e nos problemas que qualquer casal poderia ter. Os personagens são únicos e incrivelmente reais.
A maior força do drama está nos diálogos. Eles são naturais, necessários, nunca expositivos, e o impacto vem durante as conversas. Os monólogos e as discussões estão entre meus momentos favoritos. Há tanto realismo que parece que estamos observando pessoas reais, não atores.
Outro ponto que adorei foi o jogo de câmera, sempre posicionada de forma estratégica nos dando a sensação de espiar a vida desses casais, sem zooms nem exageros, como se estivéssemos escondidos acompanhando cada detalhe. É tão imersivo que me peguei chorando várias vezes pela naturalidade dos conflitos. Não há nada grandioso, apenas a realidade.
As atuações são incríveis e os personagens cheios de personalidade, sem excessos. Também achei brilhante a escolha de não usar flashbacks em momentos marcantes. Quando uma personagem conta como perdeu o pai, por exemplo, tudo acontece apenas pelo diálogo, com detalhes tão bem colocados que você consegue visualizar a cena inteira sem esforço. Isso exige um roteirista muito bom e esse fez um trabalho excepcional.
É um drama que ficará no meu coração por muito tempo. Realmente muito bom.
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Um achado
Uma comédia dramática que flerta com o slice of life da forma mais tocante possível. Acompanhar uma menina redescobrindo o amor pela vida encheu meu coração de felicidade, e ver o irmão dela se tornando um homem responsável por causa dela foi a cereja do bolo.É um drama lindo, cheio de evolução, com personagens vivendo, aprendendo e reaprendendo a viver. Que experiência sensível e emocionante.
Se não fosse por algumas piadinhas incestuosas totalmente fora de tom e por certas cenas em que o humor passava um pouco do limite, eu facilmente teria favoritado. Ainda assim, é um drama muito bonito sobre dois irmãos cuidando um do outro.
Ela, aos 20 anos, enfrenta uma doença grave e tem uma cirurgia de alto risco marcada para dali a dois meses. Decide, então, passar esse tempo com o irmão mais velho, com quem não tinha contato há dez anos. Ela não se importava com nada, não tinha apego a nada e acreditava que ser cruel com as pessoas era a única forma de ser lembrada. Ele, aos 30, era um homem perdido, irresponsável, imaturo, vivendo no piloto automático e sem lutar pelos próprios sonhos.
A aproximação dos dois é desenvolvida com tanta delicadeza que se torna impossível não se envolver. Aos poucos, vão criando laços, se redescobrindo e transformando um ao outro. Ele aprende a ser responsável, a cuidar dela e de si mesmo. Ela tem experiências que jamais imaginou por causa da doença, faz amigos e até se apaixona.
O drama é lindo, tocante e sensível. A evolução dos personagens é, sem dúvida, o seu maior trunfo. Que achado!
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Tocante
Esse drama é, sinceramente, uma das coisas mais lindas que já assisti. Com uma delicadeza comovente, ele toca o coração de forma sutil e genuína.Passei por cada episódio com um sorriso no rosto, os olhos marejados e o coração completamente envolvido. A naturalidade com que a história se desenrola é impressionante, tudo acontece com uma autenticidade tão viva, humana e sensível que, por momentos, eu esquecia que estava vendo uma ficção.
Não há vilões, antagonismos forçados nem reviravoltas absurdas. As situações são comuns, cotidianas até, mas são justamente essas pequenas coisas que tornam a trama tão especial. Os sentimentos são construídos devagar, com cuidado, e isso torna cada gesto, cada olhar e cada diálogo mais significativo.
Embora não seja exatamente um slice of life, o drama tem essa sensação de realismo e leveza. A trama gira em torno de uma mulher que, após receber um transplante de coração da cunhada de seu noivo, se aproxima, sem perceber, do irmão dele, um viúvo com dois filhos. Aos poucos, entre encontros casuais e diálogos sinceros, nasce um amor delicado e verdadeiro entre os dois.
Um dos maiores méritos do drama é fugir dos clichês. Não há pais opressores, ex-namoradas maquiavélicas ou disputas melodramáticas. Até o noivo da protagonista, que poderia facilmente ser retratado como um obstáculo, é um homem apaixonante, gentil e compreensivo. Tudo é voltado para o drama humano, com momentos leves, emocionantes e carregados de significado.
A narrativa é coesa do início ao fim. Não há pressa para contar a história, mas também não há enrolação, tudo tem seu tempo e seu peso. A construção do clímax acontece de forma orgânica, sem precisar recorrer a eventos forçados ou revelações abruptas. Cada ponto da trama é bem amarrado, cada subtrama tem relevância e todos os personagens cumprem um papel importante.
A química entre o casal principal é encantadora, e as interações do protagonista com os filhos são, talvez, o que há de mais tocante no drama. É raro ver crianças escritas com tanta autenticidade, uma menina que amadureceu cedo, mas que ainda é criança, e um garotinho adorável, com reações naturais para sua idade. Nada é exagerado ou caricato. São, de fato, crianças normais, com personalidade, doçura e presença marcante.
As relações familiares são desenvolvidas com sensibilidade, e cada interação carrega significado. Não há cenas desperdiçadas. O ritmo é envolvente, com equilíbrio entre drama, emoção e leveza. Ri muito, chorei bastante, e sorri mais do que tudo. É uma história para guardar no coração.
Já entrou para os meus favoritos, e recomendo de olhos fechados. The Spring Day of My Life é um drama sobre amor, reconstrução, e humanidade. Lindo do começo ao fim.
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Desinteressante
Com peso no coração decidi abandonar My Girl após três episódios.É uma decepção ainda maior pelo fato de a premissa estar entre as minhas favoritas: um homem que descobre ter uma filha da qual nunca soube e, após a morte da mãe, precisa assumir a paternidade. Amo esse tipo de história por seu potencial emocional. Acompanhar um personagem inicialmente egoísta ou imaturo amadurecendo por meio do amor e da responsabilidade de cuidar de uma criança sempre mexe comigo. É o tipo de jornada que costuma equilibrar humor, afeto e drama do jeitinho que eu adoro. Mas, infelizmente, não foi isso que encontrei aqui.
O protagonista é, desde o início, um homem bonzinho, ingênuo, que não precisa passar por uma grande transformação. Ele já quer ser um bom pai, já quer conciliar tudo e ser responsável. Na teoria deveria ser positivo, mas na prática tira qualquer possibilidade de desenvolvimento significativo. A narrativa não oferece conflitos reais nem obstáculos emocionais que tornem essa transição interessante.
A filha, embora encantadora, é reduzida a uma criança fofa que não quer incomodar o pai. Ela não tem voz própria, nem momentos de destaque ou emoção. A dinâmica entre os dois, que deveria ser o coração do drama, é rasa e repetitiva.
O enredo também se perde em longas cenas no ambiente de trabalho do protagonista, que pouco acrescentam à história principal. Fica claro que a intenção é criar um conflito entre carreira e paternidade, mas isso é feito de maneira forçada, sem tensão ou consequência real.
Além disso, os flashbacks com a ex-namorada, que poderiam aprofundar o drama e mostrar camadas do luto ou da culpa, se resumem a lembranças genéricas e idealizadas com diálogos sem peso e cenas que não acrescentam nada além de minutos de tela.
Os personagens secundários são todos unidimensionais e servem mais como cenário do que como parte viva da história. Os diálogos são mornos, as cenas carecem de impacto emocional, e o drama, que deveria ser o fio condutor, simplesmente não existe.
Após três episódios, tudo parece girar em torno da mesma fórmula, ele tentando conciliar o trabalho com a paternidade e falhando, enquanto a menina tenta se apagar para não atrapalhar.
Talvez My Girl funcionasse melhor como um filme, com ritmo mais enxuto e uma história mais focada. Mas como drama seriado, falta carisma, propósito e, principalmente, personalidade. É uma trama que promete muito, mas entrega muito pouco. Por isso estou desistindo.
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Desperdício de potencial
The Ravine of Goodbye é um filme que tinha tudo para ser impactante, mas tropeça nas próprias escolhas narrativas. Trabalha com duas histórias paralelas que, embora prometam convergir, acabam se anulando.De um lado, temos um jornalista investigativo observando de perto o caso de uma mulher presa, acusada de assassinar o próprio filho. Do outro, a trama de uma mulher marcada por um estupro coletivo sofrido na adolescência, tentando recomeçar a vida ao lado de um dos estupradores, com quem agora é casada (inacreditável, eu sei). O elo entre as duas histórias seria esse homem: suposto envolvimento amoroso com a mulher acusada e, no passado, agressor da esposa atual.
Mas a promessa de conexão entre essas tramas nunca se cumpre de verdade. A narrativa em torno da mãe assassina parece deslocada, quase descartável. O mistério do crime não é desenvolvido, a criança nunca aparece em cena, e a suspeita de envolvimento do protagonista soa forçada e sem fundamento. Essa metade do filme é morosa, pouco envolvente e não acrescenta quase nada à experiência como um todo, além de arrastar o ritmo.
A segunda história, no entanto, é muito mais poderosa. Trata do trauma, da vergonha pública, da impossibilidade de seguir em frente, e do luto íntimo que uma mulher carrega por ter sido violentada.
A forma como o filme aborda o arrependimento do agressor também é um ponto forte. É possível sentir o quanto ele se envergonha do que fez, o quanto isso o assombra e o quanto ele busca desesperadamente o perdão. Não como redenção mágica, mas como um pedido de humanidade. Há algo de genuíno nesse arco, e talvez seja o único fio emocional verdadeiramente bem conduzido no filme.
Ainda assim, a condução geral da narrativa peca por escolhas questionáveis. O ritmo beira o slice of life, mas sem o charme ou a sensibilidade que esse estilo costuma exigir. É lento demais, disperso demais, e muitas cenas parecem existir apenas para ocupar tempo. Os momentos de silêncio não carregam densidade emocional, apenas a sensação de que o filme se alonga sem necessidade.
As cenas de sexo, com exceção da cena de estupro (angustiante, curta e filmada com o desconforto necessário), soam gratuitas, desconexas e desnecessariamente longas. São desconfortáveis não pelo conteúdo em si, mas porque parecem colocadas sem real propósito narrativo (mais uma entre várias decisões duvidosas da direção).
No fim, The Ravine of Goodbye deixa a sensação de um filme com grande potencial, especialmente por conta de seu segundo arco, mas que erra no foco e na execução.
É sombrio, carregado de temas fortes, e tem momentos de potência emocional real, mas desperdiça tempo demais com uma trama secundária mal amarrada. Não é um filme para qualquer um, e talvez nem tenha sido um filme para mim. Recomendo, mas com muitas ressalvas.
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Respirar como forma de sobreviver
Breath me surpreendeu de forma extremamente positiva.Minha curiosidade inicial era saber como o filme lidaria com a barreira linguística, já que o protagonista é interpretado por um ator taiwanês em uma produção coreana. A solução encontrada é ótima: ele é um condenado à morte, um maníaco suicida que, logo nos primeiros minutos do filme, tenta se matar enfiando um objeto na garganta, o que o deixa fisicamente incapacitado de falar. É um silêncio imposto, mas profundamente simbólico.
A história gira em torno de uma mulher que, ao descobrir uma traição do marido, se vê emocionalmente sufocada. Sem saber ao certo o porquê, passa a visitar esse prisioneiro silencioso, cuja tentativa de suicídio repetidamente aparece no noticiário.
O título do filme, Breath, não poderia ser mais certeiro. Aquelas visitas se tornam para ambos momentos de pausa, de escape, de respiro diante da asfixia emocional em que vivem.
As cenas entre eles são de uma beleza desconcertante. Ela o visita em salas de encontro íntimo, que decora a cada vez com o tema de uma estação do ano. Leva um rádio, escolhe uma música simbólica, canta para ele e compartilha uma memória marcante que tem relação com aquela estação.
No começo, ele apenas a observa com desejo, o que é compreensível, considerando o isolamento e a solidão de anos numa cela cercado só por homens. Mas aos poucos o erotismo dá lugar a outra forma de intimidade. Ele relaxa, e ali, eles respiram juntos. Há uma entrega silenciosa, uma troca de vulnerabilidades.
É um filme sobre a necessidade vital de conexão, ainda que breve, ainda que improvável. Sobre como, em meio à dor, à traição, ao desespero, duas pessoas completamente diferentes podem se tornar a válvula de escape uma da outra.
A escolha estética de ter sempre apenas um dos personagens falando em cada cena reforça essa dualidade: o que se diz e o que se guarda.
O início do filme é mais morno, mas à medida que as visitas começam, o enredo ganha corpo. O ritmo melancólico é bem dosado, a estética dramática contribui para a imersão, e o simbolismo da respiração permeia toda a narrativa de forma comovente. Não é um filme perfeito, há escolhas que podem parecer excessivamente metafóricas ou abstratas, mas é uma experiência tocante e única.
No fim, é exatamente isso, um filme sobre duas pessoas que, mesmo em mundos opostos, se encontram no mesmo fôlego.
Recomendo.
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Um desastre
Lovers Vanished é um desastre. Um filme que poderia ter sido denso, profundo, tocante, mas que acaba sendo apenas vazio e frustrante.A direção é um dos maiores problemas. É excessivamente fragmentada, com cortes rápidos que sabotam qualquer tentativa de construir emoção, tensão ou profundidade. Cenas que deveriam durar são reduzidas a flashes, e assim o filme corre por cima da própria história como se estivesse apressado para acabar.
Não há fluidez, não há ritmo, não há envolvimento. O diretor parece mais interessado em pular de momento em momento do que em construir algo. E isso compromete tudo. As cenas não têm peso. Os personagens não têm tempo de existir. Eles não são desenvolvidos, não têm voz própria, apenas estão ali, perdidos num enredo que se desfaz a cada novo corte.
A premissa em si é interessante: um presidiário contrai HIV na esperança de ser libertado — o que não acontece — e então foge. Paralelamente, temos uma assistente de palco que se envolve num assassinato acidental, é protegida por um mágico que assume a culpa por ela, e contrai HIV dele, o mesmo mágico que depois transmite a doença ao protagonista.
Mas a execução é um desastre. A subtrama envolvendo a mágica é tão deslocada e artificial que beira o risível. Parece uma tentativa pretensiosa de adicionar simbolismo e camadas, mas o resultado é apenas forçado.
Falta densidade emocional, falta carga dramática, falta humanidade. Para um filme que se propõe a tratar da AIDS, um tema tão potente, é quase criminoso como o impacto da doença é negligenciado. Os personagens não reagem, não processam, não mudam. São apenas peças sendo arrastadas por uma narrativa rasa que tenta soar profunda, mas falha em todos os aspectos.
O único mérito vai para o elenco, especialmente Kim Namgil, que entrega uma atuação surpreendentemente boa, mesmo com o roteiro e a direção jogando contra ele o tempo todo. Ele dá tudo de si, mas sozinho não consegue salvar uma obra que se perde desde a primeira cena.
O que mais me incomoda é a sensação de desperdício. Dá a impressão de que o filme foi gravado em excesso e depois brutalmente picotado na edição, sem cuidado, sem critério, sem compromisso com o que deveria ser contado. E como o diretor também assina o roteiro, é impossível não responsabilizá-lo por esse desastre completo.
No fim, Lovers Vanished é um filme sem propósito e sem impacto. Um projeto que até poderia ter sido marcante (poderia?), mas não foi. Arrependida de ter assistido.
Não recomendo.
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Dolorosamente lindo
Sabe quando um filme é tão bom desde o início que você já sofre só de saber que ele vai acabar? Foi exatamente essa a minha experiência com The Light Shines Only There. E o mais curioso é que ele é desconfortável e, ainda assim, eu queria permanecer mais tempo naquele universo cruel e melancólico.A premissa é simples, mas executada com precisão e intensidade. Seguimos um homem solitário, carregando uma depressão que o afunda em jogos, bebidas e cigarros, que acaba criando uma amizade improvável com um ex-detento, um rapaz que é o completo oposto dele: espontâneo, animado, cheio de vida. A partir desse encontro, ele conhece a irmã mais velha do rapaz, uma mulher que se prostitui para sustentar a casa. E é com ela que nasce um romance tão torto quanto necessário.
A família desses dois irmãos vive em condições miseráveis. Tudo fede a abandono, dor e sobrevivência, e o filme não tenta aliviar esse retrato em nenhum momento.
Mas o que torna o filme tão poderoso é justamente a sensibilidade com que constrói as relações entre os personagens. A amizade entre os dois homens é uma das coisas mais bonitas do roteiro. O vínculo entre eles é tão genuíno que parece uma relação de irmãos. O romance com a irmã é igualmente intenso. E cada vínculo funciona como uma pequena fagulha tentando iluminar o abismo emocional em que todos se encontram.
O filme é triste, mas há beleza nessa tristeza. É bonito ver como o amor e a amizade oferecem pequenos respiros. É tocante ver o protagonista ganhando cor ao se apaixonar. É comovente quando ele deseja proteger alguém que já não sabe mais o que é ser protegida. E também é doloroso ver os três tentando escapar do inferno particular em que vivem.
A fotografia é impecável, crua, mas delicadamente bela. A direção é segura e sabe exatamente onde colocar a câmera para extrair o máximo de dor, desejo e desconforto. As cenas de nudez são conduzidas com uma maestria rara, especialmente ao contrastar o sexo cheio de afeto com o protagonista com o sexo mecânico, degradante e traumático com o antagonista.
Nada é gratuito aqui. Nem o sofrimento, nem a nudez, nem os silêncios, nem os gritos. O roteiro acerta ao se manter centrado nos dramas dos personagens, sem tentar abraçar temas demais. Os diálogos são realistas, a atmosfera é carregada e, mesmo com um ritmo lento, o filme prende. É aquele melodrama sombrio que sabe o que quer dizer e como dizer.
É difícil encontrar um filme que cause tanto incômodo e encanto ao mesmo tempo. The Light Shines Only There me deixou arrasada, tocada e apaixonada. Um filme para sentir na pele. E um dos melhores nessa temática que já vi.
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